Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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Para investigar a história da UFPA durante o governo militar, foi organizado um projeto de pesquisa denominado Os Anos de Chumbo na UFPA: memória, história, trauma e cultura educacional (1964-1985) com o objetivo de fazer o levantamento documental no arquivo central da universidade, no acervo fotográfico da Biblioteca Central e do Museu, bem como o de registrar depoimentos de professores, ex-alunos e servidores que foram atingidos por atos do governo militar ou das administrações superiores da UFPA que provocaram violações de direitos humanos. Uma das ideias centrais do projeto foi construir um acervo digital com depoimentos para que eles servissem de fonte para a escrita da história da instituição. Esse projeto está em fase de conclusão e pretende produzir documentários sobre os temas relatados pelas testemunhas”.
Fonte: Edilza. A Comissão da Verdade na Universidade Federal do Pará: a criação de um acervo digital com testemunhos de violações dos direitos humanos. História Oral, v. 21, n. 2, p. 109-129, jul./dez. 2018.
Sobre a História do Tempo Presente, fontes orais e o trecho destacado acima, afirma-se que:
Jacques Le Goff destaca no prefácio de Apologia do Historiador de Marc Bloch: “O subtítulo definitivo, O ofício do historiador, que substituirá pertinentemente o primeiro subtítulo, ressalta outra preocupação de Marc Bloch: definir o historiador como um homem de ofício, investigar suas práticas de trabalho e seus objetivos científicos e, como veremos, inclusive para além da própria ciência. O que o título não diz, mas o texto sim, é que Marc Bloch não se contenta em definir a História e o ofício do historiador, mas quer também assinalar o que deve ser a história e como deve trabalhar o historiador”.
BLOCH, Marc. Apologia da História ou ofício do historiador; prefácio, Jacques Le Goff, apresentação à edição brasileira, Lilia Moritz Schwarcz, tradução André Telles. Rio de Janeiro: Zahar, 2001.
São aspectos presentes na obra de Marc Bloch, exceto:
Conforme o historiador britânico Charles Boxer “(...) Os impulsos fundamentais por trás do que se conhece como a ‘Era dos Descobrimentos’ sem dúvida surgiram de uma mistura de fatores religiosos, econômicos, estratégicos e políticos, é claro que nem sempre dosados nas mesmas proporções. (...)”.
BOXER, Charles. O império marítimo português. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.
Dessa forma, os motivos principais que antecederam e inspiraram comerciantes, nobres e reis portugueses a expansão ultramarina, foram:
O Iluminismo foi um movimento intelectual que predominou no pensamento ocidental no século XVIII, abarcando tanto a filosofia quanto as ciências sociais e naturais, a educação e a tecnologia. Para o historiador Eric Hobsbawm, o iluminismo significou a “convicção no progresso do conhecimento humano, na racionalidade, na riqueza e no controle sobre a natureza” e “derivou sua força do evidente progresso da produção, do progresso e da racionalidade econômica e científica que se acreditava estar relacionada a ambos (2012, p. 47) ”.
HOBSBAWM, Eric J. A Era das Revoluções, 1789-1848. São Paulo: Paz e Terra, 2012.
Influenciados pela revolução científica do século XVII, principalmente pelo racionalismo e pelo cientificismo de Descartes, os pensadores iluministas propagandeavam críticas às estruturas do Antigo Regime, baseados em ideias racionais, exceto:
Conforme o historiador francês Jean Delumeau, o período entre os séculos XIV e XVI foi marcado por uma grande crise religiosa na Europa. A Igreja Católica se viu acossada por uma série de movimentos religiosos dissidentes, conhecidos como reformas protestantes. A resposta da instituição foi, também, um conjunto de mudanças denominadas como reforma católica ou contrarreforma.
DELUMEAU, Jean. A Reforma: por quê? São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1989.
São aspectos presentes na dinâmica das reformas religiosas da Europa moderna, exceto:
De acordo com Perry Anderson “a vassalagem assim pode ter tido suas principais raízes tanto no comitatus germânico quanto na clientela galo-romana: as duas formas de corte aristocrática que existiram em cada lado do Reino bem antes do fim do Império, ambas tendo contribuído para o surgimento definitivo do sistema de vassalagem. O domínio, que no devido tempo se fundiu para formar o feudo, pode ser traçado a partir das últimas práticas eclesiásticas romanas e das distribuições tribais germânicas de terras”.
ANDERSON, Perry. Passagens da antiguidade ao feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 2000. pp. 125-126.
No trecho acima, o autor constrói o pensamento sobre o desenvolvimento do sistema de vassalagem e do feudalismo.
Sobre o assunto, não podemos destacar:
“Em época mais recente, notadamente a partir da década de 1970, verificamos nova reorientação da pesquisa histórica no Brasil, estimulada especialmente pelas transformações contextuais do cenário político-social e pela acentuada proliferação dos cursos de graduação e pós-graduação na área da história”.
