Questões de Concurso Militar CIAAR 2026 para Médico da Aeronáutica - Cardiologia

Foram encontradas 28 questões

Q4149949 Medicina
Um Major-aviador, 41 anos, é avaliado após relato de episódio de pré-síncope durante manobras executadas sob regras de voo para aproximação final da pista de pouso, referindo visão turva seguida de sensação iminente de desmaio. ECG basal demonstra intervalo QTc 492 ms, sem alterações eletrolíticas. Holter de 24h identifica episódios de taquicardia ventricular polimórfica não-sustentada (4 a 7 batimentos). Ressonância cardíaca sem realce tardio, FEVE 62% e ausência de cardiomiopatia estrutural. Geneticamente, foi identificado polimorfismo patogênico em KCNH2 (SQTL2). Após discussão diagnóstica, o militar solicita expressamente que nenhum dado seja enviado ao Sistema de Saúde Aeronáutico ou à Junta Aeromédica — alegando que se sente assintomático, pode “controlar o estresse” e que a divulgação significaria fim de carreira. Recusa qualquer afastamento imediato. Considerando o Código de Ética Médica (CFM 2019), o risco concreto a terceiros e à coletividade, e a natureza operacional da função, qual é a conduta eticamente correta?
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Q4149950 Medicina
Homem de 76 anos, IC crônica FEVE 22%, chega ao pronto atendimento com rebaixamento do nível de consciência e dispneia grave. Monitorização revela:
● PA 76/48 mmHg, PAM 56 mmHg,
● FC 118 bpm, ritmo sinusal,
● SatO₂ 86% em O₂ 10 L/min,
● Lactato 4,8 mmol/L,
● PVC 18 mmHg,
● débito urinário < 0,3 mL/kg/h. Ecocardiograma à beira-leito:
● FEVE 20%,
● VTI ao Doppler de via de saída: 8 cm,
● VE sem colapso respiratório,
● congestão pulmonar significativa ao lung-US (6 linhas B difusas). Gasometria arterial em VNI: ● pH: 7,25 ● pCO₂: 55 mmHg
● pO₂: 62 mmHg
● HCO₃: 20 mEq/L.
O paciente está em choque cardiogênico clássico. Qual a conduta hemodinâmica inicial mais indicada segundo o Guideline sobre insuficiência cardíaca (ESC 2023)?
Alternativas
Q4149951 Medicina
Um homem de 54 anos, diabético, coronariopata, com LDL inicial de 162 mg/dL, está em uso de rosuvastatina 40mg + ezetimiba 10 mg há 3 meses. LDL atual = 78 mg/dL, Lp(a) = 68 mg/dL e triglicérides = 185 mg/dL. CACscore = 520 (alto risco). Segundo as diretrizes atuais, qual é a meta terapêutica e conduta recomendada?
Alternativas
Q4149952 Medicina
Paciente masculino, 72 anos, apresenta dispneia progressiva (classe III) e síncope aos esforços. Ecocardiograma mostra estenose aórtica grave com:
● Vmax = 5,2 m/s
● Gradiente médio = 63 mmHg
● Área valvar aórtica = 0,65 cm²
● FEVE = 41%
● SVI (volume sistólico indexado) = 28 mL/m²
● Fração de ejeção do VE reduzida com strain longitudinal global = –12%
AngioTC para TAVI:
● Ânulo ovalado 27 × 23mm
● Altura dos óstios coronários: 9mm (ESQ) e 10mm (DIR)
● Score de calcificação aórtica = Agatston 4200
O paciente tem comorbidades significativas (fragilidade moderada e DPOC Gold 3). Com base nas 2025 ESC/EACTS Guidelines for Valvular Heart Disease, qual é a estratégia mais indicada? 
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Q4149953 Medicina
Homem de 63 anos portador de valva mitral biológica implantada há 4 anos. Apresenta febre persistente e perda ponderal. Hemoculturas: S. aureus meticilino-sensível. ECOTT: vegetação móvel em prótese de 17 mm, perfuração de cúspide e jato de refluxo excentrico.TC cardíaca multicorte: abscesso perivalvar 9 mm. PET-CT: captação focal intensa (SUV máx 8,4) no anel protético. Apresenta AVC isquêmico leve há 36 h, NIHSS 2.
