Questões de Concurso
Sobre geografia cultural em geografia
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[...] Geografia e Religião, são, em primeiro lugar, duas práticas sociais. [..] Ambas se encontram através da dimensão espacial, uma porque analisa o espaço, a outra porque, como fenômeno cultural, ocorre espacialmente.
(ROSENDAHL, Z. Espaço e Religião: uma abordagem geográfica. Rio de Janeiro: URRJ,NEPEC,1996.)
Sobre o assunto, analise as assertivas.
I - A leitura dos bens simbólicos pode ser realizada no que se refere à capacidade que a instituição religiosa tem de atender a demanda dos devotos na oferta de bens por intermédio da rede de distribuição, envolvendo diversos agentes sociais, assim a dimensão espacial alia-se à dimensão econômica do espaço.
II - Os meios de produção dos bens e serviços de natureza simbólica, abrangendo a produção religiosa, tendem a ser acumulados e concentrados nas mãos de um grupo de administradores do sagrado. Desta maneira, o capital religioso é um instrumento de poder dos detentores da produção e reprodução do espaço geográfico.
III - O espaço sagrado e o espaço profano estão desvinculados e remetem às diferenças vividas pelo homem religioso no cotidiano material da vida moderna em que as relações de poder hierárquico de uma comunidade sobre outra no território resultam em inclusão social.
IV - Os padrões de transformações impostas pelas atividades religiosas, sua maior ou menor impressão no espaço, estão fortemente relacionados com os aspectos culturais da comunidade, de tal modo que o espaço pode ser percebido de acordo com os valores simbólicos ali representados.
Está correto o que se afirma em
A coluna da esquerda apresenta nomes de correntes do Pensamento Geográfico e a da direita, características de cada uma. Numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.
1 - Possibilista
2 - Determinista
3 - Pragmática
4 - Crítica
( ) Teve no alemão Friedrich Ratzel, fundador da Geografia Humana, seu mais conhecido propagador. Ele defendia que o ser humano é condicionado pelo ambiente físico em que vive, assim a natureza impõe as condições para a sobrevivência dos seres humanos.
( ) Associado à obra do francês Paul Vidal de la Blache, tal escola postula que é o ser humano quem molda o espaço em que vive. O ambiente físico provê inúmeras possibilidades para que os indivíduos gerem condições adequadas para adaptá-lo às suas necessidades e exigências.
( ) Seus pressupostos buscam a renovação metodológica, com a intenção de criar uma tecnologia a serviço das novas tarefas impostas pelo planejamento do espaço geográfico.
( ) Manifesta-se numa postura de oposição a uma realidade social e espacial injusta e contraditória, assim, é uma unidade de propósito dada pelo posicionamento social, pela concepção de ciência como momento da práxis, por uma aceitação plena e explícita do conteúdo político do discurso geográfico.
Assinale a sequência correta.

Revista de Estudos Avançados USP, São Paulo, IEA – USP, vol. 11, n.31, p.62, set-dez, 1997.
Esse mapa representa
“Segundo as OCEM, um professor(a) que queira estimular _____ de seus alunos, deverá desenvolver trabalhos que estimulem a capacidade de identificar as contradições que se manifestam espacialmente, decorrentes dos processos produtivos e de consumo.”
Assinale a opção que completa corretamente a lacuna do fragmento acima.
Como ciência social, a Geografia tem como objeto de estudo a sociedade que, no entanto, é objetivada via cinco conceitos-chave, que guardam entre si forte grau de parentesco, pois todos se referem à ação humana modelando a superfície terrestre: paisagem, região, espaço, lugar e território.
Castro, Iná E Castro et al. Geografia:
Conceitos e temas. Bertrand do Brasil.
Acerca dos conceitos referidos no texto acima, assinale a opção
correta.

Além da capital do estado amazonense, o mapa registra
importante centro cultural, que é a cidade de
RELPH, E. Reflexões sobre a emergência, aspectos e essência de lugar. In: Marandola Jr., E. et al (Org.). Qual o espaço do lugar? São Paulo: Perspectiva, 2012, p. 30.
No texto acima, o lugar é conceituado especificamente dentro de uma abordagem
COSGROVE, D. A geografia está em toda parte: cultura e simbolismo nas paisagens humanas. In: Corrêa, R. e Rosendhal, Z. (Org.).Paisagem, tempo e cultura. Rio de Janeiro: EDUERJ, 1998. Adaptado.
Nessa abordagem da geografia cultural, o tipo mencionado acima é denominado paisagem
RICKLEFS, R. A economia da natureza. Rio de Janeiro:Guanabara Koogan, 2003, p. 371. Adaptado.
Do ponto de vista acima, as fronteiras dessas comunidades são denominadas

Com relação aos assuntos abordados no texto acima, julgue os itens seguintes.
Sertão das águas (fragmentos)
Milton NascimentoVem e me abraça me leva pra beira do igarapé, mapas escorrem das mãos .......................................
remansos e correnteza. Sertão das Águas, ............................
pode chover se quiser. ..................................
sertão veredas do Grão-Pará. Sertão canoa das populações ribeirinhas que vivem dos frutos da mata e que não podem a floresta ver destruída. Não venha o fogo queimar, nem trator correr, arrastar pra que a vida queira pulsar e correr.
O grito dessas pessoas no fundo dos seringais, devia ser escutado em Beléns e Manais. ..................................
O poema acima expressa um protesto veemente contra a destruição da Amazônia. A partir da interpretação do mesmo e dos seus conhecimentos geográficos, considera-se uma verdade sobre este fato:
Os livros didáticos muitas vezes apresentam o Nordeste brasileiro como uma região de “perdas” e de eternos problemas climáticos. Ainda que essa afirmação seja válida para identificar algumas questões socioespaciais e econômicas nordestinas, a diversidade socioeconômica e geográfica da região indica outros aspectos importantes do quadro regional, como é o caso do(da, dos)
“A indústria do turismo transforma tudo o que toca em artificial, cria um mundo fictício e mistificado de lazer, ilusório, onde o espaço se transforma em cenário para o "espetáculo", para uma multidão amorfa mediante a criação de uma série de atividades que conduzem à passividade, produzindo apenas a ilusão da evasão, e, desse modo, o real é metamorfoseado, transfigurado, para seduzir e fascinar. Aqui, o sujeito se entrega às manipulações, desfrutando a própria alienação e a dos outros. O espaço produzido pela indústria do turismo perde o sentido, é o presente sem espessura, quer dizer, sem história, sem identidade; nesse sentido, é o espaço do vazio.” (YÁZIGI, Eduardo; CARLOS, Ana Fani Alessandri; CÁSSIA, Rita de; CRUZ, Ariza da. (orgs.), p. 25-39, 1999.) O texto acima faz referência a um
O sertão retratado por Guimarães Rosa na obra “Grande Sertão: Veredas" mantém a dimensão complexa e migrante do termo. Grande, fugidio e “sem lugar", é fortemente marcado pela geografia e clima do cerrado, pela bacia do Rio São Francisco, pelo tráfego intenso de tropeiros e pelo apogeu e declínio da jagunçagem, entre o fim do século dezenove e o início do século vinte.
(Adaptado de http://www.revistasagarana.com.br/revista30/grandesertao.htm)
Na perspectiva da Geografia, a obra de Guimarães Rosa, embora literária, pode ser entendida como uma forma de