Questões de Concurso Sobre história geral em história

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Q2345025 História
Leia atentamente:

I. A Rússia não deveria restringir suas ambições revolucionárias apenas a seu próprio território. A ideia de uma "Revolução Permanente" sugere que a Rússia deveria se tornar um catalisador de revoluções socialistas em toda a Europa. Isso resultaria na formação de um bloco de nações que compartilham uma visão política comum e, ao mesmo tempo, têm interesse em cooperar economicamente entre si.
II. O projeto revolucionário russo deveria adotar a teoria do "Socialismo em um Único País". De acordo com essa perspectiva, a Rússia deveria concentrar seus esforços no desenvolvimento de suas próprias forças produtivas e não se envolver diretamente nos levantes revolucionários de outros países. Com essa abordagem, o ideal internacionalista que estava na base do socialismo marxista cedia espaço para o surgimento de uma burocracia mais preocupada com as questões nacionais urgentes.

As perspectivas apresentadas anteriormente sobre as ideias socialistas russas, pertencem respectivamente a:
Alternativas
Q2345024 História
Entre os anos 431 a 404 a.C., o mundo Antigo testemunhou um dos conflitos mais significativos que moldariam a estrutura sócio-política do Ocidente naquela época. A Guerra do Peloponeso protagonizou um confronto épico entre as duas principais cidadesestados gregas, Esparta e Atenas, em uma luta pela supremacia na Grécia. Assinale a alternativa que contém as principais consequências após o desfecho dessa guerra:
Alternativas
Q2345021 História
“No início, o Brasil não tem interesse direto no conflito. Imenso país, cuja independência política ainda é recente, ele mal começa a procurar o caminho de seu desenvolvimento econômico. Tão pouco foi realizado até então que tal desenvolvimento, a princípio, constitui a principal preocupação dos responsáveis por sua diplomacia. Porém, a construção econômica e militar do Estado brasileiro moderno passaria obrigatoriamente, pelas destruições impostas pela guerra? ”
(SEITENFUS, R., A Entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, 2000.)


Apesar da breve participação brasileira durante a Segunda Guerra Mundial, tal conflito ocasionou impactos diretos na dinâmica sócio-política e econômicos do país. Sobre esse contexto, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q2344318 História
“Por muito tempo, os reinos da Espanha moderna foram denominados monarquias absolutistas. Nas últimas décadas, porém, a historiografia promoveu uma grande revisão da história política e avaliou a capacidade de governar e impor as leis sancionadas pelos soberanos. Em lugar de absolutista, a grandiosa Espanha de Carlos V e Felipe II recebeu a denominação de Monarquia polissinodal, o que significa uma organização política baseada nos Conselhos, onde o rei, a nobreza e o clero disputavam a soberania sobre povos e territórios ainda pouco definidos. Para além da dispersão do poder provocada pelos sínodos, o governo era incapaz de controlar a totalidade do território e de mantê-lo com instituições impessoais e duradouras.” 
(RAMINELLI, Ronald. A era das conquistas: América espanhola, séculos XVI e XVII. Rio de Janeiro: FGV, 2013, p. 71)

Com base no texto, é correto interpretar que 

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Q2344312 História
O que aconteceu no ‘genocídio esquecido’ da Alemanha na Namíbia, reconhecido após mais de um século? Não vai ser fácil curar as feridas profundas e antigas deixadas pela Alemanha na Namíbia, após o que agora é reconhecido como um genocídio perpetrado por forças coloniais.
29 maio 2021 Autor: Tim Whewell*/BBC News, Namibia

Na sexta-feira (28), após mais de 100 anos, Berlim reconheceu oficialmente as atrocidades que cometeu durante a ocupação colonial da Namíbia e ofereceu ao país africano uma quantia em dinheiro como compensação.
Mas como se compensa a destruição de uma sociedade inteira? Que preço colocar?
A Alemanha concordou em pagar mais de 1 bilhão de dólares.
“À luz da responsabilidade histórica e moral da Alemanha, pediremos desculpas à Namíbia e aos descendentes das vítimas”, disse o ministro das Relações Exteriores, Heiko Maas, na sexta-feira.
O governante alemão acrescentou que seu país, em um "gesto de reconhecimento do imenso sofrimento infligido às vítimas", apoiará o desenvolvimento da nação africana através de um programa que vai custar mais de 1,3 bilhões de dólares.

