Questões de Concurso Sobre período colonial: produção de riqueza e escravismo em história

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Q1801481 História
No século XX, o problema do ajuste da escravidão negra aos quadros dos Estados nacionais oitocentistas muito atraiu os estudiosos, sobretudo no Brasil e nos Estados Unidos. O tema encontrou desdobramentos em algumas das obras fundadoras das ciências sociais brasileiras, como as de Oliveira Viana, Caio Prado Júnior e Sérgio Buarque de Holanda. Entre as décadas de 1960 e 1970, chegou-se a construir um consenso interpretativo sobre a questão, que apontou para existência de uma contradição estrutural entre o liberalismo - fundamento ideológico da ordem nacional - e a prática da escravidão negra. Emília Viotti da Costa, por exemplo, em ensaio clássico sobre o nosso processo de emancipação política, escreveu que a “escravidão constituía o limite do liberalismo no Brasil”. O crítico literário Roberto Schwarz, por sua vez, referiu-se à “disparidade entre a sociedade brasileira, escravista, e as ideias do liberalismo europeu”, cunhando a partir dessa constatação o famoso rótulo “ideias fora do lugar”. Da mesma forma, o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos afirmou que a manutenção do escravismo no Brasil independente trouxe uma “ambiguidade fundamental” para a ordem política nacional.
JANCSÓ, István (org.) Brasil: Formação do Estado e da Nação. - São
Paulo: Hucitec; Ed. Unijuí; Fapesp, 2003, p. 251-265. (Adaptado).
Considerando as ações sobre a escravidão negra e a formação dos Estados Nacionais oitocentistas, no que se refere às medidas adotadas na colônia portuguesa e, posteriormente, pelo Império do Brasil, é correto afirmar que: 1. A legislação portuguesa sobre os escravos africanos e seus descendentes mostrou-se sobretudo cuidadosa em interferir no poder senhorial e no direito de propriedade do senhor sobre seu escravo, Esta foi uma atribuição em conjunto com as assembleias coloniais, que, ao cuidarem do assunto, compuseram uma legislação essencialmente reativa e penal, vale dizer, voltada ao controle social dos escravos fora das plantations. 2. Em sua variante colonial escravista, o patriarcalismo reafirmou a cadeia hierárquica entre senhor e dependentes (mulher, filhos, feitores e escravos) e as obrigações recíprocas que os atavam. O senhor permaneceria como o juiz supremo de sua plantation, com total autonomia para o comando de seus subordinados, sem nenhuma possibilidade de ter seu poder circunscrito por interferências externas. 3. A “Representação Sobre a Escravatura”, apresentada por José Bonifácio de Andrada e Silva à Assembleia Constituinte de 1823, continha as recomendações para se iniciar o processo de abolição gradual da escravidão no Brasil, o documento previa o fim inopinado do tráfico negreiro transatlântico, a possibilidade legal da compra da alforria por livre ação do escravo; e o direito do escravo reclamar perante o Estado os maus-tratos. 4. Os projetos emancipacionistas não foram derrotados no Brasil em 1823, mas, a escravidão foi mantida no Império sem maiores problemas para a independência nacional ou para a Constituição liberal, e ainda, com a dissolução da Assembleia Constituinte de 1823 e a outorga da primeira Constituição brasileira no ano seguinte, sancionou-se com introversões a escravidão negra. 5. No Império do Brasil, não se compôs um “código negro” que unificasse todas as disposições sobre o assunto, mas, várias leis imperiais e provinciais e uma miríade de posturas municipais, que se voltavam ao controle dos escravos no espaço externo às casas e plantations de seus senhores, assim como as normas penais do Código Criminal de 1830, voltadas especificamente para os escravos. Estão CORRETAS as alternativas:
Alternativas
Q1798829 História
(Concurso Milagres/2018) “O triângulo rural – engenho, casa, capela – se impôs à paisagem de massapê, como a sua primeira nota de ordem europeia. A água dos rios e dos riachos da região se subordinou ao novo sistema de relações entre o homem e a paisagem, embora conservando-se cheia de curvas e até de vontades. Sem se militarizar em canais rígidos à holandesa.” (FREYRE, Gilberto. O Nordeste. São Paulo: Global, 2004, p. 59) Considerando-se o texto, podemos afirmar que Gilberto Freyre faz menção ao processo de:
Alternativas
Q1798089 História
(Concurso Milagres/2018) Sobre a religiosidade africana e indígena no Brasil colonial, assinale a opção correta.
