Questões de Concurso Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q1042970 História
No estudo da História, considera-se, ainda, a dimensão do tempo predominante no ritmo de organização da vida coletiva, ordenando e sequenciando, cotidianamente, as ações individuais e sociais. (Parâmetros Curriculares Nacionais. Vol. História)
Nesse sentido, cabe
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Q1042969 História
Ao entrevistar a historiadora Natalie Zemon Davis, Maria Lucia Pallares-Burke pergunta:
Seu livro O Retorno de Martin Guerre, de 1983, gerou muitos debates e, ao lado de Montaillou, de Le Roy Ladurie, e O Queijo e os Vermes, de Ginzburg, tem sido elogiado como pertencente à tradição pós-modernista em historiografia. Concorda com essa visão? (Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história – Nove entrevistas)
Essas três obras têm em comum a tendência historiográfica
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Q1042962 História
O repúdio à História Política tradicional deveu-se à sua concentração no estudo do Estado-nação, dos comportamentos individuais dos grandes personagens, dos eventos circunstanciais e das situações conjunturais efêmeras. Esses acontecimentos eram organizados sob um racionalismo redutor das descontinuidades e das contradições. Dessa forma, a História Política passou a ser vista como retrato da ideologia dominante e ocultadora da verdadeira realidade. Ante as antigas acusações de demasiada preocupação com o efêmero e o meramente cronológico, há uma proposta atual de História Política. (Maria de Lourdes Monaco Janotti, História, política e ensino. Em: Circe Bittencourt (org.).O saber histórico na sala de aula. Adaptado)
A “proposta atual de História Política”, segundo Janotti,
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Q1035079 História
“Diferentemente de filósofos e literatos, nós historiadores devemos dispor de evidências para sustentar nossos argumentos, e não podemos simplesmente extraí-las da nossa cabeça. Nós as extraímos, sim, das caixas dos arquivos. Compreendo, evidentemente, que outras disciplinas têm o seu próprio rigor, e que os historiadores também dão asas à imaginação (...) reconheço os aspectos literários e arbitrários da escrita da história. (...) Dizer que nós não podemos ter um conhecimento direto do passado não significa dizer que qualquer versão do passado seja válida ou que uma versão não possa ser melhor do que outra. Podemos entrar imaginativamente em outras vidas, perambular por outros mundos, fazer contato com outras esferas da experiência, e fazer tudo isso com rigor e não fantasias e com ficções.” (In: As múltiplas faces da História).
Na opinião de Robert Darnton, autor dessas reflexões, o trabalho do historiador precisa ser:
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Q1035078 História
Leia o seguinte texto de Maria de Lourdes Monaco Janotti, extraído em O saber Histórico na sala de aula (1998):
“O presente passou a explicar-se a partir de si mesmo. O perigo de ignorar o passado público pode também acarretar a perda da visão dialética da História e da vontade política que leva à crítica e à construção de projetos futuros.”
Segundo a autora,
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Q1035058 História
Dentre as alternativas a seguir, assinale a que contém a contribuição significativa dada pela Igreja ao processo de fortalecimento do feudalismo durante a Idade Média. (Perry Anderson. In: Passagens da Antiguidade para o Feudalismo)
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Q1035057 História
“A história é frequentemente contada de tal modo que se assume a superioridade do Ocidente sobre o resto do mundo. Eu, como outros historiadores, me empenhei em liberar a história de um movimento cultural dos pressupostos de superioridade. (...) Não assumo a superioridade da arte do Renascimento em relação à arte medieval, mas as vejo simplesmente como diferentes. (...) Quanto ao Ocidente, o revivescimento europeu da Antiguidade clássica não ocorreu num vácuo: dependeu de outros renascimentos clássicos em Bizâncio e no Islã. E renascimentos clássicos pertencem ainda a um grupo mais amplo de renascimentos culturais em outras partes do mundo, como a China por exemplo.” (In: As muitas faces da História)
De acordo com a posição do autor Peter Burke, o historiador deve
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Q1030664 História

Considere o texto abaixo.

Se concluímos que não existe um fato histórico eterno, mas existe um fato que consideramos hoje um fato histórico, é fácil deduzir que o conceito de documento siga a mesma lógica. Fato e documento histórico demonstram nossa visão atual sobre o passado, num diálogo entre a visão contemporânea e as fontes pretéritas.

