Questões de Concurso
Sobre ética e liberdade em filosofia
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Levando em consideração a informação dada acima, podemos afirmar que:
“O que significará aqui o dizer-se que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define” (SARTRE. J. P. O existencialismo é um humanismo. In: Sartre. São Paulo: Abril Cultural. (Col. Os Pensadores). 1978, p. 6).
Acerca da tese sartreana de que a existência precede a essência, analise as afirmações a seguir.
I – Ao dizer que a existência precede a essência, Sartre argumenta que os seres humanos não possuem uma essência anterior.
II – Se não há uma essência dada como princípio de determinação do ser humano, então, antes de existir o homem é o nada.
III – A antecedência ontológica da existência sobre a essência indica que o modo como o sujeito constrói a sua vida determinará o que ele é.
IV – O existencialismo de Sartre, ao negar a antecedência da essência sobre a existência, tem como consequência a afirmação da liberdade humana.
Assinale a alternativa correta:
Se considerasse somente a força e o efeito que dela deriva, eu diria: ‘Enquanto um povo é constrangido a obedecer, e obedece, faz muito bem; assim que pode se livrar do jugo, e se livra, faz melhor ainda. Porque, recuperando sua liberdade pelo mesmo direito que a tomou dele, ou tem fundamento para retomá-la, ou não tinha quem a tomou’. Mas a ordem social é um direito sagrado, que serve de base a todos os outros. No entanto, esse direito não vem da natureza, ele se fundamenta portanto em convenções” (ROUSSEAU, J-J. Do contrato social ou Princípios do direito político. São Paulo: Penguin Classics – Companhia das letras, 2011, p. 55).
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) é considerado o fundador da democracia moderna e influenciou vários movimentos revolucionários como a Revolução Francesa. Marque a alternativa que apresenta corretamente as concepções da filosofia política de Rousseau.
Este princípio será o Imperativo Categórico.
O imperativo pede para que nos comportemos segundo máximas que possam ser universalizadas sem contradição. Ou seja, é preciso se perguntar o que decorreria se a máxima segundo a qual pretendemos agir fosse universalizada por uma lei imposta a todos os demais agentes. Donde, furar a fila é imoral, porque se tal atitude fosse universalizada por uma lei, a própria noção de fila deixaria de existir. Logo, o desejo de furar a fila implica num desejo contraditório: deseja-se a existência da fila e, ao mesmo tempo, pretende-se que ela seja uma exceção apenas para si. Por isso, é imoral.
E o que dizer da falta de disposição para desenvolver os próprios talentos que seriam úteis para a sociedade? Segundo Kant e seu imperativo categórico, essa atitude é moral ou imoral?
De acordo com a fenomenologia da liberdade proposta por Peter Strawson é correto afirmar que a liberdade
Considere o seguinte argumento:
“Não é necessário que uma ação generosa sumariamente mencionada em um velho livro de história ou em um jornal de um país remoto deva transmitir fortes sentimentos de aplauso e admiração. A virtude, quando situada a uma tal distância, é como uma estrela fixa que, embora apareça aos olhos da razão tão luminosa como o sol a prumo, está tão infinitamente afastada que não afeta os sentidos com sua luz ou calor. Traga-se essa virtude para mais perto, pela nossa familiaridade ou conexão com as pessoas envolvidas (...) e nossos corações serão imediatamente capturados, nossa simpatia avivada, e nossa apática aprovação convertida nos mais fervorosos sentimentos de amizade e consideração.” (HUME, 2003, p. 299).
Tendo em vista esse argumento de Hume é correto afirmar que o (a)
As afirmações a seguir são pertinentes ao cognitivismo ético, EXCETO:
Considere o seguinte argumento:
“(...) a ética envolve exigências da razão que estão aí quer saibamos disso, quer não, e nossos olhos se abrem a essas exigências pela aquisição da ‘sabedoria prática’. A ‘sabedoria prática’, portanto, é o tipo de coisa adequada a servir como modelo do entendimento, a faculdade que nos habilita a reconhecer e a criar o tipo de inteligibilidade que depende de uma inserção no espaço das razões.” (MCDOWELL, 1994, p. 116).
Esse argumento proposto por John McDowell no livro "Mente e Mundo" caracteriza o
As afirmações a seguir esclarecem o deontologismo ético, EXCETO:
Fonte: Pereira, G.A.; Parajara, T.G. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Noções Básicas de Ética e Cidadania.
Portanto qual das duas comparações a seguir que se encaixam no conceito de ética? Marque a alternativa CORRETA.
Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo sobre moral, liberdade e ética.
I. O fundamento da liberdade, para o conservadorismo, é a síntese entre a autoridade e ordem, enquanto o dever significa a preservação da liberdade.
II. No pensamento conservador, a moral representa o conjunto dos valores legitimados pela tradição e pelos costumes como corretos, justos, bons.
III. A ética, enquanto espaço de reflexão sobre a moral, é também um espaço da filosofia, que apresenta como características principais: a busca de um ―saber inteiro‖, isto é, de totalidade; a perspectiva de ―ir às raízes‖ e a constante indagação sobre o significado dos valores.
IV. O estudo da ética relaciona-se estritamente à prática social, pois seu objetivo é compreender, de maneira técnica, o mundo atual.
Estão CORRETAS
Observe a imagem abaixo:

Considerando que a palavra ética tem origem grega "ethos" (caráter) e que ela se ocupa com o ser humano, assinale a alternativa que representa o aspecto ético ferido na situação apresentada.
Um dos meus passos e avanços mais substanciais parece-me ser este: aprendi a diferenciar a causa do agir da causa do agir de tal e tal modo, do agir numa particular direção, com um objetivo particular. A primeira espécie de causa é uma quantidade de energia represada, esperando ser utilizada de alguma forma, com algum fim; já a segunda espécie é algo insignificante comparado com essa energia, geralmente um simples acaso, segundo o qual aquela quantidade se “desencadeia” de uma maneira ou de outra: o fósforo em relação ao barril de pólvora. Entre esses pequenos acasos e fósforos, incluo todos os pretensos “fins” e também as ainda mais pretensas “vocações”: são relativamente fortuitos, arbitrários, quase indiferentes, em relação à enorme quantidade de energia que urge, como disse, para ser de alguma forma consumida.
(NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. A gaia ciência. São Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 235.)
Sobre a descrição nietzscheana das causas do agir, considere as afirmativas a seguir.
I. Há uma relação de forças que possibilita ao ser humano a ação.
II. O ser humano é livre porque sua ação é motivada por uma finalidade que ele estabelece.
III. O livre-arbítrio no ser humano é resultado da autonomia que este possui em relação ao passado.
IV. O processo que emerge na ação pode se desenvolver sem que haja a atuação da consciência.
Assinale a alternativa correta.
Segundo Kant podemos afirmar que o trecho acima trata de:
Acerca da amizade em Epicuro podemos afirmar que: