Questões de Concurso
Sobre cultura e sociedade em sociologia
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“é pluralista, reconhece diversos territórios epistêmicos, é empenhada em avaliar perspectivas e analisar métodos distintos. Tem uma preocupação especial para a reabilitação e o incentivo de trabalhos africanos e afrodiaspóricos em prol da desconstrução do racismo epistêmico antinegro e da ampliação de alternativas para uma sociedade intercultural e não hierarquizada” (NOGUERA, R. O ensino de filosofia e a lei 10.639. Editora Pallas: Rio de Janeiro, 2011, p. 68-69).
A respeito da noção de racismo epistêmico, considere as afirmações abaixo:
I – No caso da filosofia, esse conceito demonstra que apenas o mundo ocidental pode garantir a filosoficidade de um saber.
II – Ao se arrogarem a autoridade de definir a filosofia, as guerras de colonização produziram epistemicídio, ou seja, o assassinato das maneiras de conhecer e agir dos povos africanos conquistados.
III – Tradicionalmente eurocêntrica, essa visão tenderia a excluir outros estilos, linhas e abordagens filosóficas, negando a legitimidade epistemológica dessas abordagens que não são ocidentais.
A alternativa que reúne as afirmações CORRETAS é:
“A noção de capital cultural impôs-se, primeiramente, como uma hipótese indispensável para dar conta da desigualdade de desempenho escolar de crianças provenientes das diferentes classes sociais, relacionando o “sucesso escolar”, ou seja, os benefícios específicos que as crianças das diferentes classes e frações de classe podem obter no mercado escolar, à distribuição do capital cultural entre as classes e frações de classe. Este ponto de partida implica em uma ruptura com os pressupostos inerentes, tanto à visão comum que considera o sucesso ou fracasso escolar como efeito das “aptidões” naturais, quanto às teorias do “capital humano”. (NOGUEIRA, M. A.; CATANI, A. M., (Org.). Pierre Bourdieu: escritos de educação. Petrópolis: Vozes, 1998, p. 71).
Sobre os três estados do capital cultural definidos por Bourdieu, assinale a alternativa correta:
Biblioteca Viva é um conceito que convida entidades humanas a se transformarem em pistas vivas, socializando os saberes e vivências que compõem a memória coletiva do seu habitar, constituindo-se em importante espaço de catalogação e compartilhamento dessa memória que não está presente em livros ou obras de arte.
LEHNEMANN, R. M. Biblioteca viva: uma metodologia inventiva no âmbito da plataforma de interação ecológica Disponível em: http://www.repositorio.jesuita.org.br/. Acesso em: 29 maio 2024 (adaptado).
Nesse caso, o projeto proposto parte do princípio de que
Antes, tínhamos que silenciar para sobreviver. Hoje, temos que falar, escrever e protagonizar as nossas histórias.
KAYAPÓ, E., BRITO, T. A pluralidade étnico-cultural indígena no Brasil: o que a escola tem a ver com isso? Caicó, v. 15, n. 35, p. 38-68, jul./dez. 2014 (adaptado).
TEXTO 2
Atualmente, mais de 160 línguas e dialetos diferentes são falados por povos indígenas no Brasil. Antes da chegada dos portugueses, estima-se que eram mais de mil.
Disponível em: www.pib.org.br. Acesso em: 30 ago. 2024 (adaptado).
Considerando o campo atual da pesquisa em Música, assinale a opção na qual o conceito apresentado representa o apagamento desses povos, de sua língua, de sua música e de seus rituais.
O que é K-Pop: a história do gênero que mudou a indústria da música. Disponível em: https://revistaquem.globo.com/entretenimento/k-pop/noticia/2022/11/o-que-e-k-pop-ahistoria-do-genero-que-mudou-a-industria-da-musica.ghtml. Acesso em: 15 maio 2024 (adaptado).
Em uma aula destinada a uma turma do Ensino Médio, para expandir e diversificar a compreensão dos estudantes sobre fenômenos relacionados à internacionalização da cultura de massa, a partir da experiência coreana mencionada no texto, é recomendável que a professora
Considerando a composição plural da turma como um parâmetro de pesquisa, já que nela encontram-se alunos brancos, negros, indígenas e também de ascendência asiática, a professora apresentou a seguinte questão norteadora: “Somente os negros foram escravizados?”
