Questões Militares
Sobre transtornos mentais orgânicos em psiquiatria
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Analise as afirmativas abaixo quanto ao delirium na pessoa idosa.
I. O delirium hipoativo, caracterizado pela menor movimentação espontânea, pensamento lentificado e letargia, é mais frequente que o delirium hiperativo.
II. O sexo masculino, a idade, a presença de déficit cognitivo preexistente, morbidades e a polifarmácia são fatores predisponentes.
III. O delirium subsindrômico, caracterizado pela presença de um ou mais critérios de delirium, embora sem preencher todos os critérios diagnósticos, não afeta a funcionalidade, cognição e mortalidade.
IV. Constituem como critérios diagnósticos a presença de distúrbio de atenção e de outros domínios cognitivos, a flutuação cognitiva e o desenvolvimento a médio e longo prazo, que não é mais bem explicada por outros distúrbios neurológicos.
V. A prevenção do delirium deve priorizar o emprego de medicamentos antipsicóticos em baixas doses para prevenção de hiperatividade psicomotora em pacientes de alto risco para o quadro.
Estão corretas apenas as afirmativas
I. O início dos sintomas ocorre tipicamente em idade mais jovem (40–65 anos) comparado à doença de Alzheimer.
II. Alterações de personalidade e comportamento social inapropriado podem ser manifestações iniciais proeminentes.
III. A memória episódica para eventos recentes costuma estar relativamente preservada nos estágios iniciais.
IV. Atrofia cerebral preferencial dos lobos frontais e/ou temporais é achado característico na neuroimagem.
Sobre as afirmativas acima, é correto afirmar que:
Nesse contexto, analise as assertivas abaixo e informe verdadeiro (V) ou falso (F). Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) O comprometimento de memória episódica (eventos recentes) é frequentemente a manifestação cognitiva inicial mais proeminente.
( ) O curso clínico caracteriza-se por declínio progressivo e irreversível das funções cognitivas ao longo do tempo.
( ) A capacidade de realizar atividades de vida diária permanece preservada mesmo em estágios avançados.
( ) Alterações comportamentais e neuropsiquiátricas podem ocorrer em qualquer fase da evolução da doença.
I. O delirium caracteriza-se principalmente por prejuízo da atenção, com distúrbio adicional da cognição e flutuação do estado mental ao longo do dia.
PORQUE
II. As alterações cognitivas observadas no delirium decorrem necessariamente de lesões estruturais irreversíveis do sistema nervoso central.
Um homem de 71 anos, com histórico de hipertensão controlada e diabetes tipo 2, começa a apresentar mudanças comportamentais progressivas, incluindo desorganização cognitiva, dificuldade em executar tarefas diárias e episódios de alucinações visuais, frequentemente envolvendo pessoas ou objetos inexistentes. Durante a noite, manifesta confusão acentuada, com dificuldade em reconhecer o ambiente e episódios de desorientação. Além disso, ocorre flutuação cognitiva, caracterizada por períodos em que parece alerta e orientado, seguidos por episódios de deterioração mental com déficits de atenção e memória. Familiares relatam que, em momentos de lucidez, o paciente é capaz de interagir de forma adequada, mas em outras ocasiões, mostra respostas incoerentes e dificuldade em seguir conversas. O exame neurológico revela rigidez muscular generalizada, especialmente em membros superiores, bradicinesia (lentidão nos movimentos), e postura corporal alterada, compatível com disfunções motoras progressivas. Não há relato de tremores evidentes, mas se observa instabilidade postural e leve comprometimento da marcha.
O diagnóstico mais provável desse caso é:
Durante a avaliação inicial de um quadro depressivo, um marcador biológico, frequentemente, alterado em pacientes com quadro de depressão maior, porém nem sempre solicitado, é:
I. O excesso de inibição dopaminérgica no corpo estriado resulta em bradicinesia.
II. Em pacientes com DP medicados com agentes antiparkinsonianos, o delirium tem o dobro de chances de se desenvolver, em comparação com aqueles sem demência. A redução da dosagem do agente antiparkinsoniano precisa ser considerada e, se não for viável, recomenda-se o uso de clozapina.
III. A psicose é comumente associada à doença de Parkinson. A principal teoria é de que o acúmulo de corpos de Lewy no córtex cerebral, assim como em neurônios serotoninérgicos do núcleo da rafe no mesencéfalo, esteja relacionado à causa da psicose da doença de Parkinson.
IV. Assim como na esquizofrenia, as alucinações na DP tendem a ser auditivas e o paciente geralmente não possui, em nenhum momento da doença, consciência da falsa natureza das alucinações e dos delírios.
Estão corretas apenas as afirmativas
Assinale o transtorno em que essas reações ocorrem com frequência.