Questões de Concurso Sobre educação dos surdos em libras

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Q4309136 Libras
Em um processo de formação continuada voltado à Educação Especial e inclusiva, professores da educação básica indicaram prioridades para qualificar o trabalho pedagógico na escola regular. Considerando isso, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE.
Entre as necessidades formativas mais evidentes, destacaram-se o conhecimento sobre o ____________ da Educação Especial e a realização de oficinas para confecção de materiais didáticos para o ensino em _________ e Braille.
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Q4309135 Libras
Uma escola comum está reorganizando o atendimento educacional especializado (AEE) de um estudante com surdez para evitar que esse atendimento seja tratado apenas como reforço escolar isolado. Sobre os objetivos do AEE nesse contexto, assinalar a alternativa CORRETA.
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Q4304777 Libras
Sob a ótica dos estudos surdos e socioantropológicos, a constituição da identidade surda e o fortalecimento da cultura surda no ambiente escolar pressupõem o reconhecimento de que o sujeito surdo experiencia o mundo por meio de marcas visuais, o que impõe ao professor de Libras o papel de
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Q4304768 Libras
Ao discutir os impactos do Congresso de Milão (1880), um pesquisador afirmou que esse evento representou uma mudança profunda na concepção de educação de surdos, produzindo consequências que ultrapassaram a simples escolha de um método pedagógico. Essa afirmação se justifica porque o Congresso de Milão 
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Q4304764 Libras
A Lei nº 10.436/2002 reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como meio legal de comunicação e expressão, e estabelece diretrizes para sua promoção pelo poder público. Ao tratar da relação entre Libras e Língua Portuguesa, o legislador expressamente determina que a
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Q4304754 Libras
Leia o caso e o texto a seguir.

Considere a seguinte situação: ao elaborar o planejamento do Atendimento Educacional Especializado para um estudante surdo recém-matriculado, a equipe pedagógica discutiu quais ações deveriam compor esse atendimento, considerando os princípios da educação bilíngue. Surgiram diferentes propostas sobre a organização do AEE e suas finalidades. Nesse sentido, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) destinado aos estudantes surdos constitui um espaço de desenvolvimento linguístico que integra a proposta da educação bilíngue.

[...] Na organização do trabalho de ensino de LIBRAS a alunos com surdez, percebemos o quanto é desafiador incluir esse aluno na escola regular despreparada, que mais se adequa aos padrões excludentes da sociedade do que se abre a uma educação que verdadeiramente valorize a diversidade e promova o crescimento humano igualitário de todos que dela participem. O desafio aqui é encontrar o elo que diminuirá a distância entre o aluno com surdez e o aluno ouvinte, levando-se em conta suas origens, culturas e, sobretudo, suas línguas.

SANTOS, W. J. Ambiente de Ensino-Aprendizagem da LIBRAS: o AEE para alunos surdos. Revista Virtual de Cultura Surda, Petrópolis, n. 11, jun. 2013, p. 9. Disponível em: https://libras.uff.br/wp-content/uploads/sites/320/2024/12/3- Santos-REVISTA-11.pdf. Acesso em: 14 jul. 2026. 

Levando em consideração a situação e o trecho apresentado, a organização do AEE para estudantes surdos pressupõe, além do ensino da Libras, o
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Q4304753 Libras
Leia o texto e analise a imagem a seguir.
[...] A diferença linguística existente na comunicação entre surdos e ouvintes pode dificultar ainda mais a interação na escola que, somado ao preconceito de cor, o negro surdo precisa aprender a lidar com interferências que vão além de “não ser compreendido. 

OLIVEIRA, R. A. B.; REIS, M. C. O surdo e sua dupla identificação: construindo a identidade negra. In: CANDEIAS, P. R. P. (org.). Os múltiplos olhares do Laboratório de Educação das Relações Étnico-Raciais da UFPE. Recife: Ed. UFPE, 2021. p. 104. Disponível em: https://editora.ufpe.br/books/catalog/download/728/739/2332?inline=1. Acesso em: 14 jul. 2026.


