Questões de Concurso Sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história

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Q1109415 História

Analise o trecho a seguir.

“Gradualmente, através de patamares sucessivos, na maioria das vezes, regulares e, em geral, previstos, as exportações de escravos para o Brasil amarram os enclaves africanos de Portugal às trocas oceânicas. Longe de se contradizerem, os acontecimentos que se desenrolam nas terras africanas e americanas do Atlântico, se esclarecem por meio de um jogo de efeitos recíprocos. Pouco a pouco, a deportação de africanos sincroniza as engrenagens ao sistema colonial. Esse amplo movimento de assentamento da estrutura historicamente determinada pelo capitalismo comercial é ativado em vários níveis [...]"


ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes. Formação

do Brasil no Atlântico Sul. Séculos XVI e XVII. São Paulo:

Companhia das Letras, 2000. p. 34.

Considerando essas informações, assinale a alternativa que não compõe a estrutura do processo descrito.



Alternativas
Q1109407 História

Analise o trecho a seguir.

“Sempre se pensou no Brasil fora do Brasil, mas de maneira incompleta: o país aparece no prolongamento da Europa. [...] a colonização portuguesa, fundada no escravismo, deu lugar a um espaço econômico e social bipolar; englobando uma zona de produção escravista situada no litoral da América do Sul e uma zona de reprodução de escravos centrada em Angola. Desde o final do século XVI, surge um espaço aterritorial, um arquipélago lusófono composto dos enclaves da América portuguesa e das feitorias de Angola [...]”

ALENCASTRO, Luiz Felipe. O Trato dos Viventes: formação

do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Ed. Companhia das

Letras, 2000. p. 9, 33 e 34.

À medida que se amarram os enclaves africanos de Portugal às trocas oceânicas, pouco a pouco, a deportação de africanos sincronizou-se com as engrenagens do sistema colonial num movimento de assentamento da estrutura historicamente determinada pelo capitalismo comercial.

Esse capitalismo comercial foi ativado em vários níveis. Assinale alternativa que não apresenta um desses níveis.

Alternativas
Q1102449 História
“Novembro 27. Hoje embarcou toda a Familia Real no Caes de Bellem tendo dado alli Beijamão ás pessoas que alli concorreram entre lagrimas e suspiros geraes, e no dia 29 com bom vento se fez á vella a Esquadra Portugueza que condusio o nosso Amabilissimo Principe e toda a Familia Real para o Brazil, cuja Esquadra se compunha de 8 Naus, tres Fragatas, dois Brigues, uma Escuna e uma charrua de mantimentos; e com ella 21 Navios de commercio nacional.” (Diário de Euzébio Gomes, na posse do Senhor José Medeiros. Disponível em: https://www.revistamilitar.pt/artigo/257.) Em 1808 a família real de Portugal dirigiu-se à América portuguesa em razão da invasão francesa a Portugal, no contexto das guerras napoleônicas. A partir daí, já no Rio de janeiro, no que diz respeito às relações internacionais, D. João VI: 
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Q1102445 História
“Em janeiro, as tradicionais homenagens ao Senhor do Bonfim, em Salvador, ecoam do outro lado do Atlântico, em Benin, deixando ainda mais claros os traços culturais que há séculos aproximam a Bahia da África.” (RIBEIRO, Ronaldo. 2015, p. 294.)
Essa influência cultural brasileira tão forte em Benin, na África, pode ser explicada em grande parte: 
Alternativas
Q916978 História

Leia o texto abaixo.


“[…] O pavor inspirava cada gesto. Era gente querendo embarcar à força, eram senhoras distintas afogando-se nas águas do Tejo, era o povo apupando os que se retiravam. Diz-se mesmo que a única pessoa disposta a resistir era Dona Maria I, a demente rainha-mãe, que respirava o ar das ruas após 16 anos de reclusão: ‘Não corram tanto! Vão pensar que estamos fugindo!’, gritava do coche que a conduzia, célere […]”.

In: Biografia da Biblioteca Nacional, disponível em http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg1229521.pdf. Acesso em 08/04/2016.


