Questões de Concurso Sobre interacionismo simbólico e antropologia urbana. estigma e desvio. cultura e arte: corpo, roupa, festas rituais, dança, música, gastronomia, literatura. antropologia e cultura no brasil em antropologia

Foram encontradas 323 questões

Ano: 2024 Banca: IV - UFG Órgão: UFG Prova: IV - UFG - 2024 - UFG - Antropólogo |
Q3017672 Antropologia
Diversas formas expressivas populares e étnicas foram preteridas e silenciadas ao longo da história de formação dos símbolos nacionais. Capoeira e samba, nas primeiras décadas do século XX, Funk e Hip hop nas últimas décadas, foram incompreendidas, perseguidas e proibidas. Paulatinamente, no entanto, resultado da articulação entre artistas populares, intelectuais e promotores culturais, gêneros antes perseguidos foram consagrados, por sua força expressiva e popularidade, como ícones de regiões e da Nação. Nesse quadro, museus antropológicos podem participar contribuindo com
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Ano: 2024 Banca: IV - UFG Órgão: UFG Prova: IV - UFG - 2024 - UFG - Antropólogo |
Q3017671 Antropologia
O tema do “Patrimônio Cultural” é uma das questões importantes na gestão dos acervos etnográficos. No Brasil, antes dos marcos normativos que transformaram em processos jurídicos o tombamento de bens “materiais” e o registro dos bens “imateriais”, os museus etnográficos já eram responsáveis pela conservação e preservação destes patrimônios. Quando coleções etnográficas adentram museus 
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Ano: 2024 Banca: IV - UFG Órgão: UFG Prova: IV - UFG - 2024 - UFG - Antropólogo |
Q3017670 Antropologia
Os processos de restituição de objetos em guarda de museus e indivíduos podem adquirir facetas nacionais, em quadros de justiça de transição e reparação. No Brasil o caso paradigmático da campanha “Liberte o meu sagrado” levou à devolução (nos termos dos religiosos, “libertação”) de 519 objetos, batizados de “coleção Nosso Sagrado”, com guarda no Museu da República do Rio de Janeiro. Este fato representou um marco na relação entre comunidades e museus porque
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Ano: 2024 Banca: IV - UFG Órgão: UFG Prova: IV - UFG - 2024 - UFG - Antropólogo |
Q3017669 Antropologia
O conjunto de convenções da UNESCO, que define e instrui os processos de restituição ou retorno de objetos culturais, tem como princípio o reconhecimento histórico da pilhagem de objetos durante a Segunda Guerra Mundial e o colonialismo europeu dos séculos XIX e XX. Por conta disso, medidas de reparação por danos patrimoniais e morais devem ser geradas. Assim sendo, os processos de restituição são definidos como 
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Ano: 2024 Banca: IV - UFG Órgão: UFG Prova: IV - UFG - 2024 - UFG - Antropólogo |
Q3017666 Antropologia
Nos jogos de força em torno das classificações e representações sobre os povos indígenas em museus antropológicos, coleções e exposições etnográficas, podem ser consideradas 
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Ano: 2024 Banca: IV - UFG Órgão: UFG Prova: IV - UFG - 2024 - UFG - Antropólogo |
Q3017665 Antropologia
Na última década, vem aumentando a presença de indígenas em espaços antes frequentados apenas por profissionais de museus, como reservas técnicas, requalificando e, em alguns casos, estudando coleções. Este fato se enquadra em um movimento mais amplo, dentre os grupos sociais antes representados por instituições como Museus, de revisão crítica de imagens e significados associados à formação da nação. Dentre as estratégias narrativas e institucionais adotadas, a criação de museus indígenas representa
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Ano: 2024 Banca: IV - UFG Órgão: UFG Prova: IV - UFG - 2024 - UFG - Antropólogo |
Q3017660 Antropologia
O conceito de cidadania patrimonial propõe o reconhecimento da capacidade bastante elástica de diferentes grupos sociais e étnicos em politizar o patrimônio e os processos de patrimonialização. Dadas as especificidades históricas, sociais e culturais em que as cidadanias patrimoniais se expressam, podem haver variações no modo como processos de politização do patrimônio se configuram, a saber:
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Q2495931 Antropologia
Segundo o livro Arte Afro-Brasileira, de Roberto Conduru, o acesso à compreensão e à valorização das práticas culturais afrodescendentes nos foi dado por parte de artistas, como:
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Q2495930 Antropologia
O pesquisador Roberto Conduro, no livro Arte Afro-Brasileira (2007), entende o termo “Afro-brasilidade” como:
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Q2495929 Antropologia
A citação “Arte não é adorno, palavra não é absoluta, som não é ruído, e as imagens falam, convencem e dominam. A estes três Poderes – Palavra, Som e Imagem – Não podemos renunciar, sob pena de renunciarmos a nossa condição humana” é de autoria de:
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Q2494483 Antropologia
Comentando sobre as dificuldades inerentes às afirmações sobre a continuidade histórica de grupos indígenas, muitas vezes demandadas pelos operadores do direito ao antropólogo, João Pacheco de Oliveira afirma:

