Na política, desenvolveu a doutrina do “Direito Divino”, na ...

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Q3543062 Filosofia
Na política, desenvolveu a doutrina do “Direito Divino”, na qual afirmava que qualquer governo formado legalmente, expressava a vontade de Deus, que sua autoridade é sagrada e que qualquer rebelião contra ela é criminosa. Destacou também que a responsabilidade do soberano é se comportar como a imagem de Deus e governar para os súditos como um bom pai e não ser afetado por seu poder.
O texto faz referência a que pensador absolutista da Era Moderna: 
Alternativas

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Alternativa correta: C - Jacques Bossuet

1. Tema central da questão

A questão aborda a teoria do Direito Divino dos Reis, fundamental para compreender o absolutismo monárquico na Era Moderna. O candidato precisa reconhecer o pensador associado à ideia de que o poder do soberano é sagrado e conferido diretamente por Deus, tornando ilegítima qualquer rebelião contra sua autoridade.

2. Resumo teórico

No século XVII, o absolutismo consolidou-se em vários países europeus, especialmente na França. Jacques Bossuet, bispo e teórico político francês, foi o maior defensor da doutrina do Direito Divino dos Reis. Para Bossuet, a legitimidade do rei vinha de Deus, e o governante deveria agir como um “pai” de seus súditos, sendo justo, mas também incontestável. Suas principais ideias estão na obra “Política Tirada das Palavras da Sagrada Escritura” (1679).

3. Justificativa da alternativa correta

A alternativa C é correta porque o texto destaca exatamente os princípios defendidos por Bossuet: autoridade sagrada, ligação direta do poder com Deus, e o dever moral do rei agir como um bom pai. Ele defendia que ir contra o rei era ir contra a vontade divina, sendo considerado um crime religioso e político.

4. Análise das alternativas incorretas

  • A – Thomas Hobbes: Embora também defendesse o governo forte e centralizado (Leviatã), sua teoria era baseada em um contrato social para evitar o caos, e não no direito divino.
  • B – Nicolau Maquiavel: Autor de O Príncipe, defendia o pragmatismo político e a autonomia do poder, sem vínculo com o direito divino ou a religião.
  • D – Erasmo de Roterdã: Humanista que defendia a tolerância religiosa e criticava abusos da Igreja e do Estado, sem relação com a doutrina do direito divino.

5. Estratégias de interpretação

Fique atento a palavras-chave como “direito divino”, “vontade de Deus”, “autoridade sagrada”, pois são sinais claros do pensamento de Bossuet. Descarte rapidamente autores que defendem outros fundamentos para o poder político, como o contrato social (Hobbes) ou a razão de Estado (Maquiavel).

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