Questões de Concurso
Sobre segunda grande guerra – 1939-1945 em história
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A historiografia contemporânea interpreta a Segunda Guerra Mundial como resultado de disputas geopolíticas, crises econômicas e projetos ideológicos de grande escala, cujos desdobramentos transformaram a ordem global. Considerando debates comparativos sobre causas estruturais, dinâmica dos combates e efeitos políticos internacionais, avalie as proposições a seguir:
I. As causas do conflito envolveram a combinação entre revisionismos territoriais, colapso do sistema de Versalhes e tensões econômicas globais, articuladas ao expansionismo fascista e ao caráter ideológico dos regimes totalitários.
II. A dinâmica militar caracterizou?se pela guerra de movimento na Europa Oriental, pela guerra aeronaval no Pacífico e pela mobilização industrial maciça, evidenciando múltiplos teatros estratégicos com ritmos distintos de operação.
III. As consequências incluíram redefinição das fronteiras europeias, desintegração dos impérios coloniais, consolidação da bipolaridade e emergência de organismos multilaterais, alterando longamente as relações internacionais.
Assinale a alternativa CORRETA:
(__) A Blitzkrieg combinou velocidade, coordenação entre forças terrestres e aéreas e uso intensivo de tecnologia para romper defesas inimigas.
(__) O Holocausto resultou de ações isoladas e não se relacionou às políticas estatais dos regimes totalitários envolvidos.
(__) O conflito acelerou o desenvolvimento científico-tecnológico, com impactos duradouros no período pós-guerra.
(__) A 2ª Guerra Mundial encerrou-se sem redefinir a ordem internacional, mantendo intactas as estruturas políticas anteriores.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
HOBSBAWM, Eric J. A era da guerra total. In: _ Era dos extremos: o breve século XX: 1914- 1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
No texto, o historiador Eric Hobsbawm classificou as duas grandes guerras como uma "guerra total", porque
Desde a Segunda Guerra Mundial, o ordenamento externo do poder norte-americano tem sido, em grande medida, mantido à parte do sistema político interno. Uma perspectiva comum e a continuidade dos objetivos separam a administração do império do governo da terra natal. Até certo ponto, o contraste entre os dois é uma função da distância geral entre o horizonte das chancelarias ou corporações e o dos cidadãos em todas as democracias capitalistas. No caso norte-americano, isso decorre também de outras duas particularidades locais: o provincianismo de um eleitorado com conhecimentos mínimos do mundo externo e um sistema político que ― em contradição com os pais fundadores ― tem cada vez mais dado um poder virtualmente irrestrito ao Executivo na condução dos assuntos externos.
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item a seguir, relativo à história estadunidense no século XX.
A entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial representou um consenso do establishment da Costa Leste, composto pelas elites econômicas, políticas e intelectuais do país, que fundiu o nacionalismo isolacionista ao nacionalismo intervencionista, criando condições para o imperialismo norte-americano
Desde a Segunda Guerra Mundial, o ordenamento externo do poder norte-americano tem sido, em grande medida, mantido à parte do sistema político interno. Uma perspectiva comum e a continuidade dos objetivos separam a administração do império do governo da terra natal. Até certo ponto, o contraste entre os dois é uma função da distância geral entre o horizonte das chancelarias ou corporações e o dos cidadãos em todas as democracias capitalistas. No caso norte-americano, isso decorre também de outras duas particularidades locais: o provincianismo de um eleitorado com conhecimentos mínimos do mundo externo e um sistema político que ― em contradição com os pais fundadores ― tem cada vez mais dado um poder virtualmente irrestrito ao Executivo na condução dos assuntos externos.
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item a seguir, relativo à história estadunidense no século XX.
Nicolas Spykman foi o ideólogo que mais influenciou a política externa norte-americana a partir da Segunda Guerra Mundial: ele defendia que a democracia era um "fetiche" e que o êxito da política externa dependia da concentração de poder nas mãos do presidente e do apoio a governos autoritários no exterior, desde que aliados.
