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Questões de Concurso Sobre filosofia

Questões Discursivas

Foram encontradas 4.411 questões

Q3825519 Filosofia
Imagem associada para resolução da questão Cândido Portinari. O lavrador de café. Internet:<www.commons.wikimedia.org>
        Em uma aula interdisciplinar, o professor utilizou uma imagem da pintura O lavrador de café, de Cândido Portinari, mostrada acima, para trabalhar simultaneamente conteúdos de filosofia e história. A atividade consistia na seguinte sequência.
1) Analisar a figura do trabalhador rural representado na obra, discutindo conceitos filosóficos como alienação, trabalho e dignidade humana (por exemplo, no pensamento de Marx e outras teorias críticas do trabalho).
2) Relacionar a imagem ao contexto histórico da economia cafeeira no Brasil, abordando desigualdade social, concentração fundiária e o papel do café no processo de modernização brasileira no início do século XX.
3) Debater como a arte pode funcionar como documento histórico e, ao mesmo tempo, como interpretação crítica da realidade social.

Assinale a opção que apresenta um motivo pelo qual essa proposta didática representa uma boa estratégia de seleção e articulação de conteúdos.
Alternativas
Q3825518 Filosofia
Imagem associada para resolução da questão Edvard Munch. O grito. Internet:<www.commons.wikimedia.org>
         Durante uma aula, um professor mostra uma imagem da obra O grito (exibida acima), de Edvard Munch, e pede aos alunos que discutam como a arte pode afirmar a vida e expressar vitalidade. Assinale a opção que apresenta o teórico cuja perspectiva filosófica se aplica adequadamente à ideia de afirmação da vida expressa pela pintura.
Alternativas
Q3825517 Filosofia
Vênus de Milo. Internet:<www.commons.wikimedia.org>

         As tradições filosóficas oferecem diferentes caminhos interpretativos para as obras de arte: em Hegel, a arte expressa o absoluto e revela a historicidade das ideias; em Nietzsche, ela afirma a vida e as potências criadoras; Benjamin, Adorno e Horkheimer permitem compreender a relação entre arte, capitalismo e indústria cultural.

        Tendo isso como premissa, considere a seguinte situação hipotética: um professor propõe que os alunos analisem uma imagem da escultura Vênus de Milo — uma célebre obra da antiguidade grega, ilustrada na figura acima —, discutindo como forma e conteúdo expressam ideias universais e culturais.
Nessa situação, a atividade em questão está adequadamente alinhada com a filosofia e a experiência estética de(a)
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Q3825516 Filosofia
        O técnico, representado no sentido mais amplo e segundo suas múltiplas manifestações, é considerado como o plano que o ser humano projeta; este plano finalmente o força a decidir entre tornar-se escravo de seu plano ou permanecer senhor dele.

         Pela representação da totalidade do universo técnico, reduz-se tudo ao ser humano e chega-se, quando muito, a reivindicar uma ética para o universo da técnica. Cativos dessa representação, confirmamo-nos na convicção de que a técnica é apenas um negócio do ser humano. Passa-se por alto o apelo do ser, que fala na essência da técnica.

        Distanciemo-nos, afinal, do hábito de representar o elemento técnico apenas tecnicamente, isto é, a partir do ser humano e de suas máquinas. Ouçamos o apelo cujo alvo em nossa época não é apenas o ser humano, mas tudo o que é, natureza e história, sob o ponto de vista de seu ser.

Martin Heidegger. O princípio da identidade. In: Martin Heidegger.
Conferências e escritos filosóficos. Coleção Os Pensadores, v. 45.
São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 381-382 (com adaptações). 
Com base no excerto apresentado, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3825515 Filosofia
        Digo que um animal, uma espécie, um indivíduo está corrompido quando perde seus instintos, quando escolhe, prefere o que lhe é desvantajoso. Uma história dos “sentimentos superiores”, dos “ideais da humanidade” — e é possível que eu tenha de escrevê-la — também seria quase a explicação de por que o homem se acha tão corrompido.