Nessa situação, a proposta de intervenção da professora permitirá que os estudantes reconheçam as seguintes características da escravidão:
Atualmente, a atrofia da imaginação e da espontaneidade do consumidor cultural não precisa ser reduzida a mecanismos psicológicos. Os próprios produtos — e entre eles, em primeiro lugar, o mais característico, o filme sonoro — paralisam essas capacidades em virtude de sua constituição objetiva. São feitos de tal forma que sua apreensão adequada exige, é verdade, presteza, dom de observação, conhecimentos específicos, mas também de tal sorte que proíbem a atividade intelectual do espectador, se ele não quiser perder os fatos que desfilam velozmente diante de seus olhos.
ADORNO, T. W.; HORKHEIMER, M. Dialética do Esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1985. p. 104 (adaptado).
Uma forma adequada de a docente conduzir a análise do padrão observado, articulando-o com o excerto apresentado, é levar os estudantes a compreender que
NOGUEIRA, M. A. O capital cultural e a produção das desigualdades escolares contemporâneas. Cadernos de pesquisa (Fundação Carlos Chagas. On-line), v. 51, p. 1-13, 2021 (adaptado).
Um professor de Sociologia do Ensino Médio tem como objetivo conduzir, a partir das informações do texto acima, uma atividade de pesquisa que leve seus alunos a refletirem sobre o conceito de capital cultural e os determinantes da evasão escolar e do ingresso na universidade.
Nessa situação, o objetivo do docente será alcançado se, na atividade desenvolvida, os estudantes fizerem o levantamento
Nessa situação, qual dos trechos enviados pelo professor de Literatura poderia ser usado pela docente de Sociologia na segunda aula, para exemplificar o conceito abordado?
MONTERO, P. Secularização e espaço público: a reinvenção do pluralismo religioso no Brasil. Revista Etnográfica, v. 13, n. 1, p. 7-16, 2009 (adaptado).
Um professor de Sociologia de uma turma da 2ª série do Ensino Médio está planejando aulas sobre cultura e diversidade cultural a partir do tema da religião. Seu objetivo é abordar a participação das religiões na esfera pública. Esse assunto é sociologicamente importante porque permite indicar que as religiões não se restringem à intimidade das pessoas, uma vez que estão cada vez mais participando de decisões públicas. O professor não pretende promover um debate moral em sala, discutindo se a presença pública das religiões está certa ou errada; sua intenção é promover a construção ativa do conhecimento sobre o tema pelos estudantes.
Considerando essa situação, assinale a opção que apresenta uma estratégia de ensino que o docente poderia adotar, na sequência do seu planejamento, para alcançar seus objetivos.
É importante destacar que não se trata de mudar um foco etnocêntrico marcadamente de raiz europeia por um africano, mas de ampliar o foco dos currículos escolares para a diversidade cultural, racial, social e econômica brasileira. Nesta perspectiva, cabe às escolas incluir no contexto dos estudos e atividades, que proporciona diariamente, também as contribuições histórico-culturais dos povos indígenas e dos descendentes de asiáticos, além das de raiz africana e europeia. É preciso ter clareza que o Art. 26A acrescido à Lei 9.394/1996 provoca bem mais do que inclusão de novos conteúdos, exige que se repensem relações étnico-raciais, sociais, pedagógicas, procedimentos de ensino, condições oferecidas para aprendizagem, objetivos tácitos e explícitos da educação oferecida pelas escolas.
BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília (DF): Ministério da Educação, 2004. p. 17 (adaptado).
Com base no exposto, assinale a opção que melhor representa a aplicação da Lei n. 10.639/2003 no contexto do ensino de Sociologia no Ensino Médio no Brasil, de acordo com a problematização feita no trecho das Diretrizes.
Do ponto de vista histórico e sociocultural, essa denominação indica:
Miranda, H. S. (2018). Aulas de História e os Direitos das Crianças e dos Adolescentes: entre possibilidades e desafios. Revista História Hoje, 7(13), 160–178.
A reflexão histórica define conceitualmente a infância como um(a):