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Sobre história geral em história
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Victor Hugo. Os miseráveis. São Paulo: Martin Claret, 2014, p. 884.
Considerando o contexto histórico em que se insere o fragmento de texto precedente, julgue (C ou E) o item seguinte, relativos a acontecimentos da história contemporânea.
Posteriormente à década de 70 do século XX, a riqueza no mundo atingiu altos patamares, o que possibilitou o aumento exponencial do financiamento de atividades culturais e artísticas, tendo sido, entretanto, toda essa riqueza global direcionada para o setor privado em detrimento das receitas públicas.
Victor Hugo. Os miseráveis. São Paulo: Martin Claret, 2014, p. 884.
Considerando o contexto histórico em que se insere o fragmento de texto precedente, julgue (C ou E) o item seguinte, relativos a acontecimentos da história contemporânea.
As transformações técnicas e dos modos de vida que caracterizaram o período da Revolução Industrial entre 1875 e 1890 favoreceram o crescimento de correntes políticas apoiadas na democracia das massas, que, adiante, no século XX, estiveram integradas tanto ao nacionalismo, característico do liberalismo conservador, quanto ao socialismo.
Victor Hugo. Os miseráveis. São Paulo: Martin Claret, 2014, p. 884.
Considerando o contexto histórico em que se insere o fragmento de texto precedente, julgue (C ou E) o item seguinte, relativos a acontecimentos da história contemporânea.
Durante os anos do apogeu do liberalismo clássico, ocorrido antes de 1914, o volume do comércio mundial dobrava a cada 20 ou 25 anos, ao passo que, após a Segunda Guerra Mundial, o volume do comércio mundial passou a dobrar a uma velocidade muito menor, em torno de três a quatro décadas.
Victor Hugo. Os miseráveis. São Paulo: Martin Claret, 2014, p. 884.
Considerando o contexto histórico em que se insere o fragmento de texto precedente, julgue (C ou E) o item seguinte, relativos a acontecimentos da história contemporânea.
A participação feminina em premiações internacionais no alvorecer do século XX não conseguiu superar a representação das mulheres, segundo o ideário universal, como peças funcionais na família e na sociedade, a despeito de sua procura pelo reconhecimento público de seus feitos; prova disso é que, entre 1901 e 1914, quando a Fundação Prêmio Nobel começou a premiar personalidades no campo científico, apenas por quatro vezes, as mulheres, como Selma Lagerlöf, Bertha von Stunner e Marie Currie, foram agraciadas.
Desde a primeira fase da Revolução Francesa, o cenário político francês passou a ser dominado por dois grupos partidários — os jacobinos e os girondinos —, tendo sido o povo excluído dos processos revolucionários e das práticas políticas.
A Revolução Francesa foi pensada, motivada e conduzida por pensadores iluministas e pela alta burguesia, sendo eles os grandes grupos que arquitetaram e executaram esse movimento.
A Revolução Russa, liderada por Lênin nas primeiras décadas do século XX, foi inspirada na história e no curso dos acontecimentos da Revolução Francesa, mas não nos homens que a lideraram.
David S. A. Landes. A riqueza e a pobreza das nações. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1998, p. 207 (com adaptações).
Considerando o texto precedente como referência inicial, julgue (C ou E) o item a seguir, relativos à Revolução Industrial e ao seu contexto histórico.
Com o advento da Revolução Industrial, o uso econômico do tempo foi rapidamente assimilado pelos trabalhadores das fábricas e dos demais setores produtivos, tendo os aspectos culturais e as formas de execução de tarefas do cotidiano se adequado simultaneamente às novas exigências laborais do capitalismo incipiente.
David S. A. Landes. A riqueza e a pobreza das nações. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1998, p. 207 (com adaptações).
Considerando o texto precedente como referência inicial, julgue (C ou E) o item a seguir, relativos à Revolução Industrial e ao seu contexto histórico.
Desigual e demorada em seus efeitos no quadro geral dos povos e nações onde se instalou, a Revolução Industrial promoveu o surgimento de novas profissões em substituição a antigas.
David S. A. Landes. A riqueza e a pobreza das nações. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1998, p. 207 (com adaptações).
Considerando o texto precedente como referência inicial, julgue (C ou E) o item a seguir, relativos à Revolução Industrial e ao seu contexto histórico.
Segundo historiadores e pensadores, a concepção de nacionalismo e, principalmente, de nação engloba a consideração da existência de uma comunidade imaginada como intrinsecamente limitada e, simultaneamente, soberana.
David S. A. Landes. A riqueza e a pobreza das nações. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1998, p. 207 (com adaptações).
Considerando o texto precedente como referência inicial, julgue (C ou E) o item a seguir, relativos à Revolução Industrial e ao seu contexto histórico.
Secundário em relação ao liberalismo, o colonialismo não teve impacto imediato na política e na economia do século XIX.
Inicialmente em posição neutra, o Brasil, em 1917, declarou estado de guerra contra o Império Alemão, chegando, em seguida, a enviar combatentes para lutar ao lado dos Aliados no front da Primeira Guerra Mundial.