Sobre os desdobramentos da chegada da Família Real portuguesa no Brasil:


I. D. João e parte de sua comitiva aportaram à Bahia em janeiro de 1808. Em fevereiro, embarcaram para o Rio de Janeiro, onde foram recebidos em março de 1808 com efusiva festa. No entanto, não demorou muito para que surgissem hostilidades entre moradores do Rio de Janeiro e os membros da comitiva recém-chegada. Da mesma forma, foi imenso e crescente o descontentamento da burguesia lusitana.

II. Aproveitando a abertura dos portos, os privilégios alfandegários e as dificuldades da conjuntura europeia (que fechava mercados tradicionais à Inglaterra), os comerciantes ingleses inundaram os mercados brasileiros com inúmeros artigos.

III. Foi um processo de britanização sistemática de nossa economia. Em grande medida, o Brasil deixou a condição de colônia em 1808. Todavia, no plano político-administrativo, a condição colonial só foi extinta em 1815, com a elevação do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves.


Das informações acima, são corretas:

Alternativas
Q765309 História
MAR PORTUGUÊS
Fernando Pessoa
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, tantas mães choraram
Quantos filhos em vão rezaram
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor
Deus ao mar o perigo e o abismo deu.
Mas nele espelhou o céu.

O texto de Fernando Pessoa aborda questões relativas à angústia vivida pelo povo diante da partida de navegadores. Relatos históricos nos informam que a travessia do Oceano Atlântico também foi realizada por populações originárias do continente africano, em condições desumanas, trazidas para compor o contingente de trabalhadores nas lavouras de cana de açúcar e café. s embarcações utilizadas para esse transporte ficaram conhecidas como
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Q740307 História
“Durante os primeiros trinta anos da dominação portuguesa, o Brasil não foi, tecnicamente falando, uma colônia, visto que não estavam presentes diversos elementos que (…) fazem parte da estrutura colonialista. É fato que existia uma riqueza da qual os portugueses se apropriavam. Mas inexistia um sistema montado em função dessa apropriação (…). A apropriação da referida riqueza – o pau‐brasil – dava‐se dentro de moldes muito primitivos e a sociedade indígena que aqui existia não era afetada pelo relacionamento econômico imposto pelas necessidades de enriquecimento de Portugal. Em resumo, este dado nos mostra que se a simples dominação política não configura a situação colonial, da mesma forma não a configura a apropriação pura e simples das riquezas de uma terra pela população de outra.” (Lopes, p. 17.)
A partir de 1530, porém, observou‐se uma preocupação da Coroa Portuguesa em inserir as terras americanas no contexto mercantilista e acelerar o processo colonizatório. Dentre as razões para essa preocupação aponta‐se corretamente:
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Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: SEDU-ES Prova: FCC - 2016 - SEDU-ES - Professor - História |
Q720402 História

   O Marechal Junot, da infantaria francesa, entrou em Lisboa junto com a chuva. Uma chuva fina, matinal, que agulhava os ossos. A corte tinha de fugir, conforme o combinado com a Inglaterra.

   Os fujões quiseram raspar até a prata dos altares. Em suas arcas, atacharam pra mais de 80 milhões de cruzados, em ouro e diamantes. (Curiosa ironia: migalhas da riqueza iam de volta, agora, para o Brasil.)

   O cais de Belém lembrava uma feira, mas feira do inferno. Lacaios se entrechocavam e mordiam. Marujos ingleses berravam palavrões cabeludos por sobre as cabeças das senhoras. A um simples estouro de cavalos, centenas de peralvilhas jogavam-se ao mar. A quem assistisse – 15 mil nobres embarcando em 36 navios – o espetáculo podia ser divertido, jamais bonito.

   E D. João? Corria que já embarcara. Mas quando? Perguntava a turba com raiva, contida pela fileira de soldados. ‘Foi aquela criada grandona, andar de pata choca, não vira?’ O covarde disfarçara-se. Agora é a vez da rainha-mãe. Arrancada aos murros, a demente sorve aflitivamente o ar das ruas: há 16 anos não a tiram da cela. (...)