Imagem associada para resolução da questão

CONGRESSO NACIONAL DE INCLUSÃO SOCIAL DE NEGRO SURDO. Perfil oficial no Instagram. Instagram. Disponível em: https://www.instagram.com/cnisns.brasil/. Acesso em: 15 jul. 2026.



A identidade constitui um processo dinâmico de construção social, marcado por diferentes pertencimentos culturais, linguísticos e históricos. Nos estudos sobre a comunidade negra surda, a articulação entre identidade étnico-racial e identidade surda amplia as discussões sobre representatividade, participação social e reconhecimento da diversidade. Considerando o texto e a imagem apresentados, a expressão dupla identificação refere-se ao(à) 
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Q4304750 Libras
Leia o texto a seguir.

[...] Os graduandos das licenciaturas brasileiras precisam ter acesso a conteúdos que os orientem de forma segura para a realização do trabalho com o aluno surdo nas salas de aula inclusivas. O que certamente contribuirá para a não perpetuação das falhas atualmente existentes no ensino que têm impedido o pleno acesso do Surdo ao conhecimento. 

PAIVA, G. X. S.; FARIA, J. G.; CHAVEIRO, N. O ensino de Libras nos cursos de formação de professores: desafios e possibilidades. Revista Sinalizar, Goiânia, v. 3, n. 1, p. 78, jan./jun. 2018. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revsinal/article/view/53145. Acesso em: 14 jul. 2026.


A oferta da disciplina de Libras nos cursos de Licenciatura representa um dos desdobramentos das políticas públicas voltadas à formação inicial de professores para a educação inclusiva e bilíngue. Entretanto, conforme discutem as autoras, ainda persistem desafios relacionados à organização dessa disciplina. Considerando o texto, um desses desafios corresponde à 
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Q4304232 Libras
O Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2026- 2036, instituído pela Lei nº 15.388, de 14 de abril de 2026, visa garantir que a educação seja direito de todos os cidadãos e cidadãs do Brasil. No eixo Educação Especial Inclusiva e Educação Bilíngue de Surdos, o objetivo 10 garante aos alunos surdos a alfabetização em Língua Brasileira de Sinais (Libras) como
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Q4295178 Libras
Considere o texto a seguir para responder a questão

Estudante surdo processa faculdade por falta de intérprete em sala de aula

        Defendida pelo Ministério da Educação, a política de inclusão de alunos com necessidades especiais na rede regular de ensino é mais complicada do que sugere a teoria. Surdo, o estudante de administração Diego dos Santos Daris, de 21 anos, move uma ação na 3ª Vara Cível de Campo Grande, na Zona Oeste, contra uma faculdade por não dispor de intérprete adequado em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Mas a dificuldade de Diego, hoje instrutor de Libras numa escola municipal do bairro, começou bem antes.
    
        Durante a infância, na falta de um alfabetizador que soubesse a língua de sinais, Diego aprendeu a ler e escrever por esforço da mãe, Leila dos Santos. Durante todo o período em que o filho estudou na rede municipal do ensino fundamental, coube a ela repassar as lições em Libras.
    
        “Hoje sei que a rede municipal dá mais acompanhamento. Mas, naquela época, tive que ensinar tudo a ele nas oito séries”, conta Leila.
    
        No ensino médio, Diego teve a sorte de se matricular no Colégio Albert Sabin, da rede estadual, em Campo Grande, onde havia profissionais capacitados em Libras – época em que ele “deslanchou”, nas palavras da mãe.
    
        Os problemas voltaram no ano passado, quando Diego começou o curso de administração, também em Campo Grande. Havia uma intérprete contratada pela instituição de ensino, mas ela, por ser também aluna, não dava atenção exclusiva ao rapaz. Segundo a reitoria, a faculdade tem dez anos de experiência com alunos com necessidades especiais. Para a instituição, o que ocorreu com o aluno foi um problema pessoal com a intérprete.

