Questões Militares
Sobre gastroenterologia em medicina
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( ) Receptores de histamina e muscarina tem papel central na patofisiologia de náuseas e vômitos induzidos pela quimioterapia.
( ) Vias de serotonina estão centralmente envolvidas na fase aguda das náuseas induzidas por cisplatina, que podem ser manejadas com Ondasetrona e Dexametasona.
( ) Substância P e receptor taquicinina neuroquinina-1 (NK1) estão envolvidos na fase tardia das náuseas induzidas por cisplatina, que podem ser manejadas com Aprepitano.
( ) A patofisiologia da náusea aguda induzida por cisplatina envolve o quimioreceptor da zona de gatilho, localizado na porção inferior do quarto ventrículo, numa região denominada postrema.
Marque a opção que apresenta a hipótese diagnóstica no caso acima.
Sobre essas doenças, analise as assertivas abaixo.
I. A RCU é uma condição crônica e recorrente caracterizada por inflamação difusa da mucosa intestinal e que envolve apenas o cólon, enquanto a DC pode acometer qualquer segmento do trato gastrointestinal.
II. Essas doenças são manifestadas apenas no intestino e não estão associadas às manifestações extraintestinais.
III. O tabagismo é fortemente associado ao desenvolvimento, resistência às medicações e novas recidivas na RCU.
IV. Na doença de Crohn, a inflamação intestinal é restrita à mucosa e por isso é menos comum a formação de fístulas.
Sobre as assertivas acima, é correto afirmar que
( ) A hemorragia consequente à ruptura de varizes esofagianas (VE) e/ou gástricas (VG) é a principal complicação da hipertensão portal.
( ) A reposição de volume nos pacientes cirróticos e portadores de hipertensão portal deve ser feita, preferencialmente, com soluções cristaloides.
( ) A utilização de drogas vasoativas, que promovem vasoconstrição esplênica (terlipressina ou octreotide), não está indicada nos casos de HDA secundária à hipertensão portal.
( ) A hemostasia endoscópica deve ser feita, preferencialmente, nas primeiras doze horas após a internação, assim que o paciente esteja estabilizado do ponto de vista hemodinâmico.
“Esôfago e duodeno endoscopicamente normais. Pangastrite endoscópica, enantematosa de grau moderado com placas brancas, pouco elevadas no antro e diminuição significativa do pregueado do corpo gástrico.
O exame de anatopatologia mostrou: Pangastrite enantematosa de grau moderado, com moderada atrofia e intensa metaplasia no antro e incisura angular, além de atrofia intensa no corpo, associada à metaplasia intensa no antro; a pesquisa do H.pylori, foi negativa.
A Classificação OLGA (Operative Link for Gastritis Assessment) foi utilizada para classificar as gastrites quanto ao grau de atrofia.”
Sobre o caso apresentado acima, é correto afirmar que:
( ) A presença do anti-HBc total, isoladamente não indica imunidade.
( ) A presença do RNA do VHB é o método mais sensível e específico para detectar a replicação do VHB.
( ) É considerada resposta parcial da Hepatite B, quando o DNA do HBV é detectável na 24ª semana de tratamento.
( ) Na Hepatite B, há necessidade de avaliar a sorologia para o vírus da Hepatite C, como também pesquisar a infeção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e a possibilidade de coinfecção pelo vírus da Hepatite Delta (HDV).
( ) A forma branda da CI possui caráter autolimitado e geralmente sem envolvimento transmural do cólon, comprometendo somente a mucosa e submucosa.
( ) A forma de Colite transmural é grave, associa-se à necrose completa da parede, falência múltipla de órgão, necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva, abordagem cirúrgica e com alta mortalidade.
( ) Essa paciente deverá ser encaminhada imediatamente para a realização de uma angiografia mesentérica, pois apesar de ser um método invasivo e isento de complicações, é considerado atualmente “padrão ouro” para o diagnóstico se comparado com a colonoscopia.
( ) São considerados fatores de risco associados a mau prognóstico, segundo o American College of Gastroenterology (ACG): hipotensão arterial (PAS menor que 90 mm HG); taquicardia (FC maior que 100 batimentos/min); dor abdominal sem sangramento retal; ureia sérica maior que 20 mg/dL; hemoglobina menor que 12 g/dL; desidrogenase láctica (DHL) maior que 350 u/L; sódio sérico menor que 136 mEq/L; leucócitos maior que 15.000 mm ³.
I. O tipo diarreico (SSI-D) é caracterizado por evacuações múltiplas e fragmentadas que iniciam a qualquer hora do dia, após todas as refeições, com grande volume fecal, sendo a primeira evacuação já totalmente amolecida ou líquida, que pode conter muco e sempre com sangue, apresentando longos períodos de intervalo até o próximo episódio.
II. O diagnóstico da SII é essencialmente clínico, pela inexistência de anormalidades físicas, achados laboratoriais, radiológicos e endoscópicos indicativos de doença orgânica. São alguns dos sinais: dor abdominal aliviada pela evacuação; distensão abdominal referida ou visível; maior frequência de evacuações e fezes inconsistentes a partir do início do quadro doloroso; muco e sensação de evacuação incompleta.
III. Pelo critério de ROMA IV, atualizado, na SII, a dor abdominal deve estar presente, pelo menos, 1 vez por semana, nos últimos 3 meses, com início, pelo menos, há seis meses, associada a, pelo menos, 2 das seguintes queixas: mudança na frequência das fezes; mudança na forma / aparência das fezes; frequência alterada ( mais de 3 vezes ao dia, ou menos de 3 vezes ao dia; formato anormal das fezes; esforço; urgência ou sensação de evacuação incompleta; eliminação de muco; meteorismo ou sensação de distensão abdominal.
IV. Além de uma anamnese bem feita, utilizando os critérios de ROMA IV atualizado, o que é suficiente para o diagnóstico, na ausência de sinais de alarme (suspeita de obstrução intestinal, sangramentos, emagrecimento, idade superior a 50 anos), alguns poucos exames laboratoriais são indicados para o diagnóstico diferencial e incluem a solicitação dos exames: hemoglobina, proteína C reativa, albumina, T-4 livre e TSH, dosagem sérica de anticorpos antiendomíseo, fração IgA e IgG, ou antitransglutaminase IgA.
Estão corretas apenas as assertivas