"A única continuidade que talvez possa ser possível de sustentar é aquela de, recusando o processo histórico vivido por tal grupo, mostrar como ele refabricou constantemente sua unidade e diferença face a outros grupos com os quais esteve em interação.”

O pressuposto antropológico que fundamenta esse princípio norteador das pesquisas sobre grupos indígenas é o de que:
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Q2494479 Antropologia
A antropóloga Mariana Ramos de Morais, em um texto publicado em 2017, afirma:

“Trata-se de uma expressão adotada para nomear os grupos praticantes das religiões afro-brasileiras no âmbito das políticas públicas ancoradas no debate acerca da diversidade cultural no Brasil. A preservação da diversidade cultural seria uma das armas contra os assombros da globalização, como preconiza a Unesco ao incentivar seus Estados membros a desenvolverem ações que favoreçam a inclusão e a participação de todos os cidadãos com vistas a garantir a coesão social, a vitalidade da sociedade civil e, sobretudo, a paz. O Brasil, sendo um desses Estados membros, buscou se pautar nessa orientação na criação de certas políticas públicas, especialmente, a partir de 2003.”

A expressão, extensivamente mobilizada em políticas públicas no Brasil, a que a antropóloga se refere é:
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Q2494474 Antropologia
Leia o trecho abaixo, extraído do verbete “Quilombo”, escrito por José Maurício Arruti e publicado no livro "Raça: Perspectivas Antropológicas”:

“O tema dos quilombos coloca em pauta, enfim, o poder de nominação (que cria o nome) e nomeação (que o atribui) de que é instituído o Direito e o seu garantidor, o Estado, detentor da palavra autorizada por excelência. O poder de se atribuir uma identidade garantida aos agentes e grupos, por meio da qual se distribuem direitos, deveres, encargos, sanções e compensações. É a nomeação oficial que põe um termo ou ao menos um limite à luta travada no mundo social em torno das identidades e, por meio delas, das qualidades dos grupos – que está na origem desses próprios grupos.”

Nesse trecho, o autor discute o seguinte aspecto do debate sobre quilombos no Brasil:
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Q2494470 Antropologia
O antropólogo brasileiro Sergio Baptista, em seu texto "Repensando objetos, arte e cultura material”, publicado em 2011, afirmou:

“(…) A arte e a cultura material nos coletivos indígenas das terras baixas da América do Sul têm sido trabalhadas ultimamente desde as lógicas nativas, com a tendência de refutar a noção de estética como categoria transcultural, utilizando-se das categorias êmicas presentes nessa arte e em alguns desses objetos, singularmente concebidos como presentificações de relações estabelecidas com alteridades extra-humanas e suas potências, especialmente divindades e demais habitantes do cosmos (animais, plantas, minerais, etc.), dotados de atributos humanos, ponto de vista, subjetividade e intencionalidade. Nesse sentido, tais ‘objetos’ são sujeitos, possuem agência e não são meras representações de protótipos: são eles próprios. Essa orientação não pretende deslegitimar as análises que enfatizam as manifestações artísticas e os sistemas de objetos como sistemas de representações, indicadores de processos identitários, de afirmação de sujeitos de direitos, de discursos variados e de importantes mensagens culturais neles contidos.”


