Questões de Concurso Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q1250802 História
Sobre o historiador e seu ofício, analise as afirmativas a seguir.
I. Em seu ofício, o historiador busca ao mesmo tempo, pensar a sua própria prática, na medida em que opera o conhecimento histórico, e as práticas individuais e/ou coletivas consideradas relevantes e transformadoras para a vida social em determinada época. II. Há muito tempo, a História bem como outras ciências sociais abandonaram a concepção positivista de uma verdade calcada na exposição e no encadeamento dos fatos, e na mera exposição de datas, acontecimentos e heróis. III. O trabalho do historiador não é meramente técnico, não se trata de uma especialidade dissociada das tramas sociais e políticas que conferem sentido à nossa sociedade e ao tempo presente.
Marque a opção que indica a(s) afirmativa(s) CORRETA(S).
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Q1244676 História
O historiador Dorigo compreende que existem várias formas para compreender e dividir o tempo e que cada civilização tem um embasamento interpretativo do momento; porém, existem períodos, que não são contínuos nem lineares, que podem ser compostos de diferentes durações, como recortes políticos, culturais e ideológicos. A que o historiador está se referindo?
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Q1244674 História
Ao fazer uma reflexão sobre os bastidores da história, o historiador Dorigo (2013) afirma que existe uma distinção entre o conhecimento histórico e outras formas de conhecer os argumentos que sustentam as evidências do raciocínio lógico. Para o historiador, conhecimento histórico é justificado pela(s):
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Q1242235 História
Sobre a corrente teórico metodológica, conhecida como Nova História, é CORRETO afirmar:
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Q1242234 História
“O documento é monumento. Resulta do esforço das sociedades históricas para impor ao futuro – voluntária ou involuntariamente – determinada imagem de si próprias. No limite, não existe um documento-verdade. Todo o documento é mentira. Cabe ao historiador não fazer o papel de ingênuo. Os medievalistas, que tanto trabalharam para construir uma crítica – sempre útil, decerto – do falso, devem superar esta problemática porque qualquer documento é, ao mesmo tempo, verdadeiro – incluindo, e talvez sobretudo, os falsos – e falso, porque um monumento é em primeiro lugar uma roupagem, uma aparência enganadora, uma montagem. É preciso começar por desmontar, demolir esta montagem, desestruturar esta construção e analisar as condições de produção dos documentos monumentos.” (LE GOFF, 2005).
A partir da citação acima, depreendem-se as seguintes afirmações sobre o conceito de documento como monumento:
I- Os monumentos são documentos, porque também indicam as pistas para se construir o passado histórico e as suas verdades. II- Todo documento é produzido de maneira inocente e não busca induzir a construção de versões pré-determinadas do passado. III- Nenhum documento é inocente. Todos são monumentos, porque sobrevivem ao passado de maneira intencional e proposital.
É CORRETO o que se afirma em:
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Q1242233 História
Após as inovações teórico-metodológicas vivenciadas pelo conhecimento histórico desde o surgimento da Escola dos Annales, na primeira metade do século XX, têm sido divulgados novos conceitos para se pensar a história. Escolha a alternativa que representa um novo conceito de história, cuja contribuição do pensador dos Annales, Marc Bloch, esteja explicitada.
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Q1242232 História
Para a Escola Positivista, metódica, do final do século XIX, representada por autores como Leopold Von Ranke e Fustel de Coulanges, a história deveria se tornar uma ciência a partir de uma metodologia baseada nos seguintes princípios:
I- O conhecimento histórico deveria copiar o método objetivista das ciências naturais. II- Os historiadores deveriam buscar sempre a neutralidade, com o objetivo de encontrar uma única verdade para se narrar os eventos históricos. III- O melhor dos historiadores é aquele que menos se afasta dos textos.
É CORRETO o que se afirma em:
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Q1242226 História
Após a leitura da citação a seguir, extraída da obra Um Estranho em Goa do escritor angolano José Eduardo Agualusa (2010), assinale a alternativa que indica maior proximidade da citação com o conceito de tempo histórico reelaborado para o discurso historiográfico em contraposição ao discurso teórico do positivismo e pensamento metódico.
“Disse-me que dorme pouco, que quase não dorme, e que, para distrair, passa as noites a desenhar o que vê durante o dia. À noite reconstrói o dia.”
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Ano: 2019 Banca: IPEFAE Órgão: Prefeitura de Campos do Jordão - SP
Q1188503 História
"A história cultural, outrora uma Cinderela entre as disciplinas, desprezada por suas irmãs mais bem- sucedidas, foi redescoberta nos anos 1970 (...). Desde então vem desfrutando de uma renovação, sobretudo no mundo acadêmico - a história apresentada na televisão, pelo menos na Grã- Bretanha, continua sendo em sua maior parte militar, política e, em menor extensão, social. (...). O propósito deste livro é exatamente explicar não apenas a redescoberta, mas também o que é história cultural, ou melhor, o que os historiadores culturais fazem." Fonte: BURKE, Peter. O que é história cultural? Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005, p. 7.
Assinale a alternativa incorreta:
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Q1183931 História
O Brasil, após as eleições de 2018, continua produzindo relações de bipolaridade no âmbito do discurso, tanto nas redes sociais quanto nas figuras de representações políticas. Existem várias declarações que, para os historiadores e pesquisadores, não encontram respaldos historiográficos, tais como: “não houve ditatura no Brasil”, o “fascismo e o nazismo foram movimentos de esquerda”, “a esquerda brasileira quer reescrever a história”.  Considerando que o professor de história deve relacionar a história cotidiana com a historiografia vigente, proporcionando um olhar crítico entre a vertente historiográfica e o que está apenas no mundo ideológico, no senso comum, assinale a alternativa que NÃO apresenta sustentação historiográfica, na visão do historiador Boris Fausto. 
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Q1142192 História
Poucos historiadores hoje vivos são tão originais e poucos escrevem tão bem quanto ele e ainda menos compartilham de sua notável amplitude de interesses. Seu primeiro livro, Os andarilhos do bem: feitiçaria e cultos agrários nos séculos XVI e XVII (1966), publicado quando tinha 27 anos de idade, já foi um trabalho extremamente polêmico e inovador. Foi, no entanto, O queijo e os vermes: o cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela Inquisição (1976), o estudo da cosmologia de um moleiro do século XVI (também interrogado pela inquisição sob a acusação de heresia), que tornou esse historiador internacionalmente famoso.
Foi a partir dessa obra que, a despeito de seu horror por etiquetas, ele ficou conhecido como um dos líderes da chamada “micro-história”.

(Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke. As muitas faces da história. Nove entrevistas. Adaptado)

O excerto faz referência ao historiador
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Q1142189 História
Assim, alicerçaram-se nesse ambiente duas formulações assaz arraigadas no imaginário brasileiro contemporâneo sobre o passado do país. Primeiramente, o mito de que o português é um povo “burro”, de onde derivam as milhares de piadas e anedotas, nas quais sempre aparece um luso estúpido, de raciocínio pífio e ilógico, que tem comportamento desviante e que chega sempre a conclusões estapafúrdias e burlescas. A segunda formulação sintetiza-se no tradicional bordão repetido pelo senso comum: “se o Brasil tivesse sido colonizado pelos ingleses...”, com variações que substituem os ingleses por holandeses e por franceses.

[Eduardo França Paiva. De português a mestiço: o imaginário brasileiro sobre a colonização e sobre o Brasil. Em Lana Mara de Castro Siman e Thais Nívia de Lima e Fonseca (org). Inaugurando a História e construindo a nação. Discursos e imagens no ensino de História]

De acordo com o excerto, é correto afirmar que


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Q1142186 História
As mudanças têm sido importantes para fazer com que os alunos passem da análise, observação e descrição do documento para uma fase em que este sirva para introduzi-lo no método histórico. Outro aspecto a destacar é que tais mudanças podem levar à superação da compreensão do documento como prova do real, para entendê-lo como documento figurado, como ponto de partida do fazer histórico na sala de aula. Isso pode ajudar o aluno a desenvolver o espirito crítico, reduzir a intervenção do professor, e diminuir a distância entre a história que se ensina e a história que se escreve.

[Maria Auxiliadora Schmidt. A formação do professor de História e o cotidiano da sala de aula. Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula]

De acordo com o excerto em destaque, é correto afirmar que
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Q1142184 História
Podemos dizer que todos esses documentos são obras humanas, não sendo possível, segundo Bakhtin, lê-los ou compreendê-los como simples objetos ou coisas que exemplificam contextos. Nos documentos existem sujeitos que falam e que constroem sentidos específicos para a realidade retratada, através de estilos comuns às suas épocas, de formas, de contornos e de materialidades que são, simultaneamente, originais.

[Antonia Terra. História e dialogismo. Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula]

A partir do excerto e do artigo, é correto afirmar que
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Q1142180 História
A historiografia brasileira tradicional, pautada na concepção positivista, que privilegiou a ação dos “heróis nacionais”, em detrimento de outros sujeitos históricos, teve respaldo na política de preservação patrimonial em nosso país. Elegemos, no decorrer da História, os bens culturais representativos dos segmentos dominantes, sobretudo os ligados ao elemento de origem europeia, e relegamos ao esquecimento a contribuição de outros segmentos étnicos na formação da cultura brasileira.
[Ricardo Oriá. Memória e ensino de história. Em Circe Bittencourt (org). O saber histórico na sala de aula]

