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Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: Código Penal Militar, art. 31: "Art. 31. O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza, só responde pelos atos já praticados." Como a afirmativa II diz que o agente "não responde por crime algum", ela contraria o CPM; por isso, e estando corretas as afirmativas I e III, o gabarito é C.
- No CPM, confira se a afirmação reproduz exatamente o efeito jurídico da desistência voluntária e do arrependimento eficaz: não há impunidade total, mas responsabilização pelos atos já praticados.
- Em tentativa no CPM, não esqueça a ressalva expressa do art. 30, parágrafo único: em caso de excepcional gravidade, pode-se aplicar a pena do crime consumado.
- No erro de direito do art. 35 do CPM, a consequência prevista é atenuação ou substituição da pena, com a ressalva dos crimes que atentem contra o dever militar.
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Gab C
I - Pena de tentativa Art. 30. Parágrafo único. Pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime, diminuída de um a dois terços, podendo o juiz, no caso de excepcional gravidade, aplicar a pena do crime consumado.
II - Desistência voluntária e arrependimento eficaz. Art. 31. O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se produza, só responde pelos atos já praticados.
III - Êrro de direito Art. 35. A pena pode ser atenuada ou substituída por outra menos grave quando o agente, salvo em se tratando de crime que atente contra o dever militar, supõe lícito o fato, por ignorância ou êrro de interpretação da lei, se escusáveis.
Como sabemos, a tentativa é punível de forma correspondente, então, na desistência ou arrependimento (que acaba sendo, no final das contas, uma tentativa que foi impedida pelo próprio agente), não poderia o código deixar de punir o indivíduo.
Sobre a alternativa III:
- erro de direito (supõe lícito o fato) = atenua a pena
- erro de fato (supõe a inexistência de circustância de fato) = isenta a pena
Getúlio, mas neste caso não podemos falar em tentativa pois não foi uma conduta alheia a vontade do agente que cessou a agressão, e sim o agente que voluntariamente desistiu de prosseguir em seu intento. Ou seja, responde pelos atos já praticados.
Bons estudos.
Getúlio para recepcionista e Douglas para presidente.
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