Alternativas
Q1798088 História
(Concurso Milagres/2018) Acerca da resistência dos escravos à escravatura no Brasil colonial, assinale a opção correta.
Alternativas
Q1752466 História
Não é o nome de um célebre representante de entradas ou bandeiras:
Alternativas
Q1745825 História
Nos séculos XVII e XVIII, a expansão territorial do Brasil foi impulsionada pelas bandeiras. Os bandeirantes entraram para o interior do Brasil, explorando e conquistando territórios. Neste contexto, várias vilas foram fundadas, favorecendo a ocupação destas regiões. Em relação à ocupação territorial no sul do Brasil:
Alternativas
Q1736619 História
Leia os trechos abaixo retirados de uma reportagem do jornal O Globo para responder às questões:
“O combate à escravidão moderna ganhou um aliados dos céus: imagens de satélite estão ajudando pesquisadores e ativistas a identificarem locais suspeitos de exploração do trabalho escravo. Com um sistema de inteligência artificial, eles mapearam 55.387 fornos para a produção de tijolos no Paquistão, Índia, Nepal e Bangladesh, indústria conhecida pelo emprego mão de obra forçada e infantil. O próximo passo é localizar outras estruturas relacionadas com o trabalho escravo, incluindo os campos de carvão no Brasil.”
“Os primeiros resultados foram publicados no início do mês no periódico “Photogrammetry and Remote Sensing”. De acordo com o Índice Global da Escravidão, elaborado pela Walk Free Foundation, estima que existam no mundo 40,3 milhões de vítimas da escravidão moderna, sendo 24,9 milhões em trabalhos forçados e 15,4 milhões em casamentos forçados. No Brasil, a estimativa é de 161.100 pessoas vivendo em regime de escravidão.”
(O Globo. Cientistas usam imagens de satélite para combater trabalho escravo. Publicada em 19 de março de 2018.)
Alternativas
Q1732869 História
Sobre a dinâmica dos engenhos de açúcar e das minas de ouro no Brasil assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q1730939 História
No que se refere ao Brasil Colônia, complete a frase a seguir: ¨A base da economia da colônia era o _________________________, que utilizava a mão de obra africana escrava e tinha como objetivo principal a venda do ______________ para o mercado europeu, além da produção de tabaco e algodão. A alternativa correta é:
Alternativas
Q1730938 História
O Brasil Colônia compreende o período entre a chegada dos portugueses, em 1500, e a independência do país, em 1822. Nesse período, a costa brasileira foi também explorada por:
Alternativas
Q1728451 História
A Revolta dos Malês pode ser compreendida como:
Alternativas
Q1724746 História
“Desaparecido o Estado mucambeiro dos Palmares continuaram os mucambos isolados a manter a recusa dos trabalhadores negros à escravidão. (…) Essa situação de negros trabalhadores de engenhos e de negros rebeldes mucambeiros seria aproveitada pela insurrecionalidade de 1832. Os senhores restauradores cometeram o erro de fornecer as armas que estavam em poder dos juízes de paz, seus aliados, aos negros dos seus plantéis e aos negros mucambeiros que aderiram. Com a prisão dos chefes absolutistas, os índios aldeados adotaram como regra ataques aos engenhos e à libertação dos negros escravizados. (…) A anistia que se decretou aos índios e aos homens livres mulatos e brancos não alcançava a multidão de negros que aderira à insurreição. (...) A permanência dos negros nas matas, concluída a insurrecionalidade, era a única forma de adesão à liberdade. Sua saída significava a exclusão da liberdade que a vida mucambeira e a insurrecionalidade cabana lhes havia oferecido. Para a mente estamental sesmeiro-escravista, negro só tinha vez na escravidão.” (LINDOSO, Dirceu. A utopia armada: rebeliões de pobres nas matas do Tombo Real. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1983, p. 305 e 306)
Sobre o fragmento acima NÃO se pode afirmar que:
Alternativas
Q1724743 História
Os negros nunca aceitaram passivamente a escravidão. Havia muitas formas de revoltas coletiva e individual. Do ponto de vista histórico, os quilombos foram a estratégia de resistência que melhor representou a luta contra a ordem escravocrata. Ao organizarem suas fugas, os negros formaram comunidades no interior das matas, conhecidas como quilombos ou mucambos. Sobre os processos de constituição dos quilombos no Brasil, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q1724736 História
Sobre como a historiografia contemporânea tem pensado o fim do sistema escravista no Brasil, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q1724735 História
Sobre o processo de colonização portuguesa na América é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q1701898 História
Varnhagen no século XIX afirmava em relação aos indígenas que “povos na infância, não há história: há só etnografia.” (História Geral do Brasil 1962 [1854], v1, p.42).
