Questões de Concurso
Sobre ética e liberdade em filosofia
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Leia o texto a seguir.
No essencial, em sua acepção mais apropriada, a ideia de liberdade coincide com a dos direitos do homem. O que quer dizer, finalmente, ser livre senão conhecer os direitos do homem? Pois conhecê-los é defendê-los.
Fonte: VOLTAIRE apud CASSIRER, Ernst. A filosofia do iluminismo. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1992, p. 336.
Qual prática condiz com a noção de liberdade apresentada?
Considerando o fragmento anterior, de Espinosa, julgue o item subsecutivo.
Espinosa afirma em sua ética que a mente é uma entidade
substancial.
(FREITAG, Bárbara, 1989.)
Podemos estabelecer algumas diferenças entre valores éticos e morais, bem como, em relação às teorias que se estabelecem acerca do tema, já que essas definições variam de acordo com a abordagem de cada filósofo. Em Aristóteles, por exemplo:
(Maquiavel. O Príncipe. São Paulo: Martins Fontes, 2001)
Valendo-se disso, é correto afirmar que
1. Faculdade humana que se manifesta na objetividade ordenada e regular da natureza física e na subjetividade do espírito humano.
2. Doutrina segundo a qual os valores morais não apresentam validade universal e absoluta, variando ao sabor das circunstâncias.
3. Pensamento ou inteligência voltados para a apreensão cognitiva da realidade.
4. Consciência de um determinado conteúdo ou objeto mental, próprio do pensamento humano.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
( ) Pela razão o ser humano pode alcançar a liberdade e a felicidade social e política.
( ) O ser humano é um ser perfectível e a razão é capaz de aperfeiçoamento e progresso.
( ) O aperfeiçoamento da razão se realiza pelo progresso das civilizações, que vão das mais atrasadas às mais adiantas e perfeitas.
( ) É um período no qual há grande interesse pelas ciências que se relacionam com a ideia de transformação progressiva e por isso a biologia tem lugar de destaque.
( ) Período em que é claro o interesse pela compreensão das bases da vida econômica, surgindo obras como A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Coluna 1
1 - Período naturalista 2 - Período humanista 3 - Período sistemático 4 - Período helenístico
Coluna 2
( ) Do final do século IV ao final do século III a.C., quando a filosofia tem por tarefa reunir e sistematizar todo o conhecimento anterior sobre o mundo e o ser humano. ( ) Também chamado cosmológico ou pré-socrático, data do final do século VII ao final do século V a.C., quando a filosofia se ocupa fundamentalmente da origem do mundo e das causas das transformações na natureza. ( ) Também denominado antropológico ou socrático, ocorre do final do século V até todo o século IV a.C., quando o objeto principal da filosofia são as questões humanas, como a ética e a política. ( ) Também conhecido como greco-romano ou religioso, surge do final do século III a.C. até o século VI d.C. Nesse longo período, que já alcança Roma e o pensamento cristão, a filosofia interessa-se principalmente pelas questões da ética, do conhecimento humano e das relações entre a humanidade e Deus.
Marque a sequência CORRETA:
Suponho, portanto, que todas as coisas que vejo são falsas; persuado-me de que nada jamais existiu de tudo quanto minha memória repleta de mentiras me representa; penso não possuir nenhum sentido; creio que o corpo, a figura, a extensão, o movimento e o lugar são apenas ficções de meu espírito. O que poderá, pois, ser considerado verdadeiro? Talvez nenhuma outra coisa a não ser que nada há no mundo de certo. [...]
De sorte que, após ter pensado bastante nisto e de ter examinado cuidadosamente todas as coisas, cumpre enfim concluir e ter por constante que esta proposição, eu sou, eu existo, é necessariamente verdadeira, todas as vezes que a enuncio ou que a concebo em meu espírito. (DESCARTES, 2011, p. 78)
O intelecto, como um meio para a conservação do indivíduo, desenvolve suas forças principais na dissimulação; pois esta é o meio através do qual se conservam os indivíduos mais fracos, menos robustos, aos quais foi negado travar uma luta pela existência com os cornos ou a mordida afiada de uma fera. No ser humano essa arte da dissimulação atinge o seu auge: aqui o engano, a lisonja, mentiras e ilusões, o falar-portrás, o representar, o viver do brilho alheio, o estar mascarado, a convenção velada, o jogo de cena diante dos outros e de si mesmo, em suma: o constante esvoaçar em torno de uma chama de vaidade são tanto a regra e a lei segundo as quais quase nada é mais incompreensível do que o surgimento entre os homens de um impulso honesto e puro para a verdade. (NIETZSCHE, 2011, p. 142)
DESCARTES, R. Meditações metafísicas. In: MARCONDES, D. (Org.).
Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2011.
NIETZSCHE, F. Sobre a verdade e a mentira em um sentido extramoral.
In: MARCONDES, D. (Org.).Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2011.
Sobre os textos, é correto afirmar que
Parece que a felicidade, mais que qualquer outro bem, é tida como este bem supremo, pois a escolhemos sempre por si mesma, e nunca por causa de algo mais; mas as honrarias, o prazer, a inteligência e todas as outras formas de excelência, embora as escolhamos por si mesmas (escolhê-las-íamos ainda que nada resultasse delas), escolhemo-las por causa da felicidade, pensando que através delas seremos felizes. (ARISTÓTELES, 2007, p. 42)
Ora, pode-se chamar a habilidade, na escolha dos meios para o seu máximo bem-estar próprio, de prudência no sentido mais estrito. Portanto, o imperativo que se refere à escolha dos meios para a felicidade própria, isto é, o preceito da prudência, é sempre ainda hipotético: a ação não é ordenada absolutamente, mas apenas como meio para um outro objetivo. Finalmente há um imperativo que, sem pôr no fundamento como condição qualquer outro objetivo a ser alcançado mediante uma certa conduta, ordena imediatamente essa conduta. Este imperativo é categórico. Ele não diz respeito à matéria da ação e ao que deve seguir-se dela, mas à forma e ao princípio do qual ela mesma decorre, e o essencialmente bom da ação consiste na disposição [Gesinnung], seja qual for o seu resultado. Este imperativo pode chamar-se de imperativo da moralidade. (KANT, 2011, p. 123)
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. In: MARCONDES, D. (Org.).
Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.
KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. In: MARCONDES, D. (Org.).
Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2011.
Sobre a relação entre moralidade e felicidade, nas filosofias de Aristóteles e Kant, é correto
afirmar que
FOUCAULT, M. História da sexualidade 2: o uso dos prazeres. In: MARCONDES, D. (Org.). Textos básicos de ética. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.
De acordo com o texto, uma ação moral
Existem a moral dos senhores e dos escravos. A primeira é muito mais favorável à vida e engrandece o homem. A moral cristã baseia-se na segunda.
A filosofia kantiana seria uma perfeita implementação de uma boa moral, uma vez que o imperativo categórico diz respeito a uma autonomia escolhida para os seus próprios atos à revelia do que os outros possam impor.
O Deus cristão exterminou do mundo o sentimento de culpa ao encarnar-se e levar sobre si nossas faltas.
A “ataraxia”, ou “imperturbabilidade”, foi um conceito fundamental no tratamento da vida feliz em várias escolas filosóficas antigas, como no ceticismo, no epicurismo e no estoicismo.