A perspectiva teórica que tem contribuído para ressituar o debate sobre objetos, coisas e materialidades na antropologia contemporânea é a:
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Q2494467 Antropologia
O texto “As técnicas do corpo”, de Marcel Mauss, é um marco no debate antropológico sobre o corpo. Leia o trecho abaixo:

“Entendo por essa expressão [as técnicas corporais] as maneiras pelas quais os homens, de sociedade a sociedade, de uma forma tradicional, sabem servir-se de seu corpo. Em todo caso, convém proceder do concreto ao abstrato, não inversamente.”

A afirmativa que expressa corretamente a perspectiva do autor é:
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Q2494464 Antropologia
No livro "Ritual e performance: estudos clássicos”, a antropóloga Maria Laura Cavalcanti diz:

“Em um sentido mais estrito, portanto, designamos como rituais esses agregados de condutas e ações simbólicas que, sempre feitos e refeitos no curso do tempo, permeiam a experiência social, conferindo-lhe graça, intensidade e ritmo próprios.”

O autor que fez contribuições para a antropologia dos rituais foi:
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Q2494463 Antropologia
Em seu artigo “Além da natureza e da cultura”, Philippe Descola discute alguns modos de identificação, entre os quais o animismo e o totemismo.

“Nos sistemas animistas, a continuidade das relações entre humanos e não humanos permitida por suas interioridades comuns supera as descontinuidades apresentadas por suas diferenças físicas. […] Em contraste, o totemismo australiano é uma estrutura simétrica caracterizada por uma dupla identidade interna a cada classe de seres – identidade ontológica dos componentes humanos e não humanos da classe devido ao compartilhamento de elementos de interioridade e fisicalidade e identidade das relações estabelecidas entre eles, seja de origem, afiliação, similaridade ou inerência à classe.”

O autor concebe esses modos de identificação como:
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Q2494458 Antropologia
Em 1962, o antropólogo Darcy Ribeiro escreveu:

Um balanço crítico dos cinquenta anos de atividades que o SPI [Serviço de Proteção aos Índios] vem desenvolvendo desde sua criação deve levar em conta as duas ordens de problemas que ele foi chamado a resolver.

1. Os problemas da sociedade brasileira em expansão, que encontra seu último obstáculo para a ocupação do território nacional nos bolsões habitados por índios hostis.

2. Os problemas da população indígena envolvida nesta [sic] expansão, a qual se esforça por sobreviver e acomodar-se às novas condições de vida em que vai sendo compulsoriamente integrada.

Nas suas pesquisas, o antropólogo Antonio Carlos de Souza Lima faz uma crítica ao modelo de relação entre intelectuais, Estado e indígenas no Brasil, expresso no trecho acima.

O modelo que Souza Lima critica é o do(a):
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Q2494456 Antropologia
Em um de seus artigos, Roberto Cardoso de Oliveira escreveu:

“As relações entre essas populações significam mais do que uma mera cooperação, competição e conflito entre sociedades em conjunção. Trata-se ̶ como tenho assinalado ̶de uma oposição ou, mesmo, uma contradição, entre os sistemas societários em interação que, entretanto, passam a constituir subsistemas de um mais inclusivo que se pode chamar de sistema interétnico.”

O termo usado por Roberto Cardoso de Oliveira para designar a dinâmica entre sistemas societários descrita no trecho acima é:
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Q2494455 Antropologia
O antropólogo franco-holandês Arnold van Gennep (1873-1957) é conhecido autor da antropologia das análises rituais. Em um de seus textos, ele diz:

“Frequentemente ̶ e isso é um fato sobre o qual chamo a atenção ̶ os vínculos do moço ou da moça com os ambientes anteriores (de idade, sexo, parentesco, tribo) são considerados tão poderosos que é preciso agir com cautela para rompê-los. Daí as fugas e perseguições múltiplas, na floresta ou na montanha, os pagamentos de dotes ou compras por frações, as repetições dos ritos.”

Essa análise trata dos ritos:
Alternativas
Respostas
161: C
162: B
163: D
164: C
165: D
166: C
167: D
168: B
169: A
170: C
171: A
172: A
173: A
174: C
175: B
176: E
177: B
178: A
179: D
180: D