Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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Leia as afirmativas a seguir:
I. O trabalho do educador, em sala de aula, não deve estar limitado à exposição de conteúdos previamente determinados. Assim, é papel do professor pesquisar e conhecer novas técnicas e métodos que possam tornar as atividades educacionais mais eficientes. O método de elaboração conjunta ou conversação didática, por exemplo, é uma proposta de interação entre professor e alunos visando à obtenção de novos conhecimentos, atitudes e habilidades.
II. A Segunda Guerra Mundial terminou com a vitória do Eixo em 1945, alterando significativamente o alinhamento político e a estrutura social mundial. Após esse grande conflito, a Organização das Nações Unidas (ONU) foi estabelecida para estimular a cooperação global. Também após o término dessa grande guerra, a União Soviética e os Estados Unidos emergiram como superpotências rivais, preparando o terreno para a Guerra Fria que se estendeu de 1945 até 1991.
Marque a alternativa CORRETA:
O trabalho do historiador é mediado pelas chamadas fontes históricas, que nos permitem conhecer o passado, e suas características. Sobre os diferentes tipos de fontes, leia as proposições abaixo e responda:
(__) - As fontes escritas são documentos oficiais que exemplificam como funcionavam as organizações humanas, como leis, por exemplo;
(__) - As fontes imagéticas podem ser reproduções de pinturas, fotos antigas ou atuais, caricaturas, desenhos, histórias em quadrinhos entre outras;
(__) - As fontes orais são depoimentos de pessoas sobre diferentes aspectos do passado, muitas vezes obtidos por meio de entrevistas, colaborando para registrar a memória pessoal e coletiva;
(__) - A cultura material pode ser utilizada como fonte, por meio de restos de moradias, sepulturas, artefatos, instrumentos de trabalho entre outros.
Considerando-se que (V) significa verdadeiro e (F) significa falso, a ordem correta das proposições acima é:
( ) A História Universal foi substituída pela História da Civilização, como uma maneira de afastar o laico e o sagrado e deslocar o estudo dos acontecimentos da religião para o processo civilizatório. O Estado, sem a intervenção da Igreja, permaneceu como o principal agente histórico. ( ) O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) produziu uma série de trabalhos que gerou consequências para o ensino da História nacional. Seus membros foram responsáveis pela formulação dos programas, elaboração de manuais e orientação do conteúdo a ser ensinado nas escolas públicas. ( ) Legitimando o discurso da “democracia racial”, o ensino de História passou a representar o africano como pacífico diante do trabalho escravo e como elemento peculiar para a formação de uma cultura brasileira. Os indígenas eram estudados a partir de uma perspectiva simplificada a partir da visão romântica do “bom selvagem”. ( ) Embates envolveram reformulações curriculares – projetos continuavam a defender o currículo humanístico, com ênfase nas disciplinas literárias que eram tidas como formadoras do espírito, enquanto outros desejavam introduzir um currículo mais científico, técnico e prático, adequado à modernização que se pretendia para o país. ( ) A História, como área escolar obrigatória, surgiu com a criação do Colégio Pedro II, dentro de um programa inspirado no modelo francês. Predominavam estudos literários direcionados para um estudo clássico e humanístico e destinado à formação de cidadãos proprietários e escravistas. ( ) Por inspiração da pedagogia norte-americana, a educação brasileira começou a adotar propostas do movimento escolanovista. Dentre essas, propunha a introdução dos chamados Estudos Sociais em substituição à História e à Geografia.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Leia as afirmativas a seguir:
I. As atividades escolares relacionadas ao ensino e aprendizagem de história ao longo do Ensino Fundamental devem contribuir para que os alunos se tornem capazes de valorizar o patrimônio sociocultural e respeitar a diversidade, reconhecendo-a como um direito dos povos e indivíduos e como um elemento de fortalecimento da democracia.
II. A crença na vida após a morte motivava o povo do Egito Antigo a construir tumbas, estatuetas, vasos e mastabas que representavam sua concepção do além-vida. As primeiras tumbas egípcias buscavam realizar uma reprodução fiel da residência de suas principais autoridades. Em contrapartida, as pessoas sem grande projeção eram enterradas em construções mais simples que, em certa medida, indicavam o prestígio social do indivíduo.
III. Nas dinâmicas das atividades, o professor de História deve propor novos questionamentos, informando os educandos sobre dados desconhecidos e organizando pesquisas e investigações que estimulem os alunos a ignorar os fatos históricos.
