Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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ORSO, Paulino José. Liberalismo, neoliberalismo e crise estrutural do capital. Revista Katálysis, Florianópolis, v. 24, n. 1, p. 1–12, 2021.
Com base na citação, assinale a alternativa que melhor expressa a interpretação da crise do liberalismo:
ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
Com base nessa problemática, assinale a alternativa que melhor expressa o sentido do conceito:
Sinopse: Rio de Janeiro, início dos anos 1970. O país enfrenta o endurecimento da ditadura militar. Os Paiva — Rubens, Eunice e seus cinco filhos — vivem na frente da praia, numa casa de portas abertas para os amigos. Um dia, Rubens é levado por militares à paisana e desaparece. Eunice, cuja busca pela verdade sobre o destino de seu marido se estenderia por décadas, é obrigada a se reinventar e traçar um novo futuro para si e seus filhos. Baseado no livro biográfico de Marcelo Rubens Paiva.
Sinopse: Em 1977, Marcelo trabalha como professor especializado em tecnologia. Ele decide fugir de seu passado violento e misterioso se mudando de São Paulo para Recife com a intenção de recomeçar sua vida. Marcelo chega À capital pernambucana em plena semana de Carnaval e percebe que atraiu para si todo o caos do qual ele sempre quis fugir. Para piorar a situação, ele começa a ser espionado pelos vizinhos. Inesperadamente, a cidade que ele acreditou que o acolheria ficou longe de ser o seu refúgio.
A leitura do Brasil republicano, articulada às mensagens das produções fílmicas, compreendidas como construções narrativas, estéticas e políticas sobre um passado autoritário mobilizado a partir das disputas do presente, permite compreender o cinema como:
TRAVERSO, Enzo. A história como campo de batalha. Belo Horizonte: Autêntica, 2016.
Em "A história como campo de batalha" (2016), Enzo Traverso problematiza o conceito de totalitarismo, destacando que sua formulação e seus usos não podem ser dissociados das disputas políticas, intelectuais e culturais do século XX, particularmente no contexto do pós-guerra e da Guerra Fria.
Com base no texto acima, analise as afirmativas a seguir:
I. O conceito de totalitarismo deve ser compreendido como construção histórica, marcada por usos políticos e disputas ideológicas.
II. A categoria de totalitarismo possui caráter universal e descritivo, aplicável de forma neutra a diferentes regimes políticos.
III. As disputas em torno do conceito de totalitarismo revelam conflitos de memória e projetos políticos no século XX.
IV. A crítica de Traverso implica a rejeição do conceito de totalitarismo pela historiografia contemporânea.
Está CORRETO o que se afirma em:
SCHWARCZ, Lilia M.; STARLING, Heloísa M. Brasil: uma biografi a. 2 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p.80.
A escravidão era uma prática conhecida em diferentes sociedades muito antes da expansão europeia. Considerando as transformações ocorridas a partir da intervenção europeia no século XV, assinale a alternativa que melhor caracteriza as mudanças no sistema escravista.
“Sob seus diversos nomes e com suas aparências multiformes, o Diabo – Satã e seus demônios – é seguramente uma das fi guras mais importantes do universo do ocidente medieval: encarnação do mal, oponente das forças celestes, tentador dos justos, inspirador dos ímpios e dos pecadores, verdugo dos condenados, ele é onipresente e seu terrível poder se faz sentir em todos os aspectos da vida e das representações mentais medievais.”
GOFF, Jacques Le; SCHMITT, Jean-Claude. Dicionário analítico do Ocidente Medieval. São Paulo: Unesp, 2017. 748 p. 2 v.
Sobre a sociedade medieval e o domínio do pensamento cristão, é CORRETO afirmar que:
“Quando o Egito se encontrava sob a dominação cuxita, a função de grande sacerdotisa (Dewat Neter) do deus Âmon em Tebas era exercida pela filha do rei, o que lhe conferia grande influência econômica e polí tica. Mesmo após a extinçã o do cargo, em consequência da perda do Egito, as mulheres da família real continuaram a ocupar altas posições e a exercer um poder considerável sobre o clero do templo de Âmon em Napata e em outros lugares.(...) A iconografia confirma o elevado status das rainhas-mães. Nas cenas religiosas representadas nas paredes dos templos elas ocupam posições proeminentes, subordinadas apenas ao próprio rei, enquanto nas cenas que ornam as capelas das pirâmides a rainha aparece, por trás do rei falecido, como a principal portadora de oferendas.”
MOKHTAR, Gamal (ed.). História Geral da África: África antiga. 2. ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010. 1008 (p.304- 305).
A Núbia constituiu-se como um importante elo entre a África Central e o Mediterrâneo. Nesse território, formou-se o Reino de Kush, no qual se destacou o papel feminino na sociedade e na política. Sobre o Reino de Kush, é CORRETO afirmar que:
BLOCH, Marc. Apologia da História ou oficio do historiador. São Paulo: Zahar, 1989.
A reflexão de Marc Bloch evidencia o caráter relacional do conhecimento histórico, que articula passado e presente por meio da análise crítica das fontes e das interpretações. Considerando a construção do conhecimento histórico e as habilidades desenvolvidas pela disciplina de História, assinale a alternativa CORRETA:
Sobre os diferentes conflitos em torno do manuseio e do entendimento acerca da noção de memória no campo historiográfico, é CORRETO afirmar que:
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Fonte: Rea Irvin. The New Yorker, October 31, 1942 / Manuscripts and Archives Division.
Em 1942, menos de um ano após a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, Rea Irvin desenhou Adolf Hitler como uma bruxa empoleirada em uma vassoura para a capa de Halloween da revista “The New Yorker”. Irvin também caricaturou outra potência do Eixo, desenhando as três abóboras de Halloween no lado esquerdo da capa com traços estereotipados associados a pessoas asiáticas.
Adaptado de https://www.nypl.org/events/exhibitions/galleries/3-new-yorkermakes-its-mark/item/18958
Com base na imagem e em sua descrição, é correto afirmar que, durante a Segunda Guerra Mundial, a caricatura do Eixo na mídia estadunidense
Adaptado de AREND, Silvia; Fábio Macedo. “Sobre a história do tempo presente: entrevista com o historiador Henry Rousso”, Tempo e Argumento, vol. 1, n. 1, p. 202.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o autor considera que a História Contemporânea
Adaptado de LEVI, Giovanni. O pequeno, o grande e o pequeno, Revista Brasileira de História, v. 37, nº 74, 2017, pp. 169-170.
Com base na leitura do trecho, assinale a opção que apresenta corretamente a abordagem historiográfica descrita.
Adaptado de NORA, Pierre. Between Memory and History: Les Lieux de Mémoire, Representations, No. 26, 1989, p. 8
Com base no trecho, assinale a opção que interpreta corretamente a distinção estabelecida pelo autor entre memória e história.
Observe a imagem a seguir.

