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Questões de Concurso Sobre história

Questões Discursivas

Foram encontradas 20.541 questões

Q3806731 História
Imagem associada para resolução da questão


O “Iceberg” da Historiografia. BARROS, José D'Assunção. História e historiografia: todas as interações possíveis. In: BARROS, José D'Assunção (org.). À historiografia como fonte histórica. Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2022.

A imagem apresenta uma representação esquemática da Ciência Histórica, evidenciando seus diferentes componentes — como teorias, conceitos, metodologias e modos de escrita — que articulam a produção do conhecimento histórico. Com base nessa representação, qual das alternativas expressa com maior precisão o modo como se organiza o procedimento da pesquisa em História?
Alternativas
Q3806730 História
O clima de golpe civil-militar estava em processo e expresso nas páginas dos jornais paraenses. O golpe de Estado veio, com o apoio da imprensa, dos políticos ligados ao PDS no Pará, com o apoio da igreja, da maçonaria, da intelectualidade, dos produtores rurais (fazendeiros), dos comerciantes. Contra a quebra da democracia representativa, implantada no Brasil em 1946, só ficaram os estudantes universitários, os sindicalistas ligados ao PCB, os militantes da A.P e do PCB e alguns políticos ligados ao PTB. Posteriormente, quando os governos militares começam a elaborar a lista de cassados, é que o PSD, coloca-se contra os “desvirtuamentos da revolução”, quando deputados, governador, vice-governador, prefeito de Belém, vice-prefeito, prefeitos do interior, todos políticos do PSD, é que o partido emite algum protesto sobre os governos militares.

FONTES, Edilza. “O golpe civil-militar de 1964 no Pará: Imprensa e memórias”. OPSIS, Catalão-GO, v. 14, n. 1, p. 340-360 - jan./jun. 2014.

Com base no texto, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa que melhor sintetiza a dinâmica de apoio e oposição ao golpe civil-militar de 1964 no Pará.
Alternativas
Q3806728 História
O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) reuniu historiadores, romancistas, poetas, administradores públicos e políticos em torno da investigação a respeito do caráter brasileiro [...] Assim, enquanto na Corte localizava-se a sede, nas províncias deveria haver os respectivos institutos regionais. Estes, por sua vez, enviariam documentos e relatos regionais para a capital.

DEL PRIORE, M.; VENÂNCIO, R. Uma breve história do Brasil. São Paulo: Planeta do Brasil, 2010.

À luz dessa análise, o IHGB pode ser interpretado como uma instituição que
Alternativas
Q3806727 História
Assistia-se à transformação do espaço público, do modo de vida e da mentalidade carioca, segundo padrões totalmente originais; e não havia quem pudesse se opor a ela. Quatro princípios fundamentais regeram o transcurso dessa metamorfose (...): a condenação dos hábitos e costumes ligados à sociedade tradicional; a negação de todo e qualquer elemento de cultura popular que pudesse macular a imagem civilizada da sociedade dominante; uma política rigorosa de expulsão dos grupos populares da área central da cidade, que será praticamente isolada para o desfrute exclusivo das camadas aburguesadas; e um cosmopolitismo agressivo, profundamente identificado com a vida parisiense.

SEVCENKO, Nicolau. Literatura como Missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.

O texto de Nicolau Sevcenko analisa a reconfiguração do espaço urbano e simbólico do Rio de Janeiro durante a Primeira República, destacando o processo de modernização que alterou profundamente as dinâmicas sociais e culturais da capital. A partir dessa análise, é possível compreender que essa transformação
Alternativas
Q3806726 História
TEXTO I

Não há muitas informações a respeito das movimentações de africanos na fase que se estende entre o fim da rebelião de 25 de janeiro de 1835 e os anos de 1837 e 1838, quando os rebeldes livres, federalistas e republicanos, estiveram mais ativos na vida política provincial. Até mesmo os batuques, que tanto assustaram quanto ainda assustariam a “pacífica população” da Província, passaram por uma fase de relativa quietação no período. João José Reis afirma que “em 1835, qualquer batuque feito pelos escravos era confundido com mais um atentado contra a ordem”. Na descrição que faz dos batuques para o período pós-35, não indica a ocorrência de expressivas manifestações do gênero até, pelo menos, meados de 1838, momento em que, aparentemente, teriam reaparecido.