Qual a conduta segundo a ESC 2023 Endocarditis Guidelines
Alternativas
Q4149954 Medicina
Homem de 69 anos, portador de cardiomiopatia dilatada não isquêmica, FEVE 28%. Após 4 meses de terapia otimizada (sacubitril/valsartana + beta-bloqueador + antagonista da aldosterona + inibidor da SGLT2), Holter evidencia poucos episódios de TVNS (máx. 8 batimentos). BNP 1450 pg/mL. ECG mostra QRS com duração de 168ms e morfologia típica de BRE.
Ecocardiograma:
● tempo de ativação mecânica do ventrículo esquerdo: 180 ms,
● strain cardíaco com GLS (Global Longitudinal Strain): –8%,
● dissincronia intraventricular evidente.
O centro dispõe de estimulação fisiológica (His-bundle pacing e Left bundle branch pacing - LBBP). Qual é a estratégia de dispositivo mais apropriada, considerando as diretrizes atuais?
Alternativas
Q4149955 Medicina
Mulher de 67 anos, apresentando angina estável (CCS II). Ecocardiograma: FEVE 48%. AngioTC coronariana:
● Estenose de 72% em artéria descendente anterior proximal
● FFR-CT: 0,74
● Escore de cálcio: 780
● Miocárdio: sem fibrose na RM cardíaca
Qual conduta é padrão segundo ESC 2024 CCS?
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Q4149956 Medicina
Homem de 58 anos, apresentando dor torácica típica há 1h. ECG: supraST 3 mm de V2–V4 + infra em parede inferior. Laboratório inicial: Troponina T = 233 ng/L (VR <14). CAT de urgência com estenose crítica em artéria descendente anterior proximal; fluxo TIMI 0. ICU: Killip I.
Qual conduta adjunta é essencial no intra-procedimento?
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Q4149957 Medicina
Militar de 49 anos, IAM com supra ST ínfero-posterior, com início dos sintomas há 45 min. Base aérea sem hemodinâmica disponível. ECG: supra 2mm em DII, DIII, aVF e infra em V1–V3. PA 118/72, FC 92, sem sinais de IC. Segundo diretrizes, qual deve ser a conduta imediata?
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Q4149958 Medicina
Paciente de 32 anos, previamente hígido, apresenta dor torácica atípica, febre e taquicardia. ECG: supradesnivelamento difuso do segmento ST. Troponina T = 4250 ng/L (elevada). RM cardíaca: edema miocárdico; realce tardio mesocárdico em parede lateral e ínfero-lateral com FEVE 46%.Sorologias: enterovírus +. PCR = 16 mg/dL. Hemodinâmica estável.
Segundo as diretrizes atuais, qual é a conduta recomendada?
Alternativas
Q4149959 Medicina
Homem de 58 anos, chega à emergência com dor torácica pleurítica intensa há 36 horas, febre 38,3°C e dispneia leve. ECG: supra difuso de ST e PR abaixo da linha de base de V2–V6, com concavidade superior. RX de tórax sem derrame pleural. ECO: derrame pericárdico posterior moderado (espessura máxima 12 mm) e colapso diastólico precoce; pressão venosa jugular elevada; pressão arterial 96/58 mmHg; frequência cardíaca 118 bpm. Laboratório: PCR 24 mg/L, leucócitos 14.500/μL. Não há história de trauma ou cirurgia. Considerando os achados descritos, qual é a conduta mais apropriada e imediata? 
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Q4149960 Medicina
Mulher de 19 anos, proveniente de área rural, apresenta história de dor articular migratória há 2 semanas, febre intermitente, e desde 72h dispneia aos mínimos esforços. Exame: sopro sistólico em foco mitral - novo (regurgitação moderada), B3 presente, edema e estertores basais. ECG: QT normal; RX-tórax: cardiomegalia moderada. Antígeno rápido para streptococo negativo no 14º dia do início das manifestações articulatórias; teste anti-estreptolisina O (ASLO) elevado (séries > upper normal). Segundo os critérios de Jones revisados e recomendações atuais, qual é a conduta diagnóstica-terapêutica mais adequada?
Alternativas
Q4149961 Medicina
Mulher de 34 anos, G2P1, 28 semanas de gestação, passado de cardiomiopatia periparto (em parto anterior) com FEVE prévia 38% (recuperação parcial: FEVE atual 45%). Atualmente, queixa-se de piora da dispneia. PA 110/68 mmHg, FC 92 bpm, edema +/4, saturação 98% em ar ambiente. ECO atual: FEVE 42%, ausência de trombo intracavitário. Em uso de carvedilol e enalapril em baixa dose desde pré-gestação. Considerando a segurança materno/fetal, qual a conduta mais adequada neste momento da gestação?
