Questões de Concurso
Sobre análises clínicas em farmácia
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I.A autoclave, que utiliza vapor sob pressão (tipicamente 121 °C a 1 atm acima da pressão atmosférica por 15-20 minutos), é o método de escolha para a esterilização da maioria dos meios de cultura e materiais termorresistentes, pois o calor úmido é mais eficaz que o calor seco para desnaturar proteínas e matar esporos bacterianos.
II.O álcool a 70% é considerado um agente esterilizante de alto nível, capaz de eliminar todas as formas de vida microbiana, incluindo esporos bacterianos, sendo por isso utilizado para esterilizar materiais cirúrgicos e artigos críticos antes do uso.
III.A filtração é um método de esterilização utilizado para soluções termossensíveis, como algumas soluções de vitaminas ou antibióticos, que seriam degradadas pelo calor. O processo remove fisicamente os microrganismos da solução ao passá-la por um filtro com porosidade suficientemente pequena (geralmente 0,22 µm) para reter bactérias.
Está correto o que se afirma em:
(__)O Tempo de Protrombina (TP), expresso em segundos ou como RNI (Razão Normalizada Internacional), avalia a via extrínseca e a via comum da coagulação, sendo sensível às deficiências dos fatores VII, X, V, II (protrombina) e I (fibrinogênio). É o teste de escolha para o monitoramento da terapia com anticoagulantes orais cumarínicos, como a varfarina.
(__)O Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPA) avalia a via intrínseca e a via comum, sendo sensível às deficiências de todos os fatores de coagulação, exceto o Fator VII e o Fator XIII. É utilizado para o monitoramento da terapia com heparina não fracionada.
(__)A hemofilia A (deficiência de Fator VIII) e a hemofilia B (deficiência de Fator IX) são doenças hemorrágicas hereditárias que se manifestam laboratorialmente com um TP normal e um TTPA prolongado, uma vez que ambos os fatores pertencem à via intrínseca da coagulação.
(__)Um paciente com doença hepática grave pode apresentar prolongamento tanto do TP quanto do TTPA, pois o fígado é o principal sítio de síntese da maioria dos fatores de coagulação, incluindo aqueles das vias extrínseca (Fator VII), intrínseca (Fator IX) e comum (Fatores X, V, II e I).
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
(__)Um erro sistemático, detectado no gráfico de Levey-Jennings como uma sequência de seis ou mais pontos consecutivos em um mesmo lado da média, geralmente indica um problema súbito e imprevisível, como uma bolha de ar na pipetagem do reagente.
(__)A precisão de um ensaio analítico, que reflete a dispersão dos resultados em medições repetidas, é monitorada pelo cálculo do desvio-padrão (DP) e do coeficiente de variação (CV) dos resultados do material de controle, sendo que valores de CV mais baixos indicam maior precisão.
(__)Um erro aleatório é manifestado no gráfico de controle como um ponto que excede o limite de ±3 desvios-padrão da média, indicando uma perda de exatidão e geralmente associado a problemas como a degradação gradual de um reagente ou a descalibração do instrumento.
(__)A regra de Westgard "10x" é violada quando dez resultados consecutivos do controle caem todos do mesmo lado da linha média, indicando um desvio sistemático (shift) que requer investigação da calibração, dos reagentes ou do instrumento antes da liberação dos resultados dos pacientes.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
(__)As moléculas de HLA de classe I (HLA-A, HLA-B, HLA-C) são expressas em quase todas as células nucleadas do corpo e sua principal função é apresentar peptídeos de origem intracelular (como proteínas virais ou tumorais) aos linfócitos T CD8+ (citotóxicos), desencadeando a destruição da célula infectada ou transformada.
(__)As moléculas de HLA de classe II (HLA-DR, HLA-DQ, HLA-DP) possuem uma expressão restrita a células apresentadoras de antígenos profissionais (células dendríticas, macrófagos e linfócitos B) e apresentam peptídeos de origem extracelular (provenientes de patógenos fagocitados) aos linfócitos T CD4+ (auxiliares), que orquestram a resposta imune subsequente.
(__)A compatibilidade HLA entre doador e receptor em um transplante de medula óssea é menos crítica do que a compatibilidade ABO, pois as células-tronco hematopoiéticas não expressam antígenos HLA em sua superfície.
