Lactente, sexo masculino, 2 meses de vida, chega ao pronto-s...
O diagnóstico correto e o que está contraindicado, com nível A de evidência, para o tratamento dessa condição é
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Tema central da questão: O caso clínico descreve um lactente de 2 meses com tosse, cansaço, respiração prolongada e tiragem intercostal. Estes são achados clássicos de bronquiolite viral aguda (BVA), uma das doenças respiratórias mais comuns em menores de 2 anos. A fisiopatologia envolve inflamação dos bronquíolos devido, principalmente, ao vírus sincicial respiratório, levando à obstrução das vias aéreas pequenas e, consequentemente, esforço respiratório aumentado.
Justificativa da alternativa correta (B): O diagnóstico de bronquiolite viral aguda deve ser suspeitado em lactentes com início agudo de dificuldade respiratória, taquipneia, tiragens e, ocasionalmente, sibilância. Segundo o Ministério da Saúde, a terapêutica indicada é suporte clínico: oxigenoterapia conforme necessidade, hidratação e sustentação clínica.
O uso de glicocorticoides está contraindicado, com nível A de evidência, por não demonstrar benefícios na evolução clínica, tempo de hospitalização ou mortalidade (Diretriz SBP 2017; UpToDate). Estudos multicêntricos, como o realizado por Corneli et al., NEJM, 2007, reforçam que corticosteroides não alteram o curso da doença.
Análise das alternativas incorretas:
A) Fisioterapia respiratória: Não há benefícios comprovados no tratamento de bronquiolite aguda em lactentes. Pode causar desconforto e é potencialmente prejudicial. Deve ser reservada para situações específicas, como hipersecreção persistente, o que não se aplica ao caso.
C) Uso de β2-agonistas: Embora possa ser tentado em casos selecionados com sibilância, não há indicação rotineira devido à ausência de resposta clínica significativa. A resposta a broncodilatadores costuma ser pobre, pois o mecanismo predominante é obstrutivo, por edema e debris, não por broncoconstrição como na asma.
D) Asma e anticolinérgico: A asma é diagnóstico inadequado em lactentes tão jovens e com quadro clínico típico de bronquiolite. Além disso, anticolinérgicos não fazem parte do manejo da bronquiolite.
Estratégias para provas: Atenção a termos como “contraindicado” e “nível A de evidência”. Ler atentamente o enunciado garante foco tanto no diagnóstico quanto na conduta inadequada. Lembre-se: bronquiolite viral aguda tem tratamento majoritariamente de suporte, e corticosteroides NÃO devem ser usados, mesmo na presença de sinais importantes.
Referências:
Ministério da Saúde – Bronquiolite, tópico “Tratamento”.
SBP, Diretrizes para Bronquiolite, 2017.
UpToDate, “Treatment and Prognosis of Bronchiolitis in Infants”.
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