Questões de Concurso
Sobre ocupação de novos territórios: colonialismo em história
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(SOUZA, Susana Bleil de. Política, administração e comércio na sociedade colonial hispânica. In: WASSERMAN, Claudia (coord.). História da América Latina: cinco séculos: temas e problemas. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 1996. p. 87.)
Assim, assinale a opção que apresenta uma característica da administração colonial que corrobora a afirmação citada da autora.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
A História africana é marcada por uma rica diversidade de povos, culturas e formações sociais que se desenvolveram ao longo de milênios. Contudo, a visão eurocêntrica frequentemente reduziu o continente a um bloco homogêneo, ignorando suas complexidades internas e suas profundas relações com outras partes do mundo, especialmente a Europa e a América, através de intercâmbios culturais, comerciais e, tragicamente, do tráfico transatlântico de escravizados.
Sobre a História africana e suas relações com a Europa e a América, é correto afirmar que:
A chegada dos europeus ao continente americano, a partir do final do século XV, desencadeou um processo de conquista e colonização que transformou profundamente as sociedades indígenas e o próprio cenário global. Esse encontro, frequentemente romantizado como "descobrimento", foi, na realidade, um evento marcado por violência, exploração, imposição cultural e demográfica, com consequências duradouras para os povos originários e para a formação das identidades americanas.
Considerando o processo de conquista e colonização da América, assinale a alternativa correta:
Documentos como as Crônicas do descobrimento e conquista da Guiné, de Gomes Eanes de Azurara, datadas de meados do século XV, registram a captura, a escravização e a comercialização de pessoas africanas, bem como a realização de leilões de cativos em cidades portuguesas como Lagos. Esses registros evidenciam a atuação de agentes mercantis, militares e religiosos na estruturação inicial do tráfico atlântico, articulando interesses comerciais e expansionistas.
Considerando o excerto apresentado e os debates historiográficos sobre escravização e diáspora, assinale a alternativa que melhor responde à interpretação do estudante e ao conteúdo que pode ser desenvolvido pelo docente:
O que os europeus mais bem registraram foram suas observações dos aspectos exteriores das sociedades africanas, dos chamados “usos e costumes”; os documentos fornecem descrições ricas, precisas e requintadas de várias cerimônias, vestimentas, comportamentos, estratégias e táticas de guerra, técnicas de produção, etc., não obstante, às vezes, a descrição ser acompanhada por epítetos como “bárbaro”, “primitivo”, “absurdo”, “ridículo” e outros termos pejorativos, o que, por si só, não significa muito; trata-se somente de um julgamento em função dos hábitos culturais do observador. Muito mais grave é a total falta de compreensão da estrutura interna das sociedades africanas, da complicada rede de relações sociais, da ramificação das obrigações mútuas, das razões mais profundas para determinados comportamentos. Em suma, os autores eram incapazes de descobrir as motivações profundas das atividades africanas.
HRBEK, I. As fontes escritas a partir do século XV. In: História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África. Editado por Joseph Ki-Zerbo. 2.ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010, p. 123.
A narrativa expressa uma visão sobre a África marcada
Leia o texto a seguir:
Existe aquela anedota famosa do grande capitalista inglês, o sr. Peel, que pegou 50 mil libras, trezentos trabalhadores e lá se foi para a colônia do Swan River na Austrália. O sr. Peel imaginava que os homens iriam trabalhar para ele, como acontecia na Inglaterra. Mas, chegando à Austrália, com terras abundantes – até demais –, seus peões preferiram trabalhar por conta própria, como pequenos sitiantes, em vez de ser assalariados do capitalista. A Austrália não era a Inglaterra, e não sobrou um criado sequer para arrumar a cama ou trazer água para o proprietário.
(Eric Williams, Capitalismo e escravidão)
No excerto, o autor se refere
Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde os remotos tempos em que os europeus do Renascimento se abalançaram pelo mar e fincaram os dentes em sua garganta.
(Eduardo Galeano. As veias abertas da América Latina, 2002)
No excerto, Galeano afirma que a América Latina “se especializou em perder”. Tal afirmação