Fonte: PÉREZ, Louis. Cuba in the american imagination. Metaphor and the imperial ethos. Chapel Hill: The University of North Carolina Press, 2008, p. 125.
A imagem retrata um personagem adulto, vestido com trajes associados à burguesia e identificado como os Estados Unidos, alimentando com uma colher um personagem infantil que simboliza Cuba. Sobre a mesa ao lado aparecem três recipientes rotulados como: “Emenda Platt – tônico para crianças”, “redução das tarifas sobre o açúcar cubano” e “concessões comerciais”.
Considerando o contexto de aprovação da Emenda Platt (1901), assinale a afirmativa que interpreta corretamente a representação norte-americana de Cuba.
Adaptado de LATOUR, Bruno. We have never been modern. Cambridge: Harvard University Press, 1993, p. 35.
II. Para muitos estudiosos do Iluminismo, parece haver uma ruptura radical. Nessa interpretação, o foco central é o suposto culto do Iluminismo à ciência, à razão e à universalidade, bem como a uma forma de poder/conhecimento baseada no controle tanto do mundo físico quanto do social. No entanto, quando se começa a questionar o que realmente estava implícito por trás desse motor de mudança cultural e social, abrem-se caminhos para reavaliar o chamado “projeto do Iluminismo”. Questiono a noção de um projeto iluminista unificado, orientado e impulsionado por uma linguagem da natureza baseada na filosofia natural mecanicista, que reduzia a natureza a um mecanismo e os seres humanos a máquinas ou autômatos.
Adaptado de REILL, Peter. Vitalizing nature in the enlightenment. Berkeley: University of California Press, 2005, p. 3.
Com base na leitura dos trechos, assinale a opção que descreve corretamente a interpretação dos autores sobre o Iluminismo.
Observe a imagem a seguir e leia sua descrição.

Fonte: Chez L’Epicier, Republican Schoolteacher, 1793, Biblioteca Nacional da França.
Uma professora ao mesmo tempo sedutora e maternal instrui seu aluno nos princípios da liberdade. Juntos, leem a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. O seio esquerdo exposto da mulher acentua o papel nutridor desempenhado tanto pela família quanto pelo Estado, ao qual o menino pertence. A linha que separa mãe e professora, assim como aquela entre natureza e cultura, é transposta na ideologia republicana, pois a mulher “natural” transmite intuitivamente os princípios da liberdade à geração seguinte.
Adaptado de LANDES, Joan. Visualizing the Nation. Gender, Representation, and Revolution in Eighteenth-Century France. Ithaca: Cornell University Press, 2002, p.159.
Com base na imagem e em sua descrição, é correto afirmar que, no contexto pós-Revolução Francesa, a alegoria representou as mulheres como
I. Quando espanhóis e portugueses chegaram à América, os nativos lhes preparavam chocolate, uma bebida feita com cacau, temperada com especiarias simples e misturada com papas de milho. Essa combinação conferia à bebida um aspecto rústico e um gosto selvagem. Os espanhóis, julgandose mais industriosos que os selvagens, procuraram corrigir o mau gosto dessa bebida, acrescentando à pasta de cacau aromas do Oriente e especiarias da Espanha.
Adaptado de LAVEDÁN, A. Tratado de los usos, abusos, propiedades y virtudes del tabaco, café, té y chocolate. Madrid: Almarabu, 1991, pp. 214-215.
II. Os europeus que haviam bebido chocolate no Novo Mundo, não apenas adquiriram o gosto pela bebida espessa, como também passaram a consumi-la da mesma forma como vinha sendo consumido há muito tempo na Mesoamérica. Os espanhóis assimilaram o universo do cacau e procuraram manter, mesmo na Europa, as sensações sensoriais que acompanhavam o consumo do chocolate. Na Espanha e na Hispano-América, o apreço dos europeus pelo chocolate não reforçava uma hierarquia que colocasse os colonizadores europeus acima dos indígenas. Ao contrário, esse gosto chamava atenção para as falhas do projeto civilizador.
Adaptado de NORTON, Marcy. Chocolate para el imperio: la interiorización europea de la estética mesoamericana. Revista de Estudios Sociales, n. 29, 2008, pp. 57-63.
Com base nos trechos, assinale a opção que interpreta corretamente as dinâmicas do contato entre europeus e indígenas a partir do consumo do chocolate.
Leia o trecho a seguir. Nele, o autor condena uma prática associada a membros da Igreja medieval.

Adaptado de ALIGHIERI, Dante. Inferno, Canto XIX.
Com base no trecho, assinale a opção que identifica corretamente a prática criticada por Dante Alighieri.