(KARNAL, Leandro e TATSCH, Flávia G. “Documento e história: a memória evanescente”. In: PINSKY, Carla e LUCA, Tania de (orgs).O historiador e suas fontes. São Paulo, Contexto, 2009, p. 13)


Segundo o texto,

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Q1008336 História

O objetivo primeiro do conhecimento histórico é a compreensão dos processos e dos sujeitos históricos, o desvendamento das relações que se estabelecem entre os grupos humanos em diferentes tempos e espaços. Os historiadores estão atentos às diferentes e múltiplas possibilidades e alternativas apresentadas nas sociedades, tanto nas de hoje quanto nas do passado, que emergiram da ação consciente ou inconsciente dos homens; procuram apontar para os desdobramentos que se impuseram com o desenrolar das ações desses sujeitos. (BEZERRA, Holien Gonçalves. Ensino de História: conteúdos e conceitos básicos. In. KARNAL, Leandro (Org). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo, 2007. p. 42)


Com relação à definição de conhecimento histórico de Bezerra (2007), o papel o historiador está corretamente sintetizado em:

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Q1008276 História
A Escola dos Annales renovou e ampliou o quadro das pesquisas históricas ao abrir o campo da História para o uso de novas fontes que, até então, eram ignoradas pelo método positivista, rompendo com os paradigmas fixos das Ciências Sociais (história, geografia, economia, sociologia etc.) e privilegiando: 
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Q1008272 História
Na sociedade atual, as questões de identidade estão mais presentes diante da presença de imigrantes, dos movimentos negro e indígena que têm desarticulado conceitos tradicionais de cultura e identidade. Nesse sentido, o ensino de história tem a tendência a refletir sobre cidadania e a relação do indivíduo, em grupos, afetividades e sociedade. Estamos nos referindo a que corrente metodológica?
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Q1008268 História

Quanto ao uso da memória nos estudos históricos, analise as afirmações seguintes.


I - A memória é a lembrança pessoal de um tempo no qual se comemoram eventos.

II - A memória coletiva é o maior interesse na história porque traz uma leitura sobre o tempo vivido.

III - A técnica da história oral faz parte dos estudos da história do tempo presente.

IV - A oralidade foi incorporada pela história na corrente positivista.

V – A oralidade é um recurso pedagógico das aulas de história somente do ensino médio.

VI – História e memória são pensadas principalmente em relação ao patrimônio histórico-cultural.

Estão corretas:

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Q1008267 História
Em relação à história humana e à história da natureza, podemos considerar que:
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Q1008266 História
A palavra história vem do grego antigo iotopia que significa “pesquisa”, “conhecimento advindo da investigação”. Com Heródoto, apresentado por Cícero como “pai da História”, o termo Iotopia (Historiai) emerge como expressão de nova atividade humana (UAB, História para o ensino fundamental, 2018). De acordo com o trecho, analise as afirmações seguintes, com relação ao conceito de história.
I- No início do século XX, o conceito de história foi pautado na corrente metodológica positivista. II- É a ciência que estuda somente os fatos políticos de uma sociedade. III- A nova história utiliza, como método, ação e reação para analisar os fatos históricos. IV- Na história social, história é a ciência que estuda a ação do homem no tempo. V- No final do século XX, a nova história chegou ao Brasil, modificando as aulas de história. VI -História é a ciência que estuda o passado para compreender o presente e modificar o futuro.
Estão corretas:
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Q954909 História
O grande medievalista francês Marc Bloch, autor do clássico  Apologia da História ou o ofício do historiador, inaugurou a  concepção de “história como problema”, em oposição a uma  historiografia  positivista  que  se  apoiava  em  fatos,  datas,  grandes nomes e heróis. Com Lucien Febvre, ele foi um dos  criadores da moderna historiografia conhecida como Escola  dos Anais (Annales).

Relativamente às transformações pelas quais passou a produção e a escrita do conhecimento histórico a partir das primeiras décadas do século XX, julgue o item seguinte.


O historiador britânico Eric Hobsbawm, que encontrou no materialismo histórico o suporte teórico‐metodológico para a elaboração de sua obra, notabilizou‐se pela publicação de livros referenciais para a compreensão da contemporaneidade (séculos XIX e XX).

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Q954905 História
O grande medievalista francês Marc Bloch, autor do clássico  Apologia da História ou o ofício do historiador, inaugurou a  concepção de “história como problema”, em oposição a uma  historiografia  positivista  que  se  apoiava  em  fatos,  datas,  grandes nomes e heróis. Com Lucien Febvre, ele foi um dos  criadores da moderna historiografia conhecida como Escola  dos Anais (Annales).

Relativamente às transformações pelas quais passou a produção e a escrita do conhecimento histórico a partir das primeiras décadas do século XX, julgue o item seguinte.


É provável que as circunstâncias que envolvem a civilização contemporânea expliquem o fato de que, na atualidade, historiadores sejam chamados, crescentemente, a atuar nos mais diversos meios de comunicação social, como rádio, televisão, jornais e revistas.

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Q954903 História
O grande medievalista francês Marc Bloch, autor do clássico  Apologia da História ou o ofício do historiador, inaugurou a  concepção de “história como problema”, em oposição a uma  historiografia  positivista  que  se  apoiava  em  fatos,  datas,  grandes nomes e heróis. Com Lucien Febvre, ele foi um dos  criadores da moderna historiografia conhecida como Escola  dos Anais (Annales).

Relativamente às transformações pelas quais passou a produção e a escrita do conhecimento histórico a partir das primeiras décadas do século XX, julgue o item seguinte.


Uma característica marcante da nova história, na esteira das inovações trazidas pela Escola dos Anais, foi o radical afastamento da história em relação às demais ciências humanas e sociais.

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Q954900 História
O grande medievalista francês Marc Bloch, autor do clássico  Apologia da História ou o ofício do historiador, inaugurou a  concepção de “história como problema”, em oposição a uma  historiografia  positivista  que  se  apoiava  em  fatos,  datas,  grandes nomes e heróis. Com Lucien Febvre, ele foi um dos  criadores da moderna historiografia conhecida como Escola  dos Anais (Annales).
Relativamente às transformações pelas quais passou a produção e a escrita do conhecimento histórico a partir das primeiras décadas do século XX, julgue o item seguinte.
A conhecida expressão “toda história é contemporânea” sepulta a ideia de ser o passado objeto de investigação por parte do historiador.
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Q953679 História

Leia atentamente o seguinte excerto e responda à questão.


“Pois parece que os colcos são egípcios. Digo isso porque eu mesmo compreendi isso primeiro ou porque ouvi isso de outros; quando tive isso no meu pensamento, perguntei a ambos os povos, e os colcos recordavam mais dos egípcios do que os egípcios dos colcos; e os egípcios disseram que consideravam que os colcos eram os homens do exército de Sesóstris. E eu mesmo comparei as seguintes coisas: também porque eles têm suas peles negras, cabelos crespos (e isso não leva a lugar nenhum; pois são semelhantes aos outros povos), mas há o seguinte, que é o mais importante, porque somente os colcos, os egípcios e os etíopes dentre todos os homens são os que praticam, desde a sua origem, a circuncisão de suas partes pudendas. E ainda os fenícios e os sírios, os que são da Palestina, também estes concordam que aprenderam esse costume com os egípcios, e os sírios, dos que habitam o território em torno do Rio Termodonte e Partênio, também os macrônios, que são vizinhos desses povos, dizem que, recentemente, aprenderam esse costume com os colcos. Pois esses são os únicos dentre os homens que praticam a circuncisão, também estes tornam evidente que praticam isso conforme as práticas dos egípcios. E, dentre os egípcios e os etíopes, não posso dizer que aprenderam esta prática um com o outro; pois de fato, é um costume que parece ser antigo. E compreendi a partir disso que essa prática existe por causa das relações mantidas entre eles, uma grande prova disso para mim está no seguinte: nenhum dos fenícios, que tiveram contato com os helenos, imitam os egípcios quanto à circuncisão das partes pudendas, mas também dentre os seus descendentes, eles não praticam a circuncisão das suas partes pudendas.”

Heródoto. Histórias. Livro II – Euterpe. Tradução Maria Aparecida de Oliveira Silva, São Paulo: Edipro, 2016, p. 80-81.

Tendo o texto acima como referência inicial, é correto afirmar que Heródoto, como historiador, procura analisar e
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Q953675 História
As relações entre o ensino de história e a educação em direitos humanos acontecem não apenas na rotina diária da atividade educativa; elas ultrapassam a esfera do cotidiano, porque são reflexos de diferentes formas de representação existentes
Alternativas
Respostas
1141: E
1142: B
1143: E
1144: A
1145: D
1146: C
1147: A
1148: A
1149: C
1150: A
1151: C
1152: C
1153: B
1154: B
1155: C
1156: C
1157: E
1158: E
1159: B
1160: C