Com relação à vascularização da pelve feminina, é incorreto ...
Gabarito comentado
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Tema central: vascularização arterial da pelve feminina, com ênfase nas origens e ramos das artérias pélvicas e relações clínicas (cirurgias ginecológicas e controle de hemorragias).
Gabarito (incorreta): D — “A artéria sacral média origina-se da artéria pudenda interna”. Isso é falso. A artéria sacral média nasce da face posterior da aorta abdominal, próximo à sua bifurcação em ilíacas comuns (L4), e desce na linha média sobre o sacro e cóccix, anastomosando-se com as artérias sacrais laterais (ramos da ilíaca interna). Não é ramo da pudenda interna. Referência: Moore – Anatomia Orientada para a Clínica; Gray’s Anatomy; Netter – Atlas de Anatomia.
Análise das demais alternativas (verdadeiras)
A — A artéria ovariana origina-se da face ventral/anterolateral da aorta, abaixo dos vasos renais (nível L2), segue pelo ligamento suspensor do ovário para irrigar ovário e tuba, anastomosando-se com o ramo ovariano da uterina. Correto. (Moore; Gray’s)
B — A ilíaca interna divide-se em troncos anterior e posterior. Entre os ramos do tronco anterior estão, tipicamente, a obturatória e a pudenda interna. Há variações (p.ex., obturatória originando-se da epigástrica inferior – “corona mortis”), mas a descrição da alternativa é a mais comum. Correto. (Moore; Gray’s)
C — A artéria pudenda interna, principal vaso do períneo, emite ramos como o retal inferior, perineal e a dorsal do clitóris. Percorre o forame isquiático maior, contorna o ligamento sacroespinhoso e entra pelo forame isquiático menor até o canal de Alcock. Correto. (Moore; Netter)
Dica de prova e pegadinhas: memorize as origens diretas da aorta relevantes na pelve: ovariana e sacral média. A maior parte do restante pélvico deriva da ilíaca interna. Não confundir sacral média (da aorta) com as sacrais laterais (da ilíaca interna). Outra pegadinha comum é a variação da obturatória via epigástrica inferior.
Aplicação clínica: conhecer essas origens é crucial em cirurgias ginecológicas (ligadura da uterina/ovariana) e no controle de hemorragias pélvicas por embolização seletiva. (UpToDate – Pelvic arterial anatomy and hemorrhage control)
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