Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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I. Em seu ofício, o historiador busca ao mesmo tempo, pensar a sua própria prática, na medida em que opera o conhecimento histórico, e as práticas individuais e/ou coletivas consideradas relevantes e transformadoras para a vida social em determinada época. II. Há muito tempo, a História bem como outras ciências sociais abandonaram a concepção positivista de uma verdade calcada na exposição e no encadeamento dos fatos, e na mera exposição de datas, acontecimentos e heróis. III. O trabalho do historiador não é meramente técnico, não se trata de uma especialidade dissociada das tramas sociais e políticas que conferem sentido à nossa sociedade e ao tempo presente.
Marque a opção que indica a(s) afirmativa(s) CORRETA(S).
A partir da citação acima, depreendem-se as seguintes afirmações sobre o conceito de documento como monumento:
I- Os monumentos são documentos, porque também indicam as pistas para se construir o passado histórico e as suas verdades. II- Todo documento é produzido de maneira inocente e não busca induzir a construção de versões pré-determinadas do passado. III- Nenhum documento é inocente. Todos são monumentos, porque sobrevivem ao passado de maneira intencional e proposital.
É CORRETO o que se afirma em:
I- O conhecimento histórico deveria copiar o método objetivista das ciências naturais. II- Os historiadores deveriam buscar sempre a neutralidade, com o objetivo de encontrar uma única verdade para se narrar os eventos históricos. III- O melhor dos historiadores é aquele que menos se afasta dos textos.
É CORRETO o que se afirma em:
“Disse-me que dorme pouco, que quase não dorme, e que, para distrair, passa as noites a desenhar o que vê durante o dia. À noite reconstrói o dia.”
Assinale a alternativa incorreta:
Foi a partir dessa obra que, a despeito de seu horror por etiquetas, ele ficou conhecido como um dos líderes da chamada “micro-história”.
(Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história. Nove entrevistas. Adaptado)
O excerto faz referência ao historiador
[Eduardo França Paiva. De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História]
De acordo com o excerto, é correto afirmar que
[Maria Auxiliadora Schmidt. A formação do professor de História e o cotidiano da sala de aula. Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula]
De acordo com o excerto em destaque, é correto afirmar que
[Antonia Terra. História e dialogismo. Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula]
A partir do excerto e do artigo, é correto afirmar que
[Ricardo Oriá. Memória e ensino de história. Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula]
Segundo o fragmento citado, é correto afirmar que
Para evitar a construção de anacronismos, o professor deve
( ) Discute-se muito a existência de uma diferenciação social dos "sambaquianos". Como em qualquer sociedade, devia haver tarefas específicas de cada sexo. Por exemplo, a ossificação do ouvido interno observada nos esqueletos de sexo masculino, sugere que aos homens eram reservadas as tarefas que demandavam mergulho frequente. ( ) Os "homens dos sambaquis" tinham um aspecto físico bastante diferente da população de Lagoa Santa. Completamente mongolizados - como as populações indígenas modernas, possuíam crânios mais largos que os lagoassantenses. ( ) Uma única leva imigratória humana chegou à América há 70 mil anos e dela descendem as populações indígenas brasileiras atuais, incluindo os sambaquis.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
Em 21 de março de 1916, era lançado na Bahia um requerimento ao presidente Venceslau Brás pedindo a abolição dos festejos de Tuiuti e Riachuelo. O texto do requerimento, aqui reproduzido em parte, é o seguinte:
Há mais de nove lustros que o Paraguai e o Brasil mantêm os mais amistosos desígnios nas suas relações internacionais. Relembrar, portanto, em meio de públicas solenidades os atos de guerra havidos entre os dois povos irmãos [...] ofende aos intuitos e destoa dos ditames de uma sã política racional orientada para a confraternização dos povos [...] E, considerando um nobilíssimo dever cívico render homenagens aos que no passado souberam amar e sentir a Pátria Brasileira, quer nos campos de batalha, quer nas outras esferas da atividade humana, pedimos designe o Governo da República um dia para que anualmente se prestem, em todos os recantos do País, públicos preitos de amor e gratidão aos que, na paz e na guerra, honraram o nome brasileiro. Para esse dia de culto cívico lembramos o 26 de janeiro, aniversário da “capitulação da Campina do Taborda”, glorioso epílogo da luta defensiva sustentada durante 24 anos, em prol da integridade do pátrio território, pelos guerreiros heroicos do indígena Felippe Camarão, do negro Henriques Dias e dos brancos André Vidal e Fernandes Vieira.
[Francisco Alambert, O Brasil no espelho do Paraguai. Em: Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias (1500-2000)]
O requerimento revela que seus autores objetivam