Questões de Concurso
Sobre ocupação de novos territórios: colonialismo em história
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Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
A História africana é marcada por uma rica diversidade de povos, culturas e formações sociais que se desenvolveram ao longo de milênios. Contudo, a visão eurocêntrica frequentemente reduziu o continente a um bloco homogêneo, ignorando suas complexidades internas e suas profundas relações com outras partes do mundo, especialmente a Europa e a América, através de intercâmbios culturais, comerciais e, tragicamente, do tráfico transatlântico de escravizados.
Sobre a História africana e suas relações com a Europa e a América, é correto afirmar que:
A chegada dos europeus ao continente americano, a partir do final do século XV, desencadeou um processo de conquista e colonização que transformou profundamente as sociedades indígenas e o próprio cenário global. Esse encontro, frequentemente romantizado como "descobrimento", foi, na realidade, um evento marcado por violência, exploração, imposição cultural e demográfica, com consequências duradouras para os povos originários e para a formação das identidades americanas.
Considerando o processo de conquista e colonização da América, assinale a alternativa correta:
Documentos como as Crônicas do descobrimento e conquista da Guiné, de Gomes Eanes de Azurara, datadas de meados do século XV, registram a captura, a escravização e a comercialização de pessoas africanas, bem como a realização de leilões de cativos em cidades portuguesas como Lagos. Esses registros evidenciam a atuação de agentes mercantis, militares e religiosos na estruturação inicial do tráfico atlântico, articulando interesses comerciais e expansionistas.
Considerando o excerto apresentado e os debates historiográficos sobre escravização e diáspora, assinale a alternativa que melhor responde à interpretação do estudante e ao conteúdo que pode ser desenvolvido pelo docente:
O que os europeus mais bem registraram foram suas observações dos aspectos exteriores das sociedades africanas, dos chamados “usos e costumes”; os documentos fornecem descrições ricas, precisas e requintadas de várias cerimônias, vestimentas, comportamentos, estratégias e táticas de guerra, técnicas de produção, etc., não obstante, às vezes, a descrição ser acompanhada por epítetos como “bárbaro”, “primitivo”, “absurdo”, “ridículo” e outros termos pejorativos, o que, por si só, não significa muito; trata-se somente de um julgamento em função dos hábitos culturais do observador. Muito mais grave é a total falta de compreensão da estrutura interna das sociedades africanas, da complicada rede de relações sociais, da ramificação das obrigações mútuas, das razões mais profundas para determinados comportamentos. Em suma, os autores eram incapazes de descobrir as motivações profundas das atividades africanas.
HRBEK, I. As fontes escritas a partir do século XV. In: História geral da África, I: Metodologia e pré-história da África. Editado por Joseph Ki-Zerbo. 2.ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010, p. 123.
A narrativa expressa uma visão sobre a África marcada
TROUILLOT, M.-R. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Curitiba: Huya, 2016.
A Revolução do Haiti (1791-1804) é considerada a primeira rebelião vitoriosa de pessoas escravizadas nas Américas, culminando na emancipação do país e na extinção da escravidão. Sob a liderança de Toussaint Louverture, o movimento destacou-se pela atuação central dos africanos e afrodescendentes na formação de um Estado soberano. O historiador Michel-Rolph Trouillot investiga como as narrativas históricas eurocêntricas e coloniais frequentemente invisibilizam esse movimento, seus agentes e suas contribuições para a trajetória global. Em uma aula, o professor propôs um debate sobre a Revolução do Haiti. Com base no texto, ele solicitou aos estudantes uma reflexão sobre o teor das narrativas. Essa proposta didática objetivou

ASSIS, L.; OLIVEIRA, T. Folha de São Paulo, 6 out. 2021.
( ) O historiador deve demonstrar que o comércio internacional de pessoas desorganizou reinos e comunidades, devastou regiões e intensificou conflitos e revoltas em diversas partes do continente africano. ( ) O historiador deve enfatizar que a diáspora africana foi resultado de um processo de migração voluntária no qual milhões de africanos decidiram se deslocar para outros continentes em busca de melhores condições de vida. ( ) O historiador deve ressaltar que, durante o período do tráfico de pessoas escravizadas, milhões de africanos foram forçados a deixar seu continente se dispersando em larga escala entre América, Europa e Ásia.
I. O sistema de plantation nas colônias americanas baseou-se no uso de trabalho escravizado e na monocultura voltada à exportação.
II. O processo de colonização espanhola caracterizou-se pela exploração direta e pelo controle político sobre grandes vice-reinos.
III. A colonização inglesa na América do Norte baseou-se apenas em objetivos comerciais e não em questões religiosas.
IV. As colônias francesas implantaram um sistema de servidão obrigatória semelhante ao feudalismo europeu.
Está correto o que se afirma em:
Só que nenhum deles chega perto da pessoa mais rica que já existiu: Mansa Musa. O rei africano, que governou o Império de Mali no século 14, é o primeiro lugar absoluto no ranking das maiores da história.”
https://super.abril.com.br/historia/a-historia-do-imperador-mansa-musa-a-pessoamais-rica-que-ja-existiu
Uma das características marcantes do Império Mali foi que: