Questões de Concurso
Sobre história do brasil em história
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“A religiosidade afro-brasileiro foi um dos temas preferidos da música popular desde o final do século XIX” (Mattos, 2009, p. 198).
Fonte: MATTOS, Regiane Augusto. História e cultura afro-brasileira. São Paulo: Contexto, 2009.
Considerando esta temática, analise as afirmativas a seguir.
I- Na década de 1930, Chiquinha Gonzaga, em parceria com Augusto de Castro, gravou um ponto de Exu, dois de Ogum e um de Iansã.
II- A africanidade foi erradicada do cenário musical brasileiro na década de 1960 devido à repressão da elite brasileira. Inclusive, as manifestações afro tornaram-se caso de polícia.
III- Clara Nunes foi uma das cantoras de samba mais populares na década de 1970, fazendo muito sucesso, com músicas que falavam sobre o universo do candomblé e dos orixás, como Conto de Areia.
É CORRETO o que se afirma em:
Fonte: JANCSÓ, István. A sedução da liberdade. in: SOUZA, Laura de Mello e. História da vida privada do Brasil: cotidiano e vida privada na América portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997 (v. 1).
Considerando estes eventos, analise as afirmativas a seguir.
I- Quanto aos homens de menor condição que se envolveram em projetos sediciosos, estes consolidaram sua presença no cenário da vida pública. Inclusive, a maioria desses homens veio a se tornar ricos proprietários de escravos.
II- As sedições do final do século XVIII circunscreviam-se ao universo dos homens livres, ainda que, no limite, chegassem a contar com a participação de escravos cuja prática social cotidiana dotava-os dos meios de integração em formas de sociabilidade que abriram a perspectiva de negação política de sua condição.
III- O cotidiano das sedições revela, em especial quando se trata de grupos políticos com composição social heterogênea, como ocorreu nos eventos baianos, que a trama política se desdobrava numa rede de pequenos favorecimentos.
É CORRETO o que se afirma em:
Leia o Texto 01 e responda à questão.
Texto 01
“Não podemos imaginar que as comunidades indígenas estejam além das relações de poder. Apesar da não existência de um estrato de poder institucionalizado separado do corpo social, as relações de poder estão presentes no cotidiano das pessoas como práticas sociais de autoridade. [...] As relações de autoridade são vivenciadas no próprio cotidiano, entre os sujeitos, podendo envolver as amais diversas categorias de relações, dependendo da cultura da qual estejamos falando, disputas entre gerações, disputas entre homens e mulheres, entre homens e homens e entre mulheres e mulheres, tendo direções preferenciais, mas não predefinidas; durante esta disputa também vai ocorrendo a própria tessitura das atualizações culturais” (Caleffi, 2011, p. 37-38).
Fonte: CALEFFI, Paula. Educação autóctone nos séculos XVI ao XVIII ou Américo Vespúcio tinha razão? In: STEPHANOU, Maria. BASTOS, Maria Helena Camara (Orgs.). Histórias e memórias da Educação no Brasil: séculos XV – XVIII. Petrópolis–RJ: Vozes, 2011 (v. 1).
Fonte: CALEFFI, Paula. Educação autóctone nos séculos XVI ao XVIII ou Américo Vespúcio tinha razão? In: STEPHANOU, Maria. BASTOS, Maria Helena Camara (Orgs.). Histórias e memórias da educação no Brasil: séculos XV – XVIII. Petrópolis–RJ: Vozes, 2011 (v. 1).
Um dos períodos mais conturbados da história do Brasil foi o regencial. Tendo como premissa o conceito de povo neste período da história brasileira, analise as afirmativas a seguir.
I- Em todo esse período, tanto os representantes do partido moderado quanto os do exaltado foram unânimes ao pensar o conceito de povo como algo que era ativo politicamente, uma força revolucionária que deveria transformar as estruturas do regime monárquico e buscar a libertação dos escravos.
II- Para Diogo Antônio Feijó, Evaristo da Veiga e Bernardo Pereira, três representantes do pensamento moderado, a mudança deveria ocorrer pelas mãos das autoridades porque era preciso evitar excessos de violência, isto é, o conceito de povo foi ligado à ideia de ordem e disciplina.
III- Com a avanço da pacificação das províncias, começaram a se delinear nos discursos narrativas históricas dos acontecimentos que procuravam indicar que o esmagamento das tentativas revolucionárias era necessário por seguir o curso imperioso e progressivo do tempo e, neste caso, o povo estaria deixando a desordem e a anarquia da revolução rumo ao progresso e à ordem.
É CORRETO o que se afirma em:
"A posterior votação da Lei Saraiva-Cotegipe, Lei dos Sexagenários, que se pretendia sucessora do projeto de 1844, mas que é rechaçada pelos abolicionistas radicais, marca a virada e a radicalização final do processo abolicionista” (Menezes, 2012, p. 93).
