Questões de Concurso
Sobre assistência de enfermagem no processo nutricional em enfermagem
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Baseando-se nas diretrizes do Ministério da Saúde (MS), qual a conduta CORRETA do enfermeiro em relação ao manejo da alimentação de Júlia e a idade que deve ser considerada para a definição do início da Introdução Alimentar (IA)?
Fonte: POTTER, Patricia A.; PERRY, Anne G. . 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019. Fundamentos de enfermagem
A partir deste contexto, marque a alternativa que traz CORRETAMENTE a afirmação.
(__)A Síndrome de Realimentação é caracterizada por hipofosfatemia grave e distúrbios hidroeletrolíticos em pacientes desnutridos ao reiniciarem aporte calórico.
(__)A linha de infusão da Nutrição Parenteral Total pode ser utilizada para a coleta de exames laboratoriais, desde que a infusão seja interrompida por 5 minutos.
(__)O controle da glicemia capilar deve ser realizado a cada 6 horas no início da terapia para monitorar a tolerância à carga de glicose hipertônica.
(__)A troca do equipo de infusão de Nutrição Parenteral Total contendo lipídios deve ocorrer a cada 72 horas para prevenir a colonização bacteriana.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
Com base no texto apresentado, analise as proposições a seguir:
I. A avaliação nutricional permite identificar riscos como desnutrição, sobrepeso e obesidade, subsidiando o planejamento do cuidado.
II. O enfermeiro participa do cuidado nutricional por meio da observação da aceitação alimentar e do monitoramento do estado clínico do paciente.
III. O cuidado nutricional é atribuição exclusiva do nutricionista, não cabendo ao enfermeiro qualquer atuação nessa área.
IV. A orientação nutricional contribui para a prevenção de complicações e para a recuperação da saúde do paciente.
Abaixo marque a alternativa correta de cima para baixo:
I. A alimentação equilibrada deve fornecer energia e nutrientes em quantidades adequadas às necessidades do organismo.
II. A desnutrição e a obesidade são condições que podem estar relacionadas a hábitos alimentares inadequados.
III. O Técnico em Enfermagem é responsável por prescrever dietas terapêuticas de forma autônoma.
IV. A observação da aceitação alimentar do paciente contribui para a identificação de possíveis riscos nutricionais.
Assinale a alternativa correta.
Névoa mental: sinais de corpo sobrecarregado e como
recuperar a clareza
O termo brain fog, também chamado de névoa mental, descreve a sensação de raciocínio lento, dificuldade de concentração, perda de memória recente e cansaço mental mesmo após atividades simples. Embora também esteja relacionado ao estresse, às emoções e ao sono inadequado, a nutrologia mostra que grande parte dos casos tem origem em desequilíbrios metabólicos, inflamação crônica de baixo grau e carências nutricionais que prejudicam o funcionamento pleno do cérebro. Por isso, o brain fog é hoje considerado um sinal importante de que o organismo está sobrecarregado.
Entre as causas metabólicas mais frequentes estão a resistência à insulina, o consumo excessivo de açúcar, a disfunção mitocondrial e o estado inflamatório provocado por dietas ricas em ultraprocessados. Quando o cérebro recebe energia instável ou de má qualidade, sua capacidade de foco e de memória diminui. Além disso, deficiências de vitaminas e minerais essenciais, como vitamina B12, vitamina D, magnésio e ômega-3, comprometem a produção e o equilíbrio dos neurotransmissores, dificultam a transmissão dos impulsos nervosos e reduzem a clareza mental.
A base da prevenção e do tratamento do brain fog envolve ajustes alimentares específicos. O consumo frequente de carboidratos simples, como doces, pães brancos e bebidas açucaradas, provoca oscilações na glicemia que afetam diretamente a atenção e o humor. Quando esses alimentos se somam a ultraprocessados ricos em gorduras trans e aditivos químicos, o cérebro enfrenta um ambiente inflamatório que favorece a lentidão mental. Em contrapartida, adotar uma alimentação mais natural, com fontes de gorduras boas, proteínas de alta qualidade, fibras e micronutrientes essenciais, melhora a função cerebral e estabiliza o metabolismo.
Peixes ricos em ômega-3, castanhas, ovos, vegetais verde escuros e alimentos com vitaminas do complexo B têm papel especial no funcionamento neurológico. Dietas ricas em antioxidantes, presentes em frutas vermelhas, cúrcuma, gengibre e azeite de oliva, ajudam a reduzir o estresse oxidativo, um dos fatores diretos da névoa mental. O nutrólogo avalia ainda a necessidade de suplementação personalizada, especialmente em pacientes com carências nutricionais importantes ou com maior demanda metabólica.
O brain fog raramente tem uma única causa. A nutrologia considera quatro pilares fundamentais: sono, hormônios, intestino e inflamação. A privação de sono compromete a consolidação da memória; o desequilíbrio da tireoide ou da testosterona reduz a energia mental; um intestino inflamado altera a produção de neurotransmissores; e o excesso de inflamação sistêmica dificulta a clareza cognitiva. A avaliação integrada permite identificar onde o organismo está falhando e direcionar intervenções específicas.
Exames laboratoriais ajudam a detectar anemia, alterações de vitaminas, resistência à insulina, disbiose intestinal e níveis inadequados de vitamina D, todos fatores associados ao brain fog. Corrigir essas alterações costuma gerar melhora perceptível em poucas semanas. Atividade física regular, hidratação adequada e redução do consumo de álcool completam o tratamento, já que todos esses fatores influenciam diretamente o metabolismo energético do cérebro.
O brain fog não deve ser ignorado. Ele é um marcador de desequilíbrios que, se não tratados, podem evoluir para quadros mais complexos, como burnout, depressão, síndrome metabólica ou doenças autoimunes. Com uma abordagem completa, que integra alimentação, suplementação, ajustes hormonais e estilo de vida, é possível recuperar a clareza mental e restaurar o pleno funcionamento do cérebro. A névoa some quando o corpo volta a trabalhar em equilíbrio.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/nevoa-mental-sinais-de-corpo-
sobrecarregado-e-como-recuperar-a-clareza/ (adaptado).
B. B., do sexo feminino, com 66 anos de idade, hipertensa, portadora de diabete tipo 2 há 10 anos, com diagnóstico de acidente vascular encefálico isquêmico, foi admitida na unidade de clínica médica procedente da unidade de cuidados intermediários. Ao realizar o exame físico, o enfermeiro constatou que, entre outros itens, a paciente apresentava hemiplegia à direita, afasia expressiva e disfagia. O profissional observou que B. B. portava cateter central de inserção periférica em membro superior esquerdo e sonda vesical de demora. Ao verificar os registros de enfermagem, o enfermeiro constatou que a administração da dieta por via oral já havia sido iniciada há 1 dia e que, de acordo com a prescrição médica, a sonda vesical de demora deveria ser retirada e a paciente deveria receber a insulina detemir, por via subcutânea. Após finalizar a avaliação de enfermagem de B. B., o enfermeiro passou a desenvolver as demais etapas do processo de enfermagem.
Considerando as condições clínicas da paciente, o enfermeiro registrou como um dos diagnósticos de enfermagem: “Risco de broncoaspiração relacionado à disfagia”.
Em consonância com as recomendações da Anvisa para a prevenção da broncoaspiração, a prescrição de enfermagem deve compreender, entre outros cuidados,