Alternativas
Q4149962 Medicina
Homem de 56 anos, obeso (IMC: 34), DM2, apresenta PA em consultório 162/98 mmHg após três leituras distintas em diferentes dias. Exames: creatinina 1,4 mg/dL (TFG estimada 60 mL/min/1,73m²), potássio 4,2 mEq/L. ECG com sinal de hipertrofia ventricular esquerda. Ele está em uso de metformina estatina. Qual a estratégia terapêutica inicial mais apropriada segundo diretrizes atuais?
Alternativas
Q4149963 Medicina
Mulher de 45 anos, recente cesárea há 10 dias, apresenta dor pleurítica súbita, taquicardia (130 bpm), hipotensão relativa (PA 88/60), saturação 86% em ar ambiente. ECG: S1Q3T3 com taquicardia sinusal. Gasometria: PaO₂ 58 mmHg. Escore de Wells clínico muito provável; D-dímero elevado. ECO transtorácico à beira-leito: dilatação aguda do VD, TAPSE 10 mm, motivo de hipocinesia paradoxal do septo interventricular. Qual a conduta imediata mais apropriada, considerando o risco hemorrágico pós-parto? 
Alternativas
Q4149964 Medicina
Homem de 62 anos, tabagista intenso, relata dor torácica súbita e intensa de início há 2 horas com irradiação para dorso. PA direita 160/90 mmHg, PA esquerda 110/70 mmHg; pulso radial direito perceptível e esquerdo diminuído. Rx tórax: alargamento do mediastino. ECG: sem alterações isquêmicas agudas.Tomografia computadorizada com contraste: dissecção aórtica tipo A com flap íntimo-medial e envolvimento até a origem dos troncos supra-aórticos; hemopericárdio moderado. Em relação ao manejo inicial e definitivo, qual é a conduta mais correta?
Alternativas
Q4149965 Medicina
Paciente de 70 anos, histórico de infarto prévio (há 3 anos), com revascularização percutânea, FEVE atual 46%, diabetes, insuficiência renal crônica moderada (creatinina 1,6 mg/dL). Apresenta-se com proposta de cirurgia eletiva de grande porte eletivamente (ressecção intestinal oncológica). Ele é capaz de realizar atividade de 4 METs. ECO revela parede anterior levemente hipocinética; nenhuma valvopatia grave. Segundo as diretrizes atuais, qual é a conduta mais apropriada antes de liberar para cirurgia eletiva?
Alternativas
Q4149966 Medicina
Paciente de 59 anos, apresentando episódios de dor torácica atípica intermitente. Exames realizados:
● Teste ergométrico (esteira): finalizada no estágio 8; apresentando dor torácica atípica no pico, com redução de ST de 1mm em V5–V6 (horizontal) no esforço máximo; pressão arterial e frequência adequadas.
● MAPA 24h: média pressórica 24h de 138/86 mmHg; perfil noturno com queda <10% (nocturnal non-dipper).
● Holter 24h: episódios de taquicardia supraventricular não sustentada (6–8 batimentos), numerosas extrasístoles ventriculares isoladas (1,5% do total), sem pausas significativas.
● Cintilografia miocárdica de perfusão (SPECT) com estresse farmacológico: defeito reversível moderado em território anterior envolvendo aproximadamente 12% da massa miocárdica.
● Angiotomografia coronariana (AngioTC): aterosclerose coronariana com calcificação moderada, estenose de aproximadamente 65% no terço médio da DA; FFR-CT: 0,81.
● Ecocardiograma transtorácico: FEVE 54%, sem valvopatias significativas; RMC (ressonância) prévia: ausência de realce tardio de contraste (LGE negativo).
Com base nesses achados integrados, qual interpretação diagnóstica e estratégia terapêutica é a mais adequada?
Alternativas
Q4149968 Medicina
Paciente com ICFEr (FE ≤35%) em uso apenas de diurético. Indique o regime farmacológico inicial com maior impacto prognóstico, segundo diretrizes recentes. 
Alternativas
Q4149969 Medicina
Paciente de 65 anos, evoluindo com choque cardiogênico após IAM anterior extenso. Qual a medida inicial indicada?
Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: B
4: B
5: C
6: B
7: B
8: B
9: C
10: B
11: B
12: D
13: B
14: B
15: C
16: B
17: B
18: C
19: C
20: A