Questões de Concurso Sobre fundamentos da história : tempo, memória e cultura em história

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Q3997801 História
Leia o trecho a seguir a respeito do tempo histórico.

Experiência e expectativa são duas categorias adequadas para nos ocuparmos com o tempo histórico, pois elas entrelaçam passado e futuro. São adequadas também para se tentar descobrir o tempo histórico, pois, enriquecidas em seu conteúdo, elas dirigem as ações concretas no movimento social e político.

Adaptado de Reinhart Koselleck. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto: PUC-Rio, 2006, p. 308.

Com base nessa perspectiva teórica, assinale a afirmativa que interpreta corretamente a concepção de tempo histórico.
Alternativas
Q3995297 História
A periodização histórica é uma construção elaborada pelos historiadores para organizar o estudo do passado humano.

Com base na periodização tradicional da Idade Antiga, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3995292 História
No exercício do ofício do historiador, diferentes correntes historiográficas contribuíram para ampliar as formas de compreender o passado, valorizando novos objetos, sujeitos e fontes históricas.

Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3995291 História
A História é uma ciência que se ocupa da análise das ações humanas no tempo, sendo construída a partir da interpretação crítica de fontes históricas, as quais podem assumir diferentes naturezas, como documentos escritos, vestígios materiais e relatos orais.

Com base nessa concepção, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3993488 História
Tendo como premissa as religiosidades nos primeiros séculos da História do Brasil, analise as assertivas a seguir.
I- No século XVI, início do processo de colonização, só há registros de duas ordens religiosas, os franciscanos e os jesuítas, destacando o trabalho dos inacianos com a catequese dos povos originários.
II- Os primeiros religiosos a desembarcar na América portuguesa foram os jesuítas, que tiveram um papel relevante no processo educacional da colônia – fundando escolas e trabalhando nas reduções com o objetivo de “civilizar” os povos nativos.
III- Muitos dos elementos rituais que se encontram no candomblé baiano e xangôs do Nordeste já estavam presentes nesses rituais, na América portuguesa: o emprego de galos e galinhas nos sacrifícios de animais, a predominância feminina, o destaque de uma das dançantes identificada ao líder cerimonial, a possessão e o transe ao som de atabaques.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3993482 História
Considerando o tema História e os movimentos sociais, analise as afirmativas a seguir.
I- Na década de 1990, tanto os campos da história social do trabalho quanto da história social da escravidão, ainda muito definidos por uma abordagem de influência marxista, foram confrontados com outras identidades, além das de classe.
II- Pensar as identidades de gênero como problema político também permite estudar sob nova perspectiva os movimentos sociais organizados, possibilitando superar a dicotomia entre público e privado.
III- O tema dos movimentos sociais como objeto de pesquisa no Brasil desenvolveu-se no bojo de uma nova cultura histórica formada a partir de 1929, com o advento da Escola dos Annales, na França, e da época getulista.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3989350 História
O campo historiográfico que investiga as formas de representação, práticas simbólicas e sistemas de significados produzidos por grupos sociais em diferentes contextos históricos, analisando como constroem sentidos sobre o mundo, deve ser conceituado como:  
Alternativas
Q3989347 História
“Foi, porém, a partir dos anos 1960 que intelectuais nacionalistas e de esquerda do Rio da Prata promoveram Solano López a líder anti-imperialista. Esse revisionismo que, com o tempo, descambou para posturas populistas, apresenta o Paraguai pré-guerra como um país progressista, onde o Estado teria proporcionado a modernização do país e o bem-estar de sua população, fugindo à inserção na economia capitalista e à subordinação à Inglaterra. Por essa explicação, Brasil e Argentina teriam sido manipulados por interesses britânicos para aniquilar o desenvolvimento autônomo paraguaio.”

DORATIOTO, Francisco. Maldita Guerra: nova história
da Guerra do Paraguai. São Paulo: Companhia das
Letras, 2002. p. 19
A obra cujo excerto foi retirado não se presta a criticar qualquer vertente historiográfica. Todavia, a posição historiográfica apontada no trecho e que, segundo o autor, não alcança uma explicação plausível para a ocorrência do conflito pode ser associada ao seguinte termo: 
Alternativas
Q3979455 História
O conhecimento histórico é construído a partir da análise e interpretação de diferentes vestígios deixados pelas sociedades humanas ao longo do tempo. Nesse processo, o historiador utiliza fontes diversas para compreender os acontecimentos, os modos de vida e as transformações ocorridas nas diferentes épocas.