Desde a Segunda Guerra Mundial, o ordenamento externo do poder norte-americano tem sido, em grande medida, mantido à parte do sistema político interno. Uma perspectiva comum e a continuidade dos objetivos separam a administração do império do governo da terra natal. Até certo ponto, o contraste entre os dois é uma função da distância geral entre o horizonte das chancelarias ou corporações e o dos cidadãos em todas as democracias capitalistas. No caso norte-americano, isso decorre também de outras duas particularidades locais: o provincianismo de um eleitorado com conhecimentos mínimos do mundo externo e um sistema político que ― em contradição com os pais fundadores ― tem cada vez mais dado um poder virtualmente irrestrito ao Executivo na condução dos assuntos externos.
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item a seguir, relativo à história estadunidense no século XX.
O New Deal foi um conjunto de programas federais norte-americanos elaborado sob o governo Franklin D. Roosevelt em resposta à crise de 1929, que primou pelas práticas protecionistas, revogando medidas de abertura econômica, tais como o Ato Tarifário Smoot-Hawley, e nomeando Secretário de Estado, responsável pela política externa, um opositor ao livre mercado, Cordell Hull.
Desde a Segunda Guerra Mundial, o ordenamento externo do poder norte-americano tem sido, em grande medida, mantido à parte do sistema político interno. Uma perspectiva comum e a continuidade dos objetivos separam a administração do império do governo da terra natal. Até certo ponto, o contraste entre os dois é uma função da distância geral entre o horizonte das chancelarias ou corporações e o dos cidadãos em todas as democracias capitalistas. No caso norte-americano, isso decorre também de outras duas particularidades locais: o provincianismo de um eleitorado com conhecimentos mínimos do mundo externo e um sistema político que ― em contradição com os pais fundadores ― tem cada vez mais dado um poder virtualmente irrestrito ao Executivo na condução dos assuntos externos.
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item a seguir, relativo à história estadunidense no século XX.
A proposição dos Catorze Pontos representou uma decisão monocrática do presidente Woodrow Wilson, sem apoio parlamentar, em um contexto em que o isolacionismo ainda tinha grande força nos EUA.
I. A invasão da Polônia por Hitler, em 1º de setembro de 1939, foi considerado o fato que deu início oficial a guerra.
II. O avanço militar nazista em 1940 foi fulminante, chegou a alcançar a França, e a conquistar Paris em junho do referido ano.
III. Em agosto de 1945, Paris foi libertada.
IV. Em agosto de 1945, sob o pretexto de abreviar a Guerra, os norte-americanos utilizaram seu mais novo material bélico: lançaram uma bomba atômica em Hiroshima, e, três dias depois, outra sobre Nagasaki.
Em relação as afirmativas acima, é correto afirmar:
Fonte: APRENDENDO com o inimigo. Revista de História da Biblioteca Nacional, ano 7, n. 76, jan. 2012, p. 30.
I. Considerando o conteúdo abordado no texto, analise atentamente as afirmativas a seguir:
II. A Blitzkrieg, ou guerra-relâmpago, foi a estratégia utilizada pela Alemanha para conquistar o maior número de países em menor intervalo de tempo.
III. Vargas declarou guerra ao Eixo, em 1942. Soldados da Força Expedicionária Brasileira (FEB) foram enviados à Europa para lutar na guerra. Apesar do pouco preparo e da falta de suprimentos, eles participaram de campanhas vitoriosas, como a tomada do Monte Castelo, na Itália.
IV. Após sucessivas vitórias do Eixo, em 1940 Adolf Hitler colocou em prática a chamada Operação Barbarossa, concebida como estratégia de aliança militar com a União Soviética, reafirmando e fortalecendo o Pacto Molotov-Ribbentrop firmado com Josef Stálin, com vistas à divisão cooperativa dos territórios do Leste Europeu.
É CORRETO o que se afirma em:
“Em setembro de 1941, pouco depois de suas primeiras visitas oficiais aos centros de extermínio do Leste, Eichmann organizou suas primeiras deportações em massa da Alemanha e do Protetorado, de acordo com um ‘desejo’ de Hitler, que pediu a Himmler que tornasse o Reich judenrein o mais depressa possível”.
(ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: Um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 109).