(__)A associação entre alelos HLA específicos e a susceptibilidade a doenças autoimunes, como a espondilite anquilosante (fortemente associada ao HLA-B27) e o diabetes mellitus tipo 1 (associado a certos alelos HLA-DR e HLA-DQ), é explicada pelo fato de que essas moléculas HLA podem apresentar autoantígenos de forma mais eficiente aos linfócitos T autorreativos.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
I.O VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) é um teste não treponêmico, quantitativo, amplamente utilizado para triagem e para o monitoramento da resposta ao tratamento, esperando-se uma queda de pelo menos quatro títulos (ex: de 1:64 para 1:16) após uma terapia bem-sucedida.
II.O FTBS (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption) é um teste treponêmico de alta especificidade, que geralmente permanece reativo por toda a vida do indivíduo, mesmo após o tratamento eficaz, não sendo útil para o monitoramento da atividade da doença.
III.Resultados falso-positivos nos testes não treponêmicos, como o VDRL, podem ocorrer em diversas condições não relacionadas à sífilis, como em doenças autoimunes (lúpus eritematoso sistêmico), gestação, infecções virais agudas e após vacinações, exigindo a confirmação com um teste treponêmico.
Está correto o que se afirma em:
I.O Ágar MacConkey é um meio seletivo para bactérias Gram-negativas, devido à presença de sais biliares e cristal violeta que inibem o crescimento da maioria das Gram-positivas, e diferencial, pois permite distinguir fermentadores de lactose (colônias rosas) de não fermentadores (colônias incolores).
II.A beta-hemólise observada no Ágar Sangue, caracterizada pela lise completa das hemácias ao redor da colônia, formando um halo transparente, é uma característica importante de patógenos como Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes.
III.A prova da catalase, que diferencia o gênero Staphylococcus (catalase-positivo) do gênero Streptococcus (catalase-negativo), detecta a presença da enzima que converte peróxido de hidrogênio em água e oxigênio, evidenciado pela formação de bolhas.
IV.A prova da coagulase positiva, que diferencia Staphylococcus aureus das outras espécies de estafilococos (coagulase-negativos), detecta a enzima que converte o fibrinogênio plasmático em fibrina, causando a aglutinação das bactérias.
Está correto o que se afirma em:
(__)A DHP por incompatibilidade ABO ocorre tipicamente na primeira gestação, acometendo fetos do grupo A ou B de mães do grupo O, pois os anticorpos anti-A e anti-B naturais em indivíduos do grupo O são predominantemente da classe IgG e, portanto, capazes de atravessar a barreira placentária.
(__)O teste de Coombs Direto (TAD) positivo no sangue do cordão umbilical do recém-nascido é o achado laboratorial chave para o diagnóstico de DHP, pois detecta a presença de anticorpos maternos (IgG) ligados à superfície das hemácias fetais.
(__)A profilaxia com imunoglobulina anti-D deve ser administrada a todas as gestantes Rh(D) negativo, independentemente da tipagem Rh(D) do parceiro, por volta da 28ª semana de gestação e novamente até 72 horas após o parto, se o recém-nascido for Rh(D) positivo.
(__)No diagnóstico pré-natal da aloimunização, o teste de Coombs Indireto (TCI), também chamado de Pesquisa de Anticorpos Irregulares (PAI), é realizado no soro materno para detectar a presença de anticorpos IgG clinicamente significativos, e a titulação seriada desses anticorpos é utilizada para monitorar a resposta imune materna e o risco fetal.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
I.O anticoagulante de escolha para a rotina hematológica, incluindo o hemograma e a avaliação morfológica, é o EDTA (ácido etilenodiamino tetra-acético), pois ele preserva a morfologia das células sanguíneas ao quelar o cálcio, impedindo a cascata de coagulação, sem, no entanto, interferir na morfologia leucocitária ou causar alterações degenerativas nas plaquetas, desde que a análise seja feita em até 24 horas.
II.A coloração de Romanowsky, como a utilizada nos métodos panóticos rápidos (May-Grünwald-Giemsa, Wright, Leishman), baseia-se na afinidade diferencial das estruturas celulares por corantes ácidos, como a eosina (que cora estruturas básicas em tons de rosa/vermelho), e corantes básicos, como o azul de metileno e seus produtos de oxidação (azures), que coram estruturas ácidas (núcleo, RNA citoplasmático) em tons de azul/violeta.
III.Um esfregaço sanguíneo considerado ideal para análise microscópica deve apresentar uma transição suave de uma região mais espessa (cabeça) para uma mais delgada (cauda), terminando em uma franja com aspecto de "pena", sendo a área de leitura ótima localizada na transição entre o corpo e a cauda, onde as hemácias se tocam levemente, sem sobreposição.