         A vida mesma é, para mim, instinto de crescimento, de duração, de acumulação de forças, de poder: onde falta a vontade de poder, há declínio. Meu argumento é que a todos os supremos valores da humanidade falta essa vontade — que valores de declínio, valores niilistas preponderam sob os nomes mais sagrados.

Friedrich Nietzsche. O anticristo. Paulo César de Souza (Trad.). São Paulo: Cia. das Letras, 2007, p. 6.
Considerando o trecho precedente e o lugar que ele ocupa na filosofia moral nietzschiana, assinale a opção correta.
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Q3825514 Filosofia
        Em seu célebre diálogo Górgias, Platão atribui a Sócrates a seguinte declaração:
         “Pelo menos eu não quereria nem um nem outro, mas se fosse necessário ou cometer injustiça ou sofrê-la, preferiria sofrer a cometer injustiça. Cometer injustiça é pior que sofrê-la.”
Considerando a declaração atribuída a Sócrates no diálogo Górgias, de Platão, assinale a opção correta acerca do pensamento platônico sobre a justiça e a injustiça.
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Q3825513 Filosofia
O poema é belo, ou seja, o leitor não quer que ele seja diferente.
Simone Weil. Espera de Deus. Karin Andrea de Guise (Trad.). Petrópolis: Vozes, 2019, p. 114.
Com base no trecho apresentado, da filósofa Simone Weil, assinale a opção correta.
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Q3825511 Filosofia
Assinale a opção correta em relação à compreensão filosófica de Francis Bacon e René Descartes, expoentes de duas das principais correntes da filosofia moderna europeia.
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Q3825510 Filosofia
        Esclarecimento (aufklärung) é a saída do ser humano de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso do próprio entendimento sem a direção de outrem. O ser humano é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Sapere aude! Tenha coragem de fazer uso de seu próprio entendimento! Esse é o lema do esclarecimento.

         A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma parte tão grande dos seres humanos, depois que a natureza os libertou há muito de uma direção alheia, no entanto, continuem de bom grado menores durante toda a vida. São também as causas que explicam por que é tão fácil que outros se tornem tutores deles. É tão cômodo ser menor.

Immanuel Kant. Resposta à pergunta: o que é esclarecimento? Floriano de Sousa Fernandes (Trad.). In:
Immanuel Kant. Textos seletos. Petrópolis: Vozes, 1985, p. 100 (com adaptações).
A partir do trecho apresentado, assinale a opção correta.
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Q3825509 Filosofia
        É evidente que o ser humano — muito mais do que a abelha ou do que qualquer outro animal gregário — é um animal político. A natureza nada faz sem um propósito e o ser humano é o único entre os animais que tem o dom da palavra (logos). Ora, a simples voz (phoné) pode indicar a dor e o prazer — e outros animais a possuem —, mas a palavra tem a finalidade de expressar o conveniente e o nocivo — e, portanto, também o justo e o injusto; a característica específica do ser humano em comparação com os outros animais é que somente ele tem o sentimento do bem e do mal, do justo e do injusto e de outras qualidades morais, e é a comunidade de seres com tais sentimentos morais que constitui a família e a cidade (pólis).

Aristóteles. Política. Mário da Gama Kury (Trad.). Brasília: UnB, 1997, p. 15 (com adaptações). 
Com base no trecho precedente e na filosofia política de Aristóteles, assinale a opção correta.
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Q3825508 Filosofia
Texto 5A1-I

Em torno a Zeus, os deuses, no paço
assoalhado de ouro, vão deliberando.
E olham para Troia. Zeus fala:
“Cabe a nós decidir que curso dar às coisas.
Incitar a guerra cruel e a discórdia atroz,
ou, sobre os dois lados, fazer que a paz
impere? Se todos aprovarem esta última saída,
a cidade de Troia continuará a existir
e Menelau terá de volta Helena, sua mulher.”