O texto da filósofa Hannah Arendt nos informa sobre a política de extermínio em massa de judeus pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Sobre essa temática, assinale a alternativa CORRETA.
Com base nesse contexto histórico e em uma perspectiva critica sobre a construção das narrativas sobre o Ceará, analise as proposições a seguir. E, em seguida, assinale a alternativa que contém a classificação correta das afirmações acima, considerando V (verdadeira) e F (falsa):
( ) A participação de municípios cearenses na Confederação do Equador expressou resistências ao poder central imperial e alinhamento a ideias federalistas e republicanas, demonstrando que a independência politica não significou consenso sobre os rumos do país.
( ) A abolição da escravidão no Ceara, em 1884, ocorreu exclusivamente por iniciativa institucional do Império, sem participação de setores populares, como jangadeiros, abolicionistas, clubes literários e imprensa regional.
( ) O ciclo da “Politica Aciolina” esteve associado a práticas coronelistas, uso de redes clientelistas e controle politico concentrado, estimulando reações sociais expressas em movimentos messiânicos, ações populares e cangaço.
( ) O massacre do Caldeirão, ocorrido em 1936, revela o choque entre formas alternativas de organização social e interesses hegemônicos locais e nacionais, mostrando a repressão estatal a experiências comunitárias consideradas ameaça à ordem.
( ) A mobilização dos “soldados da borracha” durante a Segunda Guerra Mundial evidencia processos migratórios forçados, marcados pela promessa estatal de melhoria de vida, mas atravessados por precariedade, abandono e alta mortalidade.
Leia o trecho a seguir.
Soldados, marinheiros e aviadores da Força Expedicionária Aliada, estais prestes a embarcar na Grande Cruzada, pela qual temos lutado durante todos estes meses. Os olhos do mundo estão voltados para vós. As esperanças e orações de todos os que amam a liberdade vos acompanham. [...] Tenho total confiança na sua coragem, dedicação ao dever e habilidade em combate. Não aceitaremos nada menos do que a vitória total. Boa sorte! E que todos supliquemos a bênção de Deus Todo-Poderoso sobre essa grande e nobre missão.
Adaptado de: Ordem do Dia do Dia D, declaração emitida aos soldados, marinheiros e aviadores da Força Expedicionária Aliada, em 6 de junho de 1944.
O trecho se refere à ordem dada aos soldados, marinheiros e aviadores da Força Expedicionária dos Aliados no Dia D, conhecido como Operação Overlord, na Normandia, um momento decisivo da Segunda Guerra Mundial.
O resultado do Dia D representou
I. A Primeira Guerra Mundial foi marcada pela guerra de trincheiras e pelo uso de novas tecnologias bélicas.
II. A Segunda Guerra Mundial resultou na hegemonia europeia sobre os EUA e a URSS.
III. A Segunda Guerra Mundial promoveu a paz imediata e o fortalecimento do imperialismo europeu tradicional.
IV. O Tratado de Versalhes impôs duras condições à Alemanha, fomentando ressentimentos que contribuíram para o nazismo.
Está correto o que se afirma em:
Hobsbawm, Eric J. Era dos Extremos: o breve século XX, 1917 - 1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p.54
Em relação ao contexto das Duas Grandes Guerras Mundiais do século XX, compreende-se que:
“Esta guerra não é como ocorria no passado; quem ocupa um território impõe sobre ele o sistema social da força de ocupação. Todos impõem o seu próprio sistema, até onde o seu Exército chegar. Não pode ser de outro modo.”
O célebre aforismo de Stalin – segundo o relato de Milovan Djilas, no livro Conversações com Stalin – não é tão original quanto parece. A Segunda Guerra Mundial não foi, absolutamente, a primeira guerra europeia em que resultados militares determinaram sistemas sociais: as guerras religiosas do século XVI acabaram em 1555, com o advento da Paz de Augsburgo, em que o princípio de cuius regio cuius religio autorizou os governantes a estabelecer em seus territórios a religião de sua preferência”.
JUDT, Tony. O Pós Guerra. pp. 109-110.
O trecho aborda a situação na Europa logo após o final da Segunda Guerra Mundial.
Sobre essa situação é correto afirmar que