Está correto o que se afirma em:
(__)O serviço de hemoterapia deve possuir um Manual da Qualidade que descreva o sistema da qualidade e a estrutura organizacional, além de Procedimentos Operacionais Padrão (POP) para todas as atividades.
(__)Todos os registros relacionados ao ciclo do sangue, incluindo os de doação, exames e transfusão, devem ser arquivados e mantidos por um período mínimo de 20 anos.
(__)A validação de um novo processo ou equipamento crítico deve ser realizada antes de seu uso na rotina, mas a revalidação não é necessária em caso de alterações significativas que possam impactar o resultado.
(__)A autoavaliação das Boas Práticas no Ciclo do Sangue deve ser realizada pelo menos uma vez a cada dois anos, com o objetivo de verificar o cumprimento dos requisitos e subsidiar ações corretivas.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Com base em seus conhecimentos, assinale a alternativa que preenche a lacuna.
I. O excesso de EDTA em amostras de sangue também pode causar redução dos valores de VCM por esse tipo de anticoagulante promover perda de água por parte dos eritrócitos. A anisocitose é a denominação que indica alteração no tamanho dos eritrócitos.
II. Sua unidade de medida é dada em fentolitros (fℓ = 10-15 ℓ). As células podem, então, ser classificadas, se pequenas, como microcíticas (< 75 fℓ, para adultos), se grandes, macrocíticas (> 80 fℓ, para adultos), e, se apresentam tamanho dentro de suas faixas de referência, normocíticas (85 a 98 fℓ).
III. O VCM correlaciona-se proporcionalmente com a contagem de eritrócitos, de modo que resultados de hemograma que expressam resultados com alta contagem de eritrócitos tendem a apresentar valores mais baixos de VCM.
"Observando o modo de vida dos caboclos de sua propriedade, o consagrado escritor Monteiro Lobato (1882‑1948) transporta para a literatura as suas inquietações, insatisfações e dissabores com relação à preguiça e vagabundagem do homem do campo.
Assim, para representar fielmente o caboclo do Vale da Paraíba, – “homem amarelo, franzino, inerte, que provoca a morte dos animais, queimadas, e possui baixa produção”, Monteiro semeia, na obra “Urupês”, o personagem Jeca Tatu, através do qual, desfazendo‑se da imagem do caboclo romântico, constrói o anti‑herói, o caboclo preguiçoso, piolho da terra, que vive de cócoras, sem aptidões.
Participando ativamente dos debates em torno da campanha pelo saneamento nas áreas rurais, Lobato se depara com os problemas causados pelas péssimas condições de higiene e fraqueza do homem do campo. Assim, o escritor, percebendo que sua criaturinha possuía mais problemas que a preguiça, curvou‑se diante da realidade, e para desculpar‑se do erro cometido, verificou que “os caipiras eram barrigudos e preguiçosos por motivo de doenças”. O homem do campo era vítima da falta de higiene e saneamento básico, tendo as suas entranhas corroídas por um parasito adquirido.
O parasito, Ancylostoma duodenale, é agora o causador do “caboclo amarelo e franzino”, e deve ser combatido para livrar o sertanejo do “mal” de seu corpo. Assim, Monteiro Lobato libera o personagem Jeca Tatu para a participar da campanha nacional contra o amarelão. Lobato, a fim de esclarecer sua nova posição, afirmou no jornal O Estado de São Paulo que “O Jeca não é assim, está assim (...) a saúde pública brasileira vai mal e a apatia do caipira é decorrente de suas enfermidades, destacando‑se a ancilostomose, a leishmaniose, a tuberculose e a subnutrição, em particular, o incômodo causado pelo verme Ancylostoma duodenale.”

Internet: <medicineisart.blogspot.com> (com adaptações).
Acerca da ancilostomíase e de outras parasitoses, julgue o item a seguir.
A possível transmissão de toxoplasmose por ingestão de peixe cru se dá pela contaminação do alimento com oocistos provenientes de fezes de gatos ou outros felídeos, uma vez que o peixe não é hospedeiro intermediário desse parasito.
"Observando o modo de vida dos caboclos de sua propriedade, o consagrado escritor Monteiro Lobato (1882‑1948) transporta para a literatura as suas inquietações, insatisfações e dissabores com relação à preguiça e vagabundagem do homem do campo.
