Questões de Concurso
Sobre história geral em história
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Após sofrer os ataques desfechados por grupos terroristas, realizados em 7 de outubro de 2023, Israel iniciou um ataque arrasador à Faixa de Gaza, que ocorre até os dias atuais,

Ataque de Israel a Jabalia, maior campo de refugiados da Faixa de Gaza (1º/11/2023-Mohammed Al-Masri/Reuters).
https://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2023/11/01/israelbombardeia-campo-de-refugiados-de-novo.htm?cmpid=copiaecola
O conflito atual tem suas raízes no fim do século XIX e, mas especificamente, na lenta agonia do Império Turco-Otomano, que dominou quase todo o Oriente Médio entre o início do século XVI e o ano de 1917, em plena Primeira Guerra mundial.
Deve-se considerar e apreender para uma melhor interpretação sobre esses acontecimentos que marcaram as origens desses conflitos e as dificuldades que se apresentam para uma paz duradoura nessa região o fato:
“[...] não ter raízes significa não ter no mundo um lugar reconhecido e garantido pelos outros”.
(ARENDT. Hannah. As Origens do totalitarismo: Antissemitismo, Imperialismo, Totalitarismo. Tradução de Roberto Raposo. São Paulo: Companhia das letras, 2012.)
Após a gestação do fascismo alemão, seja a partir da fundação em 5 de janeiro de 1919 do Partido do Trabalhador Alemão que, em 1920, adotou o nome Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP), seja com a publicização da obra Mein Kampf, escrito por Hitler após sua rápida passagem pela prisão, o caminho para a ascensão de Hitler ao poder e a inauguração do Terceiro Reich, estrava pavimentado.
Pode-se assinalar como fatores que contribuíram para a chegada dos nazistas ao poder:
“Embora na concepção de Lutero todos os setores da vida humana estejam submetidos à vontade de Deus e devam servir para atender as necessidades das pessoas, ao fazer a distinção de que o ofício precípuo da Igreja é de ordem espiritual tão somente, forças políticas, econômicas, sociais e culturais puderam desabrochar e desenvolver-se sem as amarras às quais estavam submetidas. A ordem social já não seria mais regrada por um direito divino imutável, mas por um direito humano, reformável de acordo com realidades contextuais.”
Walter Altmann, pastor emérito da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB, com doutorado em Teologia pela Universidade de Hamburgo, Alemanha. Extraído de: https://www.ihuonline.unisinos.br/media/pdf/IHUOnlineEdicao514.pdf
A partir do fragmento acerca de algumas das concepções luteranas, pode-se afirmar corretamente sobre o momento bastante conturbado por que passava a Igreja Católica no decorrer do século XVI, o fato:
I- A partir do século XIX, a História, como disciplina escolar, constituiu-se fortemente marcada por uma perspectiva dogmática, porque os religiosos, sobretudo os da Companhia de Jesus e o recém-criado Estado do Brasil, monárquico, tinham uma concepção de cunho religioso.
II- Ao final dos anos 1980 e início dos 1990, a historiografia brasileira acelerou um significativo processo de renovação sob a influência da chamada Nova História, provocando avaliações críticas e transformações nas propostas curriculares e na produção didático-pedagógica.
III- As novas concepções historiográficas alargaram a concepção das fontes históricas e atualmente estas podem se tornar um rico material didático-pedagógico, tais como fotografias, programação de comemorações cívicas, peças publicitárias, periódicos, pinturas, arquitetura, etc.
É CORRETO o que se afirma em:
Fonte: RAMOS, Fábio Pestena; MORAIS, Marcus Vinícius. Eles formaram o Brasil. São Paulo: Contexto, 2010. p. 151.
Sobre este período, é CORRETO afirmar que:
Fonte: BRANDÃO, Helena H. Nagamine. Catequese e colonização no discurso jesuítico. In: BARROS, Diana Luz Pessoa de (Org.). Os discursos do descobrimento. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo - FAPESP, 2000. p. 110.
Quanto ao trabalho missionário jesuítico na América Portuguesa, é CORRETO afirmar que:
Fonte: ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Comunidades indígenas e Estado nacional: histórias, memórias e identidades em construção – Rio de Janeiro e México séculos XVIII e XIX. In: ABREU, Martha; SOIHET, Rachel; CONTIJO, Rebeca (Orgs.). Cultura política e leituras do passado: historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007. p. 202.
Analise as proposições a seguir:
I- Podemos perceber pelo menos três imagens de índios com valores diversos nos discursos históricos e políticos do período: os idealizados do passado, os bárbaros cruéis e os degredados.
II- No Brasil oitocentista, o índio cruel e ameaçador surgiu principalmente na figura dos aguerridos tupis-guaranis, contra os quais foi declarada guerra justa pela violenta reação que opuseram ao devassamento do seu território.
