A asma brônquica é caracterizada por ataques agudos de dispn...
Gabarito comentado
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Tema central: Reabilitação em asma brônquica, com foco em cinesioterapia respiratória para reduzir a dificuldade expiratória e a hiperinsuflação dinâmica (aprisionamento aéreo) decorrentes do broncoespasmo, edema e muco. Em asma, a limitação do fluxo é predominantemente expiratória e reversível (GINA 2024; SBPT Asma).
Alternativa correta: E – O objetivo da cinesioterapia no asmático é otimizar a mecânica ventilatória e minimizar a dificuldade expiratória, reduzindo a hiperinsuflação reversível. Estratégias como expiração lenta e prolongada com freno labial, controle ventilatório, postura em tripé, mobilização da caixa torácica e treino aeróbico ajudam a diminuir o volume pulmonar ao final da expiração (EELV), melhorando a dispneia e o trabalho respiratório (UpToDate; SBPT Reabilitação). Isso está alinhado com a fisiopatologia da asma e com recomendações de reabilitação respiratória.
Análise das incorretas
A) Mobilização da caixa torácica não visa “restringir” o diafragma. Pelo contrário, busca aumentar a mobilidade torácica, melhorar a excursão costal e a sinergia diafragma–intercostais, facilitando a ventilação e a eliminação de aprisionamento aéreo. Restringir a elasticidade diafragmática seria contraproducente.
B) O foco da reabilitação não é “aumentar o volume de reserva expiratório (ERV) ao final da expiração forçada”. Forçar expirações pode acentuar o colapso de vias aéreas pequenas. O alvo é reduzir a hiperinsuflação dinâmica e a dificuldade expiratória em repouso e esforço, usando expiração controlada, não manobras de esforço máximo (GINA; SBPT).
C) “Insuflação lenta” para reduzir o volume corrente e “controlar broncoespasmo” na crise aguda é incoerente. Na exacerbação, o tratamento de escolha é broncodilatador inalatório e corticosteroide; exercícios inspiratórios profundos podem agravar a hiperinsuflação e não controlam o broncoespasmo. A ênfase fisioterápica é na expiração prolongada e no posicionamento (GINA 2024; UpToDate).
D) Treinar intercostais para “controlar a dispneia” é restrito e pouco específico. O controle de dispneia em asmáticos crônicos decorre mais de recondicionamento aeróbico, técnicas de respiração e, quando indicado, treino da musculatura inspiratória. Fortalecer isoladamente intercostais não aborda a limitação expiratória nem a hiperinsuflação (ATS/ERS; SBPT).
Dicas de prova: Procure termos-chave como “dificuldade expiratória”, “hiperinsuflação reversível” e “controle ventilatório”. Desconfie de propostas que: (1) priorizam inspirações profundas em crise; (2) focam em força máxima ou expiração forçada; (3) falam em “restringir” o diafragma.
Referências rápidas: GINA 2024–2025 (asma: fisiopatologia e manejo); SBPT Diretrizes de Asma e Reabilitação; UpToDate (Dynamic hyperinflation; Breathing strategies in asthma); ATS/ERS statements sobre reabilitação.
Gabarito: E
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