Assim, para representar fielmente o caboclo do Vale da Paraíba, – “homem amarelo, franzino, inerte, que provoca a morte dos animais, queimadas, e possui baixa produção”, Monteiro semeia, na obra “Urupês”, o personagem Jeca Tatu, através do qual, desfazendo‑se da imagem do caboclo romântico, constrói o anti‑herói, o caboclo preguiçoso, piolho da terra, que vive de cócoras, sem aptidões.
Participando ativamente dos debates em torno da campanha pelo saneamento nas áreas rurais, Lobato se depara com os problemas causados pelas péssimas condições de higiene e fraqueza do homem do campo. Assim, o escritor, percebendo que sua criaturinha possuía mais problemas que a preguiça, curvou‑se diante da realidade, e para desculpar‑se do erro cometido, verificou que “os caipiras eram barrigudos e preguiçosos por motivo de doenças”. O homem do campo era vítima da falta de higiene e saneamento básico, tendo as suas entranhas corroídas por um parasito adquirido.
O parasito, Ancylostoma duodenale, é agora o causador do “caboclo amarelo e franzino”, e deve ser combatido para livrar o sertanejo do “mal” de seu corpo. Assim, Monteiro Lobato libera o personagem Jeca Tatu para a participar da campanha nacional contra o amarelão. Lobato, a fim de esclarecer sua nova posição, afirmou no jornal O Estado de São Paulo que “O Jeca não é assim, está assim (...) a saúde pública brasileira vai mal e a apatia do caipira é decorrente de suas enfermidades, destacando‑se a ancilostomose, a leishmaniose, a tuberculose e a subnutrição, em particular, o incômodo causado pelo verme Ancylostoma duodenale.”

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Acerca da ancilostomíase e de outras parasitoses, julgue o item a seguir.
A toxoplasmose, transmitida pela ingestão de carne crua e malcozida contaminada com cistos do Toxoplasma gondii, terá como hospedeiros definitivos gatos e outros felídeos, sendo o homem um hospedeiro intermediário.
"Observando o modo de vida dos caboclos de sua propriedade, o consagrado escritor Monteiro Lobato (1882‑1948) transporta para a literatura as suas inquietações, insatisfações e dissabores com relação à preguiça e vagabundagem do homem do campo.
Assim, para representar fielmente o caboclo do Vale da Paraíba, – “homem amarelo, franzino, inerte, que provoca a morte dos animais, queimadas, e possui baixa produção”, Monteiro semeia, na obra “Urupês”, o personagem Jeca Tatu, através do qual, desfazendo‑se da imagem do caboclo romântico, constrói o anti‑herói, o caboclo preguiçoso, piolho da terra, que vive de cócoras, sem aptidões.
Participando ativamente dos debates em torno da campanha pelo saneamento nas áreas rurais, Lobato se depara com os problemas causados pelas péssimas condições de higiene e fraqueza do homem do campo. Assim, o escritor, percebendo que sua criaturinha possuía mais problemas que a preguiça, curvou‑se diante da realidade, e para desculpar‑se do erro cometido, verificou que “os caipiras eram barrigudos e preguiçosos por motivo de doenças”. O homem do campo era vítima da falta de higiene e saneamento básico, tendo as suas entranhas corroídas por um parasito adquirido.
O parasito, Ancylostoma duodenale, é agora o causador do “caboclo amarelo e franzino”, e deve ser combatido para livrar o sertanejo do “mal” de seu corpo. Assim, Monteiro Lobato libera o personagem Jeca Tatu para a participar da campanha nacional contra o amarelão. Lobato, a fim de esclarecer sua nova posição, afirmou no jornal O Estado de São Paulo que “O Jeca não é assim, está assim (...) a saúde pública brasileira vai mal e a apatia do caipira é decorrente de suas enfermidades, destacando‑se a ancilostomose, a leishmaniose, a tuberculose e a subnutrição, em particular, o incômodo causado pelo verme Ancylostoma duodenale.”

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Acerca da ancilostomíase e de outras parasitoses, julgue o item a seguir.
Além da ancilostomíase, outras parasitoses causadas por helmintos são: esquistossomose, cisticercose, ascaridíase, giardíase e toxoplasmose. O tratamento consiste no uso de anti‑helmínticos normalmente de dose única, como fármacos à base de benzimidazóis, como o albendazol ou mebendazol.
"Observando o modo de vida dos caboclos de sua propriedade, o consagrado escritor Monteiro Lobato (1882‑1948) transporta para a literatura as suas inquietações, insatisfações e dissabores com relação à preguiça e vagabundagem do homem do campo.
