Questões de Concurso
Sobre história da arte e educação em educação artística
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Lembremos também que a obra é constituída, em última análise, por elementos culturais mais profundamente necessários que os próprios elementos materiais. Não há dúvida de que o trabalho sobre a matéria, a habilidade artesanal, o domínio sobre o fazer são elementos constitutivos essenciais da arte, mas eles repousam sobre um pressuposto anterior: o da transformação da matéria numa expressão cultural específica (matéria toma aqui um sentido largo: a pedra para o escultor e a palavra para o poeta estão no mesmo nível). Num caso extremo como o do mictório de Duchamp, essa manipulação parece evidente: arte não é o mictório, é o gesto que o coloca num museu.
(Coli)
O texto indica:
No filme Psicose, de Alfred Hitchcock, o espectador constata a valorização dos personagens, sempre presentes, sempre tratados de maneira individualizada; são mais frequentemente grupos pequenos do que numerosos. O cineasta filmou-os de perto, mostrando sobretudo os rostos, a parte superior dos corpos. As paisagens são raras e, quando existem, estão dramatizadas e intimamente ligadas à ação: uma casa inquietante, um pântano que irá tragar um carro. Percebe-se que não há momentos de contemplação, mas que todas as imagens dependem de uma vontade preponderante de narrar.
(Coli. Adaptado)
É possível, portanto, detectar corretamente
A brincadeira do bumba-meu-boi apresenta elementos que podem ser trabalhados pedagogicamente em sala de aula e que têm como potencial unir o canto, a dança, o ritmo e o teatro, favorecendo o despertar do corpo indivíduo e do corpo coletivo.
Como fundamento de base para a formação cidadã, considera-se que a brincadeira do bumba-meu-boi
Para Vera Maria Candau, em Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas (2008, p. 17), nosso continente é construído em uma base multicultural muito forte. Com uma configuração própria, no Brasil, “a nossa formação histórica está marcada pela eliminação física do ‘outro’ ou por sua escravização, que também é uma forma violenta de negação de sua alteridade. Os processos de negação do ‘outro’ também se dão no plano das representações e no imaginário social”.
Assinale a alternativa em que se encontra uma pintura ilustrativa da citação de Vera Candau.
A arte do século XIX girou em torno da Academia Imperial de Belas Artes, que centralizava o ensino e a produção artística no período. Segundo Sonia Gomes Pereira:
A pintura de paisagem sempre existira na Academia, mas com uma conotação secundária, sobretudo como suporte à pintura histórica [...]. Sob o comando de Grimm, transformou-se numa escola de paisagem, apoiada na prática da pintura ao ar livre, que explorava a beleza natural da cidade do Rio de Janeiro e de seus arredores.
PEREIRA, in OLIVEIRA, Myriam Andrade Ribeiro; PEREIRA, Sonia Gomes; LUZ, Angela A. História da Arte no Brasil: textos de síntese. Rio de Janeiro: UFRJ, 2008, p. 84
As imagens a seguir mostram diferentes paisagens pintadas por artistas do período.

As obras acima são, respectivamente, de autoria dos seguintes pintores:
Gravura é o termo que designa, em geral, desenhos feitos em superfícies duras – como madeira, pedra e metal – com base em incisões, corrosões e talhos realizados com instrumentos e materiais especiais. Ao contrário do desenho, os procedimentos técnicos empregados na gravura permitem a reprodução da imagem. Nessa medida, uma gravura é considerada original quando resultado direto da matriz criada pelo artista, que com essa base imprime a imagem em exemplares iguais, numerados e assinados. Em função da técnica e do material empregados, a gravura recebe uma nomenclatura específica: litografia, gravura em metal, xilogravura, serigrafia etc.

Anna Carolina Albernaz. Aviso prévio.
Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br
Acesso em: 11 jul. 2018.
De acordo com as classificações de contraste formuladas por Donis A. Dondis, em seu livro Sintaxe da linguagem visual (1997), identifique a opção que se aplica à xilogravura da artista Anna Carolina Albernaz.
Mira Schendel (Zurique, 1919 – São Paulo, 1988) desenvolveu durante sua vida uma trajetória marcada pela experimentação e constituída por uma volumosa série de trabalhos, bastante diversos em seus formatos e dimensões, suportes e técnicas. Em todas as suas obras estão presentes elementos que caracterizam e singularizam sua poética, tornando, assim, dificultosa a divisão de sua obra em fases cronológicas e desdobramentos que reaparecem entre uma série e outra. Durante a década de 1960, realizou uma série de trabalhos com papel japonês, cuja translucidez propiciava a leitura da obra em suas duas faces e, presas em placas de acrílico, libertavam a obra da parede.

