Questões de Concurso
Sobre estratificação e desigualdade social em sociologia
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I- Comunidades periféricas e quilombolas, por estarem mais próximas de áreas industriais ou lixões, frequentemente enfrentam maiores riscos de contaminação e problemas de saúde.
II- O racismo ambiental se manifesta apenas quando políticas públicas explícitas discriminam grupos raciais, não sendo observável em efeitos indiretos ou estruturais.
III- Estudos sobre justiça ambiental indicam que a vulnerabilidade ambiental está ligada a desigualdades históricas de acesso à terra, educação, saúde e serviços públicos.
IV- Movimentos sociais, como os movimentos negros e indígenas, têm papel central na denúncia e na mitigação do racismo ambiental.
Agora, assinale CORRETAMENTE:
I- A falta de acesso à internet de alta qualidade em regiões rurais contribui para a perpetuação de desigualdades educacionais e econômicas.
II- A posse de dispositivos tecnológicos sem a devida capacitação digital não elimina a desigualdade digital, pois limita o aproveitamento pleno das oportunidades digitais.
III- Políticas públicas focadas exclusivamente na distribuição de equipamentos eletrônicos tendem a reduzir de forma significativa a desigualdade digital.
IV- A desigualdade digital está intrinsecamente ligada a outros tipos de desigualdade, como a social, econômica e de gênero.
Está(ão) CORRETA(S):
Disponível em: https://apublica.org/2024/02/bairros-perifericos-e-de-maioria-negra-sao-os-mais-afetados-por-desastres-em-sao-paulo/ Acesso: 08 Mai 2025.
Avalie se o estudo apresentado no texto evidencia que:
I. Os locais pesquisados apresentam maior violência policial, presença de grupos armados e atuação de facções criminosas.
II. Os bairros com maior população negra apresentam uma qualidade de vida inferior e concentram um número maior de desastres.
III. A situação de racismo ambiental dessas áreas se manifesta por meio da desproporcionalidade na exposição a impactos ambientais negativos.
Está correto o que se afirma em
A Sociologia do Esporte analisa o esporte como um fenômeno social complexo, investigando suas relações com a cultura, a política, a economia e as estruturas sociais. Este campo de estudo busca compreender como as práticas esportivas refletem e, ao mesmo tempo, influenciam as dinâmicas sociais, incluindo questões de identidade, desigualdade, globalização e violência. Um dos temas centrais é a forma como o esporte pode tanto reforçar normas e valores hegemônicos quanto servir de espaço para resistência e transformação social. Acerca do assunto, analise as afirmativas a seguir:
I. A teoria da reprodução, aplicada ao esporte, argumenta que as práticas esportivas frequentemente espelham e reforçam as desigualdades existentes na sociedade, como as de classe e gênero, ao valorizar modalidades associadas a elites ou ao perpetuar estereótipos sobre as capacidades físicas de homens e mulheres.
II. O conceito de "fair play" transcende as regras escritas do jogo, representando um conjunto de valores éticos, como respeito ao adversário e honestidade, que são socialmente construídos e cuja importância pode variar entre diferentes culturas e contextos esportivos.
III. A globalização do esporte, impulsionada pela mídia e por interesses comerciais, resultou na homogeneização completa das práticas esportivas ao redor do mundo, eliminando as manifestações esportivas locais e tradicionais em favor de modalidades de apelo universal.
Está correto o que se afirma em:


I. Mulheres agricultoras têm menos acesso a máquinas e equipamentos, comparativamente aos homens.
I. Produtores negros estão significativamente representados na coordenação de grandes propriedades rurais, especialmente acima de 1.000 hectares.
III. A transição geracional tem sido um desafio, refletindo-se no aumento da média de idade dos produtores rurais familiares.
Estão CORRETAS:
I. Não se limita ao acúmulo de identidades, mas funciona sobretudo como uma lente analítica que revela como estruturas sociais interagem e produzem efeitos políticos e legais.
II. Considera que as categorias de raça, classe, gênero, orientação sexual, nacionalidade, capacidade, etnia e faixa etária estão inter-relacionadas e moldam-se mutuamente.