Nesse contexto, as fontes históricas podem ser compreendidas como: 
Alternativas
Q3953422 História
A noção de cidadania assumiu significados distintos conforme contextos históricos, formas de organização política e conflitos sociais. Sua construção esteve associada a disputas em torno da inclusão e da exclusão de grupos sociais. A ampliação de direitos não ocorreu de forma linear nem homogênea. A análise histórica permite compreender seus limites estruturais.
Nesse sentido, qual das alternativas justifica CORRETAMENTE o contexto?
Alternativas
Q3946541 História
Considerando a temática História Política e História Social, analise as proposições a seguir.
I-  A Nova História Política passou a abrir um espaço correspondente para uma “História vista de baixo”, ora preocupada com as grandes massas anônimas, ora preocupada com o indivíduo comum, e que por isso mesmo pode se mostrar como portadora de indícios que dizem respeito ao social mais amplo.
II- As fontes da História Social são de inúmeras modalidades e podem ser utilizadas tanto em trabalhos de pesquisa quanto no exercício docente. Sua escolha será orientada pelo problema histórico a ser definido e investigado pelo historiador ou pelo eixo articulador que motiva a elaboração de um plano de aula.
III- A Nova História Política se assemelha àquela produzida no século XIX, por se preocupar exclusivamente com os macropoderes e os grandes Estados.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3946537 História
“Um dos aspectos mais característicos da prática da história cultural entre as décadas de 1960 e 1990 foi a virada em direção à antropologia” (Burke, 2005, p. 44).
Fonte: B URKE , Peter. O que é História Cultural . Tradução de Sérgio Goes de Paula. Rio de Janeiro: Jorge Zarah, 2005.

Nesse contexto, analise as proposições a seguir.
I-  Um dos aspectos mais característicos da prática da História Cultural entre as décadas de 1960 e 1990 foi a virada em direção à Antropologia, e essa prática limitou-se ao exercício dos historiadores da cultura, que foram bastante criticados por todos aqueles que faziam uma História econômica.
II-  A década de 1970 foi marcada pela definição de um novo gênero histórico, a Micro-História, destacando-se historiadores como Carlo Ginzburg e Giovanni Levi.
III- A Micro-História caracterizava-se pela visão triunfalista e destacava-se pela narrativa grandiosa, como está presente na obra clássica de Carlo Ginzburg, O queijo e os vermes .

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3944698 História
Entre as atribuições precípuas da História figura a prerrogativa de resgatar da voragem do esquecimento aquilo que, não fosse o labor historiográfico, sucumbiria à obscuridade do tempo, viabilizando, desse modo, a transmissão intergeracional do saber pretérito. Nessa esteira interpretativa, a denominada História Cultural, conforme postulam Jean-Pierre Rioux e Jean-François Sirinelli, consubstancia-se como o campo que “fixa o estudo das formas de representações do mundo no seio de um grupo cuja natureza pode variar” (p. 20, 1998), problematizando o passado mediante a análise das estruturas simbólicas, dos sentidos socialmente partilhados e das sensibilidades que conformam o conhecimento humano, manifestadas em emoções e percepções coletivas.
A respeito do tal prisma, e à luz das novas abordagens conceituais e metodológicas no campo da produção e da metodologia historiográfica, é plausível ratificar que:
Alternativas
Q3939006 História

A temporalidade histórica constitui um dos eixos estruturantes da epistemologia da História, definindo a forma como o historiador concebe, organiza e interpreta as experiências humanas no tempo. Acerca desse assunto, analise as afirmativas abaixo.


I. Do ponto de vista teórico, a temporalidade histórica rompe com a ideia de um tempo linear e progressivo. A historiografia contemporânea, sobretudo no âmbito da Escola Marxista, passou a compreender os fenômenos históricos a partir da noção de múltiplas durações, articulando permanências, rupturas, acelerações e continuidades.

