Questões de Concurso Sobre educação física
Foram encontradas 28.611 questões
• Agarrar: pernas, braços, tronco e quadris. • Reter: com as mãos e pés. • Desequilibrar: puxar, empurrar, tracionar, carregar, levantar, rolar etc. • Imobilizar: rolar, agarrar, tracionar etc. • Esquivar: saltar, abaixar, afastar, girar em torno de si mesmo etc. • Resistir: opor-se, empurrar, desviar, atacar etc.
I - compreender o ser humano imerso num universo de símbolos e códigos, constituídos culturalmente. II - perceber o ser humano como produtor da cultura, a partir dos elementos de seu próprio corpo, movimento e intencionalidade. III - observar o ser humano como agente de ação e transformação dos sentidos e significados das manifestações da cultura do movimento. IV - conceber o ser humano como agente de reprodução, sem possibilidade de transformar os sentidos e significados do esporte e do condicionamento físico.
A partir das afirmações acima, assinale a opção correta.
Concepção 1. Abordagem crítico-superadora. 2. Abordagem desenvolvimentista. 3. Abordagem psicomotricista. 4. Abordagem tecnicista.
Características ( ) Essa concepção é embasada no discurso da justiça social, fazendo uma inferência em dados da realidade, considerando a crítica social dos conteúdos. Pode ser tida como uma reflexão pedagógica e desempenha um papel político-pedagógico. Nela, a Educação Física é entendida como sendo uma disciplina que trata do jogo, da ginástica, do esporte, da capoeira e da dança, como sendo um conhecimento da cultura corporal de movimento. ( ) Essa concepção procura alcançar o aperfeiçoamento das qualidades físicas na Educação Física e nos desportos, traçando metas da pré-escola à universidade, fundamentando-se no pragmatismo norte-americano, no qual a preocupação com a eficiência técnica é o caminho para uma esportivização maciça. ( ) Essa concepção procura utilizar a atividade lúdica como motivo para processos de desenvolvimento e aprendizagem. Trata das aprendizagens significativas, espontâneas e exploratórias da criança e de suas relações interpessoais. Busca analisar e interpretar o jogo infantil e seus significados. Tem, na relação do homem com seu mundo interno e externo, seus objetivos funcionais, em que os mecanismos de regulação entre o sujeito e seu meio permitem o jogo da adaptação, que implica nos processos de assimilação e acomodação. ( ) Essa concepção tem o movimento como meio e fim importante para a Educação Física, pois os processos de aprendizagem e desenvolvimento fundamentam o corpo de conhecimento da Educação Física Escolar, a progressão normal do crescimento físico e do desenvolvimento fisiológico, motor, cognitivo e afetivo-social, na aprendizagem motora, sugerindo elementos para a estruturação desse componente curricular.
A sequência correta dessa associação, de cima para baixo, é
( ) Em termos de energia de alimentos utilizamos uma unidade de energia que é denominada caloria. Uma caloria é a energia necessária para aquecer um litro de água de 14,5ºC para 15,5°C. Assim sendo, um Kcal define a caloria com exatidão. ( ) Os alimentos são compostos basicamente por três elementos: Carbono, Hidrogênio e Oxigênio (CHO). A união entre as moléculas desses elementos forma as substâncias que nos dão energia, que são os lipídeos, os carboidratos e as proteínas. ( ) Se a quantidade de energia for menor do que a que se gastou, esse déficit é retirado da gordura de reserva, o que significa que, se a ingestão for igual à demanda, a massa corporal permanece constante. ( ) Se as calorias totais provenientes dos alimentos ultrapassam o dispêndio diário de energia, as calorias excessivas acumulam-se em forma de reservas de gorduras no tecido adiposo. ( ) Um grama de carboidrato nos fornece 5,6 kcal; um grama de lipídeo 4,2 kcal e um grama de proteína 9,4 kcal. Todos eles têm energia potencial nas ligações entre suas moléculas e, ao quebrarmos essas ligações, liberamos essa energia.
A sequência correta dessa classificação, de cima para baixo, é:
“Diferenças, distinções, desigualdades... A escola
entende disso”, diz LOURO (2003, p. 57). É nela
também que os constructos históricos - e culturais -
são trabalhados e levados à educação de meninos e
meninas. Os estudos de gênero vêm, no entanto,
buscar compreender as construções culturais que se
firmaram, por meio da sociedade, quando esta
estabeleceu normas ao convívio social.

É desafiador “criar reflexões sobre as barreiras culturais promovidas pela sociedade, em relação às construções de corpos femininos e masculinos, que, por se fixarem como “naturais”, tornaram-se parte da educação de crianças e jovens, no ambiente escolar. E, por se tratar de uma instituição indispensável no cotidiano social, a escola se transforma em uma das grandes protagonistas produtora de distinções de gênero”.
