Questões de Concurso
Sobre etnocentrismo e diversidade cultural em sociologia
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Nessa perspectiva, é correto afirmar que
Como resultado dos processos de globalização, algumas pessoas argumentam que o “hibridismo” e o sincretismo – a fusão entre diferentes tradições culturais – são uma poderosa fonte criativa, produzindo novas formas de cultura, mais apropriada à modernidade tardia que às velhas e contestadas identidades do passado. Outras, entretanto, argumentam que o hibridismo e o sincretismo também têm seus custos e perigos.
(Hall, 2006. Adaptado)
Entre as consequências negativas do hibridismo e do sincretismo cultural, Stuart Hall destaca
I. Nas universidades públicas brasileiras, a cultura exerce uma função essencial na formação acadêmica, na produção de conhecimento e na promoção da diversidade cultural.
II. O Núcleo de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (Nuade), da UNIFESSPA, criado em 2018, é um órgão que trabalha na construção de interlocução com as demandas sociais da região e suas problemáticas.
III. As universidades públicas são espaços restritos para a difusão, com pouca atenção para preservação e manifestações culturais, apesar de serem espaços de análise e reflexão sobre a sociedade e suas expressões culturais.
Está(ão) correto(s) o(s) item(ns)
Em relação a interação entre a Educação Física e os fatores sociais, analise os itens a seguir:
I. A disciplina permaneceu invariável ao longo do tempo, sem modificações significativas nas práticas ou teorias.
II. A Educação Física foi inicialmente desenvolvida apenas como uma prática militar, sem considerar as diferenças culturais.
III. A diversidade de práticas de Educação Física em diferentes culturas deve-se apenas a fatores biológicos, sem relação com a sociedade.
IV. A Educação Física evolui de acordo com os contextos socioculturais e suas práticas variam conforme as necessidades de cada sociedade.
Está(ão) CORRETA(S):
Em relação aos conhecimentos tradicionais dos povos do semiárido e suas aplicações para o desenvolvimento regional, julgue o item a seguir.
A instituição do fundo de pasto, área de pastoreio comum concedida a vaqueiros e às suas famílias pelos senhores detentores de terras durante os séculos XVIII e XIX, representa um mau exemplo de aproveitamento de recursos naturais, por não oferecer resultados imediatos de engorda dos animais.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
A influência das ideias dominantes opera em dois sentidos aparentemente contraditórios. De um lado, os movimentos indígenas formulam reivindicações nos termos de uma linguagem de direitos dominante, passível de ser reconhecida e, portanto, de ser bem-sucedida. De outro, esses conceitos supõem, ao falar em “conhecimento tradicional” no singular, que um único regime possa representar uma miríade de diferentes regimes históricas e sociais de conhecimento tradicional.
CARNEIRO DA CUNHA, Manuela. “Cultura” e cultura. Conhecimentos tradicionais e direitos intelectuais. Lisboa: Oca Editorial, 2020. (Adaptado.)
Assinale a opção que descreve corretamente a situação descrita.
A ideia de uma “Sociedade de Consumo” vai além da ideia trivial de que todos os membros dessa sociedade consomem, uma vez que todos os seres humanos e todas as criaturas vivas consomem e sempre consumiram. Acreditamos que a análise do consumo como uma atividade social e cultural possibilitará uma melhor compreensão dos novos discursos e propostas advindas do pensamento ambientalista internacional, a partir da percepção da questão ambiental como um problema relativo aos estilos de vida e consumo. Deve-se destacar que a Sociedade de Consumo, como uma ideologia e utopia pautada na abundância, adquiriu um status de natural, universal e eterna, mas foi na verdade construída e instituída em oposição a outras ideologias, utopias pautadas na suficiência, que precisaram ser neutralizadas para permitir sua emergência. O consumo se converteu na arena onde a cultura é motivo de disputas e remodelações. Assim, decisões como o que comprar, quanto gastar, quanto economizar etc. são decisões baseadas em juízos morais e tanto geram quanto expressam aquilo que conhecemos como cultura, no seu sentido mais geral.
Adaptado de: PORTILHO, Fátima. Sustentabilidade ambiental, consumo e cidadania. São Paulo: Cortez, 2005, p. 68-74.
Com base na leitura do trecho, assinale a afirmativa que descreve corretamente a interpretação da autora sobre a sociedade do consumo.
Omama deu-nos a vida muito antes de criar os brancos, e era também ele que, antes deles, possuía o metal. As primeiras peças de ferro utilizadas por nossos ancestrais foram as que Omama deixou para trás na floresta, quando fugiu para longe. Eles não tinham machados e facões de verdade, como hoje. Amarravam pedaços de ferro usados num cabo para fazer machadinhas. Essas ferramentas eram muito poucas nas casas dos antigos. Só alguns homens mais velhos as possuíam e as deixavam bem guardadas. Trabalhavam com esses pedaços de ferro que chamavam de ferramentas de Omama, porque eram muito resistentes. Naquele tempo era assim. Os objetos dos brancos ainda não estavam por toda parte como agora! Por isso penso hoje na dificuldade do trabalho de nossos maiores e isso me leva a não querer ter muitas mercadorias.
KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A queda do céu: a palavra de um xamã Yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 222 (adaptado).
TEXTO 2
Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão alienados do mínimo exercício de ser? A modernização jogou essa gente do campo e da floresta para viver em favelas e em periferias, para virar mão de obra em centros urbanos. Essas pessoas foram arrancadas de seus coletivos, de seus lugares de origem, e jogadas nesse liquidificador chamado humanidade. Se as pessoas não tiverem vínculos profundos com sua memória ancestral, com as referências que dão sustentação a uma identidade, vão ficar loucos neste mundo maluco que compartilhamos.
KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Nesse contexto, para levar os estudantes a refletir sobre as produções e confrontações de saberes em diferentes sociedades, a partir da discussão dos Textos 1 e 2 em sala de aula, um professor do Ensino Médio pode destacar que
Nessa situação, o professor poderá responder adequadamente ao questionamento por meio de uma intervenção pedagógica que

PRANDI, R. Mitologia dos orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
Em uma abordagem didático-filosófica do texto, ao se interpretar o papel de figuras como Olorum, Orixanlá e dos outros Orixás, espera-se que os estudantes compreendam