III. É uma forma de entender e explicar a complexidade do mundo, das pessoas e das experiências humanas.
I No Brasil, o mito da democracia racial pode ser entendido como a ideia de que, especificamente após o período de abolição da escravatura, as relações raciais eram caracterizadas pelo predomínio de manifestações discriminatórias e desiguais.
II O racismo tem por fundamento a falaciosa ideia de hierarquia entre grupos humanos distintos, razão pela qual confere aos racialmente brancos o status completo de cidadão e de dignidade, enquanto outorga aos não-brancos o status de sub-humano ou de humanidade incompleta.
III Práticas recreativas não configuram racismo, porque visam à diversão.
IV O racismo, o preconceito e a discriminação racial são fenômenos sociais distintos.
Assinale a opção correta.
(https://mundocoop.com.br. Adaptado.)
O cooperativismo na Amazônia é um meio para alcançar o ODS 1 — Erradicação da pobreza porque
(https://enciclopedia.itaucultural.org.br)
O quadro “A Redenção de Cam” foi feito pouco depois de declarada a abolição da escravidão e da instituição da República no país. No caminho para um suposto progresso, o Brasil adotava a Europa branca como referência. Sua população, no entanto, pouco se assemelhava à europeia. O negro representava, aos olhos de boa parte da intelectualidade, o passado e o atraso. Surgiram no século 19 as chamadas teorias científicas do branqueamento, propondo como solução para o problema misturar a população negra com a branca, incluindo os imigrantes europeus, geração por geração, até mudar o perfil “racial” do país, de negro a branco. O quadro “A Redenção de Cam”, reverenciado e premiado em sua época, é considerado uma representação visual dessa tese.
(www.nexojornal.com.br. Adaptado.)
O quadro e o excerto apresentam um conflito relativo
I. A produção intelectual de ativistas e de intelectuais não brancas (mulheres negras, afroamericanas, chicanas, latinas, indígenas e asiáticas) entre 1960 e 1980 passou a defender que gênero, raça e classe não operam em separado.
II. O patriarcado, o racismo e o capitalismo, como sistemas de opressão, dominação e exploração, existem e operam de forma articulada, influenciando-se mutuamente.
III. Fatores como sexualidade, geração, deficiência, nacionalidade, idioma e religião são considerados sistemas de subordinação imbricados e relevantes à análise social, a depender do contexto.
IV. O termo “interseccionalidade” foi cunhado em 1989 pela jurista estadunidense Kimberlé Crenshaw.
V. A metáfora do cruzamento entre ruas (em inglês, intersection) é empregada na configuração do conceito de interseccionalidade.
A partir dos anos 1970, autoras feministas marxistas como Angela Davis e Lise Vogel passaram a criticar o marxismo tradicional por não considerar suficientemente as desigualdades de gênero no interior do modo de produção capitalista. Para essas autoras, o patriarcado é um sistema de opressão essencial para a manutenção e o avanço do capitalismo, argumento sustentado pela análise da divisão sexual do trabalho e das formas de exploração da força de trabalho. Os dados do infográfico abaixo são representativos dessa análise.
Sobre os fundamentos teóricos das feministas marxistas e os dados do infográfico, considere as afirmativas a seguir.
I. Embora os dados revelem desigualdade de gênero, a participação masculina nas tarefas domésticas sugere uma tendência à redistribuição mais equilibrada desse trabalho, indicando possível superação da tradicional divisão sexual do trabalho.
II. As feministas marxistas enfatizam que as desigualdades salariais decorrem de fatores culturais, como estereótipos femininos, por exemplo, a fragilidade e atitudes sociais, como a suposta ausência de lide rança das mulheres.
III. A maior carga de trabalho doméstico não remunerado entre as mulheres confirma a crítica feminista marxista de que elas realizam trabalho essencial à reprodução da força de trabalho, sem receber por isso.
IV. A diferença salarial entre homens e mulheres reforça a tese de que a exploração da mais-valia não é uniforme e que o gênero é um vetor estruturante dessa desigualdade.
Assinale a alternativa correta.