Em relação à história, é importante observar que também a educação física escolar tem sido problematizada sob uma perspectiva de gênero por diversas pesquisas. SOUSA (1994) desenvolveu uma pesquisa pioneira na área, intitulada “Meninos a marcha, meninas a sombra”. Nesse trabalho, por meio de uma abordagem histórica, a autora analisa as construções dos gestos femininos e masculinos e a relação destes com os fatores sociais que se instalaram na sociedade. Isto é, entende que a educação física “explicita valores sacralizados pelo patrimônio cultural de nossa sociedade”, segundo ela, articulados por instituições e organizações, tais como a Igreja, o Estado, a Escola, a Medicina, a Família e a Indústria Cultural (1994).
Sobre o processo histórico da Educação Física e a discussão de gênero é correto afirmar:
I. A trajetória de inserção das mulheres nos esportes modernos revela um longo processo de proibições. Essa trajetória também indica disputas e contestações de regras e normas legais que vetam a aquisição de práticas corporais específicas voltadas para o bom desempenho feminino nos esportes. Trata-se de um desafio a ser também enfrentado pelas escolas diante da esportivização da educação física escolar.
II. É importante levar as discussões de gênero mais profundamente nas aulas de educação física, bem como na escola como um todo, uma vez que é também neste local que o corpo e o caráter, vistos e produzidos de formas únicas, estarão representando, sob o mesmo palco, as atribuições e acomodações que lhes couberam, permitindo conflitos e possibilidades entre as diferenças.
III. A educação corporal diferenciada por gênero, disseminada na vida social, separa meninos e meninas em suas práticas corporais, revelando relações de poder que atravessam as experiências de jogo e a ocupação dos espaços escolares.
IV. A ocupação generificada dos espaços escolares e o esporte como expressão da dominação masculina são fortes exemplos de enfrentamentos masculinos da ordem e das normas presentes na escola.

A inclusão de crianças com necessidades especiais nas aulas de Educação Física escolar é um desafio a ser vencido pela escola e sociedade, uma vez que objetiva a educação para todos, além de estimular a convivência com as crianças. O conceito de educação inclusiva se dá por alguns aspectos como, compartilhar o mesmo espaço físico, integração na sociedade, adaptações no ensino, participação de todos nas aulas e o direito a educação (SANT´ANA, 2005).
O atual currículo, orientado pelas Diretrizes Curriculares Nacionais, deve englobar conhecimentos biológicos, humanos, técnicos e os que compõem a dimensão Cultural do Movimento Humano, tais como os jogos, danças, lutas, ginásticas e esportes (ANDR ADE FILHO, 2001; AZEVEDO; MALINA, 2004; FERNANDES; VENDITTI JUNIOR., 2008; PORTO, 2001).
Com base nas ideias acima, podemos dizer que:
I. A adequação correta da Educação Física para alunos deficientes evidencia a compreensão de limitações e capacidades, estimulando o desempenho do aluno.
II. É essencial que o professor conheça seu aluno e sua necessidade educacional especial, se houver, porque atualmente essa disciplina não trabalha apenas com alunos ditos normais, mas também frisa a importância da prática inclusiva de alunos especiais em suas aulas.
III. A política inclusiva de alunos deficientes na escola serve para desenvolver potenciais, respeitando as diferenças e atendendo suas necessidades. A escola deve criar espaços que propiciem a inclusão, comprometendo- se com uma educação de qualidade para todos os alunos, para que se atinja os objetivos educacionais.
IV. As pessoas com necessidades especiais têm
como consequência da inclusão social
problemas com a saúde física e mental. Essa
inclusão deve ser trabalhada para que seja
transformada em exclusão, trazendo assim uma
melhoria na qualidade de vida das pessoas.
As alternativas corretas são:
Segundo o Coletivo de Autores, (apud CAPARROZ, 1997 p. 132), o esporte apresenta uma grande tendência a possuir: “princípios de rendimento atlético, competição, comparação de rendimento e recordes, regulamentação rígida, sucesso no esporte como sinônimo de vitória, racionalização de meios e técnicas”. Entretanto, o esporte para estar na escola, e ser ensinado na escola, isto é, tornar-se um esporte “da” escola, deve ser ressignificado, reelaborado consolidado em uma práxis educativa para além da repetição e da mecanização, da finalidade única da técnica e do rendimento, em que os mais fracos e os menos habilidosos são colocados à margem e marcados pela exclusão.

A partir da leitura acima questionamos: Que esporte nós temos e que esporte queremos no âmbito escolar? Por que alguns esportes estão presentes na escola e outros não? A hegemonia do esporte está presente na escola?
Ao buscar aprofundar e discutir questões teórico-metodológicas
da Educação Física, tomando-a
como matéria escolar que trata, pedagogicamente,
de temas da cultura corporal de movimento,
estamos dizendo que estes temas são:
Sobre a história da Educação Física é incorreto afirmar que:

“Nunca se falou tanto em corpo como hoje, nunca
se falará tanto dele amanhã. Um novo dia basta
para que se inaugure outra academia de ginástica,
alongamento, musculação: publique-se novos
livros voltados ao autoconhecimento do corpo;
descubram-se novos preconceitos quanto à
sexualidade, outras práticas alternativas de saúde;
em síntese, vivemos nos últimos anos perante a
incontestável redescoberta do prazer, voltamos a
dedicar atenção ao nosso próprio corpo.” (CODO;
SENNE, 1985)
. Uma Educação Física atenta aos problemas do presente não poderá deixar de eleger, como uma das suas orientações centrais, a da educação para saúde. A Educação Física encontra, na orientação pela educação da saúde, um meio de concretização das suas pretensões. II. No Ensino Médio é importante a inclusão de programas escolares que valorizem o aprendizado e a prática de exercícios de elevação e manutenção da frequência cardíaca em limites submáximos, alongamento e flexibilidade, relaxamento e compensação com o objetivo profilático que desencadearão, consequentemente, uma melhor qualidade de vida. III. O esporte deve encontrar seu lugar na escola por meio de uma proposta que atinja a todos os alunos. IV. Os professores de Educação Física devem propor e desenvolver projetos de ação que realmente alcancem os objetivos do Ensino Médio.
Marque a alternativa correta:
As alternativas corretas são:
Historicamente, as influências militares sobre a educação física e a ginástica escolar evidenciavam a utilização de atividades estritamente práticas, as quais objetivavam o aprendizado e o aprimoramento técnico. Darido (1995) relata que, até a década de 1980, era claramente observável uma ênfase na formação esportivista do professor de educação física escolar, que estava ligada ao esporte de rendimento máximo. Dessa forma, valorizava-se a seleção dos mais habilidosos, sendo que, para cumprir tais finalidades, os profissionais de educação física eram formados na perspectiva do “saber fazer para ensinar”.
Contrapondo-se a esse modelo, em meados da década de 1980, algumas Instituições de Ensino Superior lançaram novas propostas curriculares em que a ênfase passou a ser o conhecimento científico. Dessa forma, a formação do profissional de educação física deixa de ter sua ênfase na prática de modalidades esportivas para a valorização da teoria. Essa nova perspectiva baseia-se na premissa de que o ensino é ou deveria ser uma ciência. Assim, a solução dos problemas práticos na educação física deve ser proveniente de estudos acadêmicos que, por meio de princípios universais de ensino e generalizações, viabilizem a construção de uma única e grande teoria. Na tentativa de atenuar esse afastamento entre teoria e prática na formação curricular presentes nessas duas propostas, Darido (1995) sugere que seja adotado um modelo curricular em que a prática de ensino não se faça presente apenas no final da formação, mas que possibilite e estimule a prática desde a formação inicial, por meio de uma reflexão na ação e sobre a ação.
Nesse contexto, Marcellino (1995) relata a existência de uma falsa dicotomia entre teoria e prática na educação física. Para esse autor, teoria e prática não podem ser vistos como antagônicas, mas como algo englobado em um conceito único. Geralmente, a teoria é vista como um discurso que se mostra distante da realidade e da experiência vivida. Já a prática é, muitas vezes, vista como uma experiência desvinculada da teoria, o que implica caracterizá-la como uma ação desprovida de sentido. Na educação física, essa problemática é ainda mais intensa, pois existe uma tendência de associar a prática da educação física exclusivamente à realização de alguma modalidade esportiva ou atividade corporal, o que torna a relação com a teoria ainda mais restrita. Uma abordagem crítica da educação física pressupõe que o professor deverá selecionar os conteúdos nas aulas de modo a propiciar ao aluno a leitura da realidade sociocultural em que ele está inserido.
Nesse contexto, a educação física passa a ser entendida como uma disciplina que trata de um tipo de conhecimento denominado cultura corporal, que tem como temas o jogo, a ginástica, o esporte, a dança, as lutas e demais formas de manifestação do movimento. Para tanto, torna-se imprescindível que o professor realize o planejamento de suas aulas, considerando as características dos alunos, suas vivências e experiências, bem como o contexto sociocultural no qual a escola encontra-se.