A quantia será paga em 30 anos e investida em infraestrutura, assistência médica e programas de treinamento que beneficiam comunidades afetadas. 
Mas alguns líderes namibianos até agora se recusaram a apoiar o acordo, informou o jornal local New Era.
Na Namíbia, descendentes de vítimas e colonos debateram ferozmente sobre o valor financeiro associado ao genocídio. 
Extraído: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-57292909 

O caso noticiado exemplifica práticas cada vez mais recorrentes das relações entre nações europeias e suas ex-colônias africanas. O conceito que melhor interpreta este fenômeno contemporâneo é

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Q2344310 História
“Embora se constitua num tema clássico da História do Tempo presente talvez um dos fenômenos históricos com a mais ampla e contraditória bibliografia, o fascismo conheceu uma vigorosa retomada de interesse após o final da década de 1980, com novas abordagens e teorias explicativas.”
(SILVA, Francisco Carlos Teixeira da. Fascismo. In: SILVA, Francisco Carlos Teixeira da; MEDEIROS, Sabrina Evangelista; VIANNA, Alexander Martins. Dicionário crítico do pensamento da Direita: ideias, instituições e personagens. Rio de Janeiro: MAUAD. 2000. p. 170)

Para analisar o contexto da nova produção historiográfica sobre o nazismo, devemos considerar que
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Q2344308 História
“A questão da coerência interna do indivíduo, de seu pertencimento a outros e de sua demarcação com relação aos outros, é formulada de modo distinto em tempos diversos. Atualmente, ela surge com força e intensidade no plano categorial do pensamento histórico, com relação à humanidade, diante da desumanidade experimentada e da humanização almejada.” 
(RÜSEN, Jörn. Teoria da História: uma teoria da História como ciência. Curitiba: UFPR. 2015. p.145)

Com base no texto, o seguinte tema tem acompanhado atualmente o pensamento histórico:

Alternativas
Q2344307 História
“A luta pela sucessão política do Profeta durante os primeiros séculos islâmicos tinha trazido consigo implicações para a questão da autoridade religiosa. Quem tinha o direito de interpretar a mensagem transmitida no Corão e a vida de Maomé? Para os xiitas e os vários grupos deles derivados, a autoridade estava com uma linha de imãs, intérpretes infalíveis da verdade contida no Corão. Desde os primeiros tempos islâmicos, porém, a maioria de muçulmanos nos países de língua árabe era sunita; o que significa, rejeitava a ideia de um imã infalível, que poderia, num certo sentido, prolongar a revelação da Vontade de Deus. Para eles, essa Vontade fora revelada definitiva e completamente no suna do Profeta, e os que tinham capacidade de interpretá-lo, os ulemás, eram os guardiães da consciência moral da comunidade.”
(HOURANI, Albert. Uma História dos Povos Árabes. São Paulo: Companhia das Letras. 1994. p. 170)

Com base no texto, é correto concluir que o mundo islâmico apresentava 
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Q2344306 História
“Assim, o líder de um movimento que agregue as fakenews à construção de sua própria visão de mundo se destaca da manada dos comuns. Não é um burocrata pragmático e fatalista como os outros, mas um homem de ação, que constrói sua própria realidade para responder aos anseios de seus discípulos. Na Europa, como no resto do mundo, raiva política que capta os temores e as aspirações de uma massa crescente do eleitorado, enquanto os fatos dos que se as combatem inserem-se em um discurso que não é mais tido como crível. Na prática, para os adeptos dos populistas, a verdade dos fatos, tomados um a um, não conta. O que é verdadeiro é a mensagem no seu conjunto, que corresponde a seus sentimentos e suas sensações.” 
(EMPOLI, Giuliano Da. Os engenheiros do caos. São Paulo: Vestígio, 2022. p.24)  

Podemos dizer que o contexto político contemporâneo relatado pelo autor cria um ambiente propício para a deslegitimação do ensino de História, pois
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Q2344304 História
“No decorrer dos séculos, os escolásticos da Idade Média exploraram todos os aspectos do pecado original, consideraram todas as hipóteses, tiraram todas as consequências. Para além, de quaisquer divergências, estão convencidos de que a natureza humana está irremediavelmente ferida, até o fim do mundo. Individualmente, o homem, privado da justiça original, é incapaz de fazer o bem; mas com a ajuda da graça, ainda pode esperar por sua salvação pessoal depois da morte.” 
(MINOIS, Georges. As origens do mal: uma história do pecado original. São Paulo: UNESP, 2021. p 114)