Marque a alternativa CORRETA:
“Durante praticamente todo o século XIX ocorreram discussões e mudanças nos programas para as escolas elementares, secundárias e profissionais e os objetivos do ensino de história foram se definindo com maior nitidez. Ao mesmo tempo em que seu papel ordenador e civilizador era cada vez mais consensual, seus conteúdos e formas de abordagem refletiam as características da produção historiográfica então em curso, sob os auspícios do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – IHGB.”
FONSECA, Thaís Nívia de Lima e. História & ensino de História. Belo Horizonte: Autêntica, 2003. (adaptado)
A História, como disciplina escolar, foi estruturada apenas no
século XIX. A principal característica do ensino de História,
nesses tempos, era:
“Todos os olhares em mim e eu não sabia para onde olhar. A professora falava sobre negros escravos (e não escravizados), chibata, mortes, famílias separadas, até que uma princesa branca chamada Isabel, assinou a lei Áurea e libertou os meus ancestrais, no dia 13 de maio de 1888.
Uma salvadora branca, como todas as minhas bonecas.
E eu, a única negra da sala era a representação dessa
tragédia, a personificação de um povo que só sofreu, de acordo com os meus professores. Uns olhares eram de dó, outros me intimidavam, mas todos me deixavam desconfortável.
O período da escravidão até a abolição era a única menção à população negra em quase toda a minha vida escolar, durante os anos 80 e 90. Como gostar de ser negra, se tudo o que eu aprendi na escola sobre meus antepassados estava atrelado ao maior ato terrorista da humanidade que foi a escravidão negra, que durou mais que o Holocausto e a maioria das guerras?
[...] Nos tempos atuais, resta que as escolas e educadores se preparem para ensinar sobre os negros, não só sobre suas dores, mas sobre suas contribuições para humanidade, para alunos de todas as etnias”.
NASCIMENTO, Silvia. ‘O constrangimento das crianças negras nas aulas sobre escravidão e
abolição’ In: <https://mundonegro.inf.br/o-constrangimento-das-criancas-negras-nas-aulassobre-escravidao-e-abolicao/>, acesso em 12 de maio de 2019. (adaptado)
A partir da Lei nº 10.639/2003, tornou-se obrigatório, em todos os
segmentos da educação básica, o ensino de história e cultura afrobrasileira e africana. Entretanto, como relata a reportagem acima,
no geral, esse conteúdo é mal lecionado – quase sempre por falta
de formação, informação ou sensibilidade. Assim, ao preparar
aulas sobre história e cultura afro-brasileira e africana, o professor
deve levar em consideração que:
“O risco maior de utilizar um conceito do senso comum ou proveniente de outros campos de estudos é perder o seu sentido histórico e empregá-lo de forma atemporal. A utilização de conceitos em sentido atemporal conduz a um dos grandes pecados abominados por todos que se dedicam à História [...]. Advertem os historiadores que, ao fazer uso de noções ‘emprestadas’ de outros domínios científicos ou do senso comum, é necessário desconfiar das imprecisões dos termos e ser cauteloso com a leitura das fontes em que eles se encontram; ou seja, deve-se ter um domínio metodológico para o emprego correto do conceito”.
BITTENCOURT, Circe. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo:
Cortez, 2004.
Todo o conhecimento histórico é determinado pelas noções de
tempo e pelo espaço. Nesse sentido, o professor, ao ensinar
História, deve evitar a todo custo o(a):
Nesse sentido, cabe
Seu livro O Retorno de Martin Guerre, de 1983, gerou muitos debates e, ao lado de Montaillou, de Le Roy Ladurie, e O Queijo e os Vermes, de Ginzburg, tem sido elogiado como pertencente à tradição pós-modernista em historiografia. Concorda com essa visão? (Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história – Nove entrevistas)
Essas três obras têm em comum a tendência historiográfica
A “proposta atual de História Política”, segundo Janotti,
Na opinião de Robert Darnton, autor dessas reflexões, o trabalho do historiador precisa ser:
“O presente passou a explicar-se a partir de si mesmo. O perigo de ignorar o passado público pode também acarretar a perda da visão dialética da História e da vontade política que leva à crítica e à construção de projetos futuros.”
Segundo a autora,
De acordo com a posição do autor Peter Burke, o historiador deve