   Achavam que a coitada não percebia nada. A chuva, contudo, acordou-lhe a razão. Começou a berrar.

   – Não corram tanto! Acreditaram que estamos fugindo. Por que fugir sem ter combatido?


(In: SANTOS, Joel Rufino dos. História do Brasil. São Paulo: Marco editorial, 1979, p. 77) 

O episódio narrado pelo texto, está diretamente associado
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Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: SEDU-ES Prova: FCC - 2016 - SEDU-ES - Professor - História |
Q720399 História
Entre as atividades exercidas por jesuítas e franciscanos no Espírito Santo, durante o período colonial, destaca-se
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Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: SEDU-ES Prova: FCC - 2016 - SEDU-ES - Professor - História |
Q720398 História
As reformas pombalinas, no período colonial, foram um conjunto de medidas decretadas pelo governo português, que, entre outras mudanças, acarretaram a
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Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: SEDU-ES Prova: FCC - 2016 - SEDU-ES - Professor - História |
Q720390 História
Os principais fortes existentes no litoral do Espírito Santo, erguidos durante o período colonial, testemunham
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Ano: 2016 Banca: FCC Órgão: SEDU-ES Prova: FCC - 2016 - SEDU-ES - Professor - História |
Q720389 História
A fundação da Vila do Espírito Santo foi permeada por conflitos envolvendo
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Ano: 2016 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2016 - IF-TO - Professor História |
Q714494 História
A história do Tocantins é marcada por momentos de idas e vindas. Tendo em vista a criação da comarca no norte em 1809, podemos inferir que:
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Ano: 2016 Banca: IF-TO Órgão: IF-TO Prova: IF-TO - 2016 - IF-TO - Professor História |
Q714476 História
A História da Alimentação, a partir do conceito de cultura material, contribui para a compreensão das práticas e representações sociais. Assim, o alimento revela-se uma importante categoria para a análise das rupturas e continuidades históricas, visto que ele expressa aspectos da dinâmica social. Deste modo, e considerando a História da Alimentação no período do Brasil Colonial, é possível afirmar que:
Alternativas
Q662181 História

“Ontem a Serra Leoa,

A Guerra, a caça ao leão,

O sono dormido à toa

Sob as tendas da amplidão...

Hoje... o porão negro, o fundo

Infecto, apertado, imundo,

Tendo a peste por jaguar...

E o sono sempre cortado

Pelo arranco de um finado,

E o baque de um corpo ao mar...”


Fonte: Castro Alves In: Maria Belintane Fermiano e Adriane Santarosa dos Santos. Ensino de Historia para o Fundamental 1: teoria e pratica. Sao Paulo: Contexto: 2014. p. 162.


Ao utilizar o poema de Castro Alves para uma aula sobre escravidão, o aspecto que o professor procurou destacar dessa realidade histórica é o: 

Alternativas
Q646032 História
Dentre as cidades citadas abaixo, assinale qual foi a capital brasileira no período Colonial:
Alternativas
Q2124164 História
Sobre a relação entre ordem escravocrata, direitos civis e escravidão no Brasil do século XIX, é correto afirmar que:
Alternativas
Q2124160 História
O Pacto Colonial como um dos aspectos das relações econômicas entre a colônia e a metrópole no Brasil, se expressa corretamente como sendo:
Alternativas
Q2124159 História
Marque o item correto sobre como ocorreu o sistema de dominação estabelecido pela Coroa portuguesa no Brasil no período colonial.
Alternativas
Q2124158 História
Sobre o significado dos termos “inconfidência” e “conjuração”, para a historiografia do Brasil colonial, é correto afirmar que:
Alternativas
Respostas
1141: B
1142: B
1143: A
1144: C
1145: A
1146: D
1147: B
1148: D
1149: E
1150: C
1151: D
1152: E
1153: D
1154: E
1155: B
1156: X
1157: C
1158: C
1159: B
1160: D