II. Diferentemente da noção de tempo cronológico, homogêneo e mensurável, herdada das ciências naturais, a temporalidade histórica é qualitativa, plural e socialmente construída, sendo inseparável das representações, práticas e estruturas que conformam as sociedades ao longo do processo histórico.

III. Do ponto de vista metodológico, trabalhar com a temporalidade histórica implica reconhecer que diferentes sujeitos e grupos sociais experienciam o tempo de maneira desigual. Classes sociais, comunidades tradicionais, povos indígenas, grupos urbanos ou rurais constroem regimes temporais específicos, que influenciam práticas econômicas, formas de sociabilidade, rituais e concepções de futuro.


Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) afirmativa(s): 

Alternativas
Q3924785 História
Situação hipotética: Um historiador encontra uma carta pessoal de um barão do café do século XIX na qual ele defende a abolição da escravidão. Assertiva: Para analisar criticamente essa fonte, o historiador deve considerá-la como prova definitiva de que toda a elite cafeicultora era abolicionista.
Alternativas
Q3919360 História
A escola histórica social inglesa consolidou-se como uma vertente crítica às interpretações economicistas e às leituras teleológicas da história social, propondo uma abordagem atenta às experiências vividas, às práticas culturais e aos conflitos sociais. Nesse campo, a obra de E. P. Thompson (2012) ocupa lugar central ao redefinir a noção de classe e o papel da experiência histórica na constituição dos sujeitos sociais. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa que expressa de forma mais precisa a concepção thompsoniana de classe social e sua implicação metodológica para a escrita da história. 
Alternativas
Q3869316 História
No ensino de História mundial, a superação de abordagens tradicionais exige a ampliação das escalas de análise e a integração de diferentes experiências históricas, evitando visões restritas e hierarquizadas do passado. Considerando essa perspectiva, analise as asserções a seguir e, posteriormente, assinale a alternativa correta.

I. A história do Brasil precisa necessariamente ser e estar integrada à história mundial para que seja entendida em suas articulações com a história em escala mais ampla e em sua participação nela.
II. Essa integração pressupõe que a História mundial não pode estar limitada ao conhecimento sobre a história do mundo, que na realidade é a história da Europa. Não se trata de negar a importância e o legado da Europa para a nossa história; trata-se antes, de não omitir outras histórias de nossas heranças americanas e africanas. 
Alternativas
Q3869310 História
No processo de construção da identidade social e cultural brasileira, a escola desempenhou papel central na difusão de valores e símbolos associados à ideia de nação. Considerando esse contexto histórico, analise os itens abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O fortalecimento do espírito nacionalista foi um fenômeno exclusivo do Brasil, sem relação com processos semelhantes ocorridos em outros países.
II. As “tradições inventadas” deveriam ser compartilhadas por todos os brasileiros, das quais deveria emergir o sentimento patriótico.
III. A História tinha como missão ensinar as “tradições nacionais” e despertar o patriotismo.

Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3866412 História
Leia o texto a seguir.

O que faz sentido pensar historicamente, por que faz sentido pensar isso ou aquilo, para que apreender, entender, atribuir sentido a gentes e a grupos, a tempos e a episódios? A cada tempo sua intriga desafiadora. A cada quotidiano pertence uma nova bateria de questões ou a revisão de questões não raro múltiplas vezes tratadas. E a todas elaboram-se respostas ao sabor do tempo presente. Não me parece que as narrativas históricas sejam quaisquer, já que revestidas da confiabilidade metódica.
MARTINS, Estevão C. de Rezende. História: por quê? Para quê? In: AVELAR, Alexandre de Sá (org.). História para quê? Para quem? 1. ed. Teresina: Cancioneiro, 2024, p. 15.

A concepção de história presente na citação compreende o passado como
Alternativas
Q3861421 História
As fontes orais são consideradas, em sua totalidade, menos confiáveis do que as fontes escritas, uma vez que a memória é suscetível a distorções e influências temporais, o que as impede de serem utilizadas como base para a construção do conhecimento histórico escolar.
Alternativas
Respostas
21: B
22: B
23: D
24: C
25: A
26: A
27: A
28: B
29: A
30: C
31: A
32: A
33: D
34: C
35: E
36: C
37: B
38: C
39: A
40: E