A mentalidade medieval é ancorada nas seguintes duas narrativas estruturantes do cristianismo:

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Q2344303 História
“A crença socialista nas restrições e determinantes sociais da democracia – a importância do social na democracia social – foi uma ampliação fundamental da ideia democrática. Contudo, sob certos aspectos, esta última continuou fortemente reduzida. Na maior parte dos movimentos democráticos iniciais, com exceção dos socialistas utópicos do início do século XIX, a soberania popular permaneceu uma prerrogativa masculina. O cartismo, na GrãBretanha, o mais notável desses primeiros movimentos, deixou isso especialmente claro, pois seus famosos Seis Pontos para a democratização da Constituição, elaborados em 1837-38, excluíram expressamente o voto feminino.” 
(ELEY, Geoff. Forjando a democracia: a história da esquerda na Europa, 1850-2000. São Paulo: Perseu Abramo, 2005. p. 47). 

Para compreender o lugar secundário das mulheres no movimento operário britânico, devemos considerar aspectos enraizados na estrutura social em que ainda predominava(m)

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Q2344300 História
“Ora, não há dúvida de que os índios foram atores políticos importantes de sua própria história e de que, nos interstícios da política indigenista, se vislumbra algo do que foi a política indígena. Sabe-se que as potências metropolitanas perceberam desde cedo as potencialidades estratégicas das inimizades entre grupos indígenas: no século XVI, os franceses e os portugueses em guerra aliaram-se respectivamente aos Tamoios e aos Tupiniquins (Fausto in Carneiro da Cunha [org.] 1992); e no século XVII os holandeses pela primeira vez se aliaram a grupos ‘tapuias” contra os portugueses (Dantas, Sampaio, e Carvalho in Carneiro da Cunha [org] 1992). No século XIX, os Munduruku foram usados para ‘desinfestar’ o Madeira de grupos hostis e os Krahô, no Tocantis, para combater outras etnias Jê.” 
(CUNHA, Manuela Carneiro da. Índios no Brasil: História, direitos e cidadania. São Paulo: Claroenigma, 2012. p. 23)

Entre o impacto da política indígena metropolitana e as iniciativas dos povos originários, há ainda amplo campo de estudos sobre o protagonismo indígena em sua relação com o colonizador.
Nesse sentido, a abordagem historiográfica que pode melhor contribuir para esses estudos é a história

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Q2344296 História
Elizabeth 2ª: a memória do passado colonial que gera críticas ao legado da rainha Elizabeth 2ª na África
A morte da rainha Elizabeth 2ª gerou uma onda de pesar e de homenagens tocantes por parte de líderes mundiais e também do público em geral.

Muitos nas antigas colônias britânicas saudaram abertamente a memória da rainha, enquanto outros compartilharam fotos da monarca durante visitas aos seus respectivos países.
Mas a admiração não é unânime. Para alguns, sua morte reacendeu memórias da muitas vezes sangrenta história colonial britânica - atrocidades contra populações indígenas, roubo de estátuas e artefatos de nações do oeste da África, ouro e diamantes da África do Sul e da Índia, escravidão e opressão.
Enquanto o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, descreveu a rainha como uma figura pública extraordinária que deveria ser lembrada com carinho por muitos ao redor do mundo, o opositor partido Combatentes pela Liberdade Econômica (EFF, na sigla em inglês) disse que não estaria entre aqueles lamentando a morte.
“Durante seus 70 anos de reinado como rainha, ela nunca reconheceu crimes que o Reino Unido e sua família perpetraram pelo mundo, e era na verdade uma porta-bandeira orgulhosa dessas atrocidades", disse o partido, o terceiro maior do país, em um comunicado. "Para nós, sua morte é uma lembrança de um período muito trágico neste país e na história da África”, diz o comunicado. Nas redes sociais, as críticas foram muito além. 
Artigo de Nomsa Maseko https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62871616

