O manejo nutricional de pacientes com Diabetes Mellitus (DM...

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Q3908685 Enfermagem
O manejo nutricional de pacientes com Diabetes Mellitus (DM) tipo dois na Atenção Primária deve considerar o Índice Glicêmico (IG) e a Carga Glicêmica (CG) dos alimentos para o controle da glicemia pós-prandial. Além disso, o Enfermeiro da Família deve estar atento à ingestão adequada de micronutrientes que influenciam a sensibilidade à insulina e a prevenção de neuropatias. No que tange às recomendações dietéticas e metabólicas, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é que o enunciado cobra, no contexto do DM2, a medida dietética que realmente reduz a glicemia pós-prandial. Entre as alternativas, só a D corresponde ao conhecimento fisiológico consolidado sobre fibras solúveis; as demais trazem afirmações metabolicamente incorretas sobre sódio, gorduras trans e prevenção de cetoacidose.

Tema central: Fibras solúveis no DM2
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por dois motivos médicos objetivos. Primeiro, diabéticos hipertensos não devem consumir sódio livremente, porque o excesso de sódio favorece elevação da pressão arterial e aumenta risco cardiovascular. Segundo, a justificativa mecanicista é falsa: cloreto não é cofator essencial da ligação da insulina ao GLUT-4, e GLUT-4 não é receptor de insulina, mas sim transportador de glicose sensível à insulina em músculo e tecido adiposo.
B
Errada
Está errada porque gorduras trans não são recomendadas em pacientes com diabetes; ao contrário, associam-se a pior perfil cardiometabólico e inflamação. Além disso, a explicação de que sua estabilidade química impediria formação de radicais livres nas células beta pancreáticas durante exercício não tem base fisiológica consolidada. A alternativa combina conduta nutricional inadequada com mecanismo biológico inventado.
C
Errada
Está errada por erro de fisiopatologia e de conduta. Cetoacidose diabética decorre principalmente de deficiência de insulina e aumento de hormônios contrarreguladores, não da presença de carboidratos complexos na dieta. Por isso, restrição absoluta de carboidratos complexos não é estratégia única nem central de prevenção. Essa formulação desvia do mecanismo real da descompensação metabólica.
D
Certa
A alternativa D está correta porque descreve a ação das fibras solúveis, como pectina e betaglucana, no controle glicêmico após as refeições. Esse efeito é coerente com o foco da questão em Índice Glicêmico, Carga Glicêmica e glicemia pós-prandial, ao contrário das demais opções, que apresentam recomendações ou mecanismos incompatíveis com a fisiologia e a terapia nutricional do diabetes.
Pegadinha da questão
A banca misturou termos bioquímicos corretos com mecanismos falsos para induzir erro, sobretudo ao tratar GLUT-4 como se fosse receptor de insulina e ao atribuir benefícios inexistentes a sódio e gorduras trans.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão falar em controle glicêmico pós-prandial, procure o mecanismo que retarda esvaziamento gástrico e absorção de glicose; isso favorece fibras solúveis viscosas.
  • Desconfie de alternativa que use vocabulário técnico, mas troque conceitos básicos de fisiologia, como confundir receptor de insulina com GLUT-4.
  • Em diabetes, elimine recomendações que aumentem risco cardiometabólico, como consumo livre de sódio em hipertensos e uso de gorduras trans.
  • Na cetoacidose diabética, o critério decisivo é insulinopenia com hormônios contrarreguladores, não restrição absoluta de carboidratos complexos.

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