Homero. Ilíada. Haroldo de Campos (Trad.).
São Paulo: Editora Arx, 2008, p. 147 (com adaptações).

Texto 5A1-II

Bem primeiro nasceu Caos, depois Terra (Gaia), a
                                                  [origem de todos.
Terra pariu Céu (Urano) constelado, para cercá-la toda
                                                                    [ao redor.
Pariu altas Montanhas, belos abrigos das Deusas ninfas.
E pariu a infecunda planície impetuosa de ondas: o
                                                                    [Mar.
Hesíodo. Teogonia. Jaa Torrano (Trad.).
São Paulo: Editora Iluminuras, 2006, p. 109 (com adaptações). 

Texto 5A1-III

      Tales de Mileto: “A água é o princípio (arkhé).”
      Xenófanes de Colofão: “Tudo vem da terra e na terra
termina.”
      Anaximandro de Mileto: “O princípio dos seres é o
ilimitado.”
Os pré-socráticos. Seleção de textos e supervisão de José Cavalcante de Souza.
Coleção Os Pensadores, v. 1. 1.ª ed., São Paulo: Abril Cultural, 1973 (com adaptações)
Considerando os textos 5A1-I, 5A1-II e 5A1-III, no contexto do surgimento da filosofia no mundo grego antigo, assinale a opção correta.
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Q3817067 Filosofia
O critério de demarcação que distingue uma teoria científica de uma pseudocientífica não é a sua confirmabilidade, mas sim a possibilidade lógica de a teoria ser contestada ou refutada pela experiência, princípio denominado: 
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Q3816137 Filosofia
No campo da Filosofia da Arte, a concepção que entende a arte como forma de imitação da realidade sensível, presente na filosofia clássica, corresponde à noção de: 
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Q4196960 Filosofia

O fato de que o atual professor de filosofia seja um funcionário do Estado pode definir um papel institucional mais ou menos importante na reprodução do estado de coisas, mas não esgota necessariamente a fertilidade do lugar em que se inscreve. As escolas, ou as instituições educativas em geral, são lugares de encontros entre pessoas, saberes, tradições, pensamentos. Portanto, a dimensão eventual de toda prática educativa, e da filosófica em especial, constitui o suplemento permanente de toda repetição, por mais intensa ou fechada que aparente ser. Todo saber está sempre exposto a ser interpelado e nisso a filosofia joga sua condição de possibilidade.


(Alejandro Cerletti.

O ensino de filosofia como problema filosófico, 2009. Adaptado)



Segundo Cerletti, mesmo como funcionário do Estado, o professor de filosofia pode fazer do ensino uma prática de resistência porque a

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Q4196959 Filosofia

Leia o trecho do diálogo platônico A República.


    – Fica sabendo que o que transmite a verdade aos objetos cognoscíveis e dá ao sujeito que conhece esse poder, é a ideia do bem. Entende que é ela a causa do saber e da verdade, na medida em que esta é conhecida, mas, sendo ambos assim belos, o saber e a verdade, terás razão em pensar que há algo de mais belo ainda do que eles. E, tal como se pode pensar corretamente que neste mundo a luz e a vista são semelhantes ao Sol, mas já não é certo tomá-las pelo Sol, da mesma maneira, no outro, é correto considerar a ciência e a verdade, ambas elas, semelhantes ao bem, mas não está certo tomá-las, a um ou a outra, pelo bem, mas sim formar um conceito ainda mais elevado do que seja o bem.


