Questões de Concurso
Sobre ventilação mecânica em fisioterapia
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Uma paciente de cinquenta e oito anos de idade foi internada em UTI com quadro de infecção respiratória pós-aspiração.A paciente já apresentava diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), estabelecido havia 4 anos, e vem utilizando, nos últimos 2 anos, suporte ventilatório não invasivo (dispositivo de suporte à vida, Bilevel, em modo S/T, sendo IPAP = 14 cmH2O e EPAP = 6 cmH2O) apenas durante o sono. Exame de imagem pós-admissão em UTI evidenciou aspiração maciça comprometendo a base e a porção média do pulmão direito, o que motivou a intubação oro-traqueal com suporte ventilatório invasivo e sedação da paciente. Após 72 h de intubação e redução da sedação, a equipe achou por bem evoluir a paciente para modo ventilatório mandatório intermitente sincronizado, associado à pressão de suporte. A partir dessa nova modalidade ventilatória, a paciente passou a apresentar o seguinte gráfico do suporte ventilatório.

Uma possível resolução das assincronias apontadas no gráfico pode ser obtida ajustando-se a sensibilidade de disparo do suporte ventilatório, de forma que o ventilador fique o mais sensível possível, tendo apenas o cuidado de se evitar o autodisparo.
Uma paciente de cinquenta e oito anos de idade foi internada em UTI com quadro de infecção respiratória pós-aspiração.A paciente já apresentava diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), estabelecido havia 4 anos, e vem utilizando, nos últimos 2 anos, suporte ventilatório não invasivo (dispositivo de suporte à vida, Bilevel, em modo S/T, sendo IPAP = 14 cmH2O e EPAP = 6 cmH2O) apenas durante o sono. Exame de imagem pós-admissão em UTI evidenciou aspiração maciça comprometendo a base e a porção média do pulmão direito, o que motivou a intubação oro-traqueal com suporte ventilatório invasivo e sedação da paciente. Após 72 h de intubação e redução da sedação, a equipe achou por bem evoluir a paciente para modo ventilatório mandatório intermitente sincronizado, associado à pressão de suporte. A partir dessa nova modalidade ventilatória, a paciente passou a apresentar o seguinte gráfico do suporte ventilatório.

Considerando que a paciente tenha apresentado, no quinto dia de internação na UTI, valores de pico de fluxo de tosse de 160 L/min, então, nesse caso, deve-se indicar terapia de higiene brônquica por meio de máquina da tosse.
Caso tenha sido utilizado suporte ventilatório não invasivo e, ao final de duas horas deste suporte, o paciente tenha apresentado frequência respiratória de 28 incursões por minuto, e os seguintes parâmetros relativos à gasometria arterial: pH = 7,3; PaCO2 = 68 mmHg; PaO2 = 55 mmHg; HCO3 = 29 mMol/L e BE = 3 mMol/L, justifica-se a necessidade de manutenção do suporte ventilatório não invasivo, sendo essa a terapia referendada para resolução desses quadros de exacerbação da DPOC.
O treino dos músculos inspiratórios, que pode ser feito, por exemplo, com uso do threshold ou pelo eventual ajuste da sensibilidade do disparo no ventilador, está perfeitamente justificado nesse caso, tendo em vista o valor de PImáx apresentado.
Com os parâmetros apresentados pelo paciente na admissão, a terapêutica inicial de abordagem deveria ter sido suporte ventilatório invasivo com dois níveis de pressão, iniciando com Vt de 6 mL/kg a 8 mL/kg de peso ideal e PEEP em torno de 6 cmH2O.
Julgue o item subsecutivo, referentes à ventilação mecânica.
No modo ventilatório pressão de suporte, o tempo inspiratório
depende do esforço e da mecânica respiratória do paciente,
assim o término do ciclo ocorrerá por um valor fixo ou pela
porcentagem da pressão inicial.
Julgue o item subsecutivo, referentes à ventilação mecânica.
A ciclagem tardia é feita no modo volume controlado quando
se prolonga o tempo inspiratório pelo ajuste de volume
corrente baixo, fluxo inspiratório alto e desuso de pausa
inspiratória de forma inadequada.
Julgue o item subsecutivo, referentes à ventilação mecânica.
A assincronia de disparo pode ser evitada com o disparo mais
sensível, tomando-se a precaução de impedir o autodisparo e,
se possível, de modificar o tipo de disparo de pressão para
fluxo.
Julgue o item subsecutivo, referentes à ventilação mecânica.
Durante o esforço inspiratório no modo ventilatório volume
controlado, o fluxo e o volume permanecem fixos, suprindo a
demanda ventilatória do paciente.
Julgue o item subsecutivo, referentes à ventilação mecânica.
O modo ventilatório de pressão controlada é ciclado a tempo,
limitado à pressão, com onda de pressão constante e fluxo livre
desacelerado.
O tempo necessário para que o pulmão exale todo o volume de ar inspirado corresponde à constante de tempo do sistema respiratório, que é determinada pelo produto da resistência pela complacência dinâmica.
Considerando esse caso clínico, julgue o item a seguir.
Nesse paciente, a complacência estática (Csr) é de 16,66 cmH2O/L/s.
Em relação à regulagem inicial do ventilador mecânico invasivo e à utilização de modos ventilatórios convencionais, descritos nas Diretrizes Brasileiras de Ventilação Mecânica (2013), analise as afirmativas.
I - O uso do modo SIMV é recomendado, pois essa modalidade permite a associação de ciclos controlados, assistidos e espontâneos dentro de uma mesma janela de tempo.
II - Os ajustes da frequência respiratória controlada inicial e do fluxo ou tempo inspiratório devem manter, inicialmente, a relação I:E em 1:2 ou 1:3.
III - O volume corrente deve ser ajustado em 6 mL/kg/peso predito inicialmente, sendo reavaliado de acordo com o quadro clínico do paciente.
IV - Na modalidade PCV, o volume corrente é variável e consequente da variação da pressão administrada e da mecânica respiratória do paciente; nesse modo, o fluxo é constante e o tempo inspiratório variável, sendo ciclado à pressão.
Estão corretas as afirmativas
No que concerne à estratégia ventilatória ao paciente com lesão cerebral aguda, julgue o item a seguir.
O CO2 provoca vasodilatação cerebral, por isso há uma forte recomendação de hiperventilação profilática, PaCO2 < 35 mmHg, a fim de reduzir o risco da herniação cerebral.
No que se refere a assistência ventilatória mecânica e a sua relação com a força muscular, julgue o item que se segue.
A ventilação mecânica favorece a perda da massa muscular
diafragmática
No que se refere a assistência ventilatória mecânica e a sua relação com a força muscular, julgue o item que se segue.
Em pacientes críticos, a eletroestimulação neuromuscular
(EENM) melhora a força muscular periférica e reduz o risco da
paresia adquirida na UTI.