(Disponível em: https://oglobo.globo.com/rio/ estudante-surdo-processa-faculdade-por-falta-de-interprete-em- -sala-de-aula-2801686. Adaptado)
A educação bilíngue que deve ser oferecida aos surdos consiste em oferecer o ensino de
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Q4295175 Libras
Considere o texto a seguir para responder a questão

Estudante surdo processa faculdade por falta de intérprete em sala de aula

        Defendida pelo Ministério da Educação, a política de inclusão de alunos com necessidades especiais na rede regular de ensino é mais complicada do que sugere a teoria. Surdo, o estudante de administração Diego dos Santos Daris, de 21 anos, move uma ação na 3ª Vara Cível de Campo Grande, na Zona Oeste, contra uma faculdade por não dispor de intérprete adequado em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Mas a dificuldade de Diego, hoje instrutor de Libras numa escola municipal do bairro, começou bem antes.
    
        Durante a infância, na falta de um alfabetizador que soubesse a língua de sinais, Diego aprendeu a ler e escrever por esforço da mãe, Leila dos Santos. Durante todo o período em que o filho estudou na rede municipal do ensino fundamental, coube a ela repassar as lições em Libras.
    
        “Hoje sei que a rede municipal dá mais acompanhamento. Mas, naquela época, tive que ensinar tudo a ele nas oito séries”, conta Leila.
    
        No ensino médio, Diego teve a sorte de se matricular no Colégio Albert Sabin, da rede estadual, em Campo Grande, onde havia profissionais capacitados em Libras – época em que ele “deslanchou”, nas palavras da mãe.
    
        Os problemas voltaram no ano passado, quando Diego começou o curso de administração, também em Campo Grande. Havia uma intérprete contratada pela instituição de ensino, mas ela, por ser também aluna, não dava atenção exclusiva ao rapaz. Segundo a reitoria, a faculdade tem dez anos de experiência com alunos com necessidades especiais. Para a instituição, o que ocorreu com o aluno foi um problema pessoal com a intérprete.

(Disponível em: https://oglobo.globo.com/rio/ estudante-surdo-processa-faculdade-por-falta-de-interprete-em- -sala-de-aula-2801686. Adaptado)
Considere o seguinte trecho do texto:
Durante a infância, na falta de um alfabetizador que soubesse a língua de sinais, Diego aprendeu a ler e escrever por esforço da mãe, Leila dos Santos.”
A situação descrita no texto nos leva à reflexão de que a alfabetização do aluno surdo consiste no aprendizado do português _______, deve ser feita por meio do método da associação__________ de sinais com a linguagem escrita, em um contexto de ensino _________, e é fundamental para que a criança desenvolva a sua________ e sua identidade social.
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente as lacunas do texto.
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Q4295170 Libras
O sentimento de pertencer a uma comunidade surda está principalmente associado 
Alternativas
Q4295162 Libras
O trabalho linguístico pioneiro de William Stokoe, em 1960, sobre a língua de sinais americana, concentrou-se, principalmente:
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Q4295161 Libras
Historicamente, pode-se dizer que a educação para surdos passou por três modelos diferentes, respectivamente:
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Q4295160 Libras
Qual dos educadores a seguir participou ativamente do início da educação para surdos no Brasil? 
Alternativas
Q4295159 Libras
A escola francesa, desenvolvida pelo abade L’Epée, teve grande influência na história da educação de surdos no Brasil, porque
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Q4295158 Libras
Um evento que marcou a educação dos surdos foi o “Congresso de Milão”, realizado em 1880. Sobre esse evento, é correto afirmar que a principal decisão tomada durante o congresso foi a
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Q4295157 Libras
Considere o texto a seguir para responder a questão.

