Questões de Concurso
Sobre investimentos em contabilidade geral
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O Banco XYZ registrava um lucro antes do IR/CSLL e Participações de R$2.200.000.000,00 (dois bilhões e duzentos milhões de reais) no exercício findo em 31-12-2016; os saldos dos principais agrupamentos e de algumas contas do Balancete Geral (modelo BCB CADOC 4010 (pré-balanço) da referida data, são os seguintes:

• A equipe de auditoria executou procedimentos de acordo com o planejamento dos trabalhos nas diversas áreas de auditoria, e preparou uma cédula de proposta de ajustes de auditoria para discussão com a administração do Banco.
• A materialidade de planejamento foi determinada em 5% (cinco por cento) do Lucro Líquido antes do IR e CSLL e participações.
• A materialidade de execução foi determinada em 50% (cinquenta por cento) da materialidade de planejamento.
• Eventuais diferenças abaixo da materialidade de planejamento e superiores a 10% (dez por cento) dessa materialidade serão controladas para fins de apuração de diferenças relevantes, caso a soma delas atingir a materialidade de planejamento.
Nas questões de números 6 a 8 são descritos eventos ocorridos e apurados durante a aplicação dos procedimentos de auditoria. Assinale, em cada caso, a opção mais adequada para responder às três indagações abaixo:
• Quais as contas ou áreas da demonstração contábil objeto da auditoria.
• Qual(is) procedimento(s) de auditoria básico(s) é (são) o(s) mais adequado(s) para a execução da auditoria, considerando o objetivo de concluir sobre a mensuração adequada (“procedimentos analíticos” e “indagação” não são considerados nas opções das questões, pois são utilizados praticamente em todas as áreas ou contas das demonstrações contábeis auditadas em geral).
• Qual(is) procedimento(s) de auditoria básico(s) é (são) o(s) mais adequado(s) para a execução da auditoria, considerando o objetivo de concluir sobre a mensuração adequada (“procedimentos analíticos” e “indagação” não são considerados nas opções das questões, pois são utilizados praticamente em todas as áreas ou contas das demonstrações contábeis auditadas em geral).
Investimentos em operações no exterior podem ser mantidos diretamente pela controladora ou indiretamente por sua controlada ou controladas. É muito comum, nesses casos, que hedges sejam montados para proteção do valor desses investimentos. As questões tratadas nesta interpretação são:
I. a natureza do risco protegido e o montante do item objeto de hedge para o qual a relação de hedge pode ser designada.
II. onde, no grupo de sociedades, o instrumento de hedge pode ser mantido.
III. que montantes devem ser reclassificados do patrimônio líquido para o resultado como ajuste de reclassificação na baixa da operação no exterior.
Está(ão) CORRETO(S) o(s) item(ns).
I. Investimento em controlada, avaliado pelo método de equivalência patrimonial no balanço individual.
II. Investimento em coligada, em empreendimento controlado em conjunto ou em coligada, mantido por entidades de investimento, avaliados a valor justo contra o resultado, tal qual um ativo financeiro.
III. Investimento tratado como ativo financeiro, avaliado a valor justo, tanto no balanço individual da investidora, quanto no consolidado e nunca pela equivalência patrimonial.
Está(ão) CORRETO(S) o(s) item(ns)
O ativo financeiro decorrente de contrato de concessão, representado pelo valor devido, direta ou indiretamente, pelo concedente é contabilizado como:
I. empréstimo ou recebível.
II. ativo financeiro disponível para a venda.
III. ativo financeiro pelo valor justo por meio do resultado, caso sejam atendidas as condições para tal classificação no reconhecimento inicial.
Assinale a alternativa INCORRETA:
A Companhia D possui, dentro das suas contas a receber, um título do governo. Para avaliar o risco de crédito, a Companhia D utiliza uma avaliação de risco de crédito com uma escala que considera os níveis de 1 a 10. A Companhia D reconhece perdas de crédito se houver atraso acima de 30 dias ou se um ativo é classificado nos níveis 7 a 10. A Companhia D considera que uma queda em 2 níveis representa um aumento significativo no risco de crédito. Em 31/12/20X8, o título é classificado no nível 3 e não está em atraso. No reconhecimento inicial, o título foi classificado no nível 3.
Dessa forma, considerando a norma sobre o ajuste de recuperabilidade de instrumentos financeiros, como a Companhia D DEVE determinar a perda esperada para o título público?
I. Na data do balanço, considerando que o risco de crédito de instrumento financeiro não aumentou, significativamente, desde o reconhecimento inicial, a entidade deve mensurar a provisão para perdas para esse instrumento financeiro ao valor equivalente às perdas de crédito esperadas para todo o período em que a Companhia Z esteja exposta ao risco de crédito.
II. Em cada data do balanço, a entidade deve avaliar se o risco de crédito de instrumento financeiro aumentou significativamente desde o reconhecimento inicial. Ao fazer essa avaliação, a entidade deve utilizar a alteração no risco de inadimplência que ocorre ao longo da vida esperada do instrumento financeiro, e não a alteração no valor de perdas de crédito esperadas. Para fazer essa avaliação, a entidade deve comparar o risco de inadimplência que ocorre no instrumento financeiro na data do balanço com o risco de inadimplência que ocorre no instrumento financeiro na data de reconhecimento inicial e deve considerar informações razoáveis e sustentáveis, disponíveis sem custo ou esforço excessivos, que sejam um indicativo de aumentos significativos no risco de crédito desde o reconhecimento inicial.