A partir da leitura do artigo jornalístico, podemos afirmar que o caso noticiado é representativo
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Q2344294 História
“A escrita da história implica, portanto, a produção de um discurso no qual um narrador oculto ou explicito, o historiador, recompõe, recria, produz fatos e processos a partir das fontes – documentos definidos e classificados institucionalmente ou não -, de forma a atribuir sentido aos processos objetos de análise, buscando compreendê-los e explicá-los na perspectiva da sociedade ou dos grupos que os vivenciaram. Mas a compreensão e a explicação são aquelas de uma pessoa de seu tempo, com suas referências culturais e também teóricas. O pensamento histórico que realiza análise histórica, é do historiador que é um homem ou mulher de uma comunidade profissional de seu tempo. Nesse contexto, o anacronismo é inevitável?”
(MONTEIRO, Ana Maria. Tempo presente no ensino de História: o anacronismo em questão. In: GONÇALVES. Marcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK, Luis; MONTEIRO, Ana Maria. Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012. p. 194)

A pesquisa e a escrita historiográfica são plenas de questões que desafiam o historiador no exercício de seu ofício. A partir da interpretação do texto, é correto afirmar que

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Q2344293 História
“Embora não ocupe em sua obra um maior destaque, uma vez que as suas preocupações principais estavam em outros domínios, como o da metafísica e da epistemologia, a moral e a estética, ou mesmo da ciência e da matemática, Immanuel Kant (1724-1804) publicou, em 1784, um ensaio com o curioso título de A Ideia de Uma História Universal de Um Ponto de Vista Cosmopolita. Obra cujas ideias vieram a influenciar outros pensadores, como o do princípio teleológico que atraiu a Hegel, mas que também ganharam adversários mordazes, como foi o caso de Herder.”
(ABREU, Gilberto. A deserção da História: pós-modernidade e neoliberalismo como armas ideológicas do capitalismo global. Curitiba: Appris, 2017. p. 81).

Na obra A Ideia de Uma História Universal de Um Ponto de Vista Cosmopolita, Immanuel Kant acompanha a tendência do pensamento europeu do século XVIII que se fundamentava em

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Q2344292 História
“A história, que por muito tempo foi considerada um gênero literário, uma arte, embora devesse ter compromisso com a verdade – nas palavras de Tucídides (em História da Guerra do Peloponeso) ‘devesse ter a preocupação em contar como as coisas se passaram, extraindo delas lições’ –, vai ser designada uma ciência ainda no século XVIII, com os pensadores iluministas. Mas será no início do século XIX que, em grande medida, a prática historiográfica passa a obedecer a regras distintas daquelas as que presidiram a escrita da história desde a Antiguidade Clássica, com o deslizamento e alteração de sentido do topos da historia magistra vitae”.
(Albuquerque Júnior, Durval Muniz de. Forma de escrever e ensinar a história hoje. In: GONÇALVES. Marcia de Almeida; ROCHA, Helenice; REZNIK, Luis; MONTEIRO, Ana Maria. Qual o valor da História Hoje? Rio de Janeiro: FGV, 2012. p. 23).


Considerando as novas regras que presidiram a escrita da história no século XIX, pode-se afirmar que os historiadores propuseram

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Q2342765 História
Entre os anos de 1947 e 1991, a Guerra Fria ficou marcada pela polarização do mundo em dois blocos: um liderado pelos americanos; outro, pelos soviéticos. Essa guerra nunca gerou um conflito armado direto entre seus envolvidos, entretanto cominou em um conflito:
Alternativas
Q2342763 História
A Partilha da África, ocorrida na Conferência de Berlim, representou um marcante episódio do que pode-se compreender como a última fase do Imperialismo. A referida fase é o:
Alternativas
Q2342758 História
A Queda do Império Romano do Ocidente no ano de 476, a partir da deposição do Imperador Rômulo Augusto, marcou a:
Alternativas
Q2342757 História
O Renascimento como movimento intelectual, artístico, literário e científico se insere no contexto do advento da modernidade na Europa. Sobre esse movimento, analisar os itens abaixo:

I. O Humanismo representou a valorização da centralidade do ser humano na sociedade.

II. O termo “Renascimento” foi criado na Idade Contemporânea e ignora avanços empreendidos na Idade Média.
III. O Renascimento marcou a separação irreconciliável entre a ciência e a religião, uma se tornando o extremo oposto da outra.

IV. Outra importante característica foi o Neoclassicismo, que representou o resgate de textos e elementos artísticos greco-romanos.

Estão CORRETOS:
Alternativas
Respostas
4861: A
4862: B
4863: A
4864: A
4865: C
4866: D
4867: C
4868: A
4869: E
4870: B
4871: D
4872: D
4873: D
4874: B
4875: E
4876: C
4877: B
4878: A
4879: C
4880: C