III- No projeto de construção da memória coletiva do Estado brasileiro, era preciso incorporar a imagem do índio de forma compatível com os ideais de progresso e superioridade europeia. Os índios eram considerados inferiores, porém redimíveis.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- No tempo entendido como cronologia, calendário, não há criação subjetiva, pois este tempo é unicamente físico, natural. Não existe criação cultural. Daí ser instrumento essencial na prática docente
II- Apoiado em ideias positivistas, o professor de História elege o acontecimento, o fato histórico como parte do passado, imóvel, pronto e acabado, separado por completo do tempo presente.
III- O professor de História que associa o seu fazer historiográfico unicamente à periodização segue, de certa forma, uma concepção unilateral de tempo histórico, que ainda encontra-se presente em alguns currículos e em determinados livros didáticos e que trazem a definição de História como “a ciência dos homens no tempo” (Marc Bloc).
IV- A utilização de documentos familiares na prática docente possibilita um ensino de História comprometido com a realidade vivida pelos alunos, relacionando a experiência vivida destes alunos com as experiências de outros sujeitos, definindo ações pedagógicas que privilegiam o tempo vivido do discente como ponto de partida para outros tempos.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Fonte: LE GOFF, Jacques. A Civilização do Ocidente Medieval.Tradução de José Rivair de Macedo. Bauru-SP. Edusc, 2005. p. 154.
Considerando as representações da sociedade medieval, assinale a alternativa CORRETA.
Fonte: MOLINA, Ana Heloísa. A formação de professores de História. In: PORTO JR., Gilson (Org.). História do tempo presente.Bauru-SP. Edusc, 2007. p 132.
Considerando este conhecimento histórico e a prática docente na educação básica, analise as proposições a seguir.
I- Uma das contribuições da Escola dos Annales, especialmente em sua terceira geração, é o exercício da prática interdisciplinar dialogando com outros campos do conhecimento, como a Linguística e a Literatura, a Política, a Psicanálise, a Antropologia, o Teatro, etc., possibilitando criticar com maior segurança as diferentes construções das memórias históricas.
II- Em uma concepção pós-moderna, a subjetividade faz parte do processo de construção histórica, do conhecimento histórico que não é resultado de uma neutralidade nem garante a objetividade, inclusive no espaço escolar, no exercício da docência.
III- Com o advento do século XXI, ocorreu uma unidade no pensar o ensino de História, um consenso teórico que privilegia a Nova História Cultural, o ensino crítico, erradicando, desta forma, uma História factual, excludente e marcada por uma noção de linearidade.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Fonte: ENGEL, Magali. História e Sexualidade. In: CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo (Orgs). Domínios da História: ensaios de Teoria e Metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 308).
Analise as proposições a seguir.
I- A História não deve incorporar temas como sexualidade e o desejo no âmbito de sua produção e, sobretudo, no processo didático-pedagógico por serem temáticas específicas de outras disciplinas como a Ciência e a Antropologia.
II- Como afirma o historiador italiano Carlo Ginzburg, não existem fontes objetivas para o estudo destes temas, pois todo e qualquer discurso é socialmente produzido. Daí, destacarmos como fontes, entre outras, as cartas íntimas; os textos literários; os discursos eclesiásticos, médicos e jurídicos; os registros de cronistas e viajantes.
III- O professor de História, ao trabalhar com temas como sexualidade, o corpo, o amor, entre outros, pode ter um aprofundamento de reflexões bastante significativas, por exemplo, da vida cotidiana, espaço privilegiado da diversidade das vivências e ideias, das representações, dos fatos culturais, das tensões e conflitos.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
"De 1914 até o seu final, a guerra assumiu seu lado mais cruel. Milhões de vidas foram ceifadas na chamada guerra de trincheiras, quando as tropas se limitavam a defender determinadas posições estratégicas".
De acordo com Bittencourt (2006), em Introdução à História Marítima Brasileira, a que conflito o fragmento de texto acima se refere?
Somente a partir do século XI é que se generalizou o grande comércio. Sua penetração combinou-se com o crescimento da produção local destinada ao mercado, com a progressiva substituição das oficinas confiadas aos servos na reserva senhorial para a fabricação de objetos de uso corrente pelas oficinas urbanas.” Vilar, Pierre. O renascimento das cidades: burguesias mercantis e corporações; in Santiago, Theo. Do feudalismo ao capitalismo: uma discussão histórica. São Paulo: Contexto, 2013; (Adaptado).
Marque a opção correta para os fatores da transição do feudalismo para o capitalismo:
“Os cristãos da época feudal, ao menos aqueles dos quais se podem conhecer as atitudes, mantém-se diante do poder divino nas posturas rituais de quem faz a consagração de si” Duby, G. Feudalidade e poder privado, in Duby, Georges (Organização): História da Vida Privada, 2: da Europa Feudal à Renascença.. São Paulo: Companhia das Letras, 2015; (Adaptado).
Sobre os processos de cristianização na Europa marque a opção correta: