Uma criança do sexo masculino com dois anos de
idade chega à Emergência apresentando febre alta,
salivação profusa, voz abafada, desconforto respiratório,
agitação e ansiedade. O quadro iniciou-se há cerca de
8 horas, com dificuldade para deglutir, que piorou muito na
última hora. A criança nunca foi à Unidade Básica de
Saúde para vacinação. Ao exame físico o médico observou
temperatura axilar de 39,8 ºC, aparência toxêmica, corpo
inclinado para frente, com hiperextensão do pescoço,
protusão do queixo e posicionamento da língua para fora,
fazendo a saliva escorrer pela boca, além de estridor
inspiratório.