(Platão. A República, 2010)



Em A República, a chamada “analogia do Sol” sobre a natureza do bem é utilizada por Platão como

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Q4196957 Filosofia

A dimensão religiosa das artes deu aos objetos artísticos ou às obras de arte uma qualidade que foi estudada pelo filósofo alemão Walter Benjamin: a aura. Que é a aura? A aura é a absoluta singularidade de um ser – natural ou artístico –, sua condição de exemplar único que se oferece num aqui e agora irrepetível, sua qualidade de eternidade e fugacidade simultâneas, seu pertencimento necessário ao contexto onde se encontra e sua participação numa tradição que lhe dá sentido.


(Marilena Chaui. Convite à filosofia, 2000)



No trecho, Chauí apresenta a noção de “aura” proposta por Walter Benjamin, a qual se caracteriza por sua

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Q4196955 Filosofia
É um imperativo trabalhar a favor da “inclusão eletrônica”, entendido como o acesso às tecnologias e a adaptação às necessidades dos grupos mais vulneráveis. Para isso, é necessário escolher em cada caso a tecnologia mais adequada às necessidades locais, fornecer uma tecnologia economicamente acessível aos usuários, promover a sua utilização preservando a identidade sociocultural e promovendo a integração dos grupos com risco de exclusão.
(Eva Maria Lakatos e Marina de Andrade Marconi. Sociologia geral, 1999)

No excerto são sugeridas políticas de inclusão digital, as quais consistem em
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Q4196954 Filosofia
Aproximando-me ainda mais de mim mesmo e, investigando quais são os meus erros – somente eles denunciam uma imperfeição em mim, – percebo que dependem do concurso simultâneo de duas causas, a saber, da faculdade de conhecer que está em mim e da faculdade de escolher ou liberdade do arbítrio, isto é, do intelecto e, ao mesmo tempo, da vontade. Pois, pelo intelecto sozinho não afirmo, nem nego coisa alguma, mas apenas percebo as ideias a respeito das quais posso fazer um juízo, e nenhum erro, propriamente dito, ocorre no intelecto, considerado assim precisamente.
(René Descartes. Meditações sobre a Filosofia Primeira, 2004. Adaptado)

No trecho da Quarta Meditação, Descartes examina a origem do erro. Segundo seu argumento, o erro decorreria de
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Q4196953 Filosofia
O que está em jogo é um esforço intelectual múltiplo que não se prenda às formas e métodos de historiografia filosófica hegemônicos no Ocidente. Para dar curso a este objetivo, vale colocar a História da Filosofia em afroperspectiva. Em linhas bem gerais, uma abordagem filosófica afroperspectivista é pluralista, reconhece diversos territórios epistêmicos, empenhada em avaliar perspectivas e analisar métodos distintos e com uma preocupação especial para a reabilitação e incentivo de trabalhos africanos e afrodiaspóricos em prol da desconstrução do racismo epistêmico antinegro e da ampliação de alternativas para uma sociedade intercultural e não hierarquizada. Em outros termos, um tipo de ação afirmativa no campo epistêmico.
(Renato Noguera. O Ensino de Filosofia e a Lei no 10.639, 2011. Adaptado)

Quando associada a um horizonte intercultural, a Filosofia em afroperspectiva enfatiza a
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Q4196952 Filosofia
O conceito explicativo da realidade nunca está pronto; ele é uma construção que o sujeito faz a partir da lógica que encontra nos fragmentos da realidade. Para tanto, utiliza-se de recursos metodológicos, de meios e processos de investigação. Ele se constrói por meio de longa busca, por meio de esforço de desvendamento. A elucidação do mundo exterior exige imaginação investida, busca disciplinada e metodológica, tendo em vista captar os meandros do real.
(Cipriano Carlos Luckesi e Elizete Passos. Introdução à filosofia: aprendendo a pensar, 2012)

No trecho, é descrito como se formaria um “conceito explicativo” do real. Segundo os autores, tal conceito resultaria de uma
Alternativas
Respostas
361: A
362: D
363: A
364: B
365: B
366: A
367: C
368: D
369: D
370: E
371: A
372: C
373: A
374: B
375: E
376: C
377: A
378: E
379: A
380: B