Tal concepção está ligada a uma historiografia tradicional que representava a relação de contato entre índios e a sociedade Ocidental como:
Alternativas
Q1701877 História
“(...) as famílias da elite, muito menos temerosas do que poderia se supor, viam umas nas outras, possíveis aliadas para ‘uma maior participação’, manutenção e manipulação do poder político. Sendo muitos dos envolvidos na administração local portadores de títulos militares, concluímos pela existência de uma relação unívoca entre títulos honoríficos e militares e as elites políticas locais, ou seja, as principais famílias detinham o monopólio do poder local, na câmara e na administração militar das tropas auxiliares e de ordenanças”. (Isis Messias da Silva, Revista Vernáculo, nº 14 - 15 - 16, p. 21–50).
O trecho acima traduz:
Alternativas
Q1701876 História
A respeito das primeiras tentativas de escrita de uma História do Brasil, ainda em meados do século XIX, observa José Carlos Reis:
“Era preciso criar uma ideia do homem brasileiro, de povo brasileiro, no interior de um projeto de nação brasileira. Sobretudo, era preciso perceber a nação como diferença e continuidade colonial e como continuidade da diferença colonial. Pensou-se o Brasil com o conceito de “raça” e a sociedade brasileira como uma mescla de raças”.
Tal afirmativa está de acordo com um contexto de:
I formulação de teorias científicas europeias, que permitiram a elaboração de interpretações acerca do atraso do país e condição dos habitantes. II apresentação de projetos de organização nacional sem que, contudo, pudesse ser afastada uma visão pessimista acerca do presente e do futuro da nação. III contribuição das ciências para a naturalização das diferenças socioculturais, estabelecendo correlações rígidas entre as leis da natureza e a sociedade. IV avanço dos conhecimentos científicos que promoveriam uma releitura da miscigenação, tornando-a positiva por causa da diversidade biológica.
Os itens corretos são:
Alternativas
Q1701874 História
Leia o que o cronista colonial Gabriel Soares escreveu em Tratado descritivo do Brasil, de 1587, a respeito da segurança militar de Salvador:
“[...] porque [a cidade] pode ser socorrida por mar e por terra de muita gente portuguesa até a quantia de dois mil homens, de entre os quais podem sair dez mil escravos de peleja, a saber: quatro mil pretos da Guiné e seis mil índios da terra, mui bons flecheiros, que juntos com a gente da cidade, se fará mui arrazoada exército”. (SOUSA, Gabriel Soares de. Tratado descritivo do Brasil, 1587, p.140-141 [adaptado])
O trecho acima deixa evidente que:
Alternativas
Q1701873 História
O escritor Ambrósio Fernandes Brandão nos conta uma transação de compra e venda de peças (lotes) de escravos no século XVII:
“[...] vi na capitania de Pernambuco a certo mercador fazer um negócio, (...) o qual foi comprar, para pagar na hora, um lote de escravos de Guiné (africanos) por quantidade de dinheiro e logo no mesmo instante, sem nem mesmo ainda possuí-los, os tornou a vender a um lavrador fiados por certo tempo que não chegava a um ano, com mais de 85 por cento de avanço (lucros).”
O trecho acima deixa evidente a lucratividade obtida com o tráfico de africanos, gerada pela:
Alternativas
Respostas
961: B
962: A
963: D
964: C
965: B
966: D
967: A
968: A
969: B
970: B
971: B
972: B
973: A
974: A
975: A
976: E
977: C
978: A
979: B
980: E