ARAÚJO, Dilton Oliveira do. “A hidra revolucionária não erguerá o seu hediondo colo: a elite e os caminhos da pacificação no pós-Sabinada”. In: O tutu da Bahia: transição conservadora e formação da nação, 1838- 1850. Salvador: EDUFBA, 2009.

TEXTO II

A primeira onda criminalizante direcionada contra o funk carioca nas páginas do Jornal do Brasil está diretamente relacionada aos arrastões que ocorreram nas praias da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro entre 1992 e 1993, mas não se limita a eles. Isso porque antes mesmo dos arrastões (especialmente no período que se estende entre 1991 e o mês de setembro de 1992) foi possível perceber a construção da imagem negativa sobre os funkeiros. Esta primeira onda criminalizante, portanto, foi o momento em que imagem do funkeiro como inimigo foi construída e consolidada. A construção desta imagem foi tão sólida que foi possível perceber suas consequências a longo prazo, tendo em vista que este estereótipo foi repetido diversas vezes ao longo de todo o período analisado.

BRAGNAÇA, Juliana Silva. Porque o funk está preso na gaiola (?): a criminalização do funk carioca nas páginas do Jornal do Brasil (1990-1999). (Dissertação de Mestrado) - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO. Seropédica: 2017.

Os textos apresentados tratam de diferentes momentos históricos em que manifestações culturais negras foram associadas à desordem e criminalizadas pelo poder público e pelos meios de comunicação. Considerando o conteúdo dos textos e seus contextos, é correto afirmar que ambos expressam
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Q3806725 História
Desde o início do século XVII, os portugueses instalaram engenhos nos rios que deságuam nas baías da ilha de São Luís; um dos primeiros relatos após a ocupação de São Luís e fundação da cidade de Belém, escrito pelo capitão Simão Estácio da Silveira, refere-se aos rios Itapecuru, Mearim, Munim, Pindaré e Maracu como lugares onde se poderia fundar um “reino opulentíssimo”. Esta primeira impressão se manteve ao longo do século XVII e a região passou a ser ocupada principalmente por engenhos cobiçados inclusive pelos holandeses que ocuparam São Luís de 1641 a 1643. Entretanto, a partir da década de 1650, nas correspondências trocadas entre o Estado e a corte, começam a aparecer inúmeras notícias sobre a ação deletéria dos índios. Já em 1649, os índios Uruati teriam matado quatro religiosos jesuítas estabelecidos no Itapecuru. Em 1662, o procurador do povo do Maranhão, Jorge de Sampaio e Carvalho, representava na corte que o rio Munim “tem terras e várzeas consideráveis em bonidade para nelas se plantar canas de fazer açúcar”. Entretanto, explicava, nada era possível se a região não fosse defendida “dos alarves de que de ordinário é infestado”.

CHAMBOLEYRON, Rafael; MELO, Vanice Siqueira de. “Governadores e índios, guerras e terras entre o Maranhão e o Piauí (primeira metade do século XVIII)”. Revista de História. SÃO PAULO, n. 168, p. 167-200, janeiro / junho 2013.

A partir do texto, compreende-se que o processo de ocupação do Maranhão no século XVII esteve profundamente ligado à exploração econômica e aos conflitos com as populações indígenas. Assim, é possível constatar que a ocupação portuguesa do Maranhão
Alternativas
Q3806724 História
A memória histórica brasileira é profundamente devedora das projeções construídas a partir do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Constituída com o duplo propósito de identificar o Brasil e de unificá-lo, ela foi engendrada a partir de um eixo: os interesses das elites, reunidas no Centro-Sul do país. Desde a contribuição decisiva de Caio Prado Júnior, Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre, ela conheceu algumas inflexões e diversos alargamentos – tem sido criticada e redimensionada, à medida que a pesquisa documental se expande e que a reflexão teórica se aprofunda em complexidade. Não obstante, o signo que a originou, a preocupação com a Nacionalidade, permanece latente em um dos veículos de maior impacto na reprodução da memória histórica: o Livro Didático.