Concepções sobre língua de sinais e pensamento dos surdos e suas implicações para o ensino de conceitos abstratos

    Uma constante preocupação entre professores e outros profissionais envolvidos na educação de surdos diz respeito ao ensino de conceitos abstratos, em geral, relacionados às chamadas ciências naturais, tais como a biologia, a física e a química.
    As origens da chamada escola alemã de educação de surdos remontam às ideias do médico suíço Johann Conrad Amman, que viveu entre 1669 e 1724. Amman acreditava na superioridade da fala na expressão tanto de emoções quanto de ideias e conceitos, defendia que somente por meio dela seria possível desenvolver faculdades mentais complexas. Consequentemente, ele sustentava que outras formas de comunicação, entre elas, os sinais, as imagens e os gestos, eram imperfeitas e inferiores. Sendo assim, em sua visão, as pessoas surdas estariam impossibilitadas de desenvolver pensamento abstrato, logo, estariam presas a uma vida de sensações e sentimentos. Como defendia que tal fato não poderia ser “consertado” com a língua de sinais, Amman sustentava que o ensino da fala a crianças surdas deveria ser o objetivo principal de sua educação, pois isso lhes permitiria a comunicação com a maioria ouvinte e, mais do que isso, as elevaria à condição humana.
  Samuel Heinicke, um educador prussiano, é responsável pela institucionalização do discurso e dos métodos oralistas de educação de surdos na Alemanha. Heinicke acreditava que a origem do pensamento está na língua falada. Logo, para ele, o pensamento não pode ocorrer sem fala. Sua visão colocava os surdos na condição de sujeitos que não conseguem pensar abstrata ou conceptualmente, mas tão- -somente em termos concretos. Ademais, ele não acreditava que a escrita seria uma boa substituta para a língua falada, pois defendia que qualquer experiência visual estaria presa ao concreto e que somente a percepção auditiva da voz oferece meios para o desenvolvimento de pensamento abstrato. Decorre aí que, assim como Amman, o referido educador era totalmente contrário ao uso da língua de sinais na educação de surdos.
     Contemporaneamente à escola alemã, a escola francesa, iniciada pelo abade l’Epée, propunha uma visão diferente, já que reconhecia o valor da língua de sinais na educação dos surdos. Por essa razão, o método de l’Epée também é referido como manualismo. l’Epée acreditava que os gestos eram a verdadeira linguagem natural e universal da humanidade. Apesar disso, ele os via como incapazes de, por si só, representar toda a riqueza da língua francesa. Sendo assim, a partir dos “gestos” usados por seus discípulos surdos, criou um sistema de representação manual para essa língua, que designou como “sinais metódicos”. Por meio desses sinais, podiam-se representar não apenas aspectos da língua francesa que não têm correspondentes na língua de sinais, mas também, conceitos abstratos e complexos, por meio da sua decomposição em conceitos elementares e concretos, expressos cada um por um sinal metódico diferente.
    Visões como a de Amman e Heinicke começaram a ser desconstruídas no âmbito da linguística a partir do trabalho pioneiro de William Stokoe (1960), que demonstrou que a língua de sinais americana (American Sign Language – ASL), e, por extensão, as diversas línguas de sinais do mundo são línguas naturais, pois apresentam os mesmos princípios organizacionais que as línguas faladas. Com isso, caem por terra todas as afirmações que embasaram a imposição do método oral puro na educação de surdos, entre elas, a de que as línguas de sinais são incapazes de expressar conceitos abstratos.

(André Nogueira Xavier, Revista Porto das Letras, “Concepções sobre língua de sinais e pensamento dos surdos e suas implicações para o ensino de conceitos abstratos”. Disponível em: https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/ portodasletras/article/view/11437/18307. Adaptado)
Segundo o texto, a escola francesa, iniciada pelo abade L’Epée, diferenciava-se da escola alemã, principalmente, porque defendia
Alternativas
Q4295155 Libras
Considere o texto a seguir para responder a questão.

