Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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“O que as pessoas valorizavam na filosofia natural moderna era coerente com os valores embutidos no comércio. Comerciantes demonstravam profundo interesse pelos fatos naturais porque estes eram essenciais para os negócios. Os modos de vida associados ao comércio, que passavam a dominar cada vez mais a Europa, direcionavam o foco da atenção para os objetos da natureza. Não é coincidência, então, que a chamada Revolução Científica tenha ocorrido ao mesmo tempo que o desenvolvimento da primeira economia global. Esse mundo conectava as minas de prata do Peru à China e à Europa, as plantações de açúcar do Caribe e as regiões produtoras no sudeste asiático ao trabalho escravizado e aos produtos de luxo. À medida que as cidades comerciais e o capital financeiro que produziam se tornaram mais importantes para os sistemas políticos maiores dos quais faziam parte, os valores dos mercadores urbanos passaram a dominar cada vez mais a sociedade.”
Adaptado de: Cook, Harold. Matters of Exchange. Commerce, Medicine, and Science in the Dutch Golden Age. New Haven&London: Yale University Press, 2007, pp. 410-411
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que descreve corretamente os elementos constitutivos da revolução cientifica de acordo com o autor.
Observe a imagem a seguir e leia sua descrição.

Fonte: Bosch, Hieronymus. The extraction of the stone of madness, 1501- 1505.
“Nesse quadro, o pintor transforma um dito popular em imagem visual. A tradição popular camponesa associava a loucura a uma pedra alojada no cérebro. Tomando a metáfora no sentido literal, pessoas crédulas tentavam se libertar dessa suposta pedra removendo-a. Ele mostra o paciente como um camponês idoso e corpulento. O charlatão que realiza a operação usa um funil invertido na cabeça, que simboliza engano. O que ele extrai da cabeça do paciente não é uma pedra, mas uma flor. O fato de ser uma flor levou alguns autores a interpretarem em sentido sexual. Nesse caso, ao invés de curar a loucura, o cirurgião o castra, retirando seu desejo sexual e, assim, o devolvendo aos caminhos da moral cristã.”
Adaptado de: Silva, P. Bosch. The 5th Centenary Exhibition. Madrid: Museo del Prado, 2016.
Com base na imagem e no trecho, assinale a opção que apresenta corretamente seus elementos no contexto medieval.
“É quase consenso atualmente, no campo dos estudos históricos, que a Itália antiga, sobretudo entre os séculos III a.C. e II d.C., fez parte, ao lado do Brasil, do sul dos Estados Unidos e do Caribe inglês e francês entre os séculos XVI e XIX, do restrito grupo de sociedades escravistas.”
Adaptado de: Joly, Fábio. A escravidão na Roma Antiga. Política, Economia e Cultura. São Paulo: Alameda, 2005. p. 11.
A partir da leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente uma característica da escravidão na Roma antiga comparável àquela praticada no mundo atlântico durante a modernidade.
“A fonte da objetividade histórica repousa nas técnicas da crítica histórica. Assim como a objetividade mecânica nas ciências naturais fetichizou rígidos procedimentos e protocolos, a objetividade na história exigia um respeito disciplinado pelos métodos.”
Fonte: Daston, Lorraine. “Objetividade e imparcialidade: virtudes epistêmicas nas humanidades” em: Historicidade e Objetividade. São Paulo: LiberArs, 2017, p. 134.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que a influência das ciências naturais sobre a historiografia moderna
(E.W. Said. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente, 1996)
De acordo com o autor, a referida omissão da ciência social estadunidense recente sobre o Oriente árabe ou islâmico tem como um de seus efeitos reais
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de Aula: visita à História contemporânea, 2010)
O excerto apresenta, segundo a obra analisada, um fator decisivo para
Quais mecanismos levaram à escravidão nas sociedades pré-coloniais africanas?
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de Aula: visita à História contemporânea, 2010. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, um dos mecanismos relacionados por Hernandez.
A egiptomania, segundo Jean Marcel Humbert, é bem mais que uma simples mania. Consiste no empréstimo dos mais espetaculares elementos, da gramática de ornamentos que se constituía na essência original da arte do antigo Egito. Esses elementos decorativos são então trazidos novamente à vida através desses usos.
(Margaret Marchiori Bakos, Visões Modernas do Mundo Antigo: a Egiptomania. Em: Pedro Paulo A. Funari; Glaydson José da Silva; Adilton Luís (orgs.), História Antiga: contribuições brasileiras, 2009)
Segundo o artigo em análise, a egiptomania
Imagem dos índios: 78% dos entrevistados revelaram ter interesse no futuro dos índios sobre os quais prevalece uma visão positiva; 88% concordam que os índios ajudam a conservar a natureza e vivem em harmonia com ela, e que não são preguiçosos, mas encaram o trabalho de forma diferente da sociedade branca ocidental; 89% afirmaram que os índios não são ignorantes, mas possuem uma cultura diferente da cultura branca e que só são violentos com aqueles que invadem as suas terras para tomar-lhes.
(Gersem dos Santos Luciano, Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje, 2006. Adaptado)
Para Luciano, os dados apresentados no excerto revelam
Se do ponto de vista ideológico o autor ainda se filia a um país arcaico, é inegável a inovação documental e temática trazida por sua primeira obra e mantida nas que se seguem de perto: Sobrados e mucambos (1936) e Nordeste (1937).
(Laura de Mello e Souza, Aspectos da historiografia da cultura sobre o Brasil Colonial. Em: Marcos Cezar de Freitas (org.), Historiografia brasileira em perspectiva, 1998. Adaptado)
O artigo citado apresenta Freyre como
(L. Karnal e F.G. Tatsch. A memória evanescente. Em: C.B. Pinsky; T.R. Luca. O historiador e suas fontes, 2009)
No fragmento, discute-se
(Holien Gonçalves Bezerra, Ensino de História: conteúdos e conceitos básicos. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015)
Para Bezerra, uma das possiblidades para a superação do que se apresenta no excerto pode ocorrer por meio da utilização da
O discurso histórico visa explicar o real por meio de um diálogo que se dá entre o historiador e os testemunhos, os documentos, que evidenciam o acontecido. Com base nesse diálogo o pesquisador explicita o real em movimento, a dinâmica, as contradições, as mudanças e as permanências.
(Selva G. Fonseca, Didática e Prática de Ensino de História, 2005. Adaptado)
Segundo Fonseca afirma no artigo, a obra literária
“Estuda-se História para compreender o presente e criar os projetos do futuro” é uma das frases mais encontradas em textos relacionados ao assunto e das mais repetidas por professores em suas explicações iniciais sobre o porquê da disciplina na escola. As finalidades do ensino de História não se limitam a essa frase, sendo, evidentemente, mais complexas, e algumas propostas curriculares procuram explicitá-las.
(Circe M. F. Bittencourt, Ensino de História: fundamentos e métodos, 2008)
Para Bittencourt, na atualidade, um dos objetivos centrais do ensino de História relaciona-se com
Assinale um aspecto desses movimentos que foi alvo da crítica conservadora.