A ênfase, portanto, incide mais sobre o profundo do que ...
David S. A. Landes. A riqueza e a pobreza das nações. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1998, p. 207 (com adaptações).
Considerando o texto precedente como referência inicial, julgue (C ou E) o item a seguir, relativos à Revolução Industrial e ao seu contexto histórico.
Com o advento da Revolução Industrial, o uso econômico do tempo foi rapidamente assimilado pelos trabalhadores das fábricas e dos demais setores produtivos, tendo os aspectos culturais e as formas de execução de tarefas do cotidiano se adequado simultaneamente às novas exigências laborais do capitalismo incipiente.
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Errado (E).
O processo de assimilação do uso econômico do tempo pelos trabalhadores durante a Revolução Industrial não foi rápido nem imediato.
Inicialmente, houve resistência cultural e dificuldades de adaptação às novas condições impostas pelo trabalho fabril, como a rigidez dos horários, a disciplina imposta pelas máquinas e a separação entre tempo de trabalho e tempo de lazer.
Antes da industrialização, a organização do trabalho era mais flexível e vinculada ao ritmo natural das atividades agrícolas e artesanais. Com a Revolução Industrial, os trabalhadores tiveram de se ajustar gradualmente ao tempo cronometrado e disciplinado exigido pelas fábricas. Esse processo foi lento e conflituoso, marcado por protestos, greves e tensões sociais.
Portanto, a afirmação de que houve adaptação rápida e simultânea é incorreta.
A resposta é errada.
Cartismo, ludismo e unionismo são expressões de resistência ao uso do tempo e ao método de trabalho.
Ludismo: quebradores de máquina.
Unionismo: direito dos trabalhadores, direito a greve.
Cartismo: "cartas do povo", direitos políticos, voto independente de renda, maior participação na sociedade.
A afirmativa está Errada.
• Necessidade de aprendizado e resistência inicial: "todo operário tinha que aprender a trabalhar de uma maneira adequada à indústria, ou seja, num ritmo regular de trabalho diário ininterrupto, o que é inteiramente diferente dos altos e baixos provocados pelas diferentes estações no trabalho agrícola ou da intermitência autocontrolada do artesão independente". Essa mudança de ritmo não foi natural, e os "empregadores britânicos daquela época [...] constantemente reclamavam da 'preguiça' do operário ou de sua tendência para trabalhar até que tivesse ganho um salário tradicional de subsistência semanal, e então parar".
• Imposição de disciplina: A resposta dos empregadores a essa resistência e falta de adaptação foi "numa draconiana disciplina da mão-de-obra (multas, um código de 'senhor e escravo' que mobilizava as leis em favor do empregador etc), mas acima de tudo na prática, sempre que possível, de se pagar tão pouco ao operário que ele tivesse que trabalhar incansavelmente durante toda a semana para obter uma renda mínima". Isso demonstra que a "assimilação" não foi espontânea nem rápida, mas forçada por mecanismos de controle e exploração.
• Desorientação cultural: Para os operários oriundos do campo, a industrialização e a migração para as cidades resultaram em "desorientação cultural". Esses camponeses, "imbuídos de valores, crenças e tradições próprios do mundo rural", sentiram que seus "valores tradicionais nada mais valiam e sem ter como adquirir outros", gerando "um profundo choque psicológico" e uma "crise de valores, manifestada naquilo que os antropólogos chamam de 'desculturamento'". Isso contradiz diretamente a ideia de que os aspectos culturais se adequaram simultaneamente.
• Persistência e destruição de culturas antigas: A "transformação social não tinha ido longe o suficiente antes da década de 1840 para destruir completamente a cultura antiga". As comunidades de trabalhadores expressavam suas esperanças e protestos através de "canções folclóricas tradicionais". A adaptação de antigas canções folclóricas à vida industrial não sobreviveria (exceto nos EUA) "ao impacto da era das ferrovias e do ferro", e as comunidades de trabalhadores qualificados "cairiam em ruínas" "Depois de 1840", indicando um colapso gradual e não uma adaptação simultânea.
• Trabalho mais penoso: "Num primeiro tempo, no século XIX, o trabalho industrial é mais penoso do que antes", o que não sugere uma adaptação suave.
Portanto, a ideia de uma assimilação rápida e uma adequação simultânea dos aspectos culturais e das formas de execução de tarefas do cotidiano às novas exigências laborais do capitalismo incipiente é negada pelas evidências de luta, imposição de disciplina e desorientação cultural apresentadas nas fontes.
*Resposta elaborada pelo NotebookLM. Fontes incluem a Era das Revoluções de Hobsbawm
não foi rápido e nem imediato, houve resistências
Na verdae, a revolução Industrial = trouxe rigidez do tempo de trabalho (jornadas longas, horários fixos), mas os trabalhadores não assimilavam rapidamente essa nova organização.
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