Questões de Concurso Sobre história
Foram encontradas 19.689 questões
A queda da grande cidade mexica, principal mandatária da Tríplice Aliança, e o relativo domínio espanhol sobre a capital inca do Tahuantinsuyu também têm seus exclusivismos historiográficos replicados e cultivados na memória histórica ocidental, ou seja, na noção que a maioria dos habitantes dos atuais Estados-Nações da América e da Europa possui acerca do próprio passado. Obviamente, a ideia que os espanhóis venceram cabalmente os mexicas em 1521 e os incas em 1533 é mais relevante entre as populações dos Estados-Nações que se formaram a partir dos vice-reinos hispânicos na América, embora essa ideia também possua uma notória presença entre as populações dos demais países de nosso continente, como no Brasil e nos Estados Unidos. Essa memória histórica se nutriu, em alguma medida, dessas linhas historiográficas hegemônicas, assim como de relatos espanhóis do século XVI, como as famosas Historia verdadera de la conquista de la Nueva España, de Bernal Díaz del Castillo, e Verdadera Relación de la Conquista del Perú, de Francisco de Xerez. Expressões vigorosas e atuais dessa memória histórica ocidental sobre a conquista da América podem ser vistas em abundância nos currículos e aulas do ensino fundamental e médio, nos livros didáticos e em outros materiais destinados ao ensino de História, além de também caracterizarem pinturas artísticas, monumentos, museus, filmes, séries, novelas e documentários dedicados ao tema.
SANTOS, Eduardo Natalino dos. História dos vencidos, história da mestiçagem e história indígena. In: ACRUCHE, Hevelly Ferreira; SILVA, Bruno. As américas em perspectiva: das conquistas às independências. Juiz de Fora, MG: Editora UFJF/ClioEdel, 2023, p. 27.
O processo descrito no excerto se refere a uma transposição didática do conhecimento histórico associada à ideia de uma
O que faz sentido pensar historicamente, por que faz sentido pensar isso ou aquilo, para que apreender, entender, atribuir sentido a gentes e a grupos, a tempos e a episódios? A cada tempo sua intriga desafiadora. A cada quotidiano pertence uma nova bateria de questões ou a revisão de questões não raro múltiplas vezes tratadas. E a todas elaboram-se respostas ao sabor do tempo presente. Não me parece que as narrativas históricas sejam quaisquer, já que revestidas da confiabilidade metódica.
MARTINS, Estevão C. de Rezende. História: por quê? Para quê? In: AVELAR, Alexandre de Sá (org.). História para quê? Para quem? 1. ed. Teresina: Cancioneiro, 2024, p. 15.
A concepção de história presente na citação compreende o passado como
A história não emerge como um dado ou um acidente que tudo explica: ela é a correlação de forças, de enfrentamentos e da batalha para a produção de sentidos e significados, que são constantemente reinterpretados por diferentes grupos sociais e suas demandas – o que, consequentemente, suscita outras questões e discussões.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018, p. 397.
O trecho foi retirado da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em sua parte que aborda o ensino de História para a etapa do Ensino Fundamental. O parágrafo apresentado evidencia uma oposição à concepção de história
A compreensão dos processos históricos e geográficos exige a análise articulada entre formas de organização social, uso do espaço, relações de poder e dinâmicas ambientais. Considerando a Pré-história, o Brasil colonial e imperial, a história e cultura afro-brasileira e indígena, bem como aspectos da população, urbanização, diversidade, desigualdade e geografia física, analise as afirmativas a seguir:
I. A transição da Pré-história para sociedades mais complexas esteve associada à sedentarização, ao domínio de técnicas agrícolas e à crescente modificação do espaço natural, processo que marcou o início de relações mais intensas entre organização social e ambiente geográfico.
II. No Brasil colonial e imperial, a estrutura econômica baseada na grande propriedade rural, no trabalho escravizado e na produção voltada ao mercado externo contribuiu para uma ocupação do território desigual, cujos efeitos se projetam nas atuais disparidades regionais e socioespaciais.
III. As populações indígenas e afro-brasileiras tiveram participação marginal na formação social, econômica e política do Brasil, sendo suas contribuições restritas ao plano cultural, sem impactos estruturais sobre o território ou as relações de poder.
IV. O processo de urbanização brasileiro intensificou-se de forma tardia e acelerada, especialmente a partir do século XX, produzindo cidades marcadas por forte segregação socioespacial, vinculada tanto à herança histórica quanto às dinâmicas contemporâneas da população e do trabalho.
V. Os elementos da geografia física, como relevo, clima e hidrografia, atuam como fatores determinantes da distribuição da população e das atividades econômicas, independentemente das escolhas políticas, sociais e históricas.
Pode-se afirmar que apenas as afirmativas: