Questões de Concurso
Sobre etnocentrismo e diversidade cultural em sociologia
Foram encontradas 117 questões
Biblioteca Viva é um conceito que convida entidades humanas a se transformarem em pistas vivas, socializando os saberes e vivências que compõem a memória coletiva do seu habitar, constituindo-se em importante espaço de catalogação e compartilhamento dessa memória que não está presente em livros ou obras de arte.
LEHNEMANN, R. M. Biblioteca viva: uma metodologia inventiva no âmbito da plataforma de interação ecológica Disponível em: http://www.repositorio.jesuita.org.br/. Acesso em: 29 maio 2024 (adaptado).
Nesse caso, o projeto proposto parte do princípio de que
Antes, tínhamos que silenciar para sobreviver. Hoje, temos que falar, escrever e protagonizar as nossas histórias.
KAYAPÓ, E., BRITO, T. A pluralidade étnico-cultural indígena no Brasil: o que a escola tem a ver com isso? Caicó, v. 15, n. 35, p. 38-68, jul./dez. 2014 (adaptado).
TEXTO 2
Atualmente, mais de 160 línguas e dialetos diferentes são falados por povos indígenas no Brasil. Antes da chegada dos portugueses, estima-se que eram mais de mil.
Disponível em: www.pib.org.br. Acesso em: 30 ago. 2024 (adaptado).
Considerando o campo atual da pesquisa em Música, assinale a opção na qual o conceito apresentado representa o apagamento desses povos, de sua língua, de sua música e de seus rituais.
Considerando a composição plural da turma como um parâmetro de pesquisa, já que nela encontram-se alunos brancos, negros, indígenas e também de ascendência asiática, a professora apresentou a seguinte questão norteadora: “Somente os negros foram escravizados?”
Nessa situação, a proposta de intervenção da professora permitirá que os estudantes reconheçam as seguintes características da escravidão:
MONTERO, P. Secularização e espaço público: a reinvenção do pluralismo religioso no Brasil. Revista Etnográfica, v. 13, n. 1, p. 7-16, 2009 (adaptado).
Um professor de Sociologia de uma turma da 2ª série do Ensino Médio está planejando aulas sobre cultura e diversidade cultural a partir do tema da religião. Seu objetivo é abordar a participação das religiões na esfera pública. Esse assunto é sociologicamente importante porque permite indicar que as religiões não se restringem à intimidade das pessoas, uma vez que estão cada vez mais participando de decisões públicas. O professor não pretende promover um debate moral em sala, discutindo se a presença pública das religiões está certa ou errada; sua intenção é promover a construção ativa do conhecimento sobre o tema pelos estudantes.
Considerando essa situação, assinale a opção que apresenta uma estratégia de ensino que o docente poderia adotar, na sequência do seu planejamento, para alcançar seus objetivos.
É importante destacar que não se trata de mudar um foco etnocêntrico marcadamente de raiz europeia por um africano, mas de ampliar o foco dos currículos escolares para a diversidade cultural, racial, social e econômica brasileira. Nesta perspectiva, cabe às escolas incluir no contexto dos estudos e atividades, que proporciona diariamente, também as contribuições histórico-culturais dos povos indígenas e dos descendentes de asiáticos, além das de raiz africana e europeia. É preciso ter clareza que o Art. 26A acrescido à Lei 9.394/1996 provoca bem mais do que inclusão de novos conteúdos, exige que se repensem relações étnico-raciais, sociais, pedagógicas, procedimentos de ensino, condições oferecidas para aprendizagem, objetivos tácitos e explícitos da educação oferecida pelas escolas.
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília (DF): Ministério da Educação, 2004. p. 17 (adaptado).
Com base no exposto, assinale a opção que melhor representa a aplicação da Lei n. 10.639/2003 no contexto do ensino de Sociologia no Ensino Médio no Brasil, de acordo com a problematização feita no trecho das Diretrizes.
A cultura adquire formas diversas através do tempo e do espaço. Essa diversidade se manifesta na originalidade e na pluralidade de identidades que caracterizam os grupos e as sociedades que compõem a humanidade. Fonte de intercâmbios, de inovação e de criatividade, a diversidade cultural é, para o gênero humano, tão necessária como a diversidade biológica para a natureza. Nesse sentido, constitui o patrimônio comum da humanidade e deve ser reconhecida e consolidada em benefício das gerações presentes e futuras.
(UNESCO, Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural)
No excerto, afirma-se que a diversidade cultural
Para o observador europeu, os processos de criação artística do mundo subdesenvolvido só o interessam na medida que satisfazem sua nostalgia do primitivismo; e este primitivismo se apresenta híbrido, disfarçado sob as tardias heranças do mundo civilizado, heranças mal compreendidas porque impostas pelo condicionamento colonialista.
(Glauber Rocha, Eztetyka da Fome, 1965)
Nesse excerto, Glauber Rocha coloca, em primeiro plano,
Sobre a comunidade surda, analise os enunciados, marque, posteriormente, a alternativa correta.
I - A comunidade surda, ainda que seja considerada como minoria, apresenta características próprias de pertencimento.
II - Nesse espaço, participam apenas pessoas surdas, tendo como pré-requisito a fluência em língua de sinais.
III – Nesse espaço, entram os aspectos antropológicos: história, língua, cultura e arte; porém, entram outros elementos comuns entre a comunidade surda e a comunidade ouvinte: nacionalidade, religião, governo, raça e etnia.
IV - É um local de partilha do individual e do coletivo.
Em qualquer sociedade e/ou cultura, é possível distinguir áreas ou domínios com um certo grau de especificidade. É importante, no entanto, para o antropólogo verificar como os próprios nativos, indivíduos do universo investigado, percebem e definem tais domínios para não cairmos na armadilha muito comum de impormos nossas classificações a culturas cujos critérios e crenças possam ser inteiramente diferentes dos nossos ou que possam parecer semelhantes em certos contextos para diferirem radicalmente em outros. Isso não significa, obviamente, que o pesquisador só possa analisar uma sociedade a partir do próprio sistema classificatório nativo.
VELHO, Gilberto. Individualismo e cultura: notas para uma antropologia da sociedade contemporânea. Zahar, 1987, p. 16-17.
Quanto ao sistema classificatório nativo, para compreendêlo, é necessário que se desenvolva
Nem o imperialismo, nem o colonialismo é um simples ato de acumulação e aquisição. Ambos são sustentados e talvez impelidos por potentes formações ideológicas que incluem a noção de que certos territórios e povos precisam e imploram pela dominação, bem como formas de conhecimento filiadas à dominação: o vocabulário da cultura imperial oitocentista clássica está repleto de palavras e conceitos como “raças servis” ou “inferiores”, “povos subordinados”, “dependência”, “expansão” e “autoridade”.
SAID, Edward. Cultura e Imperialismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 40.
O trecho acima destaca o papel das ideologias na legitimação do imperialismo do colonialismo. Considerando a leitura pós-colonialista presente no trecho acima, tais ideologias replicam:
A sociedade brasileira enfrenta diversos problemas raciais, incluindo o racismo e as várias formas de discriminação presentes no país e suas consequências para a população negra. Uma explicação para a manutenção do racismo após a abolição da escravidão é a de que