Segundo o fragmento citado, é correto afirmar que

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Q1136431 História
Em março de 1808, D. João e sua Corte desembarcavam no Rio de Janeiro e com sua transferência o Império Português passou a ser sediado na cidade maravilhosa. O governo de D. João foi responsável por importantes realizações, EXCETO a(o):
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Q1108123 História
[...] O anacronismo consiste em atribuir a determinadas sociedades do passado nossos próprios sentimentos ou razões, e assim interpretar suas ações; ou aplicar critérios e conceitos que foram elaborados para uma determinada época, em circunstâncias específicas, para outras épocas com características diferentes. BEZERRA, Holien Gonçalves. Ensino de História: conteúdos e conceitos básicos. In: KARNAL, Leandro. História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2007. p. 45.
Para evitar a construção de anacronismos, o professor deve
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Q1080295 História
Os sítios mais antigos que conhecemos são construções edificadas com valvas de moluscos, chamadas sambaquis; aparecem entre 7000 e 5000 anos atrás. Seus autores eram caçadores e pescadores que também coletavam mariscos. Instalavam-se geralmente em baías como as de Guanabara, Iguape, Paranaguá, Joinville, Laguna, no limite entre vários ambientes complementares (mar aberto, enseadas profundas, mangue) que forneciam, cada um, alimentos específicos e recursos em água, madeiras e rochas diferentes (PROUS, 2006). A Pré-História do Brasil compreende a existência de uma crescente variedade linguística, cultural e étnica, que acompanhou o crescimento demográfico das primeiras levas constituídas por poucas pessoas. Considere o período compreendido no texto e analise as afirmativas abaixo.
( ) Discute-se muito a existência de uma diferenciação social dos "sambaquianos". Como em qualquer sociedade, devia haver tarefas específicas de cada sexo. Por exemplo, a ossificação do ouvido interno observada nos esqueletos de sexo masculino, sugere que aos homens eram reservadas as tarefas que demandavam mergulho frequente. ( ) Os "homens dos sambaquis" tinham um aspecto físico bastante diferente da população de Lagoa Santa. Completamente mongolizados - como as populações indígenas modernas, possuíam crânios mais largos que os lagoassantenses. ( ) Uma única leva imigratória humana chegou à América há 70 mil anos e dela descendem as populações indígenas brasileiras atuais, incluindo os sambaquis.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
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Q1076418 História

Em 21 de março de 1916, era lançado na Bahia um requerimento ao presidente Venceslau Brás pedindo a abolição dos festejos de Tuiuti e Riachuelo. O texto do requerimento, aqui reproduzido em parte, é o seguinte:

Há mais de nove lustros que o Paraguai e o Brasil mantêm os mais amistosos desígnios nas suas relações internacionais. Relembrar, portanto, em meio de públicas solenidades os atos de guerra havidos entre os dois povos irmãos [...] ofende aos intuitos e destoa dos ditames de uma sã política racional orientada para a confraternização dos povos [...] E, considerando um nobilíssimo dever cívico render homenagens aos que no passado souberam amar e sentir a Pátria Brasileira, quer nos campos de batalha, quer nas outras esferas da atividade humana, pedimos designe o Governo da República um dia para que anualmente se prestem, em todos os recantos do País, públicos preitos de amor e gratidão aos que, na paz e na guerra, honraram o nome brasileiro. Para esse dia de culto cívico lembramos o 26 de janeiro, aniversário da “capitulação da Campina do Taborda”, glorioso epílogo da luta defensiva sustentada durante 24 anos, em prol da integridade do pátrio território, pelos guerreiros heroicos do indígena Felippe Camarão, do negro Henriques Dias e dos brancos André Vidal e Fernandes Vieira.

[Francisco Alambert, O Brasil no espelho do Paraguai. Em: Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias (1500-2000)]


O requerimento revela que seus autores objetivam

Alternativas
Q1076409 História
Historiador de muitos interesses, exímio na difícil arte de escrever em profundidade e num estilo claro, coloquial e concreto, [...] tem contribuído significativamente não só para a história do livro mas também para outros campos da história cultural. O grande massacre de gatos e outros episódios da história cultural francesa (1984) ilustra bem a variada gama de seus interesses e a clareza e o brilhantismo com que lida com temas tão diversos como o mundo mental dos camponeses e dos artesãos revoltosos de paris, dos famosos enciclopedistas, de um inspetor de polícia parisiense, de um burguês de Montpellier etc. (Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke, As muitas faces da história. Nove entrevistas) O excerto trata de
Alternativas
Respostas
1161: B
1162: D
1163: B
1164: E
1165: C
1166: A
1167: D
1168: A
1169: C
1170: D
1171: B
1172: D
1173: A
1174: E
1175: B
1176: D
1177: B
1178: D
1179: B
1180: E