Questões de Concurso Sobre história do brasil em história

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Q3524564 História
Vários modernismos surgiram, ao mesmo tempo, revelando um movimento plural que respondia à entrada de uma nova linguagem e visão do Brasil. E, se o agito foi variado, coube à experiência paulista de 1922 catalisar a percepção desse momento em que confluíram ideias, contestações e anseios dispersos pelo país. O marco simbólico do modernismo no Brasil aconteceu de 11 a 18 de fevereiro de 1922, quando São Paulo sediou, no vistoso e neoclássico Theatro Municipal, uma Semana de Arte Moderna promovida por intelectuais e artistas.
(Lilia Moritz Schwarz e Heloisa Murgel Starling, Brasil: uma biografia. Adaptado)

De acordo com as autoras, o movimento abordado no excerto colocou em pauta
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Q3524563 História
Entre 1707 e 1709, o conflito até então surdo explodiu: os paulistas enfurecidos meteram-se em guerra pelo controle das Minas, contra os emboabas. Como a região fervia de ódio, a Coroa resolveu intervir, e fazer política: concedeu perdão a todos os envolvidos. Mas não disfarçou de que lado estava: nomeou os emboabas para os mais importantes postos administrativos nas vilas recém-criadas e acabou com as pretensões de posse e mando político dos paulistas.
(Lilia Moritz Schwarz e Heloisa Murgel Starling, Brasil: uma biografia. Adaptado)

Nesse contexto, os paulistas retomaram o caminho do sertão e disso decorreu
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Q3524561 História
A “Guerra Paulista”, de 1932, teve um lado voltado para o passado e outro para o futuro. A bandeira da constitucionalização abrigou tanto os que esperavam retroceder às formas oligárquicas de poder como os que pretendiam estabelecer uma democracia liberal no país. O movimento trouxe consequências importantes. Embora vitorioso, o governo percebeu mais claramente a impossibilidade de ignorar a elite paulista.

(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)

De acordo com Boris Fausto, diante da impossibilidade de ignorar a elite paulista, em agosto de 1933, Getúlio Vargas
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Q3524560 História
As rebeliões provinciais e as incertezas sobre a forma de organizar o poder central indicam que a unidade do país não estava garantida, ao ser proclamada a Independência do Brasil. A unidade foi produto da resolução de conflitos pela força e pela habilidade, e do esforço dos governantes no sentido de construir um Estado centralizado. Mas não há dúvida de que nesse processo a hipótese de separação das províncias foi sempre menos provável do que a permanência da unidade. Para explicar isso, os historiadores têm buscado várias respostas.
(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)

Uma explicação apresentada por Boris Fausto para o fato de o Brasil ter mantido a unidade territorial, desde os tempos da Colônia, vem da obra de José Murilo de Carvalho. Este considera que
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Q3524559 História
Na Capitania de Minas, nos anos 1735-1749, os libertos representavam menos de 1,4% da população de descendência africana e, em torno de 1786, passaram a ser 41,4% dessa população e 34% do número total de habitantes da capitania.
(Boris Fausto, História do Brasil. Adaptado)
Para Fausto, a hipótese mais provável para explicar esse fenômeno encontra-se
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Q3524557 História
No século XVIII, em 1 410 viagens saídas da Bahia e de Pernambuco, 8 131 000 arrobas de tabaco são exportadas para a Costa dos Escravos. Cerca de 575 mil escravos daquela região são introduzidos na Bahia e em Pernambuco no mesmo período.
(Luiz Felipe de Alencastro, O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul.)

Os números apresentados por Alencastro demonstram que
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Q3524556 História
Assinale a alternativa que apresente a ideia central da obra O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul, de Luiz Felipe de Alencastro.
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Q3524553 História
Assinale a alternativa com uma das Competências Específicas de História para o Ensino Fundamental presente no Currículo Paulista.
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Q3524548 História
Segundo alguns antropólogos, na África, a palavra quilombo refere-se a uma associação de homens aberta a todos. Os membros dessa associação eram submetidos a rituais de iniciação que os integravam como coguerreiros num regimento de super-homens invulneráveis às armas inimigas.
(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje)

Munanga e Gomes, comparando os quilombos africanos e brasileiros, consideram que os segundos
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Q3524547 História
A crença na passividade do africano escravizado no Brasil, na indolência, preguiça e de seu conformismo diante da escravidão, trata-se de um equívoco histórico.
Alguns fatores contribuíram e ainda contribuem para que tal equívoco persista entre nós.
(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)

Na obra citada, um desses fatores se refere
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Q3524545 História
A dominação política foi realizada pela ocupação do território americano pelos estrangeiros portugueses. Faziam incursões em terras indígenas, instalando capitanias e outras formas de ocupação comuns à época nas regiões invadidas. A presença da soberania estrangeira devia assegurar a exploração econômica. Terras abundantes, essências naturais, matérias-primas vegetais e minerais todas estavam prontas para serem exploradas, para produzir riquezas. Mas faltava uma condição fundamental que Portugal não era capaz de fornecer: a força de trabalho, a mão de obra barata.
(Kabenguele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)

