Mulher de 35 anos com cardiomiopatia periparto (fração de e...
Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa correta que indica o próximo passo mais apropriado no tratamento da insuficiência cardíaca.
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Tema central: O foco da questão é a otimização do tratamento medicamentoso na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (IC-FER), especialmente o manejo dos betabloqueadores. O caso traz paciente jovem, estável, com fração de ejeção de 25% e já sob tratamento moderno e multidrogas, porém usando metoprolol em dose abaixo da dose-alvo recomendada em diretrizes.
Justificativa - Alternativa Correta (D): Dobrar a dose do metoprolol
Segundo a Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca (Seção: Tratamento Farmacológico), “os betabloqueadores devem ser titulados até a dose-alvo (metoprolol até 200 mg/dia) ou a maior dose tolerada”. A paciente está em uso de apenas 50 mg/dia – abaixo do ideal – e mantém sintomas discretos (classe funcional II da NYHA). Com sinais vitais estáveis e sem sintomas de hipotensão ou congestão, o passo seguinte é titular a dose do betabloqueador.
Evidências: O aumento gradual reduz mortalidade e hospitalizações, além de melhorar sintomas, conforme demonstrado em grandes estudos clínicos e amplamente respaldado por manuais como o Harrison’s e o UpToDate.
Análise das Alternativas Incorretas:
A) Adicionar ivabradina: Só indicada quando a FC permanece ≥70 bpm mesmo com betabloqueador em dose máxima tolerada. Aqui, o betabloqueador ainda está subótimo.
B) Dobrar a dose da espironolactona: Dose adequada geralmente é 25–50 mg/dia, mas dobrar sem congestão ou hipercalemia não traz mais benefício comprovado neste contexto.
C) Trocar a furosemida por hidroclorotiazida: Na IC-FER, preferimos diurético de alça (furosemida) devido maior potência. Hidroclorotiazida é menos eficaz para controle de congestão.
E) Trocar o metoprolol por carvedilol: Ambos têm eficácia equiparada segundo diretrizes. O certo é otimizar o já utilizado antes de trocar.
Estratégia para provas: Observe sempre a dose dos fármacos, diretriz recomenda chegar à dose-alvo. Pegadinhas comuns são sugerir trocas precoces ou adicionar medicações antes de otimizar o que já está prescrito.
Resumo de protocolo: Titulação progressiva do betabloqueador em IC-FER é parte fundamental do tratamento, devendo ser mantido até dose-alvo/tolerada, desde que hemodinamicamente estável.
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