Questões de Concurso
Comentadas sobre a política em filosofia
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O texto faz referência a que pensador absolutista da Era Moderna:
Voltaire foi um dos principais pensadores do Iluminismo Francês, movimento intelectual que defendia o uso da razão e da ciência para a compreensão do mundo e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você disser, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las."
A passagem de Voltaire citada acima expressa a defesa de qual das seguintes ideias iluministas?
Thomas Hobbes (1588-1679), John Locke e Jean-Jacques Rousseau são considerados contratualistas, já que estabeleceram a existência de um pacto social que define como os sujeitos vivem ao saírem do estado de natureza. Na discussão contratualista, os pensadores buscam estabelecer de que forma acontece a legitimidade do Estado. Considerando o pensamento destes filósofos, analise as afirmações abaixo.
I - Segundo Hobbes, o direito de natureza é a liberdade que cada homem possui de usar seu próprio poder, buscando a preservação da sua própria natureza.
II - Os indivíduos deixados no seu estado natural, vivendo na insegurança, na angústia, na guerra, são lobos de outros homens, segundo Locke.
III - Para Locke, o poder legislativo age como um poder fiduciário, agindo apenas para certos fins, podendo ser removido pelo povo.
IV - Rousseau entende que não é o número de votos que generaliza a vontade, mas, sim, o interesse comum que une os diferentes cidadãos.
V - O pacto social para Rousseau não estabelece entre os cidadãos uma igualdade, pois não exige o mesmo grau de comprometimento de todos os sujeitos.
Estão CORRETAS:
(MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1973. p. 79 - 80).
Sobre o pensamento de Maquiavel, é INCORRETO afirmar que:
Leia trecho do texto a seguir:
“Um cidadão integral pode ser definido por nada mais nada menos que pelo direito de administrar a justiça e exercer funções públicas; algumas destas, todavia, são limitadas quanto ao tempo de exercício, de tal modo que não podem de forma alguma ser exercidas duas vezes pela mesma pessoa, ou somente podem sê-lo depois de certos intervalos de tempo prefixados; para outros encargos, não há limitações de tempo no exercício de funções públicas (por exemplo, os jurados e os membros da assembleia popular.”
(ARISTÓTELES, Política. 3ª ed. Brasília: Editora da UnB, 1997. p. 78).
Sobre a Filosofia Política de Aristóteles de Estagira (384-322 a.C.), é CORRETO afirmar que:
A respeito da análise de Marx, baseada no materialismo histórico, é correto afirmar que:
I. Separa os bens culturais pelo seu suposto valor de mercado: há obras “caras” e “raras”, destinadas aos privilegiados que podem pagar por elas, formando uma elite cultural; e há obras “baratas” e “comuns”, destinadas à massa.
II. Cria a ilusão de que todos têm acesso aos mesmos bens culturais, cada um escolhendo livremente o que deseja, como o consumidor num supermercado.
III. Tem como precondição a ideia de que os bens culturais (no sentido restrito de obras de arte e de pensamento e não no sentido antropológico amplo) são direito de todos e não privilégio de alguns.
Está correto o que se afirma em
Marx diz que
Mesmo em seus mais recentes esforços, a crítica alemã não deixou o terreno da filosofia. Longe de examinar suas bases filosóficas, todas as questões, sem exceção, que ela formulou, brotaram do solo de um sistema filosófico determinado, o sistema hegeliano.
In: MARX, K. & ENGELS, F. A ideologia alemã. São Paulo: Martins Fontes, 1998, p. 7.
Como observa criticamente a filosofia hegeliana?
De acordo com o excerto da obra Vigiar e Punir, do filósofo Michel Foucault, abaixo referenciado,
O momento histórico das disciplinas é o momento em que nasce uma arte do corpo humano, que visa não unicamente o aumento de suas habilidades, nem tampouco aprofundar sua sujeição, mas a formação de uma relação que no mesmo mecanismo o torna tanto mais obediente quanto é mais útil, e inversamente.
Foucault, Vigiar e Punir: História da Violência nas Prisões, Vozes PP 164 -165
a disciplina é:
Marque a alternativa correta de acordo com a leitura dos excertos abaixo:
O equívoco de Hegel, bem como de grande parte dos teóricos da sociedade burguesa, é o de estender o plano jurídico para o social, imaginando que a esfera do direito seja a expressão da realidade inteira e que a igualdade entre as partes do contrato de trabalho corresponda à igualdade econômica entre empregados e empregadores. Para Marx, ao contrário dessa correspondência, a dialética que constitui a sociedade capitalista estabelece-se entre o plano jurídico-formal e o plano econômico-social. Os conflitos nesse último plano não podem ser resolvidos de modo definitivo recorrendo-se às leis e ao direito, como idealizavam os hegelianos, pois expressam a dialética irreconciliável da sociedade burguesa. Marx, porém, não atribuiu esse equívoco de Hegel e de seus discípulos a uma simples cegueira subjetiva. Ele decorre da própria sociabilidade sob o modo de vida capitalista. Seja como for, a perda da propriedade dos meios de produção pelo trabalhador estabelece as bases de um processo generalizado de perda de controle sobre as demais condições sociais.
GRESPAN, Jorge Luis. Marx: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2021. PP, 24-25
Nas palavras de Marx e Engels:
Confronta-se com essas forças produtivas a maioria dos indivíduos, dos quais essas forças se separaram e que, por isso, privados de todo conteúdo real de vida, se tornaram indivíduos abstratos, mas que somente assim são colocados em condições de estabelecer relações uns com os outros na qualidade de indivíduos.
(KARL MARX e FRIEDRICH ENGELS, 2007, p. 72).
De acordo com os trechos supracitados, a perda da propriedade faz com que os indivíduos