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Q3575287 Fisioterapia
A asma brônquica é caracterizada por ataques agudos de dispneia, induzidos por diversos fatores ou por exercícios físicos, acompanhados de sinais clínicos de broncobstrução, parciais ou totalmente reversíveis no intervalo entre dois ataques ou crises. O sintoma mais relevante e que mais caracteriza a asma brônquica é o broncoespasmo. A fisioterapia é essencial para a reabilitação funcional respiratória do paciente asmático e pode utilizar técnicas e exercícios variados. Sobre essas técnicas, exercícios e suas indicações, pode-se afirmar que: 
Alternativas

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Tema central: Reabilitação em asma brônquica, com foco em cinesioterapia respiratória para reduzir a dificuldade expiratória e a hiperinsuflação dinâmica (aprisionamento aéreo) decorrentes do broncoespasmo, edema e muco. Em asma, a limitação do fluxo é predominantemente expiratória e reversível (GINA 2024; SBPT Asma).

Alternativa correta: E – O objetivo da cinesioterapia no asmático é otimizar a mecânica ventilatória e minimizar a dificuldade expiratória, reduzindo a hiperinsuflação reversível. Estratégias como expiração lenta e prolongada com freno labial, controle ventilatório, postura em tripé, mobilização da caixa torácica e treino aeróbico ajudam a diminuir o volume pulmonar ao final da expiração (EELV), melhorando a dispneia e o trabalho respiratório (UpToDate; SBPT Reabilitação). Isso está alinhado com a fisiopatologia da asma e com recomendações de reabilitação respiratória.

Análise das incorretas

A) Mobilização da caixa torácica não visa “restringir” o diafragma. Pelo contrário, busca aumentar a mobilidade torácica, melhorar a excursão costal e a sinergia diafragma–intercostais, facilitando a ventilação e a eliminação de aprisionamento aéreo. Restringir a elasticidade diafragmática seria contraproducente.

B) O foco da reabilitação não é “aumentar o volume de reserva expiratório (ERV) ao final da expiração forçada”. Forçar expirações pode acentuar o colapso de vias aéreas pequenas. O alvo é reduzir a hiperinsuflação dinâmica e a dificuldade expiratória em repouso e esforço, usando expiração controlada, não manobras de esforço máximo (GINA; SBPT).

C) “Insuflação lenta” para reduzir o volume corrente e “controlar broncoespasmo” na crise aguda é incoerente. Na exacerbação, o tratamento de escolha é broncodilatador inalatório e corticosteroide; exercícios inspiratórios profundos podem agravar a hiperinsuflação e não controlam o broncoespasmo. A ênfase fisioterápica é na expiração prolongada e no posicionamento (GINA 2024; UpToDate).

D) Treinar intercostais para “controlar a dispneia” é restrito e pouco específico. O controle de dispneia em asmáticos crônicos decorre mais de recondicionamento aeróbico, técnicas de respiração e, quando indicado, treino da musculatura inspiratória. Fortalecer isoladamente intercostais não aborda a limitação expiratória nem a hiperinsuflação (ATS/ERS; SBPT).

Dicas de prova: Procure termos-chave como “dificuldade expiratória”, “hiperinsuflação reversível” e “controle ventilatório”. Desconfie de propostas que: (1) priorizam inspirações profundas em crise; (2) focam em força máxima ou expiração forçada; (3) falam em “restringir” o diafragma.

Referências rápidas: GINA 2024–2025 (asma: fisiopatologia e manejo); SBPT Diretrizes de Asma e Reabilitação; UpToDate (Dynamic hyperinflation; Breathing strategies in asthma); ATS/ERS statements sobre reabilitação.

Gabarito: E

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