Concepções sobre língua de sinais e pensamento dos surdos e suas implicações para o ensino de conceitos abstratos

    Uma constante preocupação entre professores e outros profissionais envolvidos na educação de surdos diz respeito ao ensino de conceitos abstratos, em geral, relacionados às chamadas ciências naturais, tais como a biologia, a física e a química.
    As origens da chamada escola alemã de educação de surdos remontam às ideias do médico suíço Johann Conrad Amman, que viveu entre 1669 e 1724. Amman acreditava na superioridade da fala na expressão tanto de emoções quanto de ideias e conceitos, defendia que somente por meio dela seria possível desenvolver faculdades mentais complexas. Consequentemente, ele sustentava que outras formas de comunicação, entre elas, os sinais, as imagens e os gestos, eram imperfeitas e inferiores. Sendo assim, em sua visão, as pessoas surdas estariam impossibilitadas de desenvolver pensamento abstrato, logo, estariam presas a uma vida de sensações e sentimentos. Como defendia que tal fato não poderia ser “consertado” com a língua de sinais, Amman sustentava que o ensino da fala a crianças surdas deveria ser o objetivo principal de sua educação, pois isso lhes permitiria a comunicação com a maioria ouvinte e, mais do que isso, as elevaria à condição humana.
  Samuel Heinicke, um educador prussiano, é responsável pela institucionalização do discurso e dos métodos oralistas de educação de surdos na Alemanha. Heinicke acreditava que a origem do pensamento está na língua falada. Logo, para ele, o pensamento não pode ocorrer sem fala. Sua visão colocava os surdos na condição de sujeitos que não conseguem pensar abstrata ou conceptualmente, mas tão- -somente em termos concretos. Ademais, ele não acreditava que a escrita seria uma boa substituta para a língua falada, pois defendia que qualquer experiência visual estaria presa ao concreto e que somente a percepção auditiva da voz oferece meios para o desenvolvimento de pensamento abstrato. Decorre aí que, assim como Amman, o referido educador era totalmente contrário ao uso da língua de sinais na educação de surdos.
     Contemporaneamente à escola alemã, a escola francesa, iniciada pelo abade l’Epée, propunha uma visão diferente, já que reconhecia o valor da língua de sinais na educação dos surdos. Por essa razão, o método de l’Epée também é referido como manualismo. l’Epée acreditava que os gestos eram a verdadeira linguagem natural e universal da humanidade. Apesar disso, ele os via como incapazes de, por si só, representar toda a riqueza da língua francesa. Sendo assim, a partir dos “gestos” usados por seus discípulos surdos, criou um sistema de representação manual para essa língua, que designou como “sinais metódicos”. Por meio desses sinais, podiam-se representar não apenas aspectos da língua francesa que não têm correspondentes na língua de sinais, mas também, conceitos abstratos e complexos, por meio da sua decomposição em conceitos elementares e concretos, expressos cada um por um sinal metódico diferente.
    Visões como a de Amman e Heinicke começaram a ser desconstruídas no âmbito da linguística a partir do trabalho pioneiro de William Stokoe (1960), que demonstrou que a língua de sinais americana (American Sign Language – ASL), e, por extensão, as diversas línguas de sinais do mundo são línguas naturais, pois apresentam os mesmos princípios organizacionais que as línguas faladas. Com isso, caem por terra todas as afirmações que embasaram a imposição do método oral puro na educação de surdos, entre elas, a de que as línguas de sinais são incapazes de expressar conceitos abstratos.

(André Nogueira Xavier, Revista Porto das Letras, “Concepções sobre língua de sinais e pensamento dos surdos e suas implicações para o ensino de conceitos abstratos”. Disponível em: https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/ portodasletras/article/view/11437/18307. Adaptado)
De acordo com o artigo, as ideias do médico suíço Johann Conrad Amman e do educador prussiano Samuel Heinicke são
Alternativas
Q4295154 Libras
Considere o texto a seguir para responder a questão.

