O acidente vascular encefálico (AVE) ou acidente vascular cerebral (AVC) é definido como uma disfunção
irreversível de uma área do encéfalo pela falta de suprimento sanguíneo que persiste por um período de pelo menos
24 horas, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS). O AVE pode ser classificado segundo sua etiologia,
como isquêmico ou hemorrágico. É importante salientar que 70% dos AVE correspondem aos AVE isquêmicos e
que, entre os 30% que correspondem aos AVE hemorrágicos, a maior parte consiste em casos de hemorragia
parenquimatosa. A manifestação clínica do AVE isquêmico depende da área encefálica que sofre a injúria. Uma
forma muito interessante de compreender isso é conhecer as principais artérias cerebrais e quais áreas corticais são
irrigadas por elas. A oclusão dessas artérias leva a síndromes isquêmicas conforme o território de irrigação arterial
do encéfalo. Ao se avaliar um paciente que apresenta paresia ou plegia do membro inferior, hipoestesia do membro
inferior, alterações de atenção e de comportamento, mutismo e sinal de Babinsk, pode-se afirmar que a oclusão
ocorreu na artéria