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Desde a Segunda Guerra Mundial, o ordenamento externo do poder norte-americano tem sido, em grande medida, mantido à parte do sistema político interno. Uma perspectiva comum e a continuidade dos objetivos separam a administração do império do governo da terra natal. Até certo ponto, o contraste entre os dois é uma função da distância geral entre o horizonte das chancelarias ou corporações e o dos cidadãos em todas as democracias capitalistas. No caso norte-americano, isso decorre também de outras duas particularidades locais: o provincianismo de um eleitorado com conhecimentos mínimos do mundo externo e um sistema político que ― em contradição com os pais fundadores ― tem cada vez mais dado um poder virtualmente irrestrito ao Executivo na condução dos assuntos externos.
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item a seguir, relativo à história estadunidense no século XX.
A entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial representou um consenso do establishment da Costa Leste, composto pelas elites econômicas, políticas e intelectuais do país, que fundiu o nacionalismo isolacionista ao nacionalismo intervencionista, criando condições para o imperialismo norte-americano
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Após o ataque japonês a Attack on Pearl Harbor, a entrada dos Estados Unidos na World War II passou a contar com amplo apoio das principais elites políticas, econômicas e intelectuais do país, especialmente as ligadas à Costa Leste (Nova York, Washington, Boston).
A ideia de que houve uma fusão entre:
- nacionalismo isolacionista (defesa dos interesses e da segurança nacional), e
- nacionalismo intervencionista (atuação ativa no cenário internacional),
ajuda a explicar a construção de um consenso em torno da participação na guerra e, posteriormente, da projeção global do poder norte-americano.
Após 1945, os EUA abandonaram a tradição isolacionista do século XIX e consolidaram uma política externa marcada por:
- liderança econômica mundial;
- presença militar em diversos continentes;
- criação e influência em organismos internacionais, como a United Nations;
- contenção da expansão soviética durante a Cold War.
- Até 1941: predominava o isolacionismo ("não se envolver nas guerras europeias").
- Após Pearl Harbor: forma-se um consenso nacional pela guerra.
- Depois de 1945: os EUA assumem uma postura intervencionista e de liderança global.
Assim, a afirmação expressa uma interpretação aceita por parte da historiografia: a Segunda Guerra Mundial criou as condições para a consolidação do protagonismo — ou, em termos críticos, do imperialismo — norte-americano no pós-guerra.
A entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial resultou da combinação entre a mudança gradual do isolamento para o internacionalismo em setores das elites políticas e econômicas e o impacto decisivo do ataque a Pearl Harbor, que consolidou o apoio interno à guerra, superando a forte tradição isolacionista do período entre guerras.
"criando condições para o imperialismo norte-americano." Cria uma consequência meio forçada, não?
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