Série Monotipias, sem título, 1964.
Disponível em: http://arteref.com. Acesso em: 5 ago. 2018.
Sobre as monotipias de Mira Schendel, é correto afirmar que essas obras exploram os opostos
Anita Malfatti e Tarsila do Amaral são nomes consagrados e amplamente conhecidos na História da Arte brasileira, facilmente lembrados ao se falar de mulheres artistas. Apesar da existência de outras representantes femininas, são raras as aparições de artistas mulheres nas publicações e nas coleções de museus. Já a figura feminina como objeto de representação foi tema recorrente na Arte por séculos.
Neste cartaz, produzido para a exposição no Museu de Arte de São Paulo (Masp) em 2017, o grupo Guerrilla Girls atualiza para a realidade brasileira o questionamento sobre a presença das mulheres nos museus.

Disponível em: https://www.sp-arte.com. Acesso em: 25 jul. 2018.
Observe as imagens a seguir e assinale a obra que NÃO foi produzida por uma artista mulher.
“Então, sempre me interessei por aspectos estruturais, de linguagem mesmo. [...] Então, quer dizer, tem aspectos formais de linguagem que sempre me interessaram muito mais que a simples divulgação da informação. Mas claro que ele também se presta, como prestou na época e presta agora, a amplificar uma questão que está na boca e na mente das pessoas. O que eu mais divulgava era sempre o modo de você repetir aquilo, uma espécie de instrução [...] as pessoas continuam sendo mortas pelas mesmas pessoas, os mesmos motivos e quase nos mesmos lugares. Isso é o absurdo do Brasil, essa hipocrisia.”
CILDO MEIRELES. Carbono entrevista Cildo Meireles: entrevista realizada por Marina Fraga e Pedro Urano em agosto de 2013. Carbono, n. 4, 2013.
Observe as imagens a seguir, que representam trabalhos da série Inserções em circuitos ideológicos, de Cildo Meireles:

Nos anos finais da década de 1960 e início dos anos 1970 no Brasil, alguns artistas, dentre eles Cildo Meireles, formularam obras e projetos que visavam unir práticas ou estratégias de arte conceitual e ativismo político. Ao adotar essa postura, questionavam a noção de arte como representação e buscavam maior autonomia para o campo das artes visuais. Inserções em circuitos ideológicos denunciou e problematizou três casos de homicídio, como explicitado nas imagens.
A respeito dessas obras, é correto afirmar que se trata do
Segundo Sônia Gomes Pereira, no livro História da Arte no Brasil: textos de síntese (2008, p. 78- 79), “a arquitetura do período marcou-se por uma série de construções de caráter monumental – muitas delas derivadas da Academia Imperial de Belas Artes, relativas à atuação de vários discípulos de Grandjean de Montigny”. A própria autora ressalta também: “Porém, naquele momento, já existia em várias cidades do Brasil uma maior diversificação historicista, explorando outros ‘revivalismos’.”
Observe atentamente as construções a seguir:

Assinale a alternativa com a sequência correta dos estilos arquitetônicos destacados pela autora.
Observe atentamente as imagens a seguir:

Assinale a alternativa que correlaciona corretamente as imagens com as respectivas classificações
das tradições encontradas na pré-história do Brasil.
A exposição “Quando as atitudes tornam-se forma” (“When attitudes become form”) aconteceu em Berna, na Suíça, em 1969 e foi um evento que combinou artistas de movimentos distintos, como o minimalismo, o pós-minimalismo, a arte povera, a performance e a arte conceitual, misturando-os entre si em um diálogo livre e direto, ao invés de isolá-los em tendências estanques. Assinale a opção que corresponde ao nome de um artista que participou dessa mostra.
O “Panorama da Pintura Moderna” foi publicado em forma de artigo pela primeira vez em 1951, tornando-se livro no ano seguinte. Nesse livro, de uma forma didática, é contado o que acontecia e o que era criado nessa época, citando os diversos artistas responsáveis pela consagração da pintura moderna. Essa importante obra, publicada pelo Ministério de Educação e Saúde em 1952, foi escrita por