De acordo com os autores, a dificuldade portuguesa com a mão de obra tinha relação com
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Q3524544 História
Do arcaico ao moderno, do rural ao urbano, do Brasil colônia ao Brasil república, do humano ao sub-humano, da cidadania à escravidão: esses aparentes antagonismos, encobertos pelo véu da modernidade, guardam semelhanças profundas: o mesmo de ontem, hoje, porém metamorfoseado. O trabalho escravo foi, portanto, ressignificado, mas não deixou de ser ele mesmo. Sua essência permanece íntegra mesmo após sua abolição formal e o advento das etapas mais recentes do capitalismo.
(CAVALCANTI, T. M.; RODRIGUES, R. G. Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem. Veredas do Direito, Belo Horizonte, v. 20, 2023)

Segundo o artigo citado, a essência do trabalho escravo se revela
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Q3524543 História
A ausência de grupos indígenas ou de escravos e seus descendentes, assim como trabalhadores em geral, na História ensinada, é decorrente de uma visão política e ideológica, mas é preciso lembrar, referendada por uma concepção de História.
(Circe Bittencourt, Identidade nacional e o ensino de História do Brasil. Em: Leandro Karnal (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas)

O contexto apresentado pelo excerto, segundo Bittencourt, tem ligação com a ideia de que
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Q3524516 História
Leia o texto a seguir.

    Nossa história colonial não se confunde com a continuidade do nosso território colonial. Sempre se pensou o Brasil fora do Brasil, mas de maneira incompleta: o país aparece no prolongamento da Europa. Ora, a ideia exposta neste livro é diferente e relativamente simples.
(ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)

A tese do autor é de que a colonização portuguesa, fundada no escravismo, deu lugar a um espaço econômico e social que englobava
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Q3524515 História
Observe o texto a seguir.

    A revolta anti-holandesa nordestina se apresenta como um levante promovido por um bando de caloteiros. Disse-o ali na bucha o padre Antônio Vieira, num parecer encomendado pela Coroa em 1648: “Os principais moradores que moveram a guerra contra a Companhia das Índias Ocidentais em Pernambuco foi porque tinham tomado muito dinheiro aos holandeses, e não puderam, ou não quiseram, pagar”.
(ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)

O problema do endividamento dos senhores de engenho esteve relacionado
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Q3524514 História
Considere o texto a seguir.

    A ruptura de 1808 não será tão radical como se tem dito e escrito: ainda se movia no oceano o braço brasilianizado do sistema colonial: a rede de importação de mão-de-obra cativa, o tráfico negreiro. Depois de 1850, o mercado de trabalho nacional continua dependente, nos seus setores dinâmicos, do trato de imigrantes europeus, levantinos e asiáticos. Só nos anos 1930-40 a reprodução ampliada de força de trabalho passa a ocorrer inteiramente no interior do território nacional. Essa é a variável de longa duração que apreende a formação do Brasil nos seus prolongamentos internos e externos.
(ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)

O autor relativiza a ruptura de 1808, pois depois da abertura dos portos o Brasil
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Q3524509 História
Leia o texto a seguir.

    Uma das medidas mais controvertidas da administração pombalina foi a expulsão dos jesuítas de Portugal e seus domínios, com confisco de bens (1759).
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2015. Adaptado)

Essa medida pode ser compreendida no quadro dos objetivos de
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Q3524508 História
Analise o texto a seguir.

    Um dos aspectos mais coerentes do governo Vargas foi a política trabalhista. Entre 1930 e 1945, ela passou por várias fases, mas desde logo se apresentou como inovadora em relação ao período anterior.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2015. Adaptado)

Para Fausto, a política trabalhista de Vargas teve como objetivos principais
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Q3524507 História
Observe o texto a seguir.

    O período do chamado “milagre” estendeu-se de 1969 a 1973, combinando o extraordinário crescimento econômico com taxas relativamente baixas de inflação. O PIB cresceu na média anual, 11,2%, tendo seu pico em 1973, com uma variação de 13%. A inflação média anual não passou de 18%. Isso parecia de fato um milagre. Quais eram os pontos fracos do “milagre”? Devemos distinguir entre pontos vulneráveis e pontos negativos.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2015. Adaptado)

Para Fausto, entre os aspectos negativos do milagre, é possível destacar a
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Q3524506 História
Considere o texto a seguir.

    A economia da borracha trouxe como consequência o crescimento da população urbana e a melhora das condições de vida de, pelo menos, uma parte dela, em Belém e Manaus. Entre 1890 e 1900, a população de Belém quase dobrou, passando de 50 mil para 96 mil pessoas. As duas maiores cidades da Amazônia contaram com linhas elétricas de bonde, serviços de telefone, água encanada, iluminação elétrica nas ruas, quando tudo isso em muitas cidades brasileiras era ainda um luxo. Essas mudanças não conduziram, entretanto, à modificação das miseráveis condições de vida dos seringueiros que extraíam a borracha no interior. Não levaram também a uma diversificação das atividades econômicas, capaz de sustentar o crescimento em uma situação de crise da borracha. E a crise veio avassaladora a partir de 1910.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2015. Adaptado)

A crise citada esteve relacionada
Alternativas
Respostas
1601: E
1602: B
1603: A
1604: C
1605: D
1606: B
1607: C
1608: A
1609: B
1610: C
1611: A
1612: B
1613: D
1614: C
1615: E
1616: B
1617: E
1618: B
1619: D
1620: B