Assim, para representar fielmente o caboclo do Vale da Paraíba, – “homem amarelo, franzino, inerte, que provoca a morte dos animais, queimadas, e possui baixa produção”, Monteiro semeia, na obra “Urupês”, o personagem Jeca Tatu, através do qual, desfazendo‑se da imagem do caboclo romântico, constrói o anti‑herói, o caboclo preguiçoso, piolho da terra, que vive de cócoras, sem aptidões.
Participando ativamente dos debates em torno da campanha pelo saneamento nas áreas rurais, Lobato se depara com os problemas causados pelas péssimas condições de higiene e fraqueza do homem do campo. Assim, o escritor, percebendo que sua criaturinha possuía mais problemas que a preguiça, curvou‑se diante da realidade, e para desculpar‑se do erro cometido, verificou que “os caipiras eram barrigudos e preguiçosos por motivo de doenças”. O homem do campo era vítima da falta de higiene e saneamento básico, tendo as suas entranhas corroídas por um parasito adquirido.
O parasito, Ancylostoma duodenale, é agora o causador do “caboclo amarelo e franzino”, e deve ser combatido para livrar o sertanejo do “mal” de seu corpo. Assim, Monteiro Lobato libera o personagem Jeca Tatu para a participar da campanha nacional contra o amarelão. Lobato, a fim de esclarecer sua nova posição, afirmou no jornal O Estado de São Paulo que “O Jeca não é assim, está assim (...) a saúde pública brasileira vai mal e a apatia do caipira é decorrente de suas enfermidades, destacando‑se a ancilostomose, a leishmaniose, a tuberculose e a subnutrição, em particular, o incômodo causado pelo verme Ancylostoma duodenale.”

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Acerca da ancilostomíase e de outras parasitoses, julgue o item a seguir.
A ancilostomíase é conhecida como amarelão por deixar a aparência do indivíduo contaminado pálida ou amarelada. Esse fenômeno ocorrerá porque o parasito diminui a função hepática do paciente, causando um acúmulo de bilirrubina no sangue, deixando a pessoa contaminada com a aparência amarelada.
"Observando o modo de vida dos caboclos de sua propriedade, o consagrado escritor Monteiro Lobato (1882‑1948) transporta para a literatura as suas inquietações, insatisfações e dissabores com relação à preguiça e vagabundagem do homem do campo.
Assim, para representar fielmente o caboclo do Vale da Paraíba, – “homem amarelo, franzino, inerte, que provoca a morte dos animais, queimadas, e possui baixa produção”, Monteiro semeia, na obra “Urupês”, o personagem Jeca Tatu, através do qual, desfazendo‑se da imagem do caboclo romântico, constrói o anti‑herói, o caboclo preguiçoso, piolho da terra, que vive de cócoras, sem aptidões.
Participando ativamente dos debates em torno da campanha pelo saneamento nas áreas rurais, Lobato se depara com os problemas causados pelas péssimas condições de higiene e fraqueza do homem do campo. Assim, o escritor, percebendo que sua criaturinha possuía mais problemas que a preguiça, curvou‑se diante da realidade, e para desculpar‑se do erro cometido, verificou que “os caipiras eram barrigudos e preguiçosos por motivo de doenças”. O homem do campo era vítima da falta de higiene e saneamento básico, tendo as suas entranhas corroídas por um parasito adquirido.
O parasito, Ancylostoma duodenale, é agora o causador do “caboclo amarelo e franzino”, e deve ser combatido para livrar o sertanejo do “mal” de seu corpo. Assim, Monteiro Lobato libera o personagem Jeca Tatu para a participar da campanha nacional contra o amarelão. Lobato, a fim de esclarecer sua nova posição, afirmou no jornal O Estado de São Paulo que “O Jeca não é assim, está assim (...) a saúde pública brasileira vai mal e a apatia do caipira é decorrente de suas enfermidades, destacando‑se a ancilostomose, a leishmaniose, a tuberculose e a subnutrição, em particular, o incômodo causado pelo verme Ancylostoma duodenale.”

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Acerca da ancilostomíase e de outras parasitoses, julgue o item a seguir.
A ancilostomíase, doença do personagem Jeca Tatu, é causada por três tipos de vermes: o Necator americanos, Ancylostoma duodenalis e o Ancylostoma ceylanicum. A contaminação se dará pelo contato direto com solo contaminado pelas larvas infectantes; portanto, uma das medidas eficazes para evitar a infecção é a utilização de calçados fechados. Outra forma de infecção é pela ingestão de alimentos ou água contaminados com o parasito.