Questões de Concurso
Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história
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Experiência e expectativa são duas categorias adequadas para nos ocuparmos com o tempo histórico, pois elas entrelaçam passado e futuro. São adequadas também para se tentar descobrir o tempo histórico, pois, enriquecidas em seu conteúdo, elas dirigem as ações concretas no movimento social e político.
Adaptado de Reinhart Koselleck. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto: PUC-Rio, 2006, p. 308.
Com base nessa perspectiva teórica, assinale a afirmativa que interpreta corretamente a concepção de tempo histórico.
Com base na periodização tradicional da Idade Antiga, assinale a alternativa correta:
Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa correta:
Com base nessa concepção, assinale a alternativa correta:
I- No século XVI, início do processo de colonização, só há registros de duas ordens religiosas, os franciscanos e os jesuítas, destacando o trabalho dos inacianos com a catequese dos povos originários.
II- Os primeiros religiosos a desembarcar na América portuguesa foram os jesuítas, que tiveram um papel relevante no processo educacional da colônia – fundando escolas e trabalhando nas reduções com o objetivo de “civilizar” os povos nativos.
III- Muitos dos elementos rituais que se encontram no candomblé baiano e xangôs do Nordeste já estavam presentes nesses rituais, na América portuguesa: o emprego de galos e galinhas nos sacrifícios de animais, a predominância feminina, o destaque de uma das dançantes identificada ao líder cerimonial, a possessão e o transe ao som de atabaques.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Na década de 1990, tanto os campos da história social do trabalho quanto da história social da escravidão, ainda muito definidos por uma abordagem de influência marxista, foram confrontados com outras identidades, além das de classe.
II- Pensar as identidades de gênero como problema político também permite estudar sob nova perspectiva os movimentos sociais organizados, possibilitando superar a dicotomia entre público e privado.
III- O tema dos movimentos sociais como objeto de pesquisa no Brasil desenvolveu-se no bojo de uma nova cultura histórica formada a partir de 1929, com o advento da Escola dos Annales, na França, e da época getulista.
É CORRETO o que se afirma em:
Nesse contexto, as fontes históricas podem ser compreendidas como:
Nesse sentido, qual das alternativas justifica CORRETAMENTE o contexto?
I- A Nova História Política passou a abrir um espaço correspondente para uma “História vista de baixo”, ora preocupada com as grandes massas anônimas, ora preocupada com o indivíduo comum, e que por isso mesmo pode se mostrar como portadora de indícios que dizem respeito ao social mais amplo.
II- As fontes da História Social são de inúmeras modalidades e podem ser utilizadas tanto em trabalhos de pesquisa quanto no exercício docente. Sua escolha será orientada pelo problema histórico a ser definido e investigado pelo historiador ou pelo eixo articulador que motiva a elaboração de um plano de aula.
III- A Nova História Política se assemelha àquela produzida no século XIX, por se preocupar exclusivamente com os macropoderes e os grandes Estados.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Fonte: B URKE , Peter. O que é História Cultural . Tradução de Sérgio Goes de Paula. Rio de Janeiro: Jorge Zarah, 2005.
Nesse contexto, analise as proposições a seguir.
I- Um dos aspectos mais característicos da prática da História Cultural entre as décadas de 1960 e 1990 foi a virada em direção à Antropologia, e essa prática limitou-se ao exercício dos historiadores da cultura, que foram bastante criticados por todos aqueles que faziam uma História econômica.
II- A década de 1970 foi marcada pela definição de um novo gênero histórico, a Micro-História, destacando-se historiadores como Carlo Ginzburg e Giovanni Levi.
III- A Micro-História caracterizava-se pela visão triunfalista e destacava-se pela narrativa grandiosa, como está presente na obra clássica de Carlo Ginzburg, O queijo e os vermes .
É CORRETO o que se afirma apenas em:
A respeito do tal prisma, e à luz das novas abordagens conceituais e metodológicas no campo da produção e da metodologia historiográfica, é plausível ratificar que:
A temporalidade histórica constitui um dos eixos estruturantes da epistemologia da História, definindo a forma como o historiador concebe, organiza e interpreta as experiências humanas no tempo. Acerca desse assunto, analise as afirmativas abaixo.
I. Do ponto de vista teórico, a temporalidade histórica rompe com a ideia de um tempo linear e progressivo. A historiografia contemporânea, sobretudo no âmbito da Escola Marxista, passou a compreender os fenômenos históricos a partir da noção de múltiplas durações, articulando permanências, rupturas, acelerações e continuidades.
II. Diferentemente da noção de tempo cronológico, homogêneo e mensurável, herdada das ciências naturais, a temporalidade histórica é qualitativa, plural e socialmente construída, sendo inseparável das representações, práticas e estruturas que conformam as sociedades ao longo do processo histórico.
III. Do ponto de vista metodológico, trabalhar com a temporalidade histórica implica reconhecer que diferentes sujeitos e grupos sociais experienciam o tempo de maneira desigual. Classes sociais, comunidades tradicionais, povos indígenas, grupos urbanos ou rurais constroem regimes temporais específicos, que influenciam práticas econômicas, formas de sociabilidade, rituais e concepções de futuro.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) afirmativa(s):
I. A história do Brasil precisa necessariamente ser e estar integrada à história mundial para que seja entendida em suas articulações com a história em escala mais ampla e em sua participação nela.
II. Essa integração pressupõe que a História mundial não pode estar limitada ao conhecimento sobre a história do mundo, que na realidade é a história da Europa. Não se trata de negar a importância e o legado da Europa para a nossa história; trata-se antes, de não omitir outras histórias de nossas heranças americanas e africanas.
I. O fortalecimento do espírito nacionalista foi um fenômeno exclusivo do Brasil, sem relação com processos semelhantes ocorridos em outros países.
II. As “tradições inventadas” deveriam ser compartilhadas por todos os brasileiros, das quais deveria emergir o sentimento patriótico.
III. A História tinha como missão ensinar as “tradições nacionais” e despertar o patriotismo.
Está CORRETO o que se afirma em:
O que faz sentido pensar historicamente, por que faz sentido pensar isso ou aquilo, para que apreender, entender, atribuir sentido a gentes e a grupos, a tempos e a episódios? A cada tempo sua intriga desafiadora. A cada quotidiano pertence uma nova bateria de questões ou a revisão de questões não raro múltiplas vezes tratadas. E a todas elaboram-se respostas ao sabor do tempo presente. Não me parece que as narrativas históricas sejam quaisquer, já que revestidas da confiabilidade metódica.
MARTINS, Estevão C. de Rezende. História: por quê? Para quê? In: AVELAR, Alexandre de Sá (org.). História para quê? Para quem? 1. ed. Teresina: Cancioneiro, 2024, p. 15.
A concepção de história presente na citação compreende o passado como