CAIMI, F. E. Fontes históricas na sala de aula: uma possibilidade de produção de conhecimento histórico escolar - ISSN 0104-236X. Anos 90 (UFRGS. Impresso), v. 15, p. 131, 2008.
No fragmento destacado, a autora sintetiza as transformações no campo do ensino de história e na produção do conhecimento histórico. Sobre o assunto, julgue as afirmativas destacando a falsa:
O historiador Eric J. Hobsbawm, em sua obra A Era das Revoluções, ressalta as aproximações entre Revolução Industrial e Revolução Francesa, apresentando-as como uma "dupla revolução" que sinalizou a “crise do velho regime (HOBSBAWM, 2012, p. 99)”, aglutinando a potência revolucionária acumulada durante o século XVIII, ao mesmo tempo que representa uma ruptura com este. Por isso ele diz que se “a economia do mundo no século XIX foi formada principalmente pela influência da revolução industrial britânica, sua política ideologia foram formadas fundamentalmente pela Revolução Francesa (p. 97)”.
HOBSBAWM, Eric J. A Era das Revoluções, 1789-1848. São Paulo: Paz e Terra, 2012.
A respeito das revoluções na Inglaterra e na França no fim do século XVIII, é possível asseverar que:
I. Nas pólis gregas, a ágora era um local onde aconteciam assembleias dos cidadãos e transações comerciais. II. Durante o Antigo Império, foram construídas obras de drenagem e irrigação que impediram a expansão da agricultura no Egito Antigo.
Marque a alternativa CORRETA
I. No Egito Antigo, inicialmente, os egípcios se organizaram por meio de um conjunto de comunidades patriarcais chamadas de nomos. Os nomos eram controlados por um chefe chamado nomarca. II. A França, no século XVIII, possuía um governo absolutista. A burguesia governava com poderes absolutos, controlando a religião e a monarquia.
Marque a alternativa CORRETA:
I. A Revolução Francesa representou um marco no fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza na França. Naquele país, o povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. II. No período Paleolítico, os serem humanos viviam da coleta de frutos e raízes, do artesanato e do comércio de ferramentas de bronze e aço.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Na antiga Atenas, denominava-se ostracismo a determinação de que qualquer cidadão que realizasse grandes feitos para a segurança da cidade seria louvado por dez anos. II. No contexto da Revolução francesa, o partido dos jacobinos representava a baixa burguesia e defendia uma maior participação popular no governo.
Marque a alternativa CORRETA:
I. A Revolução Francesa permitiu a promulgação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Este importante documento trazia significativos avanços sociais, que garantiam direitos iguais aos cidadãos, além de maior participação política para o povo. II. Durante o governo de Getúlio Vargas, ocorreu a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial, atuando contra os países do Eixo.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Durante a fase do Terror (1592), os radicais jacobinos, liderados por Robespierre, devolveram o poder à igreja e aboliram a pena de morte na França. II. Os seres humanos do Paleolítico eram nômades, não se fixando por muito tempo em um mesmo lugar.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O poder na antiga Esparta era exercido por um pequeno grupo ligado às atividades militares – os burgueses – que se dedicavam única e exclusivamente às artes e ao comércio.
II. O Paleolítico refere-se ao período da pré-história no qual os primeiros seres humanos iniciaram a constituição de grandes cidades antigas (Roma, Esparta e França).
Marque a alternativa CORRETA:
I. No contexto da Revolução Francesa, o partido dos jacobinos representava os trabalhadores urbanos e rurais e queria evitar uma participação maior da alta burguesia na política.
II. Na Grécia, a cidade de Atenas teve uma vida urbana e aberta à atividade comercial, a qual foi a base de sua economia, pois os atenienses praticaram intenso comércio com diversos povos.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Na história da Grécia Antiga, o período Arcaico inicia-se com a reunião dos genos em unidades políticas maiores, chamadas feudos ou metrópoles.
II. O solo fértil disponível no Antigo Egito devia-se ao regime de enchentes anuais no Rio Nilo que transbordava durante um período anual regular, inundando suas margens e deixando o vale fertilizado pelo húmus.
Marque a alternativa CORRETA:
O texto se refere à busca de apoio popular por meio de medidas e ações que melhorasse tal camada. Analisando o texto acima, podemos associá-lo a estrutura política
Como a escrita não era de acesso a todos na Grécia antiga, o poder de argumentação e do convencimento por meio da oralidade tornou-se fundamental para a própria prática dos direitos políticos. Tal prática pode ser associada à
CAMPOS, Flávio; CLARO, Regina. A Escrita da História. Escala Educacional. São Paulo, 2009
O texto demonstra a organização do sistema republicano romano, instaurado no séc. VI a. C. Para aquela sociedade, a noção de República pode ser traduzida como