Questões de Concurso
Sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história
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A população brasileira é bastante diversificada, apresentando grande pluralidade étnica e cultural. Esse aspecto é uma consequência do processo de ocupação do território, que, antes da chegada dos colonizadores europeus e dos escravos africanos, já era habitado por grupos indígenas. Com o passar do tempo, ocorreu a miscigenação, ou seja, interação entre diferentes etnias. (http://www.alunosonline.com.br/geografia/geo grafia-humana-brasil.html)
Essa miscigenação se iniciou com a chegada ao Brasil
Derramou-se fraterno o sangue no Congo.
Derramou-se luminoso, escorreu-se errante.
Derramou-se farto de bravas veias pulsantes.
Derramou-se em resistência o sangue de Canudos.
Derramou-se até onde foi possível derramar.
Derramou-se Hei sem mais se guardar
O sangue milagroso e particular em meu corpo,
de alguma estranha maneira sanguinária,
tomou-se o sangue coletivo dessas memórias.
(Fonte: CORREIA, Wesley. Deus é negro: da partida, da chegada, da multiplicação: poesia. Salvador Pinaúna, 2013, p. 36)
O poeta Wesley Correia sintetiza no poema “Memória a sangue” as dores dos irmãos escravizados e apresenta, em “sangue coletivo dessas memórias” (v.9), as diferentes formas de resistência negra à condição que lhe fora imposta pelo branco dominador, entre os séculos XV ao XIX. Na História do Brasil, é possível identificar algumas formas de resistência negra, como a:

A IMAGEM ACIMA CARACTERIZA
(Sérgio Ricardo)
Este verso se reporta à sociedade brasileira constituída de senhores e escravos que existiu no Brasil até a abolição da escravatura em 1888. Nele o autor denuncia que os valores socioculturais dos negros eram ocultados para dar vida aos valores da sociedade “branca”.
EM RELAÇÃO À HISTÓRIA DO BRASIL, O PENSAMENTO DO POETA:
Referente a essa temática, pode-se dizer que que foi gerada uma ocupação predominantemente feminina que lotava, com muita frequência, os locais de extração de ouro e diamantes, e que recebeu a denominação genérica de:
“Assim, o (vaqueiro) podia iniciar seu próprio rebanho e sua fazenda criatória que, por ser extremamente simples, requeria pouco capital (...). A sociedade que se organizou nas áreas de pecuária, denominada ‘civilização do couro’ permitiu certa mobilidade social. No século XVIII, a descoberta de ouro nas Minas Gerais levou a pecuária descer o curso do São Francisco, onde ocorreram lutas entre os índios, que tinham roças, e os vaqueiros que viam ali a possibilidade de estábulos naturais para o gado. [...]”
(Botelho, 2001.)
Sabe‐se que o processo de interiorização do Brasil durante o início da colonização esteve intimamente ligado às atividades econômicas que aqui se estabeleceram. Analise as afirmativas, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) A estrutura fundiária colonial acabou por se consolidar também nessa atividade (pecuária).
( ) Ao contrário do que defende uma ampla parcela da historiografia, a interiorização do processo colonizador foi fruto basicamente da pecuária.
( ) Os engenhos de açúcar começaram a surgir em decorrência das necessidades de abastecimento das populações das vilas e cidades que tiveram seu nascimento ligado à mineração.
( ) Nos primórdios da colonização, a facilidade de transporte por via fluvial e naval, sobretudo através dos Rio Amazonas e Prata, estimulou a interiorização da ocupação portuguesa.
( ) Muito importante foi o papel desempenhado pelas missões jesuítas e não menos importante foi a busca pelas drogas do sertão e do ouro, diamantes e esmeraldas.
A sequência está correta em
Leia a entrevista dada pelo coronel e historiador militar Manoel Soriano Neto à revista Verde Oliva, sobre a vinda de D. João VI para o Brasil, feita em 2008.
Qual é, a seu ver, a importância histórica das comemorações do bicentenário da vinda da Corte Portuguesa para o Brasil?
M. S – Comemorações nos trazem à memória fatos históricos superlativos ou simples episódios da vida, que têm valor individual ou coletivo. E celebrar o que é precioso nos leva a pensar e a refletir. Assim, as comemorações do duocentenário da chegada de D. João e sua Corte ao Brasil dão ensejo à relembrança de notáveis marcos de nossa História, dos quais devemos sempre nos orgulhar. Entretanto, tais celebrações seriam de acanhada dimensão se não reavaliarmos a augusta figura do 27º Rei de Portugal, fazendo‐lhe a merecida e imprescindível justiça. Eis a importância maior, dos festejos do presente ano.
E por que D. João VI, em seu entender, é tão injustiçado?
M. S – Infelizmente, de forma leviana, são emitidos juízos desairosos acerca da pessoa de D. João VI, não condizentes com a veracidade histórica e com os tantos e tamanhos serviços por ele prestados ao Brasil, em tempos de paz e de guerra. A nossa historiografia, com raras exceções, denigre esse personagem exponencial da História brasileira e portuguesa, tratando‐o debochadamente, sem levar em conta a Justiça e a Verdade.
(Disponível em: http://opiniaoenoticia.com.br/cultura/a‐chegada‐da‐corte‐portuguesa‐ao‐brasil/.)
Segundo o historiador supracitado, há certa injustiça histórica no que se refere à figura de D. João VI. De fato há controvérsias acerca desse personagem. No entanto, aponta‐se como uma de suas ações, no período de sua estadia no Brasil:
Assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as seguintes afirmações, a respeito da história do Brasil colonial.
( ) Inseridas na lógica do sistema capitalista global, as elites mercantis locais não criaram mecanismos de acumulação de capitais, sendo todo o excedente econômico exportado para a metrópole segundo os critérios do "pacto colonial".
( ) As elites coloniais brasileiras desempenharam um papel secundário na administração pública, pois foi vetado a elas o acesso aos ofícios e cargos que eram exclusivos aos portugueses enviados da metrópole.
( ) Distante da ideia de um Estado absolutista centralizador, a atuação colonial do Império ultramarino português foi marcada pela multiplicidade, por vezes contraditória, de instâncias administrativas, divididas espacial e setorialmente.
( ) Na dinâmica administrativa portuguesa, além da circulação de colonos e de mercadorias, constata-se a circulação de indivíduos ocupados com cargos de governança, como governadores que, não raro, atuaram em mais de uma região colonial.
A sequência correta de preenchimento dos
parênteses, de cima para baixo, é