COELHO, Mauro César; COELHO, Wilma Baía. “A diversidade na História Ensinada nos livros didáticos: mudanças e permanências nas narrativas sobre a formação da nação”. Revista História e Diversidade. Vol. 6, nº 1 (2015)

A partir do texto, compreende-se que a memória histórica brasileira foi moldada por interesses específicos e que sua difusão, especialmente por meio do livro didático, expressa um projeto de nação que a memória histórica brasileira
Alternativas
Q3805943 História
No Brasil Império (1822-1889) aconteceram várias revoltas que demonstraram insatisfação perante a administração imperial brasileira. Entre elas podemos destacar a revolta da Cabanagem, Sabinada, Malês, Balaiada e a Farroupilha. Analisando o contexto que envolveu a Guerra dos Farrapos, responda a alternativa correta. 
Alternativas
Q3804407 História
A vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil, em meio às turbulências das Guerras Napoleônicas, provocou profundas transformações políticas, econômicas e culturais na antiga colônia. Baseando-se nesse processo histórico, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3802548 História

Leia o texto a seguir:

 

Belém: saiba mais sobre a cidade palco da COP30

 

Nomeada Belém em 1616, a cidade que receberá a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) de 10 a 21 de novembro já foi chamada Mairi. O lugar era o território do povo Tupinambá, guardião de conhecimentos capazes de fazer frente ao desafio global que hoje reunirá líderes de todo o mundo em busca de solução.

Segundo o historiador Michel Pinho, a história do território começou há milhares de anos. Essa região da Amazônia, ao contrário do que foi ensinado por muito tempo, é densamente povoada há 11 mil anos. Existem pesquisadores, como [o arqueólogo] Marcos Magalhães, do Museu Emílio Goeldi, que comprovam uma intensa ocupação ao longo dos rios, lagos e igarapés.

Entre essas ocupações, estava Mairi, ou o território de Maíra, entidade responsável pela origem do mundo e provedora dos segredos ancestrais sobre a mandioca, o açaí e tantas outras culturas ancestrais.

Nós atribuímos a outros povos fora da Amazônia esse grau de desenvolvimento tecnológico e social, como é o caso dos maias, aztecas, incas, egípcios, mas os tupinambás também tinham pleno conhecimento e domínio da natureza. Você tem toda uma costa que hoje é o estado do Pará, partindo de Belém, ocupada por uma população que tem um profundo conhecimento em relação à pesca, em relação à cerâmica, em relação ao plantio, destaca Michel Pinho.

Os estudos arqueológicos da região apontam que esses grupos eram grandes e adensados, podendo ultrapassar mil indivíduos em áreas de cerca de 2,5 hectares segundo descreve Márcio Souza, no livro História da Amazônia.

Os tupinambás colocavam a questão Mairi como um ajuntamento, como um grupo de pessoas. E no nosso caso, esse ajuntamento é plenamente explicável pelo fato de ele estar entre dois espaços geográficos fundamentais, que é o Rio Guamá e a Baía do Guajará. Então, você tem locomoção, você tem proteção e também tem alimentação, explica o historiador Michel Pinho.

Por muitos anos após a chegada de colonizadores no Brasil, os tupinambás resistiram em Mairi, até a disputa entre franceses e portugueses por terras na região levar Francisco Caldeira Castelo Branco e uma tropa com mais de 100 soldados para fundar uma cidade e construir o forte que fosse capaz de barrar a ocupação do território por outras nações europeias.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/2025/11/1057467-belem-saiba-mais-sobre-acidade-palco-da-cop30.html. Acesso em 03/11/2025. Excerto

A partir da explicação do historiador Michel Pinho sobre a localização de Mairi entre o Rio Guamá e a Baía do Guajará, pode-se inferir que:
Alternativas
Q3801306 História
Embora a globalização tenha promovido a interconexão de mercados e culturas, ela também acentuou as desigualdades socioeconômicas e os nacionalismos reacionários em diversas partes do mundo. A compreensão desse fenômeno no mundo contemporâneo exige a análise de suas múltiplas facetas, evitando abordagens simplistas que o concebam apenas como um processo benigno de progresso ou, inversamente, como a única causa de todos os conflitos atuais. 
Alternativas
Q3801305 História
A historiografia sobre a Era Vargas no Brasil tem demonstrado que, apesar do caráter autoritário do Estado Novo e da repressão a opositores, o período foi marcado por avanços significativos na legislação trabalhista e na criação de uma identidade nacional, que, paradoxalmente, serviram tanto para cooptar trabalhadores quanto para modernizar as relações de trabalho e o Estado, em um complexo equilíbrio de forças sociais e políticas.
Alternativas
Q3801304 História
A Revolução Francesa, em sua complexidade, pode ser interpretada como um evento singular, sem paralelos ou antecedentes históricos, que apenas serviu de inspiração ideológica para a independência dos Estados Unidos, desconsiderando as profundas interconexões entre os movimentos revolucionários atlânticos e as trocas de ideias que, de fato, moldaram as transformações políticas e sociais do final do século XVIII.
Alternativas
Q3801303 História
Os movimentos sociais do século XXI, como o feminismo contemporâneo, os movimentos LGBTI+ e as articulações em torno das questões raciais e indígenas, diferenciam-se significativamente dos movimentos sociais do século XIX e início do XX, sobretudo pela centralidade das pautas identitárias e culturais em detrimento das reivindicações econômicas e de classe, o que os torna menos eficazes na transformação de estruturas sociais e políticas profundamente arraigadas. 
Alternativas
Q3801302 História
Situação hipotética: Uma pesquisa historiográfica sobre o movimento abolicionista no Brasil se restringe a analisar os discursos de políticos e intelectuais brancos da elite. Assertiva: Essa abordagem é insuficiente, pois desconsidera a agência e o protagonismo de africanos e afrodescendentes escravizados e libertos, que, por meio de diferentes estratégias de resistência e articulação, foram sujeitos ativos na luta pela abolição e na construção da pós-abolição, e que são peças centrais para a compreensão integral do movimento.
Alternativas
Q3801301 História
A Constituição Federal de 1988, conhecida como 'Constituição Cidadã', inaugurou um novo arcabouço jurídico para a defesa dos direitos humanos no Brasil, ao instituir mecanismos de proteção às minorias, reconhecer direitos sociais e ampliar a participação popular, configurando um marco legislativo fundamental para a valorização da diversidade e a promoção da cidadania plena, apesar dos desafios persistentes para sua efetivação.
Alternativas
Q3801300 História
Os regimes totalitários do século XX, representados pelo fascismo, nazismo e stalinismo, embora distintivos em suas ideologias e contextos de ascensão, compartilharam características essenciais como o culto à personalidade do líder, a supressão de liberdades individuais, o controle onipresente do Estado sobre a sociedade e o uso sistemático da propaganda e do terror para a manutenção do poder, exercendo um impacto devastador na história mundial.
Alternativas
Q3801299 História
A Revolução Russa de 1917, em suas duas fases – a Revolução de Fevereiro e a Revolução de Outubro – deve ser compreendida apenas como um levante camponês espontâneo, destituído de qualquer base teórica ou organização política prévia, e sem influência de intelectuais ou partidos, o que contradiz a complexidade do processo revolucionário e a atuação de figuras como Lênin e do Partido Bolchevique. 
Alternativas
Q3801297 História
No contexto da descolonização africana e asiática pós-Segunda Guerra Mundial, o nacionalismo, inicialmente um fator aglutinador contra o domínio estrangeiro, revelou-se, em diversos casos, uma força política multifacetada, capaz de gerar tanto a construção de novas nações como de fomentar conflitos internos e disputas étnicas, resultando em rearranjos geopolíticos complexos e nem sempre pacíficos.
Alternativas
Q3801296 História
As reformas neoliberais implementadas em diversos países da América Latina, a partir dos anos 1990, representaram, prioritariamente, a superação de todos os modelos estatais intervencionistas e a imediata redução das desigualdades sociais, através da privatização de empresas públicas e da liberalização econômica, contribuindo de forma irrefutável para a estabilidade política e o desenvolvimento equitativo da região.
Alternativas
Respostas
2161: C
2162: B
2163: A
2164: D
2165: E
2166: E
2167: B
2168: A
2169: A
2170: D
2171: C
2172: C
2173: E
2174: E
2175: C
2176: C
2177: C
2178: C
2179: C
2180: E