III. A entidade pode presumir que o risco de crédito de instrumento financeiro não aumentou significativamente desde o reconhecimento inicial se for determinado que o instrumento financeiro possui baixo risco de crédito na data do balanço.
Estão CORRETOS os itens:
I. A companhia deverá mensurar pelo valor contábil, pois a participação dos não controladores será destacada no Balanço Geral Consolidado.
II. A companhia deverá mensurar a participação de não controladores pelo valor justo, ou pela participação proporcional atual conferida pelos instrumentos patrimoniais nos montantes reconhecidos dos ativos líquidos identificáveis da adquirida.
III. Todos os demais componentes da participação de não controladores devem ser mensurados ao valor justo na data da aquisição, a menos que outra base de mensuração seja requerida pelas normas, interpretações e comunicados técnicos do CFC.
IV. A Companhia deverá mensurar, com base nos termos da contratação entre o adquirente e os não controladores, e reconhecer uma obrigação que resulta de eventos passados e cuja existência será confirmada após análise da documentação da adquirida.
Estão CORRETOS os itens:
I. O ativo financeiro mantido dentro de modelo de negócios, se o objetivo for mantê-lo com a finalidade de receber fluxos de caixa contratuais e os termos contratuais do ativo financeiro derem origem, em datas especificadas, a fluxos de caixa que constituam, exclusivamente, pagamentos de principal e juros sobre o valor do principal em aberto. II. Se for intenção da Administração manter o ativo financeiro para negociação, independentemente de sua formalização. III. O ativo financeiro mantido dentro de modelo de negócios cujo objetivo seja atingido tanto pelo recebimento de fluxos de caixa contratuais quanto pela venda de ativos financeiros e os termos contratuais do ativo financeiro derem origem, em datas especificadas, a fluxos de caixa que constituam exclusivamente pagamentos de principal e juros sobre o valor do principal em aberto. IV. Se as características e os riscos econômicos do derivativo embutido não estiverem estritamente relacionados às características e riscos econômicos do contrato principal.
Está(ão) CORRETO(S) o(s) item(ns)
I. O critério seria pelo valor justo, ou pela participação proporcional atual conferida pelos instrumentos patrimoniais nos montantes reconhecidos dos ativos líquidos identificáveis da adquirida. II. O critério seria pelo valor contábil, conforme estabelecido na legislação societária em vigor para proteção do acionista minoritário. III. O critério seria pelo valor atribuído pelo adquirente, menos todos os passivos assumidos durante a avaliação e identificação de ativos e passivos identificados posteriormente. IV. Todos os demais componentes da participação de não controladores devem ser mensurados ao valor justo na data da aquisição, a menos que outra base de mensuração seja requerida pelas normas, interpretações e comunicados técnicos.
Está(ão) CORRETO(S) apenas o(s) item(ns)
I. Promover uma revisão para se certificar de que todos os ativos adquiridos e todos os passivos assumidos foram corretamente identificados e, portanto, reconhecer quaisquer ativos ou passivos adicionais identificados na revisão. II. A contraprestação transferida não pode incluir itens do ativo ou passivo do adquirente cujos valores contábeis sejam diferentes de seus valores justos na data da aquisição. III. Identificar os ativos adquiridos e passivos assumidos, no caso de combinação de negócios realizada em estágios, qualquer participação societária anterior do adquirente na adquirida, bem como a participação de não controladores. IV. A contraprestação transferida não poderá incluir itens do ativo que não puderem ser mensurados pelo valor justo.
Está(ão) CORRETO(S) apenas o(s) item(ns)
I. A melhor forma de reconhecimento inicial é normalmente pelo preço de transação de acordo com a documentação suporte. II. A entidade deve contabilizar esse instrumento nessa data se esse valor justo for comprovado por preço cotado em mercado ativo para ativo ou passivo idêntico ou com base na técnica de avaliação que utiliza somente dados de mercados observáveis. A entidade deve reconhecer a diferença entre o valor justo no reconhecimento inicial e o preço da transação como ganho ou perda.
III. Após o reconhecimento inicial, para diferir a diferença entre o valor justo e o preço da transação, a entidade somente deve reconhecer essa diferença diferida como ganho ou perda na medida em que ela resultar de alteração em fator que participantes do mercado levariam em consideração ao precificar o ativo ou o passivo. IV. Se o instrumento financeiro que foi anteriormente reconhecido como ativo financeiro for mensurado ao valor justo por meio do resultado e seu valor justo cair abaixo de zero, ele não será considerado um passivo financeiro.
Está(ão) CORRETO(S) apenas o(s) item(ns)
I. A perda por desvalorização do Ágio deve ser alocada às partes da unidade geradora de caixa.
II. A perda por desvalorização do Ágio deverá ser alocada, pois está relacionada a ativos identificáveis da unidade geradora de caixa, pelos valores contábeis relativos dos ativos líquidos identificáveis das partes antes da perda por desvalorização.
III. A perda por desvalorização deve ser alocada ao ativo das partes de cada unidade em base pro rata do valor contábil respectivo de cada ativo na parte.
IV. A perda por desvalorização do Ágio deve ser reconhecida imediatamente na demonstração do resultado, a menos que o ativo tenha sido reavaliado. Qualquer desvalorização de ativo reavaliado deve ser tratada como diminuição do saldo da reavaliação.
Está(ão) CERTO(S) o(s) item(ns):