Formulada por um membro do Partido Conservador, a ideia de que às vozes mesquinhas das localidades devia-se sobrepor a voz da razão nacional ilustra a motivação das reações contrárias ao Ato Adicional de 1834.
(TRUMAN, Harry. “Discurso no Senado dos EUA, realizado no dia 5 de junho de 1941”.)
Texto II: “Ninguém sabe o que a Rússia Soviética e sua organização internacional comunista pretendem fazer no futuro imediato, ou quais são os limites, se é que os há, para as suas tendências expansionistas. (...) Acautelai-vos, eu digo, porque o tempo pode ser curto”.
(Fala do ex-chanceler britânico Winston Churchil realizada nos EUA, em 5 de março de 1946. IN: BARROS, Edgard Luiz de. A Guerra Fria. Atual Editora. 3º edição. pp. 9. SP. 1988.)
O mundo, seja durante a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), seja durante a maior parte da segunda metade do século XX, nunca mais foi o mesmo. Ocorreram inúmeras tragédias em várias partes do Globo, responsáveis pela morte de milhões de pessoas.
Pode-se afirmar como características e acontecimentos que marcaram os contextos históricos apresentados acima:
O governo nazista explorou com habilidade o anseio de paz dos Aliados, alternando discursos violentos com promessas de paz. Em março de 1936, por exemplo, Hitler defendeu um acordo de paz de 25 anos com a França. Duas horas depois, enquanto os governos aliados ainda ruminavam a proposta, o Exército alemão marchava sobre a Renânia.”
(BRENER, Jayme. A Segunda Guerra Mundial. O Planeta em Chamas. Editora Ática. São Paulo. 1997.pp. 16.)
A Segunda Guerra Mundial, transcorrida entre 1939 e 1945, que matou dezenas de milhões de pessoas, pode ser vista como uma continuação da Primeira. Se tivermos esse entendimento, podemos concluir que o mundo ocidental, entre 1918 e 1939, nada mais fez do que preparar-se para um novo conflito e, segundo o ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill, que dirigia seu país rumo à vitória na Segunda Guerra, dizia que: “nunca houve uma guerra mais fácil de impedir do que essa”.
A previsibilidade da segunda Guerra Mundial pode ser explicada, entre outros fatores:
As tentativas de se estabelecerem critérios objetivos sobre a existência de nacionalidade, ou de explicar por que certos grupos se tornaram ‘nações’ e outros não, frequentemente foram feitas com base em critérios simples como a língua ou a etnia ou em uma combinação de critérios como a língua, o território comum, a história comum, os traços culturais comuns e outros mais. (...) Todas as definições objetivas falharam pela óbvia razão de que (...) sempre é possível descobrir exceções. (...) os critérios usados para esse objetivo são em si mesmos ambíguos, mutáveis, opacos (...)”.
(HOBSBAWM, Eric. Nações e Nacionalismo desde 1780. Paz e Terra. São Paulo. 1998.)
Pode-se concluir acerca dos estudos de Hobsbawm sobre o tema, pegando o caso da formação do Estado Nacional italiano, que:
(HOBSBAWM, Eric. Ecos da Marselhesa. Cia das Letras. São Paulo. 1996. pp. 30.)
Pode-se considerar como característica do longo processo revolucionário francês o seguinte aspecto histórico:
“Para os portugueses o ideal teria sido não uma colônia de plantação, mas outra Índia (...). As circunstâncias americanas é que fizeram do povo colonizador de tendências menos rurais ou, pelo menos, com o sentido agrário mais pervertido pelo mercantilismo, o mais rural de todos: do povo que a Índia transformara no mais parasitário, o mais criador. Entre aquelas circunstâncias avultam imperiosas: as qualidades e as condições físicas da terra; as condições morais e materiais da vida e cultura de seus habitantes.”
(FREIRE, Gilberto. Casa Grande e Senzala. SP, Global, 2006. p. 43.)
Pegando como referência esse fragmento presente no clássico “Casa Grande e Senzala”, pode-se considerar como um aspecto da conjuntura que assinalou o início da colonização lusa na América o fato:
Para uma melhor compreensão acerca do sistema escravista colonial português nos trópicos, deve-se considerar o fato da:
Maquiavel é um homem todo da sua época; e a sua ciência política representa a filosofia do tempo, que tende para a organização das monarquias nacionais absolutas, a forma política que permite e facilita um ulterior desenvolvimento das forças produtivas burguesas. Em Maquiavel pode descobrir-se in nuce (de forma concisa) a separação dos poderes e o parlamentarismo (o regime representativo): a sua “ferocia” dirige-se contra os resíduos do mundo feudal, e não contra as classes progressistas. O Príncipe deve pôr termo à anarquia feudal (...).
(GRAMSCI, António S. F. Obras Escolhidas. Editorial Estampa. Lisboa, 1974. Pp. 273-274.)
António Gramsci aprofundou seus estudos sobre “A Política como Ciência Autônoma”, retornando à Maquiavel, quando esse delineou os princípios fundamentais para a constituição dos Estados Modernos, e chamou a atenção para uma série de considerações que devem ser feitas acerca do momento em que Maquiavel elaborava seus estudos, que se apresentava “estreitamente ligado às condições e às exigências de seu tempo”, tais como: