Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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FERNANDES, José Ricardo Oria. Educação patrimonial e cidadania: uma proposta alternativa para o ensino de história. P. 273. Disponível em:<http://www.anpuh.org/> . Acesso em: 11 ago. 2018.
Considerando o trecho anterior, a educação patrimonial, para o autor, deve ser entendida como a
“O mais destacado antropólogo francês considera que a cultura surgiu no momento em que o homem convencionou a primeira regra, a primeira norma. Para ele, esta seria a proibição do incesto, padrão de comportamento comum a todas as sociedades humanas. Todas elas proíbem a relação sexual de um homem com certas categorias de mulheres (entre nós, a mãe, a filha e a irmã)”.
“Trata-se de um padrão historicamente transmitido de significados incorporados em símbolos, um sistema de concepções herdadas expressas em formas simbólicas por meio das quais os homens comunicam, perpetuam e desenvolvem seu conhecimento e atitudes em relação à vida. Por isso, caracteriza-se não por um complexo de comportamentos concretos, mas por um conjunto de mecanismos de controle, planos, receitas, regras, instruções para governar o comportamento”. (Trecho com adaptações).
"Se nossa impressão pode apoiar-se não somente sobre nossa lembrança, mas também sobre a de outros, nossa confiança na exatidão de nossa evocação será maior, como se uma mesma experiência fosse começada, não somente pela mesma pessoa, mas por várias”.
“Em sua obra Os Lugares de Memória, _________ enfatiza a importância de se recapitular a memória, uma vez que, para ele, a desaparição da memória nacional demanda um inventário dos lugares onde essa memória tenha se encarnado, como nas festas, monumentos, comemorações e museus”. (Trecho com adaptações).
“Para ele, a vida em sociedade é, de certo modo, uma verdadeira libertação do pavor que ele sente em viver consigo mesmo, em apoiar-se sobre si próprio em todas as circunstâncias da existência. Sua maneira de expansão para com os outros reduz o indivíduo, cada vez mais, à parcela social, periférica, que no brasileiro - como bom americano - tende a ser a que mais importa. Ela é antes um viver nos outros”.
Em relação a essa abordagem, com as fontes e linguagens, Selva Guimarães nos indica que
Sobre a temática da Literatura em conexão com a História, Circe Bittencourt identifica uma relação de inúmeros benefícios. A respeito desses benefícios, é correto afirmar:
( ) Segundo Le Goff, os monumentos são heranças do passado, ao passo que os documentos são uma escolha do historiador. Assim, o que sobrevive ao tempo não é conjunto daquilo que existiu no passado, mas uma escolha feita quer pelas forças que operam no desenvolvimento temporal do mundo e da humanidade, quer pelos que se dedicam à ciência do passado e dos tempos passados, os historiadores. ( ) Em fins do século XIX e início do século XX, apesar de ser compreendido como o resultado de uma escolha do historiador, o documento histórico era entendido também como o fundamento do fato histórico e, por conseguinte, como uma prova. Desse modo, o documento era visto como portador de uma objetividade que se opunha à intencionalidade do monumento. ( ) Posteriormente, em 1929, os fundadores da Revista dos Anais insistiram sobre a necessidade de alargar a noção de documento, afirmando que a história se faz, sim, com documentos escritos, quando estes existem, mas pode e deve fazer-se sem essa tipologia documental quando necessário. ( ) O alargamento das fontes pode ser compreendido como uma revolução ao mesmo tempo quantitativa e qualitativa. Assim, o interesse da História já não reside exclusivamente sobre os grandes homens e acontecimentos, mas por todos os homens e faz emergir uma nova compreensão do conceito de documento.
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