Concepções sobre língua de sinais e pensamento dos surdos e suas implicações para o ensino de conceitos abstratos

    Uma constante preocupação entre professores e outros profissionais envolvidos na educação de surdos diz respeito ao ensino de conceitos abstratos, em geral, relacionados às chamadas ciências naturais, tais como a biologia, a física e a química.
    As origens da chamada escola alemã de educação de surdos remontam às ideias do médico suíço Johann Conrad Amman, que viveu entre 1669 e 1724. Amman acreditava na superioridade da fala na expressão tanto de emoções quanto de ideias e conceitos, defendia que somente por meio dela seria possível desenvolver faculdades mentais complexas. Consequentemente, ele sustentava que outras formas de comunicação, entre elas, os sinais, as imagens e os gestos, eram imperfeitas e inferiores. Sendo assim, em sua visão, as pessoas surdas estariam impossibilitadas de desenvolver pensamento abstrato, logo, estariam presas a uma vida de sensações e sentimentos. Como defendia que tal fato não poderia ser “consertado” com a língua de sinais, Amman sustentava que o ensino da fala a crianças surdas deveria ser o objetivo principal de sua educação, pois isso lhes permitiria a comunicação com a maioria ouvinte e, mais do que isso, as elevaria à condição humana.
  Samuel Heinicke, um educador prussiano, é responsável pela institucionalização do discurso e dos métodos oralistas de educação de surdos na Alemanha. Heinicke acreditava que a origem do pensamento está na língua falada. Logo, para ele, o pensamento não pode ocorrer sem fala. Sua visão colocava os surdos na condição de sujeitos que não conseguem pensar abstrata ou conceptualmente, mas tão- -somente em termos concretos. Ademais, ele não acreditava que a escrita seria uma boa substituta para a língua falada, pois defendia que qualquer experiência visual estaria presa ao concreto e que somente a percepção auditiva da voz oferece meios para o desenvolvimento de pensamento abstrato. Decorre aí que, assim como Amman, o referido educador era totalmente contrário ao uso da língua de sinais na educação de surdos.
     Contemporaneamente à escola alemã, a escola francesa, iniciada pelo abade l’Epée, propunha uma visão diferente, já que reconhecia o valor da língua de sinais na educação dos surdos. Por essa razão, o método de l’Epée também é referido como manualismo. l’Epée acreditava que os gestos eram a verdadeira linguagem natural e universal da humanidade. Apesar disso, ele os via como incapazes de, por si só, representar toda a riqueza da língua francesa. Sendo assim, a partir dos “gestos” usados por seus discípulos surdos, criou um sistema de representação manual para essa língua, que designou como “sinais metódicos”. Por meio desses sinais, podiam-se representar não apenas aspectos da língua francesa que não têm correspondentes na língua de sinais, mas também, conceitos abstratos e complexos, por meio da sua decomposição em conceitos elementares e concretos, expressos cada um por um sinal metódico diferente.
    Visões como a de Amman e Heinicke começaram a ser desconstruídas no âmbito da linguística a partir do trabalho pioneiro de William Stokoe (1960), que demonstrou que a língua de sinais americana (American Sign Language – ASL), e, por extensão, as diversas línguas de sinais do mundo são línguas naturais, pois apresentam os mesmos princípios organizacionais que as línguas faladas. Com isso, caem por terra todas as afirmações que embasaram a imposição do método oral puro na educação de surdos, entre elas, a de que as línguas de sinais são incapazes de expressar conceitos abstratos.

(André Nogueira Xavier, Revista Porto das Letras, “Concepções sobre língua de sinais e pensamento dos surdos e suas implicações para o ensino de conceitos abstratos”. Disponível em: https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/ portodasletras/article/view/11437/18307. Adaptado)
Segundo o texto, para o médico suíço Johann Conrad Amman, o objetivo central da educação voltada para surdos deveria envolver o
Alternativas
Respostas
1: A
2: A
3: A
4: A
5: B
6: A
7: D
8: C
9: A
10: D
11: E
12: C
13: B
14: D
15: E
16: C
17: B
18: E
19: C
20: B