Fonte: MENEZES, Jaci Maria Ferraz de. Abolição no Brasil: a construção da liberdade. Revista HISTEDBR [On-line], Campinas, v. 9, n. 36, p. 83–104, 2012. DOI: 0.20396/rho.v9i36.8639642. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8639642. Acesso em: 4 out. 2024.
Considerando o processo abolicionista, analise as afirmativas a seguir.
I- Em 1880, Joaquim Nabuco apresenta um projeto de extinção da escravidão. Entre os principais pontos, podemos destacar: cessação imediata da compra e venda de cativos, bem como o fim do tráfico interprovincial; as associações organizadas para emancipar escravos receberiam terras, para o estabelecimento de colônias de libertos e libertação imediata dos escravos mais velhos, doentes e cegos.
II- Os abolicionistas eram formados exclusivamente por políticos liberais e republicanos que eram combatidos fortemente pelos políticos conservadores e monarquistas.
III- Os abolicionistas, inclusive Joaquim Nabuco, não apresentaram projetos para a educação dos escravos e dos libertos, prejudicando fortemente os negros, que, após a libertação, não eram respeitados como cidadãos nem eram integrados ao mundo do trabalho.
É CORRETO o que se afirma em:
Levando-se em conta a Constituição de 1988 e os avanços da cidadania nela expressos, indique a alternativa correta:
I- A ditadura do Estado Novo dependia do esforço de seus órgãos parar associar a imagem de Cargas como representante da nação. Um dos principais alicerces dessa proposta foi representado pelo Ministério da Educação e Saúde (MES) ao indicar a importância que o Estado Novo atribuía à cultura como instrumento desse modelo. Sob a liderança do ministro Gustavo Capanema, foi desenvolvido um projeto cultural voltado para promover pesquisas sobre o Brasil e preservar suas raízes culturais.
II- O Estado Novo, ao buscar legitimidade popular e difundir seu ideário político, criou o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), cujas atribuições habilitavam a intervenções nos meios de comunicações. A título de exemplo, em 1939, o DIP iniciou a difusão da propaganda oficial por meio da transmissão radiofônica diária, em cadeia nacional, a “Hora do Brasil”.
III- Ao promover a criação de símbolos da identidade nacional, o Estado Novo promoveu a valorização de obras cujas temáticas evocassem a boemia carioca e "malandragem", as quais passaram a ser celebradas como expressões autênticas da brasilidade, que o regime buscava exaltar.
IV- O Queremismo, movimento que marcou o fim do Estado Novo, estava relacionado com o anseio de parcela da sociedade em depor Getúlio Vargas. No segundo semestre de 1945, o Queremismo dispunha de dezenas de comitês situados em várias cidades do país, e os militantes estavam engajados numa atividade política caracterizada por comícios, abaixo-assinados e panfletagem.
Brasileiros! Está proclamada a República! Povo, Exército e Armada, na mais patriótica e sublime confraternização, sacodem o jugo vergonhoso do Império e firmam os seus foros de cidadãos. Purificou-se, enfim, o Continente Novo!
[...]
Viva a República! Viva a Pátria brasileira! Viva o povo norte-rio-grandense! Viva o governo provisório!
O entusiasmo é uma emoção possível de ser observada na Proclamação da República ao povo do Rio Grande do Norte. Tinha início a mudança de governo, sem a participação popular, tanto em nível nacional quanto local. Na cidade do Natal, no dia 17 de novembro de 1889, foi aclamado presidente
“[...] bárbaro costume de açoitar escravos entre nós, que confiados os escravocratas na impunidade dos crimes cometidos em outras épocas, continuavam açoitar os próprios libertos e ingênuos, havendo até quem use ainda troncos, carros, ganchos, peias de ferro e outros meios de tortura” (A Verdade, 1888).
O documento noticiado pelo jornal A Verdade denunciou a violência cometida contra pessoas libertas e ingênuos, sendo estes últimos, conforme a lei n. 2.040 de 1871,
“O Relatório é dividido em duas partes. Na primeira parte, de responsabilidade do capitão José Domingos da Silva, têm-se os resultados das investigações na área rural e na Rede Ferroviária Federal, fixando a responsabilidade de 38 indiciados. Na segunda parte do documento, de responsabilidade do delegado Carlos Moura de Moraes Veras, têm-se os resultados das investigações nos setores sindicais, estudantil, intelectual e Prefeitura do Natal, fixando a responsabilidade de 45 indiciados.”
Com base nesses dados e nos conhecimentos da história local, é possível identificar que a repressão estabelecida a partir do Relatório Veras atingiu: